Austrália cria pacote de leis para travar discurso de ódio e o racismo


O primeiro-ministro australiano declarou tolerância zero em relação ao discurso de ódio e ao antissemitismo, na sequência do tiroteio de domingo passado na praia de Bondi que causou a morte de 15 pessoas.

A vítima mais jovem do ataque, com apenas 10 anos, foi enterrada.

“O Procurador-Geral e o ministro da Administração Interna estão a trabalhar num pacote de leis que irá punir severamente aqueles que espalham o ódio e o extremismo”, disse o primeiro-ministro Anthony Albanese, que foi acusado pela comunidade judaica australiana de não ter feito o suficiente para travar o antissemitismo durante o início da guerra de Gaza.

A nova reforma criminalizará os líderes religiosos e seculares que incitem ao ódio na Internet ou nas ruas. A nova reforma permitirá também que a Austrália recuse a entrada a qualquer pessoa que tenha ideologias racistas e de exclusão.

Serão igualmente organizadas sessões de sensibilização nas escolas.

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Alterações climáticas ameaçam iguarias natalícias preferidas


À medida que o Natal se aproxima, as prateleiras dos supermercados enchem-se de produtos populares para as refeições festivas: peru, batatas, canela e chocolate.

Mas os consumidores podem ter reparado que os preços destes alimentos tradicionais estão um pouco mais altos este ano ou que as existências parecem mais escassas.

Muitos ingredientes-chave dos alimentos festivos têm sido afetados pelas alterações climáticas, levando as produções a cair ou obrigando os agricultores a adaptarem-se.

Eis como o clima está a afetar a despensa global e a mudar as nossas refeições de Natal.

Crise de ingredientes nos doces de Natal

Pastelaria caseira é uma atividade muito popular na época festiva, com pessoas em cozinhas por todo o mundo a preparar doces sazonais como bolachas de gengibre, bolo de Natal ou rolos de canela. Mas alguns ingredientes cruciais podem ser mais difíceis de encontrar este ano.

Das plantações de cacau da África Ocidental aos bosques de canela no Sri Lanca, pressões climáticas estão a atingir tanto a disponibilidade como o preço, segundo um novo relatório do The Weather Channel.

O cacau, a baunilha, a canela e a cana-de-açúcar estão entre as culturas mais vulneráveis às alterações climáticas.

A produção de baunilha concentra-se em Madagáscar, onde está à mercê de ciclones e ondas de calor.

A cana-de-açúcar e a beterraba sacarina sofrem com seca, cheias e calor extremo prolongado. E a canela cresce sobretudo em poucas regiões tropicais com ecossistemas frágeis.

O cacau é um dos produtos mais afetados.

A cultura exige temperaturas, humidade e precipitação específicas para prosperar, mas cerca de 97 por cento da oferta mundial é produzida em países com classificação climática baixa a média ou inferior, segundo o Índice Global de Adaptação da Universidade de Notre Dame, que combina a vulnerabilidade de um país aos impactos do clima com o seu acesso a apoio financeiro e institucional.

Alguns modelos climáticos projetam que até 50 por cento das áreas atualmente dedicadas ao cacau poderão tornar-se inadequadas até 2050, a menos que os agricultores passem a variedades resistentes ao calor.

Peru mais caro num clima mais quente

Segundo um novo relatório da organização de defesa do consumidor Which?, o preço do peru fresco de Natal no Reino Unido aumentou 4,7 por cento em termos homólogos.

As explorações de perus no Reino Unido e nos Estados Unidos têm tido dificuldade em lidar com a subida das temperaturas nos últimos anos.

Verões mais quentes no Reino Unido deixam as aves mais stressadas. Suam mais, perdem peso e o custo da carne aumenta.

Os preços do peru são também afetados indiretamente pela subida das faturas do gás, que encarece o funcionamento das incubadoras para pintos.

Nos Estados Unidos, as populações de peru selvagem caíram cerca de 18 por cento entre 2014 e 2019, segundo a The Wildlife Society.

Tal como no Reino Unido, os perus de criação também sofrem com o calor e os preços das rações estão a subir devido a quebras de colheita.

Jantar de Natal sem todos os acompanhamentos

Os acompanhamentos clássicos do assado de Natal também foram apanhados no fogo cruzado do clima.

A seca reduziu em 30 por cento as produções de cebola no Reino Unido em 2023, enquanto o Noroeste do Pacífico dos Estados Unidos, uma grande região produtora, registou uma queda de 8 por cento em 2021 devido a calor extremo.

Em contraste, chuvas intensas têm prejudicado a produção de batata, sobretudo na Bélgica, nos Países Baixos, em França e no Reino Unido.

A precipitação excessiva provoca mais perdas nas colheitas. Em 2023, 15 por cento das colheitas de batata nos Países Baixos ficaram por colher em campos encharcados, em novembro, fazendo disparar os preços na época festiva.

A produção de couves-de-bruxelas no Reino Unido também está ameaçada pelas alterações climáticas. Temperaturas mais altas abrem a porta a pragas capazes de dizimar ou destruir por completo uma colheita.

Foi o que aconteceu em 2016, quando a ‘superpraga’ da traça-das-crucíferas devastou as culturas de couves-de-bruxelas, provocando perdas até 60 por cento para alguns agricultores.

Maiores variações de temperatura também são um problema para estas couves; em 2022, o clima extremo fez com que os legumes, habitualmente menos apreciados no Natal, fossem mais pequenos.

Temporada de Big Waves aquece na Nazaré com ondas de até 20 metros


O mar vai andar agitado por estes dias. Na Nazaré, uma pequena vila portuguesa na região Oeste que se tornou a meca do surf, as ondas poderão ultrapassar os 20 metros de altura no final desta semana.

De acordo com as previsões da Wavemaps Forecasting, esta quinta-feira o mar começa a ganhar força e são esperadas ondas acima dos 12 metros. Já na sexta-feira, dia 19, a previsão indica ondas superiores a 15 metros.

Depois, no domingo e na próxima segunda-feira, a agitação marítima vai favorecer a formação de ondas gigantes que podem atingir 20 metros.

No entanto, a previsão de vento forte poderá dificultar a vida aos mais corajosos que se aventuram a entrar no mar para surfar, não sendo recomendada a prática nestes dois dias.

A época das ondas gigantes na Nazaré, conhecida como a temporada de Big Waves, decorre principalmente entre outubro e março, sendo os meses de novembro a fevereiro o pico de atividade, quando tempestades no Atlântico Norte geram grandes ondulações que são amplificadas pelo Canhão da Nazaré.

O grande desfiladeiro submarino é o principal responsável pela geração de ondas grandes na Praia do Norte. Com uma profundidade de pelo menos 5 mil metros e uma extensão de 230 quilómetros, o canhão da Nazaré fez desta pequena vila piscatória portuguesa um ponto incontornável da rota do surf mundial.

No sábado passado, foram milhares as pessoas que estiveram nessa mesma praia da Nazaré para assistir a mais uma prova de ondas gigantes.

O nevoeiro travou o arranque da prova, mas à chegada dos primeiros raios de sol, com as condições meteorológicas a melhorarem ao longo do dia, o espetáculo dentro de água foi crescendo, como as ondas que têm levado o nome da Nazaré por todo o mundo.

O Tudor Nazaré Big Wave Challenge, a competição das ondas gigantes organizada pela Liga Mundial de Surf, juntou vários surfistas internacionais. Como a prova é de acesso gratuito ao público, foi também uma vez mais gigante a moldura humana que pôde acompanhar o evento a partir da encosta da Praia do Norte.

O tamanho das ondas desta vez não permitiu um novo recorde mundial, fixado em 26,21 metros pelo surfista alemão Sebastian Steudtner em 2020.

A Praia do Norte da Nazaré conquistou fama mundial quando, em 2011, o surfista Garrett Mcnamara surfou ali uma onda de 23,8 metros, entrando no Guinness Book of Records como a maior onda surfada do mundo.

Como uma vila piscatória portuguesa chegou às bocas do mundo

Por trás do surfista norte-americano que deu notoriedade à pequena localidade piscatória como hotspot para o surf de ondas gigantes, surge Dino Casimiro, o português que entrou em contacto e convenceu Garrett McNamara a vir espreitar o fenómeno com os próprios olhos.

Foi uma fotografia que tirou em 2005 que abriu a porta a cinco anos de contactos com o surfista. McNamara foi o protagonista, mas quem o levou até à crista da onda foi um grupo de amigos nascidos e criados na Nazaré, que criou o Clube de Desportos Alternativos da Nazaré e promoveu diversas competições locais.

Foi numa delas, o Special Edition, um campeonato de bodyboard, que se começou a fazer história. Num dos dias de provas da edição de 2007, o fotojornalista Miguel Barreira disparou a sua máquina fotográfica. A imagem que captou haveria de ser destacada no ano seguinte, ao conquistar o terceiro lugar na categoria de desporto dos prémios World Press Photo.

A distinção levou as ondas da Praia do Norte à imprensa internacional, e esse foi o primeiro grande momento em que a Nazaré passou a ser conhecida pelo mundo por causa das suas ondas.

A crueldade e a imprevisibilidade do mar nazareno, que tiraram a vida de muitos pescadores e desportistas, afastavam patrocínios e apoios de figuras ligadas ao surf.

Em 2010, após vários anos de troca de e-mails, McNamara aceitou finalmente o convite, fez as malas e partiu para um mês de exploração na Nazaré. Mas só no ano seguinte é que faria história.

Num dia improvável e aparentemente rotineiro, tudo se conjugou para a onda perfeita que o norte-americano surfou na perfeição. Do farol, onde a equipa de portugueses assistia a tudo, percebeu-se logo que algo de especial tinha acontecido.

A equipa preparou o vídeo e, cinco dias depois, enviou-o à imprensa, neste caso, ao canal de desporto ESPN. A maior onda do mundo havia sido surfada em Portugal e tinha quase 30 metros de altura, anunciavam.

A velocidade com que as imagens correram o mundo surpreendeu toda a gente e McNamara acabaria por ir até aos Estados Unidos receber o prémio do recorde mundial da maior onda surfada, cumprindo um dos objetivos do grupo de amigos nascidos e criados na Nazaré de mostrar as ondas da Praia do Norte ao mundo inteiro.

Grande parte do litoral em alerta devido à agitação marítima

Não será apenas na Nazaré que se poderão observar ondas de vários metros este fim-de-semana. Praticamente toda a costa portuguesa está sob aviso de agitação marítima, devido à persistência de condições meteorológicas adversas no litoral.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) decidiu estender o aviso laranja de agitação marítima para seis distritos do norte e do centro do país até às 03h00 de sábado**.**

Porto, Viana do Castelo, Braga, Leiria, Aveiro e Coimbra vão continuar sob este nível de alerta, com ondas de noroeste entre 5 e 5,5 metros, podendo a altura máxima chegar a 10 metros.

Os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa e Beja encontram-se sob aviso amarelo até às 07h00 de sábado, igualmente devido à agitação marítima.

As condições adversas levaram ao encerramento de várias barras marítimas. De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, as barras de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Douro, Figueira da Foz, Nazaré e Cascais estão fechadas a toda a navegação.

Anguila: iguanas em perigo agora prosperam em ilha dos lagartos


O pequeno ilhéu desabitado de Prickly Pear East, perto de Anguila, não é propriamente um destino de férias romântico, cheio de jovens à procura de amor.

Mas, para a iguana das Pequenas Antilhas, tem sido exatamente isso.

Graças a um ambicioso programa de cruzamentos transcaribenho, foi estabelecida com sucesso uma nova população na ilha. O número deste réptil criticamente ameaçado está agora a aumentar rapidamente.

Conservacionistas avançam para salvar iguana criticamente ameaçada

A iguana das Pequenas Antilhas é uma espécie criticamente ameaçada que desapareceu de grande parte da sua área de distribuição nas Caraíbas Orientais.

A população global é inferior a 20 mil adultos, número em declínio. Antes presente em muitas ilhas das Pequenas Antilhas, a espécie está agora extinta em Antígua, Barbuda, São Cristóvão, Nevis e São Martinho, e desapareceu na maior parte da Guadalupe, São Bartolomeu e Martinica.

Entre as maiores ameaças estão espécies exóticas invasoras, sobretudo a iguana verde comum, ou iguana de cauda às riscas, um lagarto imponente que pode atingir dois metros de comprimento. Reproduz-se rapidamente, hibrida-se com a iguana das Pequenas Antilhas e supera-a na competição.

Investigadores associaram também estas iguanas exóticas à propagação de doenças que debilitam e matam os répteis nativos.

Em 2016, com as iguanas invasoras a multiplicarem-se rapidamente na ilha principal de Anguila, conservacionistas da Anguilla National Trust começaram a translocar as últimas iguanas das Pequenas Antilhas da ilha principal, 23 ao todo, para um ilhéu livre de espécies exóticas, o Prickly Pear East.

Percebendo que uma população tão pequena poderia sofrer endogamia, a conservação equipa contactou a Divisão de Florestas, Vida Selvagem e Parques da Dominica para solicitar alguns jovens exemplares da iguana das Pequenas Antilhas, de Dominica, a fim de reforçar a diversidade genética em Prickly Pear East. O Governo da Dominica concordou e foram obtidas as autorizações.

Dez jovens e saudáveis iguanas das Pequenas Antilhas, provenientes da Dominica e acompanhadas por uma equipa de conservacionistas, embarcaram num pequeno avião no início de 2021 rumo a Anguila para encontrar parceiros. As iguanas, esperançosas em encontrar amor, foram libertadas em Prickly Pear East para iniciar uma nova vida e ajudar a salvar a espécie.

‘Um farol de esperança para estes belos lagartos’

Menos de cinco anos depois, novos dados de monitorização mostram que o esforço está a dar frutos: foram contados mais de 300 adultos e juvenis em Prickly Pear East. A ilha é hoje um de apenas cinco locais no mundo onde a iguana das Pequenas Antilhas prospera, protegida de espécies exóticas invasoras.

“Prickly Pear East tornou-se um farol de esperança para estes belos lagartos, e prova que, quando damos uma oportunidade à vida selvagem nativa, ela sabe o que fazer”, afirma Jenny Daltry, diretora da Caribbean Alliance das organizações de natureza Fauna & Flora e Re:wild.

Com intenção de ampliar este sucesso, a Anguilla National Trust criou um segundo local de reintrodução para a iguana das Pequenas Antilhas na ilha principal de Anguila, com apoio da Fauna & Flora e da Re:wild.

O Parque Nacional Fountain foi rodeado por uma vedação resistente a pragas, para excluir espécies invasoras nocivas, incluindo gatos, cães e iguanas-verdes comuns. Espera-se que a iguana das Pequenas Antilhas seja reintroduzida neste santuário em 2026, com alguns dos fundadores translocados a partir de Prickly Pear East.

Anguila restaura património natural

O envolvimento das comunidades locais foi essencial para o sucesso do projeto desde o início, segundo os grupos envolvidos.

Quando a Anguilla National Trust iniciou o trabalho de conservação da iguana, residentes de Anguila ajudaram a reportar avistamentos, permitindo à equipa no terreno direcionar as buscas.

Voluntários locais também ajudaram a cuidar das iguanas enquanto estavam em cativeiro para testes genéticos antes da libertação e apoiaram as translocações em 2016 e 2021, juntamente com voluntários adicionais da Dominica.

“Esta é uma história de amor não apenas de iguanas a tentar restabelecer a sua população, mas também do povo de Anguila a trabalhar para recuperar parte do nosso património natural”, afirma Farah Mukhida, diretora executiva da Anguilla National Trust.

“Para além de serem importantes dispersores de sementes, as iguanas das Pequenas Antilhas são parte relevante da cultura de Anguila. Com a reintrodução prevista no Parque Nacional Fountain, esperamos não só restabelecer a função ecológica natural da iguana num ambiente recuperado, como também ajudar as pessoas a voltar a ligar-se à natureza, usando a iguana das Pequenas Antilhas como espécie bandeira e ponto de ligação.”

Os técnicos florestais da Dominica também desempenharam um papel crucial na recuperação, evidenciando a importância da colaboração transfronteiriça nos esforços de conservação.

“A Dominica alberga a maior população de iguanas das Pequenas Antilhas, mas estas também estão sob pressão devido às iguanas de cauda às riscas invasoras”, afirma Minchinton Burton, diretor da Divisão de Florestas, Vida Selvagem e Parques.

“Numa altura em que as ilhas das Caraíbas enfrentam tantos desafios, é importante unir esforços para proteger e restaurar a nossa valiosa vida selvagem. Estamos muito satisfeitos com o sucesso da nossa recente colaboração com Anguila.”

Trump defende êxitos do mandato apesar da crescente desaprovação


O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu um discurso politicamente carregado na quarta-feira, em horário nobre da televisão, reivindicando vitórias durante o seu primeiro ano de mandato, apesar da crescente desaprovação em relação à economia.

O discurso de Trump foi uma repetição das suas mensagens recentes que, até à data, não conseguiram acalmar a ansiedade do público relativamente ao custo dos bens alimentares, da habitação, dos serviços públicos e de outros bens básicos.

Apesar de Trump ter prometido um boom económico, a inflação manteve-se elevada e o mercado de trabalho enfraqueceu acentuadamente na sequência dos seus impostos sobre as importações.

Anunciou que os 1,45 milhões de militares do país iriam receber um apoio de 1.776 dólares, que sugeriu ser financiado graças às suas tarifas, apesar de estas terem sido parcialmente responsáveis pelo aumento dos preços no consumidor, o que afetou financeiramente muitas famílias.

“Os cheques já estão a caminho”, disse sobre a despesa, que totalizaria cerca de 2,6 mil milhões de dólares. O montante de 1.776 dólares foi uma referência ao 250º aniversário da assinatura da Declaração de Independência, no próximo ano.

Índices de aprovação em queda

Os seus desejos de boas festas surgiram numa altura crucial em que o Presidente norte-americano tenta recuperar a sua popularidade, que está a diminuir constantemente. As sondagens públicas mostram que a maioria dos norte-americanos está frustrada com a forma como Trump gere a economia, uma vez que a inflação aumentou depois de as suas tarifas terem feito subir os preços e as contratações abrandaram.

Ainda assim, Trump procurou atribuir quaisquer preocupações sobre a economia ao seu antecessor, Joe Biden.

“Há onze meses, herdei uma confusão e estou a resolvê-la”, disse Trump. “Estamos prontos para um boom económico, como o mundo nunca viu.”

2026 será um teste para a liderança de Trump à medida que a nação se encaminha para as eleições intercalares que decidirão o controlo da Câmara e do Senado.

Os comentários na Casa Branca foram uma oportunidade para Trump tentar recuperar algum ímpeto depois de as derrotas republicanas nas eleições deste ano terem levantado questões sobre a durabilidade da sua coligação. O presidente dos EUA inclinou-se abertamente para a política, apesar da relutância das estações de televisão em transmitir discursos presidenciais carregados de retórica de campanha.

Por exemplo, em setembro de 2022, as estações de televisão recusaram-se a dar à Casa Branca de Biden um espaço em horário nobre para um discurso que o então Presidente proferiu sobre a democracia, por ser considerado demasiado político.

Trump falou num ritmo acelerado com um tom que, por vezes, se aproximava da raiva. Em resposta à frustração do público este ano relativamente à economia, fez promessas ainda mais arrojadas sobre o crescimento no próximo ano, dizendo que as taxas hipotecárias iriam baixar e que “iria anunciar alguns dos planos de reforma da habitação mais agressivos da história americana”.

Trump trouxe consigo gráficos para defender a ideia de que a economia está numa trajetória ascendente. Afirmou que os rendimentos estão a aumentar, que a inflação está a abrandar e que o investimento está a entrar no país, enquanto os líderes estrangeiros lhe garantiram que “somos o país mais atrativo do mundo”, uma afirmação que tem repetido frequentemente em eventos públicos.

Ao mesmo tempo que dá ênfase à economia, Trump também enfrenta desafios noutras frentes políticas.

As deportações em larga escala de imigrantes efetuadas por Trump têm-se revelado impopulares, mesmo quando ele é visto com bons olhos por ter travado as travessias ao longo da fronteira dos EUA com o México. O público tem-se mostrado indiferente aos seus esforços para pôr fim aos conflitos mundiais e aos seus ataques a barcos suspeitos de tráfico de droga perto da Venezuela.

Boko Haram nos transformou em escravos por nos recusarmos a nos converter ao Islã – Fugitiva, Fayina


A vítima do Boko Haram, Fayina Akilawus, narrou sua provação no campo dos temidos criminosos e como ela conseguiu escapar após várias tentativas.

Ela revelou como os membros do Boko Haram tentaram converter ela e outros cristãos no campo ao Islã e os transformaram em escravos depois que eles recusaram.

Fayina passou quatro anos no campo do Boko Haram antes de finalmente escapar na sua quinta tentativa, segundo ela, com a ajuda de uma mulher Fulani que lhes vende bebidas no covil dos terroristas.

“Eles queriam que nos convertêssemos ao Islão e dissemos não, não nos converteremos”, disse ela ao Arise News.

“É a lei deles que se você não se converter ao Islã, você se tornará um escravo.”

Questionada sobre o que significa ser escrava no campo, ela disse: “Sim, porque primeiro, sou cristã, e eles só querem que sejamos muçulmanos e se não quisermos nos converter ao Islã, seremos escravos.

“E se não nos convertermos, ainda seremos cristãos, mas seremos escravos deles para fazer algumas tarefas domésticas e outras coisas para eles. Carregamos lenha, buscamos água e tudo mais.

“Eles normalmente vêm à nossa casa e pregam, eles pregam para nós. Eles estão pregando para nós que querem que nos tornemos pessoas melhores na vida e tudo mais, juntando-nos à sua religião.

“Nós nos recusamos por nove meses antes de eles começarem a nos separar. Depois eles separarão todos e cada um de nós para irmos para suas casas de oga e nos tornarmos seus escravos lá.

“Na noite em que chegamos [their camp] no sábado à noite, por volta das sete horas, eu e a tia [Jumat] tentou escapar.

“Então fugimos naquele mesmo dia, durante toda a noite, por volta das 19h, caminhamos a noite toda até de manhã, mas quando ouvimos o choro de um bebê, pensamos que eram esses criadores de gado Fulani.

“Nunca soubemos que eles tinham uma família, incluindo crianças dentro deles. Então agora ouvimos a voz do bebê. Apenas dissemos Salamalekun e entramos.

“Quando entramos lá dentro, as pessoas agora saíram e nos viram e começaram a gritar, porque o jeito de se vestir deles e o nosso é diferente. Então eles ficaram gritando: ‘quem são essas pessoas?'”

Ela disse que eles foram recapturados e levados de volta ao acampamento e espancados durante toda a longa jornada: “Eles nos espancaram”.

Sobre como ela conseguiu escapar depois de quatro anos lá, ela disse: “Sim, com Deus, todas as coisas também são possíveis. Oramos por isso, e Deus teve misericórdia de nós. Por minha causa, tentei escapar e consegui pela quinta vez.

“Há uma outra mulher, uma mulher Fulani, que costumava vender Kunu e Nunu naquela área. Então eu a conheci e disse ‘você costumava ajudar as pessoas a escapar, nós queremos escapar'”.

Ela disse que a mulher inicialmente recusou com medo de que ela pudesse ser morta, mas continuou a incomodá-la até que ela cedeu e a ajudou a escapar.

O número que nunca aparece na Lotaria de Natal, mas que juntou centenas de pessoas


São tempos de incerteza, de tensão social e de divisões políticas quase irreconciliáveis. No entanto, persistem dois acontecimentos que fazem com que o país faça e sinta a mesma coisa ao mesmo tempo e que, por momentos, nos dão a ilusão de unidade: o ritual de comer as 12 uvas em uníssono na noite de Ano Novo e o sentimento amplamente partilhado de que o Natal começa todas as manhãs de 22 de dezembro com o som da primeira volta dos jackpots no sorteio extraordinário da Lotaria Nacional, vulgarmente conhecido como El Gordo.

É verdadeiramente extraordinário, porque é quando se vendem mais bilhetes de lotaria: em 2024, foram postos à venda 193 milhões de bilhetes, que contribuíram com quase 30% da faturação anual das Loterías y Apuestas del Estado. Para o sorteio de 2025, o número de séries emitidas foi aumentado para 198, ou seja, mais cinco do que no anterior, o que significa que serão distribuídos 2,772 milhões de euros.

O canto exasperado e expetante das crianças do Colégio de Santo Ildefonso (sim, foram sempre elas, desde 1704) acompanha todo um país e continua a ser a banda sonora da ilusão colectiva.

Todos sabemos que este sorteio não é apenas uma questão de dinheiro: é algo muito mais profundo, uma tradição carregada de emoção para milhões de espanhóis. Desde o primeiro sorteio, em 1812, em plena Guerra da Independência, o El Gordo nunca deixou de se realizar, nem nas guerras nem nas crises, e todos nós, de alguma forma, temos uma anedota ou uma memória ligada a ele.

A família de quem escreve este texto faz parte desse grupo social que só compra bilhetes de lotaria no Natal e, talvez, na Epifania para o El Niño, se o jackpot lhes sorrir. Foi por isso que fiquei surpreendida quando, num domingo de primavera, há uma década, o meu pai, abrindo a contracapa do jornal como de costume, parou apenas na página com os resultados da lotaria.

Fora de época, e sem sequer ter jogado, fiquei intrigada. Hoje sei que não era coincidência, mas um gesto silencioso que ele repetia sempre e que eu mal tinha notado, e que mais do que uma mania, implicava algo profundamente emocional, uma memória da infância e da juventude. Pedi-lhe que explicasse exatamente o que procurava. “Só quero saber se ele já tocou o Cenizo.

El Cenizo é o número 17974, o décimo número que o meu avô – o seu pai – comprava sempre com os seus colegas da Standar Eléctrica SA, a lendária empresa espanhola de telecomunicações para a qual trabalhou toda a vida. E era assim chamado porque, como o seu nome parece indicar, nunca tocava. De facto, continua a não tocar.

Sei-o agora porque, nessa manhã, quando a saúde do meu pai começava a deteriorar-se irremediavelmente, pareceu-me uma boa ideia surpreendê-lo antes do Natal com uma décima desse número maldito de que eu nunca tinha ouvido falar.

Descobrir onde o vendiam foi fácil graças à Internet: um pequeno quiosque no número 45 da Gran Vía de Madrid, Loterías Trébol. “Caramba, o da sorte, o das quatro folhas”, pensei, não sem ceticismo.

Convencida de que a fidelidade a esse número teria desaparecido com a extinção natural dessa geração de trabalhadores, tomei a minha confiança e demorei-me a ir comprá-lo, porque a minha família também é uma das que engrossam o número dos que compram a lotaria de Natal quase horas antes do sorteio, quando a maioria o faz em novembro e, sobretudo, durante o fim de semana prolongado de dezembro.

Qual não foi o meu espanto quando o casal de vendedores de lotaria que me atendeu me disse que o número que eu pedia já estava esgotado há muito tempo e que pensavam não ter mais nenhum. Vendo a minha deceção, enquanto um remexia, o outro – mais velho – explicou-me que é o número mais popular porque há muitos netos e bisnetos dos trabalhadores do Standar que ainda são fiéis a esta tradição.

Uma tradição que começou com María Luisa, em 1941 – a avó da pessoa com quem eu estava a falar – quando, naquela Espanha dura e cinzenta do pós-guerra, começou a vender bilhetes de lotaria: primeiro na rua, depois adquirindo toda a administração para si. E desde então houve quatro gerações, hoje são os bisnetos Juan Carlos e Patricia, que vendem quase todas as 198 séries de 17974, ou seja, 1.980 bilhetes para o Sorteo Extraordinario de Navidad.

Não se sabe quando foi a primeira vez que um grupo de amigos que trabalhavam na mesma empresa – imagino que entre brincadeiras e risos – se juntou para comprar o mesmo número a María Luisa, ano após ano. Um número que nunca aparecia, mas ao qual eram fiéis: El Cenizo.

Nesse ano, tive a grande sorte de só ter ficado um décimo por vender e de o poder oferecer ao meu pai como prenda. Claro que não ganhou. Só o fez em raras ocasiões e foi sempre o humilde pedrea. A última vez foi em 2022, o ano da sua morte. Quero interpretar isto como uma última prenda, uma piscadela do destino que me faz sentir com muita sorte. Boa sorte a todos e, acima de tudo, Feliz Natal!

Novo ataque dos EUA a alegado barco de tráfico de drogas mata quatro pessoas


As forças armadas dos EUA afirmaram que quatro pessoas morreram após terem atacado outro barco acusado de contrabando de drogas no Oceano Pacífico oriental.

O Comando Sul dos EUA afirmou nas redes sociais que a embarcação era operada por narcoterroristas ao longo de uma rota de tráfico conhecida. Os militares não forneceram provas para sustentar as alegações, mas publicaram um vídeo de um barco a navegar antes da explosão.

O ataque elevou o número total de golpes contra barcos para 26, com pelo menos 99 mortos, de acordo com números anunciados pela administração Trump. Donald Trump justificou os ataques como uma escalada necessária para conter o fluxo de drogas para os Estados Unidos e afirmou que o país está envolvido num “conflito armado” com os cartéis de droga.

A administração enfrenta um escrutínio cada vez maior por parte dos legisladores em relação à campanha de ataques a embarcações. O primeiro ataque, no início de setembro, envolveu um ataque subsequente que matou dois sobreviventes que se agarravam aos destroços de um barco após o primeiro ataque.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, disse na terça-feira que o Pentágono não vai divulgar publicamente o vídeo não editado do ataque, à medida que aumentam as questões no Congresso sobre o incidente e a acumulação geral de forças militares dos EUA perto da Venezuela.

Na quarta-feira, os republicanos e os democratas no Senado concordaram com o texto de uma proposta de lei sobre a defesa que ameaçava reter um quarto do orçamento de Hegseth para viagens até que este fornecesse um vídeo não editado dos ataques, bem como as ordens que os autorizavam, às Comissões de Serviços Armados da Câmara e do Senado.

Câmara rejeita resoluções sobre força militar na Venezuela

O ataque ocorreu no mesmo dia em que os republicanos da Câmara dos Representantes rejeitaram duas resoluções apoiadas pelos democratas que teriam restringido o poder do presidente Donald Trump de usar força militar contra cartéis de drogas e a nação da Venezuela.

A legislação teria obrigado a administração Trump a solicitar autorização do Congresso antes de continuar os ataques contra cartéis que considera organizações terroristas no Hemisfério Ocidental ou lançar um ataque contra a própria Venezuela.

Gregory Meeks, o principal democrata do Comité de Relações Exteriores da Câmara, argumentou que as agressões de Trump na região se deviam, na verdade, ao facto de “o presidente estar cobiçando o petróleo venezuelano”.

Os líderes republicanos têm manifestado cada vez mais o seu apoio à campanha de Trump, mesmo quando esta potencialmente se transforma num confronto direto com o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O líder da maioria no Senado, John Thune, disse na quarta-feira que não sabia se o governo Trump havia “declarado publicamente” que queria uma mudança de regime, mas “eu certamente não teria problemas se essa fosse a posição deles”.

“Maduro é um cancro naquele continente”, acrescentou.

Ainda assim, a administração Trump não pediu autorização ao Congresso para as suas recentes ações nas Caraíbas, argumentando, em vez disso, que pode destruir barcos de transporte de droga tal como lidaria com ameaças terroristas contra os EUA.

O secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth e outros altos funcionários de segurança nacional defenderam a campanha como um esforço antinarcótico bem-sucedido que reduziu o fornecimento de drogas que entra nos EUA, mas não informaram o Congresso sobre seus objetivos finais em relação à Venezuela.

Novas leis tributárias: ‘Delito passível de impeachment’ – Nigerianos reagem como legislador, Dasuki alega alteração


A alegação feita pelo membro da Câmara dos Deputados, Exmo. Abdulsammad Dasuki na quarta-feira, o fato de as novas leis tributárias que serão implementadas em breve terem sido alteradas provocou indignação entre os nigerianos.

O legislador, num vídeo viral no X, alegou que existem discrepâncias entre as leis fiscais aprovadas pela Assembleia Nacional e as versões publicadas e disponibilizadas aos nigerianos.

Sublinhou que as alterações não são erros administrativos, salientando que violam a Constituição nigeriana.

“Senhor Presidente, ilustres colegas, o que foi aprovado neste plenário não é o que está publicado. Dei o meu voto e foi contabilizado, e estou vendo algo completamente diferente.

“Isto é uma violação da Constituição e das nossas leis e não deve ser tomado por esta Honorável Câmara”, alegou.

Respondendo, o orador, Exmo. Tajudeen Abbas garantiu aos legisladores que a questão levantada seria analisada pela Câmara.

Entretanto, as alegações suscitaram reacções por parte dos nigerianos, com alguns a sugerir que se trata de um crime passível de impeachment se for considerado verdadeiro.

Falando no X, um usuário conhecido como OurFaveOnlineDoc alegou que “a presidência apenas fez a Assembleia Nacional de tola. Este é um novo nível de baixa para este país”, escreveu ele.

Um ativista e advogado nigeriano de direitos humanos, Inibehe Effiong, disse que a alegação, se for considerada verdadeira, é um crime passível de impeachment.

“Esta é uma ofensa passível de impeachment”, escreveu ele na X quarta-feira.

Da mesma forma, Obiasogu David escreveu no X: “Se isto for verdade, então o governo cometeu uma fraude constitucional”.

Entretanto, a presidência ainda não se pronunciou sobre a alegação no momento da apresentação deste relatório.

O DAILY POST informa que a nova lei, que foi assinada pelo presidente Bola Ahmed em junho, será implementada em 1º de janeiro de 2025.

Burkina Faso liberta aeronaves detidas da Força Aérea Nigeriana, 11 funcionários


Burkina Faso liberou uma aeronave da Força Aérea Nigeriana e 11 funcionários.

A aeronave C-130 da NAF que transportava 11 pessoas numa missão de ferry para Portugal fez uma aterragem forçada em Bobo Dioulasso após problemas técnicos há duas semanas.

Diretor de Relações Públicas da NAF, Sr. Ehimen Ejodame, disse que a tripulação pousou no campo de aviação mais próximo por segurança, de acordo com os protocolos de aviação internacional.

Mas o líder da junta do Mali, Assimi Goita, falando em nome da Confederação dos Estados do Sahel, descreveu o desembarque preventivo como um “ato hostil realizado em desafio ao direito internacional”.

Goita alertou que os membros dos Estados do Sahel neutralizariam uma aeronave que violasse o seu espaço aéreo.

No entanto, o governo nigeriano confirmou a libertação da aeronave e de 11 funcionários.

A sua libertação seguiu-se a uma reunião entre a delegação do governo nigeriano liderada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sr. Yusuf Tuggar, e o líder da junta do Burkina Faso, Sr.

Tuggar, que liderou uma delegação nigeriana a pedido do presidente Bola Tinubu, informou aos jornalistas sobre o resultado.

Confirmando o desenvolvimento na noite de quarta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Kimiebi Ebienfa, disse: “Sim, eles foram libertados”.

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