Ex-ministro da Educação nomeado Estado…

Maputo, 19 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, nomeou segunda-feira a ex-ministra da Educação, Carmelita Namashulua, como Inspetora-Geral do Estado.

O Inspetor Geral do Estado, que é um novo órgão criado pelo Presidente Chapo, será “responsável por desvendar as barreiras ao desenvolvimento e lidar com a corrupção no setor público”.

O órgão, que funciona a partir dos gabinetes presidenciais, será também responsável pelo reforço dos mecanismos de fiscalização, auditorias e promoção da integridade na Administração Pública do país.

“A nomeação de Carmelita Namashulua marca o início do funcionamento da nova instituição, criada com o objectivo de reforçar o controlo interno do Estado, fiscalizar os actos administrativos, e promover maior transparência e boa governação nos órgãos públicos”, lê-se na nota.

Segundo o documento, o Presidente Chapo nomeou também Emanuel Mabumo e Laura Nhancale como Inspectores-Gerais Adjuntos do Estado.

A nomeação de Namashulua para este cargo é controversa, visto que era Ministra da Educação quando foi constatado o escândalo relativo a graves erros geográficos e matemáticos em livros escolares, impressos em Portugal, em 2022.

Como ministra da Educação, Namashulua nem sequer conseguiu resolver o problema do pagamento de horas extraordinárias aos professores, embora afirmasse muitas vezes que o problema estava a ser resolvido. Os longos atrasos no pagamento das horas extras continuam a enfurecer os professores, levando a greves esporádicas.

Sou/

Coleção sobre Direito Penal Internacional…

Maputo, 19 Mai (AIM) – O Ministério da Justiça de Moçambique, Mateus Saize, lançou segunda-feira, em Maputo, uma colecção de Legislação sobre Direito Penal Internacional, que é considerada um instrumento estratégico para o reforço da luta contra o crime organizado transnacional, o terrorismo, a corrupção e o tráfico de droga no país.

O ministro explicou que a publicação é um marco relevante no fortalecimento do sistema de justiça moçambicano e na consolidação do Estado de Direito, pois “transcende a ideia de uma simples construção normativa”.

Segundo Saize, dada a crescente sofisticação do crime internacional, é imperativo que os Estados adoptem respostas jurídicas alinhadas com os compromissos internacionais para fortalecer o sistema.

A obra reúne 27 instrumentos jurídicos internacionais adoptados no âmbito das Nações Unidas, da União Africana e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Visa facilitar a consulta e a aplicação prática dos mecanismos jurídicos internacionais pelos operadores de justiça.

Segundo o representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em Moçambique, António De Vivo, a recolha representa mais um esforço para manter as questões de justiça criminal no topo da “agenda nacional”.

“Mais do que um compêndio normativo, é uma coleção concebida como uma ferramenta prática de trabalho destinada a operadores de justiça, decisores políticos, investigadores académicos e outras partes interessadas relevantes. Os instrumentos compilados constituem referências essenciais para a prevenção e combate a fenómenos criminais que transcendem fronteiras e desafiam as capacidades nacionais”, afirmou.

Por sua vez, Michele Crimella, representante da União Europeia, disse que o lançamento da obra reflecte “o compromisso de Moçambique com a justiça e a cooperação internacional para o Estado de Direito”.

“O Estado de direito está sob ataque em muitos países. É dever de todos proteger os sistemas, instituições e princípios que garantem o bem comum e a coexistência social. Os desafios à justiça e à segurança não conhecem fronteiras”, disse ela.
“O crime organizado transnacional, o tráfico de seres humanos e a corrupção são ameaças que exploram as fraquezas institucionais e promovem a impunidade”, acrescentou.

(MIRAR)

NL/Am/

Água é bem estratégico para…

Maputo, 19 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, acredita que a água é um bem estratégico da soberania nacional e um elemento central para o desenvolvimento social.

Segundo o Presidente, que falava segunda-feira, em Maputo, no lançamento do Pacto Nacional para a Segurança Hídrica 2026–2036 (PROÁguaS), a gestão dos recursos hídricos deve ser tratada como uma prioridade estratégica para o país.

“A água já não é vista apenas como um recurso natural. Constitui um bem estratégico de soberania, de resiliência climática e de desenvolvimento sustentável das nações. A água desempenha um papel decisivo na economia nacional, influenciando diretamente setores como a agricultura, a energia, a indústria e o desenvolvimento urbano”, afirmou.

“A segurança hídrica será um dos principais factores que determinarão a prosperidade, a estabilidade e a competitividade das nações”, acrescentou.

Segundo Chapo, o país precisa de construir e reabilitar barragens para ampliar os sistemas de abastecimento de água, e reforçar a monitorização hidrológica em todo o território nacional.

“Queremos transformar as águas pluviais que hoje se perdem nos rios e no mar em reservas de esperança, produção e prosperidade para as gerações futuras, uma vez que o país continua a enfrentar desafios no acesso aos serviços de água e saneamento”, afirmou.

“Atualmente, Moçambique estima níveis de cobertura do abastecimento de água em cerca de 62,6 por cento, enquanto a cobertura do saneamento ronda os 38,2 por cento. Nas zonas rurais, a cobertura do saneamento ronda os 24,6 por cento, enquanto milhares de famílias continuam expostas à dolorosa e humilhante realidade”, afirmou.

Com o PROÁguaS, disse, o governo pretende aumentar a cobertura nacional do abastecimento de água para 75 por cento até 2036, sendo 65 por cento nas zonas rurais e 92 por cento nas zonas urbanas. Pretendemos também aumentar a cobertura nacional de saneamento para 60 por cento e erradicar progressivamente a defecação a céu aberto em todo o território nacional”, disse.

“Queremos comunidades onde a água deixe de ser um privilégio e se torne uma realidade acessível e sustentável para todos”, acrescentou.

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SNN/Am/

Governo precisa de cerca de 4,5 mil milhões de dólares para…

Maputo, 19 Mai (AIM) – O Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos de Moçambique anunciou que o país necessita de cerca de 4,5 mil milhões de dólares para expandir o acesso à água, bem como para melhorar o saneamento e a gestão dos recursos hídricos.

Segundo Fernando Rafael, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, falando segunda-feira, em Maputo, no lançamento do Pacto Nacional para a Segurança Hídrica 2026-2036 (PROÁguaS), o governo já está a mobilizar o valor para projectos estruturantes da próxima década.

“O PROÁguaS estabelece a Lei dos Serviços Públicos de Abastecimento de Água e Saneamento, fortalecendo o quadro institucional do sector e estabelecendo novas bases de organização e funcionamento”, disse.

O ministro explicou que o programa se concentrará no fortalecimento dos instrumentos de implementação, incluindo parcerias público-privadas, gestão de activos e mecanismos de financiamento, a fim de acelerar a implementação de infra-estruturas.

“Estamos a trabalhar para transformar a visão em execução. Pretendemos aumentar a cobertura nacional do abastecimento de água para atingir aproximadamente 75 por cento e promover o acesso ao saneamento, especialmente nas zonas rurais e periurbanas”, disse.

Por seu lado, Hélène Luiz, Alta Comissária do Reino Unido em Moçambique, destacou o impacto dos investimentos no sector, dizendo que há uma melhoria concreta no acesso à água e no quotidiano das comunidades.

“Vimos como uma decisão política, quando acompanhada de investimento, se traduz num impacto real: menos tempo gasto na procura de água, melhor saúde, mais dignidade e mais oportunidades para mulheres e famílias”, disse ela.

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SN/Am/

Governo espera arrecadar cerca de 76,8…

Maputo, 19 Mai (AIM) – O governo moçambicano espera arrecadar este ano cerca de 76,8 milhões de dólares americanos provenientes das receitas da exploração de Gás Natural Liquefeito (GNL).

Segundo Carla Louveira, Ministra das Finanças, falando num seminário realizado segunda-feira, em Maputo, cerca de 30,7 milhões de dólares deste montante serão canalizados para o Fundo Soberano do país e “o restante será destinado ao Orçamento do Estado para financiar as despesas previstas no Plano Económico e Social e no Orçamento do Estado (PESOE-2026)”.

“O sucesso do Fundo Soberano depende não só dos recursos financeiros, mas sobretudo da robustez das instituições, da qualidade da governação, da competência técnica, da integridade dos processos e da confiança dos nossos cidadãos”, afirmou.

“A Lei do Fundo Soberano estabeleceu uma arquitectura de governação que inclui supervisão parlamentar, auditoria independente, monitorização e publicação periódica de informação”, acrescentou.

O ministro revelou ainda que o governo arrecadou 109,9 milhões de dólares provenientes da produção de gás. “A confiança pública baseia-se na transparência, na responsabilização, na supervisão eficaz e na participação pública informada”, disse ela.

Segundo Louveira, os recursos do gás canalizado atribuídos ao Orçamento do Estado estão sujeitos a mecanismos de responsabilização através de relatórios trimestrais, semestrais e anuais da Conta Geral do Estado, submetidos ao parlamento e ao Tribunal Administrativo.

O governo, disse ela, pretende garantir que o Fundo Soberano seja gerido com elevados padrões de profissionalismo, responsabilidade e visão estratégica, transformando-o num instrumento de estabilidade económica e desenvolvimento sustentável.

“O Fundo Soberano não deve ser visto apenas como uma reserva financeira do Estado. É também um instrumento estratégico de política pública, com impacto direto na revisão financeira do país e na resiliência da economia nacional face aos choques internos”, afirmou.

O ministro elogiou também o apoio do governo norueguês, especialistas e parceiros que têm colaborado com Moçambique através da partilha de experiências internacionais relevantes. “Moçambique encontra-se num momento crucial da sua trajectória económica. O início da monetização dos recursos de gás natural representa uma oportunidade histórica para acelerar o desenvolvimento económico e social do país”, afirmou.

Por seu lado, o diretor-adjunto e coordenador do Banco de Moçambique, Cláudio Mangue, destacou a necessidade da elaboração do plano diretor de investimento do Fundo Soberano, “que nos permitirá implementar a estratégia de aplicação de recursos”.

“Propomos, de boa-fé, uma gestão proativa para garantir que os valores não fiquem ociosos”, disse.

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Administrador de Quissanga preso – aimnews.org

Maputo, 18 Mai (AIM) – A Polícia de Moçambique (PRM) deteve Sidone José, administrador do distrito de Quissanga, na província nortenha de Cabo Delgado, por alegado envolvimento no roubo de donativos destinados às vítimas do terrorismo islâmico naquela região.

José foi detido na noite de quinta-feira, na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, depois de as autoridades terem interceptado uma viatura que transportava uma carga de alimentos de origem duvidosa. No interior do veículo foram apreendidos vários sacos de arroz e outros artigos para ajuda humanitária.

O administrador foi preso junto com outros quatro indivíduos, também acusados ​​de envolvimento no roubo de doações

Segundo fontes, alguns dos produtos apreendidos foram doados pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) para apoiar “pessoas deslocadas e famílias que regressam a Quissanga, um dos distritos mais afectados pelo terrorismo”.

Em Fevereiro passado, as autoridades anunciaram a detenção de altos funcionários do Conselho Municipal de Xai-Xai, na província de Gaza, no sul, por também estarem envolvidos no roubo de donativos destinados às vítimas das catastróficas cheias que assolaram grande parte da cidade de Xai-Xai em Janeiro. Argelencia Unguana, uma das detidas, era administradora de Xai-Xai.

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Detido Taxista suspeito de matar Médico sul-africano em Chókwè

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um taxista suspeito de participação no assassinato de um médico sul-africano no distrito de Chókwè, província de Gaza.

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Outro membro da Anamola morto a tiros em Gaza –…

Maputo, 18 Mai (AIM) – Outro membro da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), o partido político liderado pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, foi morto a tiro na sexta-feira por agressores desconhecidos.

A vítima em questão é Pedro Chauke, membro da Anamola na região de Mucambene, distrito de Massagena, província sul de Gaza.

Segundo testemunhas, ele foi morto a tiros em sua casa. Os criminosos também roubaram seu carro.

A Polícia de Moçambique (PRM) ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Esta é mais uma agressão contra aqueles que apoiam Mondlane em menos de uma semana. Recentemente, assaltantes desconhecidos mataram a tiro Anselmo Vicente, coordenador político da Anamola na cidade de Chimoio, província central de Manica.

A morte de Vicente foi seguida de três dias de “luto nacional” convocados por Mondlane. Durante o luto, que teve como objectivo protestar contra o assassinato de membros da Anamola em geral, Mondlane incentivou o uso de roupa preta para que “todas as pessoas que refutam o silenciamento de vozes críticas do sistema reflitam sobre a situação do nosso país”, disse.

Segundo a ONG Plataforma Eleitoral “Decide”, desde Julho de 2025 até aos dias de hoje, foram registados mais de 20 ataques contra membros dos partidos da oposição.

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Empresário italiano morreu em consequência de problemas de saúde…

Empresário taliano morreu em consequência de complicações de saúde, afirma Ministro do Interior

Maputo, 18 Mai (AIM) – O ministro do Interior moçambicano, Paulo Chachine, afirma que Umberto Sartori, o empresário italiano que foi detido em Abril passado, morreu em consequência de complicações de saúde e de uma greve de fome autoimposta.

Sartori, dono do hotel e restaurante à beira-mar de Maputo, Kaya-Kwanga, foi encontrado morto no chão da prisão de Segurança Superior de Maputo (coloquialmente conhecida como BO). Ele havia sido preso com outros três indivíduos, acusados ​​de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e falsificação.

Segundo o ministro, falando domingo, em Maputo, à margem da cerimónia comemorativa dos 51 anos da PRM, comemorada no dia 17 de Maio, Sartori não comia enquanto enfrentava problemas de saúde.

“É sabido e de conhecimento público que Humberto Sartoni foi preso. Não comia, fazia greve de fome. Quando decidiu comer já estava debilitado e enfrentando problemas de saúde”, disse.

“Se alguém tem problemas graves de saúde, como parecia ter, devemos esperar as consequências. Significa que a sua morte está relacionada com isso”, acrescentou.

Segundo o Serviço Penitenciário Nacional do país (SERNAP), durante os primeiros dias de prisão, Sartori recusou-se a comer “e esta situação de greve de fome já era do conhecimento da família, do advogado e do médico particular, e foi denunciada às autoridades penitenciárias assim que o comportamento foi percebido”.

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