PRESIDENTE DANIEL CHAPO DESTACA MULHER COMO PILAR DA ESTABILIDADE NACIONAL

Chefe do Estado defende empoderamento feminino, educação e cultura de paz

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, destacou nesta sexta-feira, em Lichinga, o papel estratégico da mulher moçambicana como principal garante da estabilidade social, da educação familiar e da reconstrução nacional.

A intervenção ocorreu durante um encontro com diferentes segmentos da sociedade feminina na província do Niassa, no âmbito da visita de trabalho do Chefe do Estado destinada ao acompanhamento da governação local e da implementação de projectos de desenvolvimento.

Estabilidade social e responsabilidade cívica

Durante o discurso, o Presidente contextualizou os desafios enfrentados pelo país no período pós-eleitoral, marcado por manifestações violentas e actos de destruição em algumas regiões do território nacional.

Segundo Daniel Chapo, o Governo decidiu inicialmente concentrar os esforços de diálogo junto da juventude, por considerar tratar-se do grupo social mais vulnerável à manipulação e às influências externas durante momentos de instabilidade.

O estadista sublinhou, contudo, que a mulher moçambicana demonstrou um comportamento de preservação da ordem social e familiar, desempenhando um papel decisivo na manutenção da coesão das comunidades.

“Educar uma mulher é educar uma sociedade”

Ao dirigir-se às mulheres presentes no encontro, o Chefe do Estado explicou que o Executivo passou a priorizar também o diálogo com as mulheres em 2026, reconhecendo a sua influência directa na formação moral e social das famílias moçambicanas.

“Nós sabíamos que a mulher moçambicana, como mãe, como irmã, como sogra, como tia, como prima, como sobrinha, não participou como a juventude participou nestas manifestações violentas, ilegais e criminosas”, afirmou.

Daniel Chapo acrescentou ainda que o fortalecimento da mulher representa uma prioridade estratégica para o desenvolvimento nacional:

“Educar uma mulher é educar uma sociedade.”

O Presidente felicitou igualmente a mulher moçambicana pelo seu contributo para a estabilidade e preservação dos valores sociais no país.

Empoderamento feminino como estratégia económica

Na sua intervenção, Daniel Chapo defendeu que o empoderamento feminino deve ser encarado não apenas como um direito social, mas igualmente como um instrumento de fortalecimento económico nacional.

O governante destacou a capacidade das mulheres na gestão responsável dos recursos familiares e comunitários, considerando que o envolvimento feminino tem impacto positivo no comércio informal, na sustentabilidade das famílias e na resiliência económica local.

Segundo o Chefe do Estado, a experiência administrativa demonstra que as mulheres possuem elevado sentido de responsabilidade na gestão de recursos públicos e privados.

Combate às uniões prematuras e violência doméstica

O Presidente da República alertou ainda para os desafios que continuam a limitar o desenvolvimento pleno da rapariga moçambicana, defendendo maior investimento na educação e no combate às uniões prematuras, gravidezes precoces e violência doméstica.

Para Daniel Chapo, estes fenómenos comprometem o futuro das novas gerações e dificultam a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Compromisso com a paz e desenvolvimento sustentável

No encerramento do encontro, o Presidente reiterou o compromisso do Governo com políticas públicas voltadas para a valorização da mulher, fortalecimento da família e promoção de uma cultura nacional de paz, diálogo e responsabilidade social.

O estadista concluiu afirmando que o desenvolvimento sustentável de Moçambique depende directamente da capacidade do país em proteger, educar e valorizar as mulheres em todas as esferas da sociedade.

Moçambique cultiva pouco mais de 6,5 milhões…

Maputo, 22 Mai (AIM) – Moçambique cultiva actualmente pouco mais de 6,5 milhões de hectares de terra dos 36 milhões de hectares de terra arável disponíveis no país, e a agricultura familiar continua a dominar a produção agrícola nacional.

De acordo com o III Censo Agrícola (CAP 2023/24), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a terra actualmente cultivada corresponde a 17,8 por cento do total de terra arável disponível no país.

O inquérito foi realizado entre Dezembro de 2024 e Maio de 2025, abrangendo 142 dos 161 distritos do país, o equivalente a 88,2 por cento de cobertura territorial. Seis distritos da província nortenha de Cabo Delgado não foram abrangidos pela insegurança causada pelo terrorismo islâmico.

Segundo Salim Valá, ministro da Planificação e Desenvolvimento, falando quinta-feira, em Maputo, durante a apresentação da PAC 2023/24, estes números representam desafios estruturais e o enorme potencial de transformação do sector agrícola moçambicano.

“O facto de apenas cerca de 17,8 por cento da terra arável disponível ser actualmente cultivada demonstra inequivocamente que Moçambique continua a possuir uma das maiores reservas estratégicas de potencial agrícola no continente africano”, afirmou.

O ministro acredita que o futuro da transformação económica do país dependerá da capacidade de converter a agricultura de subsistência em agricultura comercial, resiliente e de orientação agroindustrial.

Segundo o documento, Moçambique tem aproximadamente 5,2 milhões de explorações agrícolas, das quais 99,9 por cento são pequenas e médias explorações agrícolas. Mais de 84 por cento das explorações agrícolas têm menos de dois hectares, o que continua a limitar os níveis de produtividade e o acesso à assistência técnica. A pesquisa aponta também que 38 por cento das explorações agrícolas são chefiadas por mulheres.

No subsector da pecuária, o documento aponta para uma população nacional estimada em cerca de 2,4 milhões de bovinos, 4,2 milhões de caprinos e aproximadamente 16 milhões de frangos de raças locais.

O PAC 2023/24 também pesquisou 42.657 explorações agrícolas e pecuárias, incluindo 36.213 pequenas explorações, 5.561 explorações médias e 883 grandes explorações.

Pela primeira vez, Moçambique desagregou os dados agrícolas e pecuários até ao nível distrital, o que é considerado um importante passo em frente no planeamento de políticas públicas destinadas à segurança alimentar, ao desenvolvimento rural e ao investimento agrícola.

Por sua vez, o representante do Banco Mundial em Moçambique, Rinku Murgai, considerou que o documento representa “muito mais do que um exercício estatístico. Os novos dados poderão apoiar a identificação de cadeias de valor prioritárias, fortalecer os programas de produtividade agrícola e orientar os investimentos no sector”.

MR/Am/

PGR preocupada com crescente circulação de drogas…

Maputo, 22 Mai (AIM) – A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique manifestou a sua preocupação com a crescente circulação de drogas e bebidas alcoólicas perto das escolas públicas.

A Procuradora-Geral Adjunta, Irene Uthui, falando em Maputo num encontro destinado a coordenar actividades com Grupos Antidrogas nas escolas, explicou que “não é incomum que alguns vendedores mal-intencionados promovam a venda de drogas e bebidas alcoólicas nos portões das escolas”.

Os Grupos Antidrogas incluem funcionários do Gabinete Central de Prevenção e Controlo de Drogas, professores, estudantes e outras entidades.

Segundo o Procurador-Geral Adjunto, a fragilidade dos mecanismos de controlo de acesso às instalações escolares facilita a entrada de estudantes portadores de substâncias ilícitas.

“Por esta razão, as escolas necessitam urgentemente de melhorar a coordenação a vários níveis, desenhando programas e ações concretas de prevenção, bem como formação e capacitação sobre como prevenir o consumo e venda de drogas e álcool nas escolas, uma situação que muito nos preocupa devido ao elevado número de crianças, adolescentes e jovens que consomem e vendem drogas nas instalações escolares”, afirmou.

Em 2024, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) do país anunciou a proibição da publicidade de bebidas alcoólicas perto de instituições públicas, especialmente escolas e unidades de saúde.

A medida, que faz parte de um decreto sobre código de publicidade, apontou que os anunciantes de bebidas alcoólicas devem deixar uma distância mínima de 500 metros entre os seus outdoors e instituições públicas como escolas, hospitais, hotéis e esquadras de polícia.

Esta medida visava também acabar com a publicidade de bebidas alcoólicas a menores, uma vez que se tem registado um aumento no consumo de álcool por crianças (embora a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos seja ilegal).

No entanto, as autoridades não têm conseguido monitorizar a implementação desta medida. Existem ainda muitas instituições públicas (nomeadamente escolas) rodeadas de estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas.

Segundo Emília Araújo, Secretária de Estado da Juventude, o problema das drogas representa atualmente um dos maiores desafios sociais, de saúde e de segurança pública.

“No contexto escolar, esta realidade assume dimensões particularmente preocupantes, uma vez que as escolas, espaços destinados à educação académica, moral e cívica dos jovens, têm sido cada vez mais afetadas pela circulação e consumo de substâncias psicoativas”, afirmou.

Portanto, disse ela, os Grupos Antidrogas desempenham um papel estratégico na mobilização juvenil, na educação preventiva, na promoção de estilos de vida saudáveis ​​e no fortalecimento da cidadania juvenil.

“A presença de drogas nas escolas compromete o processo de ensino e aprendizagem, favorecendo o aumento da violência, do abandono escolar e da delinquência juvenil”, afirmou.

(MIRAR)

MR/Am/

A Alemanha compromete-se a desembolsar quatro milhões…

Maputo, 22 Mai (AIM) – O governo alemão comprometeu-se a desembolsar quatro milhões de euros (4,6 milhões de dólares à taxa de câmbio actual) para apoiar a resiliência climática, a segurança alimentar e a recuperação das regiões afectadas pelas cheias na província de Gaza, no sul de Moçambique.

De acordo com um comunicado divulgado pela Embaixada da Alemanha em Maputo, o anúncio foi feito durante conversações ministeriais de alto nível realizadas em Berlim entre a Ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Maria Manuela dos Santos Lucas, e membros do governo alemão.

O montante e a implementação do projeto serão geridos pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) este ano.

O apoio surge num momento em que Moçambique continua a enfrentar as consequências de fenómenos climáticos extremos e conflitos armados, particularmente na província de Cabo Delgado, no norte do país.

Durante o encontro, o ministro moçambicano foi recebido pelo ministro federal alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, e pela ministra federal da Cooperação e Desenvolvimento Económico, Reem Alabali Radovan.

As partes discutiram o estado das relações bilaterais, a cooperação económica, a resiliência climática, os desafios humanitários e a segurança regional, enquanto os dois países celebram 50 anos de relações diplomáticas.

Segundo o governo alemão, Berlim continua a ser um parceiro estratégico de Moçambique, sendo actualmente o segundo maior parceiro bilateral do país na área da cooperação para o desenvolvimento.

“A cooperação alemã abrange sectores como as energias renováveis, a resiliência climática, a boa governação e as reformas económicas que visam aproveitar o potencial económico de Moçambique”, lê-se no documento.

O comunicado recorda ainda que, durante as cheias registadas no início de 2026, a Alemanha disponibilizou cerca de três milhões de euros em ajuda humanitária e enviou um avião de carga com tendas, filtros de água e outros equipamentos de emergência.

Citado no documento, o embaixador da Alemanha em Moçambique, Ronald Münch, considerou que a visita de Lucas “acrescenta mais um capítulo à longa história da parceria entre a Alemanha e Moçambique”.

(MIRAR)

Sou/

Chapo inaugura sistema de abastecimento de água em…

Maputo, 22 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, inaugurou quinta-feira, no distrito de Mandimba, província do Niassa, norte do país, um sistema de abastecimento de água orçado em 5,5 milhões de dólares desembolsados ​​pelo governo japonês, através da sua Agência de Cooperação Internacional (JICA).

A infra-estrutura deverá beneficiar mais de 25 mil residentes da aldeia de Mandimba. Inclui a instalação de 25 bombas manuais para as zonas mais rurais do distrito.

Segundo Chapo, falando durante a inauguração, o sistema conta atualmente com mais de 700 ligações domiciliares e abastece cerca de 4 mil consumidores, mas tem capacidade para ampliar significativamente a cobertura nos próximos anos.

“Água é vida. Sem água não há vida. Por isso estamos muito felizes em entregar este sistema de abastecimento de água à população de Mandimba. Com água já é possível produzir hortas em casa e reduzir despesas familiares. Temos de aproveitar a disponibilidade de água para reduzir o impacto do aumento do custo de vida”, afirmou.

Segundo Chapo, o projecto é o resultado da cooperação entre Moçambique e o Japão, o que “significa que as parcerias internacionais ajudam-nos a fortalecer a infra-estrutura social do país. Este sistema é o resultado da amizade entre o povo moçambicano e o povo japonês”.

Chapo apelou ainda aos residentes locais para que preservem as infra-estruturas e respeitem o pagamento regular das taxas de consumo, como forma de garantir a sustentabilidade do sistema.

Por seu lado, Otsuka Kazuki, representante residente da JICA em Moçambique, disse que o projecto beneficia também os distritos de Majune, Muembe e Mavago, prevendo-se que mais de 60 mil pessoas sejam abrangidas nesta fase.

“O acesso à água potável é essencial para a saúde e o desenvolvimento das comunidades. Para que a água limpa chegue às nossas casas, ela precisa de ser tratada, precisamos de pagar a energia para alimentar as bombas e precisamos de expandir a rede”, afirmou.

NL/Am/

Apple Glass: tudo o que já se sabe sobre os óculos inteligentes que podem mudar o mercado em 2026

A Apple prepara-se para entrar oficialmente na corrida dos óculos inteligentes com o projecto conhecido informalmente como “Apple Glass”. Embora a empresa ainda não tenha confirmado o produto, uma série de fugas de informação e relatórios da indústria indicam que o lançamento poderá acontecer entre o fim de 2026 e o início de 2027. (Forbes)

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Feizal Sidat lidera organização do CAN Sub-17 em Marrocos

O Vice-Presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) e Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, está a desempenhar um papel central na organização do Campeonato Africano das Nações Sub-17, competição que decorre em Marrocos de 13 de Maio a 2 de Junho de 2026.

À medida que o torneio entra na fase decisiva, após o encerramento da fase de grupos, Feizal Sidat acompanha de perto o desenrolar da prova enquanto Presidente da Comissão Organizadora das competições masculinas Sub-17, Sub-20 e Sub-23 da CAF.

Presente em Marrocos, o dirigente moçambicano participa activamente na coordenação e supervisão organizacional do torneio, com enfoque nos aspectos técnicos, logísticos e estratégicos ligados ao desenvolvimento do futebol juvenil africano.

O CAN Sub-17 reúne algumas das maiores promessas do futebol africano, afirmando-se como uma importante plataforma de crescimento, visibilidade e projecção de jovens talentos do continente, além de reforçar o compromisso da CAF na valorização das camadas de formação.

Carige lança primeira pedra para construção de…

Maputo, 21 Mai (AIM) – O presidente da Câmara da Beira, centro de Moçambique, Albano Carige, lançou quarta-feira a primeira pedra para a construção de um edifício polivalente, orçado em três milhões de dólares norte-americanos.

A infraestrutura, cuja construção deverá estar concluída dentro de um ano, é composta por espaços verdes, uma esquadra policial e um estabelecimento de saúde com o objetivo de “descentralizar os serviços essenciais e melhorar a segurança e o acesso aos cuidados de saúde”.

Segundo Carige, citado em comunicado, o objectivo é transformar a Beira num centro de referência nacional. “Queremos desenvolver a nossa cidade. O nosso sonho é ir à Gorongosa e trazer animais para o nosso parque de infra-estruturas verdes, no âmbito do nosso projecto ambiental e turístico integrado no novo empreendimento Maquinino”, disse.

O autarca acrescentou que as infraestruturas serão equipadas com armazéns e câmaras de videovigilância “em todos os cantos” para monitorizar a circulação dos moradores, reforçando a aposta do município na modernização da gestão urbana.

“Também resolveremos o problema de esgoto da região, pois o projeto incluirá melhorias na infraestrutura de saneamento de Maquinino”, acrescentou.

Sou/

Mais de 1,3 milhão ainda precisam de cuidados urgentes…

Maputo, 21 Mai (AIM) – Mais de 1,3 milhões de pessoas ainda se encontram em situação de emergência e necessitam de assistência humanitária urgente nas regiões afectadas pelo terrorismo islâmico no norte de Moçambique.

Segundo Paulo Beirão, Secretário Permanente do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, falando quarta-feira, em Maputo, na Mesa Redonda sobre “Plano de Acção Nacional sobre Mulheres, Paz e Segurança”, estas pessoas estão localizadas nas províncias nortenhas de Cabo Delgado, Niassa e Nampula e a maioria são mulheres e crianças.

“As mulheres e as crianças são as mais afectadas, mais vulneráveis ​​aos impactos do terrorismo, das deslocações forçadas e da instabilidade social. O conflito armado, o extremismo e as deslocações enfraqueceram o tecido social”, afirmou.

Por isso, disse, o governo pretende reforçar as respostas de emergência e implementar medidas estruturais destinadas a reduzir a vulnerabilidade das populações afectadas.

Beirão explicou que o governo está a preparar o segundo ciclo do Plano de Acção Nacional sobre Mulheres, Paz e Segurança para o período 2026 e 2035, “que estará alinhado com a Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU e com a Plataforma de Acção de Pequim de 1995, dois instrumentos internacionais que visam promover a participação das mulheres na prevenção e resolução de conflitos”.

Por sua vez, Hermenegildo Mulhovo, diretor executivo da ONG Instituto para a Democracia Multipartidária, disse que embora as mulheres sejam as principais vítimas dos conflitos armados, estão excluídas dos mecanismos formais de resolução de crises.

“Em várias comunidades afectadas pelos conflitos, foram as mulheres que conseguiram estabilizar o diálogo e evitar novas vítimas. No entanto, as mulheres e as raparigas continuam expostas ao deslocamento forçado, à violência sexual, à perda de meios de subsistência e à exclusão social”, afirmou.

Acrescentou também que nas províncias centrais afectadas pelos legados dos conflitos militares, as mulheres enfrentam pobreza, insegurança alimentar e fragilidade económica.
Catherine Sozi, Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique, o país deve continuar a promover a paz sustentável, a inclusão e a coesão social “favorecendo a liderança feminina na mediação de conflitos e na resposta humanitária”.

“A insegurança não pode ser vista apenas do ponto de vista do conflito militar, mas também do ponto de vista da pobreza”, disse ela.

Em Março passado, a União Europeia (UE) comprometeu-se a desembolsar 20 milhões de euros (23 milhões de dólares americanos, à taxa de câmbio actual) para reforçar a assistência humanitária nas regiões afectadas pelo terrorismo islâmico. Este apoio faria parte de um pacote mais amplo de 36 milhões de euros destinado à região da África Austral.

O anúncio surgiu num contexto delicado, marcado pela incerteza quanto à continuidade das operações militares no norte de Moçambique, uma vez que as forças ruandesas destacadas para combater o terrorismo na região condicionaram a sua presença contínua à regularização dos desembolsos por parte da União Europeia.

No entanto, as autoridades ruandesas anunciaram recentemente que o governo moçambicano irá garantir os fundos necessários para a continuação da missão em Cabo Delgado, uma vez que a União Europeia (UE) não planeia renovar o seu apoio financeiro.

As Forças Ruandesas foram destacadas para o norte de Moçambique em 2021, a pedido do governo moçambicano, para apoiar a luta contra os terroristas que operam na região, desde 2017.

(MIRAR)

SR /Sou/

Chapo apela à população para se juntar à liberdade civil…

Maputo, 21 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, apelou quarta-feira aos residentes sem documentação pessoal do distrito de Micanhelas, província do Niassa, norte do país, para que aproveitem a campanha de registo civil gratuito em curso em todo o país, levada a cabo por brigadas móveis.

O projecto, que prevê abranger 7 milhões de pessoas, foi lançado em Março passado e decorre até Dezembro. Está a ser realizado por 500 brigadas móveis, que se deslocam às comunidades para efectuarem registos de nascimento e emissão de documentos de identificação.

Segundo Chapo, falando durante um comício público realizado na aldeia de Nsaca, distrito de Micanhelas, no âmbito da sua visita de trabalho de três dias ao Niassa, “quem ainda não tem certidão de nascimento ou outro documento deve aproveitar esta campanha, porque o serviço está a ser prestado gratuitamente”.

Chapo acrescentou que a medida visa responder ao “crítico défice de registo de nascimento e ao elevado número de cidadãos sem identificação legal no país”.

Na ocasião, o Presidente entregou duas ambulâncias e anunciou a construção do novo hospital distrital ainda este ano, “no âmbito de investimentos públicos que visam reforçar os serviços sociais, melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento local”.

“Enquanto o hospital não for construído, estas ambulâncias vão ajudar muito no transporte de pacientes dos postos administrativos para a aldeia e daí para o distrito de Cuamba. Lançamos também concursos públicos para a construção da estrada Cuamba-Mecanhelas. Este ano vamos iniciar as obras”, disse.

O Presidente explicou que as ambulâncias entregues irão reduzir os problemas que as comunidades têm enfrentado no transporte de pacientes, especialmente mulheres grávidas e pacientes gravemente enfermos, de postos administrativos e locais remotos.

Ele também incentivou o aumento da produção agrícola, dizendo que “culturas como arroz, soja, gergelim, feijão, castanha de caju e macadâmia são fundamentais para combater a pobreza e gerar renda familiar”.

“A riqueza está no campo. Produzimos mais para combater a pobreza e enfrentar o aumento do custo de vida”, afirmou.

NL/Am/

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