Folha e UOL assinam acordo inédito no Brasil com OpenAI para alimentar o ChatGPT


UM Folha e o UOL fecharam o primeiro acordo comercial entre empresas de mídia brasileiras e a OpenAIdona do Bate-papoGPT.

A nova parceria viabiliza o fornecimento de conteúdo jornalístico de qualidade para o ecossistema de inteligência artificial da empresa de tecnologia, elevando a confiabilidade das respostas entregues pelo chatbot.

Homem utiliza ChatGPT em seu computador para trabalhar e estudar

Lucas Seixas/Folhapress

A aliança trava ação judicial movida em 2025 pela Folha contra a startup, em que requeria o fim da coleta e uso, sem autorização e pagamento, do conteúdo do site.

O acordo, agora, prevê que a Folha e o UOL compartilhem notícias em tempo real para alimentar a ferramenta. Na prática, isso significa que os cerca de 900 milhões de usuários do ChatGPT poderão receber informações mais recentes e embasadas em dados apurados pelo jornal.

O Brasil é atualmente um dos maiores mercados para o ChatGPT no mundo, com mais de 50 milhões de usuários ativos mensais e cerca de 140 milhões de mensagens trocadas por dia, segundo a plataforma.

Varun Shetty, vice-presidente de Parcerias de Mídia da OpenAI, diz que Folha e UOL estão entre as fontes mais importantes de reportagem original do Brasil.

“Ao tornar o jornalismo feito por eles acessível no ChatGPT, nosso objetivo é ajudar os usuários a obter respostas mais úteis, oportunas e localmente relevantes. Ao mesmo tempo em que apoiamos o relacionamento direto dos publishers com um público global”, afirma.

Para Sérgio Dávila, diretor de Redação do jornal, “o interesse de uma gigante da inteligência artificial como a OpenAI pelo conteúdo da Folha e UOL só reforça a importância do jornalismo profissional”.

Carlos Ponce de Leon, diretor-geral da Folhadiz que a IA vai definir a próxima era da indústria jornalística e que o veículo quer ajudar a moldar esse futuro. “Ao firmar parceria com a OpenAI, estamos colocando a Folha na vanguarda dessa transformação e criando novas maneiras de expandir o alcance, a relevância e o impacto do jornalismo de qualidade.”

Jornalistas na Redação da Folha de S.Paulo em maio de 2026

Eduardo Knapp/Folhapress

Pelo combinado, os veículos também garantem acesso ao plano empresarial do ChatGPT, à API (interface de programação) e também ao Codex, modelo voltado ao desenvolvimento de software. O objetivo é explorar o potencial da IA no apoio ao jornalismo, seja na criação de recursos e produtos para os leitores, seja na otimização dos fluxos internos de trabalho das redações.

Paulo Samia, CEO do UOL, afirma que “as plataformas de IA precisam de fontes confiáveis. É natural que remunerem os autores de conteúdo qualificado por isso.”

Para Murilo Garavello, diretor de conteúdo do portal, “é importante que nosso jornalismo esteja em todos os ambientes que o brasileiro frequenta. E que informações verdadeiras sejam difundidas o máximo possível.”

Desde 2023 a OpenAI já anunciou parcerias com diversas companhias de mídia pelo mundo, como Financial Times, Condé Nast, Le Monde, Time e Axel Springer, entre outras.

Em 2025, a Folha também firmou colaboração com o Googlepelo qual dará acesso a parte de seu acervo de notícias e a um feed de textos em tempo real, ajudando a melhorar os resultados do Gemini.

PADRONIZAÇÃO

Além de acordos particulares entre empresas e disputas judiciais por uso indevido de conteúdo, coalizões jornalísticas surgem como estratégia para tentar diminuir atritos no licenciamento e estabelecer regras na relação entre veículos de imprensa e desenvolvedoras de IA.

Um exemplo recente nessa linha é o projeto Spur (acrônimo em inglês para padrões para direitos de uso de publicações), assinado pelos CEOs de BBC, Financial Times, The Guardian, Sky News e Telegraph.

O objetivo, segundo a iniciativa, é criar padrões técnicos e licenças que permitam às IAs usarem jornalismo de qualidade de forma responsável, garantindo remuneração justa e controle de conteúdo para os publishers.

No Brasil, entidades de mídia já manifestaram intenção de fazer acordos nesse contexto em comunicado divulgado em fevereiro. ANJ (Associação Nacional de Jornais), Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes) e Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) enviaram documento a empresas de tecnologia defendendo o uso remunerado do conteúdo de seus membros no treinamento de modelos de IA.

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Aéreas de baixo custo dos EUA correm para expandir operações após fim da Spirit Airlines


Com o O bloqueio das operações da Spirit Airlines não começará este mêsdiversas companhias aéreas de baixo custo dos EUA estão rapidamente assumindo rotas deixadas pela antiga ultra low-cost, que atuava em mercados sensíveis a preços e destinos turísticos.

Entre as principais empresas que estão expandindo seus serviços para atender a demanda antes atendida pela Spirit estão JetBlue, Breeze Airways, Frontier Airlines e Allegiant Air.

Essas companhias miram rotas, passageiros e slots aeroportuários liberados pela saída da Spirit, ajustando suas operações diante da ausência de uma das maiores do setor.

Avião da JetBlue decolando à frente de aviões da Spirit Airlines no aeroporto de Fort Lauderdale

Joe Raedle – 2.mai.26/Getty Images via AFP

A JetBlue anunciou a inclusão de 11 destinos partindo do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, uma das principais bases da Spirit. Entre as novas rotas estão Baltimore, Charlotte, Nashville, Detroit, Houston, Chicago, Columbus, Indianapolis, Barranquilla, Cali e Ponce.

A empresa também ofereceu igualar o nível de fidelidade de membros silver e gold do programa Free Spirit da Spirit, além de tarifas promocionais de US$ 99 (R$ 496,69)para clientes afetados pelo fechamento da concorrente.

A Breeze Airways também está aproveitando o vácuo, iniciando voos a partir do Aeroporto Internacional de Atlantic City, em Nova Jersey, para destinos na Flórida, como Orlando, Fort Lauderdale e Tampa. A Spirit dominava cerca de 75% do tráfego desse aeroporto antes do encerramento.

A Frontier retomou serviços em rotas anteriormente operadas pela Spirit, como Las Vegas-Kansas City e Orlando-Memphis, e aumentou a capacidade em 13 rotas anuais da Spirit, incluindo oito que servem Orlando.

Apesar da corrida para preencher o espaço da Spirit, o setor de companhias low-cost enfrenta desafios semelhantes aos que contribuíram para o colapso da companhiacomo aumento do preço do combustível, inflação e concorrência com grandes empresas aéreas.

A Associação de Companhias Low-Cost solicitou US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bi) em auxílio federal para compensar custos de combustível, mas o pedido foi negado pelo Departamento de Transportes.

Além disso, a saída da Spirit reduziu a concorrência em vários mercados, com 17 rotas ficando sem nenhum serviço aéreo e o Aeroporto Regional Arnold Palmer, em Latrobe, no estado da Pensilvânia, perdendo sua única linha aérea. O número de rotas com monopólio subiu de oito para 63 após o fechamento da Spirit.

Outro impacto importante é a disputa pelos valiosos slots aeroportuários deixados pela Spirit, especialmente no Aeroporto LaGuardia, em Nova York, onde alguns horários podem valer até US$ 87 milhões (R$ 436,5 mi), segundo o Wall Street Journal.

Novo crédito para motoristas de apps reduz parcelas do financiamento; veja simulações


UM nova linha de financiamento criada pelo governo federal para motoristas de aplicativo e taxistas pode reduzir em até R$ 1.025,56 o valor da parcela na comparação com taxas médias praticadas pelo mercado. Em um financiamento de 72 meses e sem entrada (condições oferecidas pelo programa), a diferença pode chegar a R$ 73,8 mil, segundo simulações feitas pela calculadora da empresa SuperRico.

Foi considerada taxa média de mercado próxima de 26,6% ao ano para os valores das parcelas em financiamentos fora do programa do governo. Os valores podem variar conforme o perfil de crédito do motoristaanálise da instituição financeira, prazo escolhido, valor dado na entrada e custos adicionais da operação.

Os cálculos consideram valores de referência dos carros já confirmados como elegíveis ao Move Brasilmas os preços de cada concessionária podem variar com a região, o ponto de venda e quaisquer descontos ou promoções oferecidos pelas montadoras.

O governo reservou até R$ 30 bilhões para operações de crédito por meio do BNDES. A liberação do crédito começa efetivamente a partir do dia 19 de junho. O CMN (Conselho Monetário Nacional) ainda deve detalhar regras operacionais da linha, como participação dos bancos e critérios finais de contratação.

Presidente Lula durante lançamento do programa Move Aplicativos, na Casa de Portugal, na Liberdade, São Paulo (SP) –
Bruno Santos – 19.mai.26/Folhapress

Outros cálculos feitos com o simulador consideram uma entrada de 50% do valor do carro e pagamento em 48 vezes. No Volkswagen Polo Track, vendido por R$ 87.987,90, a parcela cairia de R$ 1.429,90 no financiamento tradicional para R$ 1.156,93 no Move Brasil para homens e R$ 1.135,66 para mulheres. A diferença mensal chegaria a R$ 273 para homens e R$ 294 para mulheres.

Ao fim de 48 meses de contrato, o valor total pago passaria de R$ 112,6 mil no crédito convencional para R$ 99.526,70 entre motoristas homens e R$ 98.505,52 entre mulheres —economia de até R$ 14 mil no período.

Em um modelo mais caro, como o Volkswagen T‑Cross 200 TSI, vendido por R$ 142.111 aos motoristas de app e taxistas, a diferença seria ainda maior. O veículo teria parcela mensal de R$ 2.309,46 no financiamento tradicional; R$ 1.868,58 para homens; e R$ 1.834,22 para mulheres. Os juros no financiamento cairiam até R$ 22,8 mil.

Já para o Honda City LX 1.5, a um preço de R$ 110.963 pela tabela Fipe de São Paulo, a parcela mensal sairia de R$ 1.803,27 no financiamento tradicional para R$ 1.459,03 para homens e R$ 1.432,20 para mulheres no programa subsidiado.

Ao fim do contrato, o custo total cairia de R$ 142 mil para R$ 125,5 mil entre homens e R$ 124 mil entre mulheres. A economia acumulada para motoristas mulheres ultrapassaria R$ 17,8 mil em quatro anos nessa simulação.

Pelas regras divulgadaspoderão acessar a linha taxistas e motoristas de plataformas como Uber e 99 que comprovem ao menos cem corridas realizadas em um ano. O financiamento vale para veículos novos de até R$ 150 mil, incluindo modelos flex, híbridos e elétricos.

Levantamento do aplicativo GigU, por meio da sua base de 125 mil motoristas e motociclistas cadastrados nas plataformas Uber, 99 e InDrive, aponta que 74,6% têm carro próprio e 25,4% alugado. Segundo a GigU, seus usuários rodam em média 4.546 quilômetros por mês, ou 54,5 mil ao ano.

Folha Mercado

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Dexco, dono da Deca, fecha fábrica de revestimentos cerâmicos em SC


A Dexco, dono da Deca, anunciou o encerramento das atividades industriais da unidade de Urussanga (SC), segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A empresa decidiu concentrar suas operações industriais no segmento de revestimentos cerâmicos nas unidades de Criciúma (SC) e Botucatu (SP) a partir desta segunda-feira (25).

Cerâmica usada em reforma de cozinha

Divulgação

“A medida faz parte da estratégia de assegurar a continuidade e a sustentabilidade de longo prazo do negócio, por meio da melhor utilização da capacidade instalada, ganhos de produtividade e maior eficiência operacional, mantendo inalterados o portfólio da divisão, a atuação das marcas Portinari e Ceusa e o compromisso da companhia com o atendimento aos seus clientes”, disse a Dexco.

A empresa, que também é detentora da marca Hydra, destacou que não haverá impacto relevante nos resultados relacionado ao fechamento da planta, e seus efeitos serão classificados como não recorrentes.

Petróleo desaba quase 6%, fica abaixo de US$ 100 e tem menor preço em um mês com possível acordo entre EUA e Irã


O preço do petróleo desabou quase 6% e atingiu o seu menor valor em mais de um mês ao ser cotado a US$ 94,22, às 8h45 (horário de Brasília) desta segunda-feira (25).

O barril Brent, referência mundial, foi negociado pela quantia mais baixa desde 22 de abril, quando alcançou foi vendido a US$ 91,42. Na sexta-feira (22), o preço estava em US$ 100,21, mas ele despencou para US$ 95 logo na abertura da sessão, às 19h de domingo (24).

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, chegou a cair a US$ 90,34 nesta segunda e estava a US$ 90,83, queda de 5,97%, às 9h15.

Navios aguardam no estreito de Hormuz

Majid-Asgaripour – 22.mai.26/Reuters

Os investidores repercutiram um possível acordo entre o Irã e os Estados Unidos para o fim da guerra. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuaria em vigor enquanto um acordo com o Irã não fosse “alcançado, certificado e assinado”.

Horas depois, na manhã desta segunda, Trump voltou a subir o tom ao estipular limites para a negociação no Oriente Médio. “O acordo com o Irã será grande e significativo, ou não haverá acordo”, escreveu na sua rede social Truth Social.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que há uma possibilidade de o acerto ser anunciado ainda nesta segunda. “Temos uma proposta bastante consistente [para abrir o estreito de Hormuz]”, declarou em Nova Déli.

“[A proposta] conta com muito apoio no golfo…Todos os países com quem temos debatido entendem que não é só uma proposta muito razoável como também é o correto para o mundo”, indicou o secretário.

Porém o otimismo mostrado pelos EUA não era o mesmo entre os negociadores do Irã. “É verdade que chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão…mas afirmar que a assinatura de um acordo é iminente é algo que ninguém pode sustentar”, comentou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei.

Ele reiterou que o país não abre mão de manter o controle sobre o tráfego no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, com a cobrança de taxas, o que é rechaçado pelos norte-americanos.

“Os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, assim como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do estreito de Hormuz, do golfo Pérsico e do mar de Omã exigem a cobrança de certas taxas”, disse o porta-voz.

Além de Hormuz, outro ponto de discordância entre as partes é a manutenção do programa nuclear de Teerã. As autoridades iranianas afirmaram que este tema será debatido em um outro momento, após um evento acordo inicial, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no domingo que ele e Trump concordaram que qualquer acordo final com o Irã deve incluir a “exigência” de “desmantelar o programa nuclear do Irã e retirar todo o urânio enriquecido do território iraniano”.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que é responsável por intermediar as negociações de paz, afirmou em visita ao líder da China, Xi Jinping, que houve um avanço nas conversas entre EUA e Irã, mas evitou fazer previsões sobre o acordo.

Segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, um possível acordo para o fim da guerra levaria o número de navios autorizados a transitar pelo estreito de Hormuz a normalizar em 30 dias.

Folha Mercado

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O bloqueio naval deve ser completamente suspenso em 30 dias, de acordo com um memorando de entendimento, disse a Tasnim, acrescentando que parte dos fundos congelados do Irã deve ser liberada na primeira fase.

O analista da MST Marquee Saul Kavonic disse que, apesar de todas as ressalvas e riscos que ainda cercam o acordo de paz, agora há alguma luz no fim do túnel, o que deve trazer um alívio de curto prazo para os preços do petróleo.

No entanto, analistas esperam que sejam necessários meses para que os fluxos de petróleo pelo estreito voltem ao normal e para que instalações danificadas sejam reparadas.

Economistas preveem inflação acima de 5% pela primeira vez no ano


A previsão da inflação dada por economistas ouvidos pelo Banco Central superou 5% pela primeira vez no ano, com o crescimento do pessimismo sobre os efeitos da guerra do Irã, com a elevação dos preços de combustíveis em todo o mundo.

O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (25), mostra que os analistas esperam que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) termine 2026 a 5,04%, aumento de 0,12 ponto percentual em relação ao levantamento da semana passada.

Movimentação de consumidores em loja de São Paulo

Rafaela Araújo – 09.jan.26/Folhapress

A expectativa para a inflação não havia superado os 5% neste ano e o número supera o teto da meta de 3% estabelecida pelo BC, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O mercado também elevou a previsão para o próximo ano de 4% para 4,01%, e manteve o IPCA de 2028 e 2029 em 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Além da inflação, os economistas aumentaram a perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) de 1,85% para 1,89%, enquanto o crescimento para o próximo ano caiu de 1,77% para 1,70%.

A previsão do dólar também foi alterada em relação à semana passada, indo de R$ 5,20 para R$ 5,17. Já a expectativa para a Selic permanece em 13,25% neste ano.

Os especialistas continuam esperando um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, atualmente em 14,5%, na reunião de junho do BC.

Moçambique receberá aproximadamente 6,8…

Maputo, 25 Mai (AIM) – Moçambique vai receber cerca de 6,8 milhões de doses de vacina contra a cólera no âmbito dos esforços para eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030.

O anúncio foi feito sexta-feira pelo ministro da Saúde, Hussene Isse, falando aos jornalistas à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada em Genebra.

Segundo o ministro, as vacinas deverão reforçar as medidas de prevenção e controlo da doença, especialmente nas zonas mais vulneráveis ​​e frequentemente afectadas por surtos. “Queremos eliminar a cólera como problema de saúde pública no nosso país. É urgentemente necessária uma resposta acelerada”, afirmou.

O ministro explicou que o governo pretende reduzir a mortalidade relacionada com a cólera em cerca de 90 por cento através da mobilização de apoio técnico, político e financeiro dos parceiros internacionais.

“Estamos aqui para apresentar o compromisso do Governo em eliminar a cólera e também para mobilizar apoios para acelerar a implementação deste plano. A cólera continua fortemente associada às más condições de abastecimento de água, saneamento e higiene, o que significa que o país necessita de investimentos estruturais em áreas sociais básicas”, afirmou.

“Estamos perante uma doença fortemente associada às condições de abastecimento de água, saneamento e higiene”, acrescentou.

O ministro apresentou ainda no encontro o Plano Nacional de Eliminação da Cólera 2025-2030, um instrumento estratégico orçado em 500 milhões de dólares norte-americanos.

Este plano prevê intervenções integradas nas áreas da vacinação, vigilância epidemiológica, ampliação do acesso à água potável, saneamento e reforço da resposta sanitária nas comunidades de maior risco.

A Assembleia Mundial da Saúde reúne governos, organizações internacionais, instituições financeiras e parceiros de cooperação para discutir as prioridades globais de saúde pública.

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FG/sou/

Ordem dos Advogados preocupada com ressurgimento de…

Maputo, 25 Mai (AIM) – A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) manifestou a sua preocupação com o ressurgimento da violência e dos assassinatos por motivação política no país, alertando que a normalização destes actos representa uma ameaça directa à democracia, à paz e ao Estado democrático de direito.

Segundo o comunicado da OAM, o Estado moçambicano enfrenta “sérias dificuldades” em garantir a segurança dos cidadãos, sublinhando que os crimes políticos constituem “um atentado gravíssimo à vida humana”.

“A democracia não pode coexistir com a eliminação física dos adversários políticos, nem pode sobreviver quando o medo, a intimidação e o silêncio substituem o debate de ideias. O agravamento da violência política revela um ambiente marcado pela intolerância, pelo ódio e pela perseguição ao pensamento dissidente, uma situação que enfraquece as instituições do Estado e compromete os esforços de reconciliação nacional”, lê-se no documento.

A posição da OAM surge depois de dois membros da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), o partido político liderado pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, terem sido mortos a tiro em menos de uma semana, na província central de Manica e na província meridional de Gaza. Os autores desses crimes ainda são desconhecidos.

A ONG Plataforma Eleitoral “Decide”, desde julho de 2025 até aos dias de hoje, foram registados mais de 20 ataques contra membros dos partidos da oposição.

“O adversário político não é um inimigo a derrotar ou eliminar, mas sim um cidadão titular dos mesmos direitos e garantias constitucionalmente protegidos. É alarmante a crescente cultura de impunidade e preocupante a ausência de investigações céleres e de responsabilização efetiva dos autores morais e materiais dos crimes”, afirma a Ordem dos Advogados.

“Os episódios de violência política multiplicam-se sem investigações sérias, responsabilização efetiva ou punições exemplares. O silêncio institucional e os atrasos nas investigações acabam por fortalecer redes clandestinas de violência e encorajar novas práticas de terror político”, acrescenta a Associação.

A OAM exige das autoridades competentes “uma investigação rápida, rigorosa, transparente e independente” sobre os recentes assassinatos, argumentando que todos os envolvidos devem ser julgados e punidos severamente, “sem proteção política, institucional ou partidária”.

A celebração dos nossos 50 anos de Independência Nacional, diz o documento, não pode ser reduzida à exaltação do passado, mas deve também revelar-se num compromisso renovado com o presente e o futuro.

“A paz não se constrói apenas através de discursos políticos floridos ou de acordos formais ou informais; constrói-se, sobretudo, através da tolerância, do respeito mútuo e da garantia efectiva dos direitos fundamentais”, lê-se na nota.

“Não podemos normalizar estas práticas odiosas numa sociedade civilizada. A história de amanhã depende dos compromissos de hoje”, acrescenta.
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Sou/

Central eléctrica de Mecufi começará a funcionar em…

Maputo, 25 Mai (AIM) – A empresa italiana de engenharia Renco anunciou que a central solar de 20 megawatts, no distrito de Mecufi, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, poderá estar operacional até Dezembro de 2026.

Segundo Pier Evangelista, director da Renco em Moçambique, entrevistado pela AIM, a empresa está a dar um passo no sentido de fortalecer o acesso à electricidade no distrito de Mecufe, em parceria com a empresa pública de electricidade do país, a EDM.

O projecto, considerado um dos ambiciosos investimentos privados actualmente em curso no sector energético a nível provincial, está a ser desenvolvido pela Renco, em parceria com investidores privados nacionais e a EDM.

“O projecto vai permitir injectar energia limpa na rede eléctrica nacional e melhorar a segurança energética da região norte do país. É um projecto que esperamos terminar até Dezembro de 2026 e que vai colocar cerca de 20 megawatts de energia na rede nacional”, disse.

A infra-estrutura, orçada em 30 milhões de euros (34,8 milhões de dólares ao câmbio actual), surge num momento em que Moçambique procura diversificar as suas fontes de produção de energia e reduzir a sua dependência dos combustíveis fósseis, investindo cada vez mais em energias renováveis.

Segundo Evangelista, o financiamento do projecto está a ser assegurado através de um modelo de Project Financing, que envolve a participação directa da Renco e o apoio de um banco multilateral, demonstrando a confiança internacional no potencial energético do país.

Além do impacto no fornecimento de energia, a central solar de Mecufi também está a gerar efeitos positivos no panorama económico e social da província.

Atualmente, estão envolvidos na construção da infraestrutura cerca de 130 trabalhadores diretos, beneficiando de formação prática e especializada na montagem de centrais solares.

Evangelista disse ainda que o projecto representa uma oportunidade para o desenvolvimento de competências técnicas numa área que poderá moldar o futuro energético de Moçambique. “Os trabalhadores vão ganhar uma experiência importante na construção de centrais solares, que esperamos que sejam o futuro do país”, afirmou.

Embora parte do quadro de pessoal seja reduzido após a conclusão das obras, Evangelista garantiu que uma parcela significativa dos trabalhadores permanecerá vinculada ao projecto, sobretudo nas áreas de operação e manutenção da fábrica.

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Computador/Am/

Munhepe foi um dos “mais…

Maputo, 25 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, considera o falecido tenente-general Joaquim Munhepe um dos “filhos mais notáveis” de Moçambique, pois desempenhou um papel decisivo na luta de libertação nacional, na consolidação das forças armadas e na construção do Estado.

Segundo Chapo, falando no elogio fúnebre de Joaquim Munhepe, realizado na Praça dos Heróis, em Maputo, a trajectória de Munhepe dedicou-se à luta contra a dominação colonial estrangeira e à defesa da soberania da nação cuja conquista.

Segundo o chefe de Estado e presidente do partido no poder, a Frelimo, Munhepe distinguiu-se desde muito jovem pelo compromisso com os ideais nacionalistas e anticoloniais, tendo saído clandestinamente da cidade da Beira em 1964 para se juntar à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) na Tanzânia.

“Após formação político-militar em Bagamoyo, Munhepe foi seleccionado para especialização militar na então União Soviética, integrando um grupo de jovens combatentes liderados pelo antigo Presidente Joaquim Chissano. Em Moscovo, distinguiu-se pela excelência do seu desempenho”, afirmou.

“Desempenhou um papel central na criação e consolidação do sistema de comunicações das forças de libertação, garantindo ligações permanentes entre a liderança da Frelimo e as unidades operacionais no interior do país. Após a proclamação da independência em 1975, Munhepe ocupou vários cargos militares estratégicos, incluindo chefe de comunicações militares, diretor de formação do Estado-Maior General, comandante das forças terrestres e inspetor-geral das forças armadas”, disse.

O Presidente acrescentou que Munhepe foi um pioneiro da primeira estação de transmissão em Moçambique independente e um dos principais arquitectos da capacidade operacional das Forças Armadas moçambicanas.

“Ao longo desta longa carreira, o General Munhepe consolidou-se como um excepcional combatente e estrategista na arte da guerra, altamente respeitado no país e na região”, disse.

Além da carreira militar, Chapo destacou o envolvimento político do falecido, que foi membro do Comité Central da Frelimo desde 1968 até à sua morte, além de ter servido no parlamento do país, na Assembleia da República e no Conselho de Defesa e Segurança Nacional.

(MIRAR)

NL/Am/

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