Porque deve limitar o tempo de ecrã dos seus filhos este Natal?


Passar as férias de Natal colado aos ecrãs pode estar a fazer mais mal às crianças do que os pais imaginam, de acordo com um especialista em saúde pública que afirma que o tempo frio não deve ser um obstáculo a rotinas mais saudáveis.

Jay Maddock, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade A&M do Texas, alerta para o facto de a utilização excessiva de telemóveis, tablets e consolas de jogos durante as férias escolares estar associada a uma saúde mental e física mais débil.

“As crianças de hoje passam uma quantidade incrível de tempo nas redes sociais, nos jogos e noutros dispositivos, o que leva a muitos resultados negativos para a saúde, como a ansiedade e a depressão, mas também pode contribuir para a obesidade e para uma saúde física deficiente”, afirmou Maddock.

Os seus comentários surgem numa altura em que os menores de 16 anos na Austrália foram proibidos de utilizar as principais plataformas de redes sociais, incluindo o TikTok, X, Facebook, Instagram, YouTube, Snapchat e Threads.

De acordo com as regras, as crianças não podem criar novas contas e os perfis existentes estão a ser desativados. A proibição – a primeira do género – está a ser acompanhada de perto por outros países, incluindo a Dinamarca, que estão a ponderar controlos mais rigorosos da utilização dos ecrãs pelas crianças.

Voltar atrás no tempo

Maddock sugere que os pais repensem as férias escolares através de uma lente mais “retro”, inspirada na forma como as famílias passavam as férias de inverno nos anos 1980 e 1990.

Para as famílias das regiões mais frias, atividades como andar de trenó e patinar no gelo ainda podem ser seguras e benéficas com a preparação adequada. “Há um ditado que diz que não há mau tempo, apenas más escolhas de vestuário. Por isso, junte mais roupa e ficará bem agasalhado”, disse Maddock.

Mesmo sem neve, Maddock recomenda atividades ao ar livre, como a caça ao tesouro, o geocaching ou passeios noturnos para ver as luzes de Natal.

Porque é que estar ao ar livre no inverno é importante?

A investigação mostra que o tempo passado na natureza está associado a melhores resultados em termos de saúde, incluindo melhor humor, maior atenção e melhor função imunitária.

Um relatório do Reino Unido, que teve em consideração 19 000 pessoas, concluiu que pelo menos 120 minutos por semana na natureza estavam associados a uma probabilidade 59% mais elevada de se declarar de boa saúde e 23% mais bem-estar.

“Já deve ter ouvido dizer que passar tempo na natureza é muito bom para a saúde”, afirmou Maddock. “Melhora o humor, aumenta a capacidade de prestar atenção e até afeta o funcionamento do sistema imunitário, fazendo-o funcionar melhor”.

“Os benefícios da natureza podem surgir num período de tempo muito curto”, acrescentou. “Dê prioridade à frequência em detrimento da duração”.

Pequenas pausas ao ar livre, mesmo de cinco minutos de cada vez, podem ser eficazes, especialmente de manhã.

Como passar um tempo mais saudável dentro de casa?

Quando o tempo frio mantém as famílias dentro de casa, Maddock incentiva atividades que promovam a ligação em vez de tempo de ecrã passivo.

“Os jogos de tabuleiro clássicos ainda existem”, afirmou. “Quando eu era miúdo, adorávamos jogar Boggle ou Yahtzee, e jogávamos durante horas”.

Também sugere atividades familiares reflexivas, como a partilha dos momentos favoritos do ano anterior, para ajudar a reforçar as relações e o bem-estar.

“Mas façam o que fizerem”, disse Maddock, “tentem manter-se afastados dos dispositivos, limitando-os o mais possível, e tenham umas férias de inverno saudáveis e felizes”.

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Presidente moçambicano indulta 22 condenados por manifestações pós-eleitorais

Em causa está o decreto presidencial 49/2025, que entrou em vigor em 22 de dezembro, que “concede o indulto a alguns cidadãos no âmbito da celebração do dia da família”, assinalado em Moçambique, anualmente, em 25 de dezembro.

Destes, dez indultos são referentes a condenados a cumprirem pena em Nampula, no norte, cinco na Zambézia, centro, e cinco em Inhambane, sul. Na listagem consta ainda um condenado, no âmbito das manifestações que se seguiram às eleições gerais de outubro de 2024, na província de Gaza e outro na cidade de Maputo, no sul.

Os restantes 729 indultos foram concedidos pelo chefe de Estado a reclusos condenados a penas de prisão até 12 anos e cidadãos em liberdade condicional condenados a penas de prisão até 12 anos.

No fundamento do indulto, que normalmente é concedido pelo Presidente da República por ocasião do Natal, conforme prevê a Constituição, recorda-se que “Moçambique é um Estado de Direito Democrático e de Justiça Social, onde existem garantias dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, que se manifestam por uma crescente preocupação com a proteção e defesa dos direitos humanos”.

A decisão é justificada ainda “pelo espírito do humanismo, respeito e proteção da dignidade da pessoa humana e pela solidariedade que caracteriza o Estado de Direito Democrático e a sociedade moçambicana”. E, neste ano em concreto, “fazendo jus à implementação da Lei n.º 1/2025, de 11 de abril, que aprova o Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo” - acordo para a pacificação pós-eleitoral do país -, e também “motivado pela firme convicção da capacidade de regeneração, reabilitação e reinserção social do homem, princípios e valores fundamentais constantes da política prisional”.

Um total de 2.740 pessoas continuam detidas na sequência de manifestações pós-eleitorais em Moçambique, avançou na terça-feira à Lusa a plataforma eleitoral Decide, Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana, que monitoriza os processos eleitorais.

“Nós temos no nosso registo cerca de 2.740 pessoas”, disse Wilker Dias, diretor-executivo da Decide, que está desde segunda-feira a acompanhar o processo de indulto junto de várias penitenciárias do país.

Segundo Wilker Dias, uma pequena parte dos indultados é do grupo dos detidos durante as manifestações, considerando, por isso, que o processo é “mais para inglês ver, do que propriamente para trazer a liberdade às pessoas”.

“Recebemos uma denúncia de que há pessoas que estão a ser extorquidas (…) para poder sair agora, caso contrário só vão sair em janeiro”, acusou ainda o responsável, referindo que, do grupo de mais de 2.700 pessoas detidas, há quem não tenha a prisão legalizada e outros que não foram ainda a julgamento.

Moçambique viveu a sua pior crise eleitoral, com manifestações convocadas pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que rejeita os resultados das eleições de outubro de 2024, que deram a vitória a Daniel Chapo como quinto Presidente de Moçambique.

Um total de 7.200 pessoas foram detidas durante os protestos, que provocaram 411 mortos, segundo dados da plataforma Decide, divulgados em outubro, um ano após o início da contestação.

A violência em Moçambique cessou após um primeiro encontro, em março, entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e Venâncio Mondlane, estando em curso um processo de pacificação, que prevê o compromisso governamental de realizar várias reformas, incluindo na Constituição e leis eleitorais.

Leia Também: Moçambique suspende restrições à venda de bebidas alcoólicas

Rapaz de 13 anos assassinado em Tomar pelo ex-companheiro da mãe


Um rapaz de 13 anos foi assassinado na terça-feira em Casais, Tomar, por um homem de 43, ex-companheiro da mãe da vítima, e que se suicidou após cometer o crime. A mulher, que terá sido num primeiro momento aprisionada em casa, conseguiu libertar-se para pedir ajuda.

O adolescente foi esfaqueado com uma arma branca. O agressor também terá morrido por esfaqueamento, mas antes provocou uma explosão de gás com o intuito de se suicidar.

“Tanto o presumível agressor como o menor apresentavam diversos ferimentos provocados por arma branca mas, apesar dos sinais vitais ainda detetados, o óbito veio a ser declarado no local instantes depois”, revelou a Polícia Judiciária (PJ) ao Público.

Quando a GNR se deslocou ao local do crime, após ser alertada por vizinhos a quem a mãe do rapaz pediu ajuda, deparou-se já com um forte odor a gás que resultou, instantes depois, numa explosão. Um dos elementos da GNR ficou, inclusive, com ferimentos. Apesar do impacto, a moradia sofreu apenas danos ligeiros.

De acordo com o comunicado da Polícia Judiciária (PJ), o agressor, que terá tido uma relação de longa data com a mãe do adolescente assassinado, já tinha cumprido pena por homicídio qualificado, depois de ter sido dado como provado que tinha esfaqueado um homem 35 vezes.

O antigo presidente da junta de Casais, Jaime Lopes, disse à CNN Portugal que a mãe do adolescente se dirigiu a casa dele para pedir ajuda, detalhando que a mulher apresentava sinais de ter sido amarrada pelos pulsos com plástico e estava praticamente “desnudada num dia de chuva”.

O homem terá tentado violar a ex-companheira, mãe do adolescente, antes de o matar e de se suicidar.

Caso conhecido de violência doméstica

Na localidade, era conhecido o contexto de violência doméstica na relação. A mulher, que foi entretanto internada, e o filho de 13 anos, que morreu, têm nacionalidade britânica. O agressor era português e tinha estado 14 anos na prisão, tendo sido libertado há cerca de dez, refere o Público. A mesma fonte indica que as autoridades tinham sinalizado a família na sequência de processos de violência doméstica registados em 2022 e 2023.

18 vítimas de homicídio em contexto de violência doméstica

Dados da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género revelam que, até outubro deste ano, 18 pessoas foram vítimas de homicídio voluntário em contexto de violência doméstica em Portugal. Entre estas 18 pessoas encontram-se 16 mulheres, uma ciança e um homem.

Relativamente às ocorrências participadas à PSP ou à GNR, regista-se um ligeiro crescimento em relação a 2024. Até ao terceiro trimeste houve 23.272 ocorrências, acima das 22.910 no mesmo período de 2024.

É possível observar, ainda, que até ao terceiro semestre de 2025, havia 1.484 pessoas presas por crimes de violência doméstica. Este número é superior às 1.369 registadas no mesmo período do ano passado.

Compradores de última hora procuram a prenda perfeita antes do Natal


Com o Natal à porta, muitas das principais cidades europeias registaram um aumento do número de visitantes. Os mercados festivos de Natal enchem-se de multidões que tentam obter a sua quota anual de vinho quente, raclette e salsicha, enquanto os compradores de última hora procuram freneticamente o presente perfeito.

As lojas físicas beneficiam especialmente nos dias que antecedem as festas, uma vez que os atrasos nas entregas causados pela elevada procura online levam muitos consumidores a optar pelas compras presenciais.

Os cheques-prenda, os brinquedos, os livros e a moda voltam a ser muito procurados. Os retalhistas austríacos estão satisfeitos e esperam um ligeiro aumento das vendas este ano.

“Penso que foi uma época natalícia sólida, tendo em conta as circunstâncias. Não nos podemos esquecer de onde viemos, do período difícil dos últimos dois anos”, afirmou Rainer Trefelik, presidente da Divisão Comercial da Câmara de Comércio Austríaca.

“Esperamos um ligeiro aumento”, acrescentou, “nestas condições, é um resultado bom e sólido, mas não é motivo para euforia”.

Os compradores também acorreram a Antuérpia, uma cidade flamenga na Bélgica conhecida pelo seu comércio a retalho. Com as lojas tipicamente fechadas ao domingo, os retalhistas abrem as portas todos os domingos de dezembro para acomodar a multidão das férias. Na semana passada, o afluxo de visitantes foi tão grande que a polícia fechou temporariamente várias ruas para controlar as multidões.

Para além das compras de presentes, a comida e as bebidas desempenham um papel central nas celebrações das festas. Na cidade de Lille, em França, um mercado grossista registou um aumento notável da atividade durante a semana que antecedeu o período festivo.

O grossista Maison Ballester Sénéchal, o terceiro maior mercado grossista de França, é um fornecedor essencial para os comerciantes de produtos hortícolas e os donos de restaurantes. Vendendo anualmente cerca de 200.000 toneladas de frutas e legumes, o mercado registou um aumento significativo de 25% da atividade na semana que antecedeu o período festivo.

Apesar da elevada procura, o mercado mantém-se atento aos preços, com o objetivo de manter os produtos a um preço competitivo.

“Os clientes não têm orçamentos ilimitados, por isso temos de estar atentos aos preços”, afirma o comerciante Alain Dupré.

No entanto, nem todas as cidades registam a mesma tendência. Em Atenas, na Grécia, os proprietários de lojas dizem que estão a sentir um ritmo mais lento este ano, notando preocupações financeiras crescentes entre os consumidores.

“As pessoas que estavam mais confortáveis no ano passado estão mais hesitantes este ano e estão a adiar as suas compras até ao fim”, disse Labros Iriotis, proprietário de um café em Atenas.

“O mercado este ano, em comparação com o ano passado, está a avançar a um ritmo mais lento. No ano passado, as coisas estavam um pouco melhores”, acrescentou.

Embora Atenas ainda tenha recebido muitos compradores de última hora, um grande número já tinha aproveitado os descontos da Black Friday. No entanto, a atmosfera festiva na capital grega manteve-se vibrante e animada.

As montras das lojas e as ruas encheram-se de decorações brilhantes, música festiva e luzes coloridas na véspera de Natal.

editor de vídeo • Sertac Aktan

Vídeo. Itália: nevão recorde cobre a estância de esqui de Prato Nevoso antes das festas


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Nevões excecionais na estância de esqui de Prato Nevoso, Itália, dificultam o acesso rodoviário, com vias cobertas de neve, e obrigam a cautela na circulação na região.

Prato Nevoso, uma estância de esqui na província italiana de Cuneo, registou uma queda de neve recorde nos últimos dias, com cerca de 1,5 metros em apenas 24 horas, segundo a imprensa italiana.

Relatos indicam que a acumulação total de neve na estância já atingiu cerca de três metros, a mais elevada da Europa nesta época.

As operações de limpeza decorrem 24 horas por dia, com a neve intensa a persistir, enquanto os esquiadores aproveitavam condições invulgarmente boas às portas do período festivo.

Imagens mostram grandes bancos de neve a ladearem as estradas que conduzem à estância.

Vídeo. Reino Unido: vídeo mostra barcos engolidos por cratera gigante em Shropshire


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Polícia britânica declara incidente grave após cratera abrir-se sob um canal, escoando parte da água e deixando várias barcaças estreitas encalhadas

Abriu-se uma brecha na margem do Canal de Llangollen, perto de Whitchurch, no condado de Shropshire, na segunda-feira, deixando várias embarcações encalhadas num grande buraco depois de parte do fundo do canal ter cedido.

Com a margem a ceder, a água escoou-se para terrenos próximos, originando resposta de emergência.

Equipas lidaram com o que as autoridades descreveram como um deslizamento de terras que afetou o canal e trabalharam com entidades parceiras para isolar a zona.

Foi pedido ao público que se mantivesse afastado, incluindo da marina de Whitchurch, enquanto decorriam as operações.

Dois polícias mortos numa explosão em Moscovo


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Dois polícias e um civil foram mortos num ataque à bomba contra uma patrulha de trânsito no sul de Moscovo na madrugada de quarta-feira, informaram as autoridades russas, abrindo uma investigação sobre o incidente.

Segundo os investigadores, na madrugada de 24 de dezembro, dois agentes da polícia de trânsito viram uma pessoa suspeita junto a um carro patrulha na rua Yeletskaya, em Moscovo, e quando se aproximaram para a deter, ocorreu a explosão.

Três pessoas morreram na explosão, incluindo os agentes da polícia. Não se sabe a identidade da terceira pessoa, foi apenas referido que era um individuo que estaria perto do carro, mas há suspeitas de que seja o autor da detonação da bomba.

Ó Comitê Investigativo Russo (IRC) reiterou que o presidente ordenou aos criminalistas do departamento central que se juntassem à investigação para identificar o mais rapidamente possível as pessoas ligadas ao crime e para esclarecer todas as circunstâncias do ataque, tendo dado a entender que poderia tratar-se de um ataque kamikaze.

O ataque ocorre apenas dois dias depois de uma bomba ter matado um general do exército russo na capital, aumentando as preocupações com a segurança na cidade, no contexto da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Os serviços de emergência e as forças de segurança acorreram ao local da explosão, que foi isolado enquanto os investigadores recolhiam provas. O incidente ocorre num contexto de crescentes tensões internas e de segurança na Rússia.

Migrantes em perigo e voluntários ameaçados no Mediterrâneo Central


A rota migratória mais perigosa do Mediterrâneo central não é a mais vigiada. Entre a Tunísia e Lampedusa, está a consolidar-se um corredor marítimo pouco monitorizado, marcado por naufrágios não comunicados e por um crescente défice de busca e salvamento.

ANGice SOS Humanidade vai colocar no mar um segundo navio de salvamento, o veleiro Humanidade 2que poderá acolher até 100 pessoas a bordo e estará operacional no verão de 2026.

“O Humanity 2 não é apenas um navio de salvamento, mas irá monitorizar as violações dos direitos humanos na cada vez mais movimentada e largamente ignorada rota migratória da Tunísia para Lampedusa, a fim de responder à preocupante tendência de desaparecimento de pessoas no mar. Numa área tão vasta como o Mediterrâneo central, é crucial ter mais do que apenas um recurso”, explica Till Rummenhohl, diretor-geral da SOS Humanidade .

A nível político, Rummenhohl sublinha a necessidade de uma mudança de rumo: “continuaremos a apelar à UE e aos governos europeus para que atuem em conformidade com o direito internacional do mar e o direito internacional“, ele chamou.

“Reforçaremos e desenvolveremos uma intensa atividade de lobby a nível da UE e das redes de políticos nacionais e comunitários que defendem os princípios humanitários, contra a reforma do sistema de asilo(Relógio) e a redução do espaço para a ajuda humanitária no Mediterrâneo Central”, acrescenta.

Atores líbios e operações cada vez mais arriscadas

Durante anos, a segurança no Mediterrâneo Central deteriorou-se drasticamente devido à presença de vários atores líbios. “As suas manobras imprevisíveis e perigosas põem as pessoas em risco e colocam as nossas tripulações sob grande pressão”, explica.

Segundo Rummenhohl, “as operações tornaram-se cada vez mais perigosas, especialmente nos últimos meses, como mostra o ataque armado sem precedentes contra o navio Oceano Viking da SOS Méditerranéemas isto está longe de ser um acontecimento novo: desde o verão de 2024, uma proliferação de novos atores está a causar o caos no Mediterrâneo central, aumentando o risco da travessia para as pessoas em movimento e ameaçando a segurança dos trabalhadores humanitários envolvidos em operações de salvamento.”

Além disso”, acrescenta Rummenhohl, “as nossas tripulações são cada vez mais obrigadas a testemunhar a repulsão ilegal, sabendo que homens, mulheres e crianças serão devolvidos à força à Líbia em vez de serem resgatados.”

“Tudo isto tem um impacto drástico na saúde mental das nossas tripulações. Só em 2024 e 2025, a tripulação do navio de salvamento Humanidade 1 enfrentou quatro incidentes diferentes em que foi ameaçada com palavras e armas de fogo e sujeita a manobras perigosas, tanto durante uma operação de salvamento como quando tentava chegar a pessoas em perigo. Estes ataques foram levados a cabo pela chamada Guarda Costeira líbia que opera com navios financiados pela UE”, denuncia o diretor-geral da SOS Humanity.

Mais de um terço da tripulação é constituída por voluntários, tal como toda a equipa médica. “Os postos de voluntariado não são remunerados, mas a SOS Humanity cobre as despesas de viagem, alimentação e alojamento. Todos estes voluntários juntos protegem as pessoas no mar e fazem da SOS Humanity o que ela é”, explica.

Críticas às políticas italianas e europeias

A SOS Humanity denuncia abertamente as políticas que dificultam o salvamento e a proteção dos migrantes: “a política italiana de levar os sobreviventes para a Albânia e de deter de facto as pessoas que procuram proteção e que foram regularmente vítimas de violência, tráfico de seres humanos e tortura durante a sua fuga e estadia na Líbia ou na Tunísia, é profundamente desumana e viola os seus direitos fundamentais”, declara a ONG.

“A SOS Humanity critica o acordo como mais uma estratégia para fugir à responsabilidade pelos direitos humanos dos refugiados e minar o sistema europeu e global de proteção internacional.”

Rummenhohl explicou que o acordo Itália-Líbia e as políticas de externalização da UE contribuem diariamente para as rejeições forçadas.

“Como primeiro passo, exigimos o fim imediato do memorando com a Líbia“, reitera a SOS Humanidade.

Frota da Justiça: resistência civil

UM Frota da Justiçafundada em 2025 por 13 ONG, decidiu suspender as comunicações operacionais com as autoridades marítimas líbiasque ele considera ilegítimo.

“No dia 9 de dezembro de 2025, pela primeira vez, o Humanity 1, um navio de socorro da recém-formada aliança J_ustice Fleet_, foi detido por se recusar a comunicar com o Centro Conjunto de Coordenação de Salvamento da Líbia. UM Frota da Justiça não reconhece os atores marítimos líbios como legítimos devido às suas documentadas violações dos direitos humanos, que constituem “crimes contra a humanidade”.

Rummenhohl denuncia o facto de a Itália ter imposto a detenção do Humanidade 1, apesar de a tripulação ter efetuado salvamentos em total conformidade com o direito internacional, enquanto – diz o diretor-geral – os atores líbios apoiados pela UE continuam a violar a lei com impunidade.

Índia: melhores viagens de comboio de luxo em 2026


A Índia ostenta um dos cenários culturais e geográficos mais diversos do mundo, dos majestosos fortes do Rajastão aos serenos canais interiores de Kerala e às exuberantes reservas de tigres de Madhya Pradesh

Contudo, planear uma viagem ao país pode ser esmagador, devido à sua dimensão e à variedade de regiões e línguas.

Melhor forma de sentir este país multifacetado: uma viagem de comboio lenta, imersiva e indulgente que atravessa várias regiões da Índia. Eis uma seleção das melhores viagens de luxo de comboio para 2026, que combinam cultura, história e aventura.

Patrimônio da Índia: fortes e palácios no Maharajas Express

O itinerário Patrimônio da Índiaoferecido pelo Maharajas Express, é amplamente considerado o auge das viagens de comboio de luxo na Índia. Ao longo de sete dias e seis noites, esta viagem de mais de 1 380 km segue de Bombaim para Deli, cobrindo os marcos mais famosos do norte da Índia, no Rajastão e além.

As paragens incluem Jodhpur, Jaipur, Udaipur, Bikaner, Ranthambore, Fatehpur Sikri e Agra.

Os hóspedes podem escolher entre cabine Deluxe, suíte Júnior, suíte ou suíte Presidencial, com opções de duas camas individuais ou cama dupla. O comboio oferece ainda várias comodidades, incluindo casas de banho privativas, serviço de mordomo, serviços de streaming multimédia, Wi‑Fi, serviço de valet pessoal e muito mais.

Os passageiros da Suíte Presidencial podem também beneficiar de guia exclusivo que fala a língua regional e de viatura de luxo nas excursões em terra.

Deliciar-se com refeições de alta gastronomia nos dois restaurantes temáticos, Rang Mahal e Mayur Mahal também uma opção. Depois do jantar, os passageiros podem relaxar no Safari Bar ou no Raja Club, com aguardentes, vinhos da casa e cervejas incluídas

Incluem-se várias excursões em terra e experiências — entre as mais especiais está a visita ao Taj Mahal e o pequeno‑almoço com champanhe no Taj Khema.

Em Udaipur, os passageiros podem desfrutar de um sereno passeio de barco no lago Pichola e visitar a Crystal Gallery e o City Palace. Em Jodhpur, há opção de visita guiada a pé pelo mercado da Torre do Relógio, seguida de passeio de tuk‑tuk e jantar de cocktails no Khaas Bagh ou no Hanwant Mahal.

Podem também visitar o Observatório Real (Jantar Mantar), em Jaipur, ou participar num jogo de elefantes polo. Os amantes de animais vão gostar de explorar o Parque Nacional de Ranthambore, com safari de vida selvagem.

Preços a partir de $8,200 (€7,076) por pessoa para a Cabine Deluxe.

Odisseia Cultural: vinhas, cidades costeiras e património com elegância

Para um sabor rico e memorável do norte e centro da Índia, há o itinerário Cultural Odyssey, operado pela Deccan Odyssey.

Fazer uma viagem de luxo de oito dias e sete noites para visitar alguns dos marcos espirituais e histórico mais destacados da região, combinando vida selvagem, arquitetura singular e imersão cultural. É uma viagem de ida e volta, a partir de Deli, com paragens em Sawai Madhopur, Jaipur, Agra, Gwalior, Khajuraho, Orchha e Varanasi, antes do regresso a Deli.

Os passageiros podem escolher cabinas espaçosas como as Deluxe e a Suíte Presidencial, com alojamento individual e duplo e casas de banho privativas. Outras facilidades incluem serviço de assistente pessoal 24/7, spa a bordo, Wi‑Fi, ar condicionado, carruagem de conferências e serviço de concierge.

Os hóspedes podem desfrutar de alta cozinha em dois restaurantes de múltiplas cozinhas, Utsav e Waavar, com opções oriental, indiana e continental, preparadas por chefs de topo. Há também carruagem‑bar e lounge, com uma gama de bebidas.

Além do spa a bordo, o comboio dispõe de miniginásio, biblioteca e jogos de interior, bem como atuações culturais e palestras.

As atividades em terra incluem visitas a monumentos como a Porta da Índia, a Jama Masjid e o Forte Vermelho, em Deli. Safaris matinais e vespertinos no Parque Nacional de Ranthambore focam‑se especialmente no tigre‑de‑Bengala, leopardos e veados sambar.

Em Jaipur, os viajantes exploram o Forte de Amer e inúmeros bazares, enquanto Gwalior oferece palácios abandonados. Em Orchha, joia subestimada junto ao rio Betwa, pode-se vaguear por templos escondidos.

Os viajantes descobrem ainda Khajuraho, Património Mundial da UNESCO, e maravilham‑se com os seus deslumbrantes templos medievais jainistas e hindus, célebres pelas esculturas minuciosas.

Varanasi, uma das cidades continuamente habitadas mais antigas do mundo, oferece uma essência espiritual única, em se pode desfrutar de passeios de barco tranquilos, bazares animados e ghats ancestrais.

Tarifas do Cultural Odyssey desde $9,330 (€8,044.8) por pessoa para Cabine Deluxe de ocupação individual.

Odisseia Indiana: diversidade paisagística e oeste vibrante

Para um vislumbre dos destinos pujantes do oeste da Índia, escolha o itinerário Indian Odyssey. Outro percurso popular operado pela Deccan Odyssey é uma viagem de oito dias e sete noites de Deli a Bombaim.

As primeiras paragens, como Sawai Madhopur, Ranthambore, Agra e Jaipur, coincidem com a Odisseia Cultural; este itinerário inclui ainda Udaipur, Vadodara e Aurangabad.

As opções de cabina e restantes facilidades oferecidas neste percurso são as mesmas da Odisseia Cultural. Em Udaipur, apelidada Cidade dos Lagos, os viajantes visitam o maior complexo palaciano do Rajastão, o City Palace. Pode desfrutar de um sereno passeio de barco no lago Pichola até ao palácio Jagmandir para almoço. À tarde, fica a sugestão de uma visita a pé pelas ruas sinuosas da cidade antiga.

Em Vadodara, pode visitar o Parque Arqueológico Champaner‑Pavagadh, Património Mundial da UNESCO, que inclui a emblemática Jama Masjid. O chá das cinco e espetáculo cultural no palácio Laxmi Vilas coroam uma noite memorável.

Em Aurangabad, um percurso panorâmico leva os viajantes às Grutas de Ellora, outro Património Mundial da UNESCO, com santuários escavados na rocha que destacam arte budista, jainista e hindu.

Tal como na Odisseia Cultural, os preços da Indian Odyssey começam em $9,330 (€8,044.8) por pessoa para Cabine Deluxe de ocupação individual.

Índia do Sul: templos e canais no Golden Chariot

A viagem Jewels of the South, operada pelo Golden Chariot, é outro percurso épico de seis dias e cinco noites que atravessa quatro estados. O itinerário é uma ida e volta desde Bengaluru, Karnataka, com paragens em Mysore, Kanchipuram, Mahabalipuram, Chertala, Thanjavur, Chettinad e Cochim.

Embora o comboio tenha apenas uma opção de cabina, a Cabine Deluxe oferece uma ampla gama de comodidades. Inclui escolha entre cama dupla e duas camas individuais, secretária dobrável, espaço para bagagem, opções de chamadas internacionais, leitor de DVD, ecrã LCD, snacks de cortesia, ar condicionado e serviço de mordomo privado.

Pode ainda sair do comboio para admirar o deslumbrante Palácio de Mysore, seguindo depois para o Templo da Costa, em Mahabalipuram, e outras maravilhas arquitetónicas criadas pela dinastia Pallava.

Em Thanjavur, os viajantes mergulham na rica cultura e visitam o Templo Brihadeshwara, enquanto Chettinad oferece gastronomia única e uma variedade de sedas. Pode também relaxar com um cruzeiro pelos canais no pitoresco lago Vembanad, em Cochim, ou explorar Fort Kochi.

Tarifas da Joia do Sul a partir de $4,740 (€4,087.3) por pessoa para cabine twin ou dupla.

Palácio sobre Rodas: experiência da herança real do Rajastão

O percurso Palace on Wheels é um dos mais opulentos itinerários de comboio na Índia e celebra o melhor da rica tradição e dos costumes reais do Rajastão. Muitas vezes comparado a outras experiências de luxo, como o Rocky Mountaineer do Canadá e o Orient Express europeu, este comboio exibe interiores e mobiliário de grande detalhe e uma paleta de cores elegante.

Pode embarcar numa indulgente viagem de oito dias e sete noites, com início em Jaipur e término em Agra, que combina história, cultura, vida selvagem e arquitetura. Cada carruagem do Palácio sobre Rodas É nomeado após as cidades principescas do Rajastão: Bikaner, Bharatpur, Alwar, Bundi, Dholpur, Udaipur, Dungarpur, Jaipur, Jaisalmer, Kishangarh, Jodhpur, Sirohi e Kota.

Os passageiros podem escolher entre Cabine Deluxe, Cabine Super Deluxe e Suíte Presidencial. Nas Cabines Deluxe e Super Deluxe há duas camas; a Suíte Presidencial dispõe de cama king size.

Outras comodidades incluem limpeza diária e serviço de abertura de cama, casas de banho privativas, janelas panorâmicas, bebidas de cortesia, ar condicionado, serviço de mordomo 24 horas, loungewear de qualidade, serviço de concierge e mais.

Embora todas as carruagens exibam decoração tradicional do Rajastão, a Suíte Presidencial vai mais longe com um teto adornado com trabalho Thikri artesanal, uma forma de arte tradicional com peças de espelho e padrões intrincados.

O comboio tem uma carruagem lounge e uma carruagem spa com tratamentos de Ayurveda, além de duas carruagens‑restaurante, Maharaja e Maharani, com cozinha internacional, do Rajastão e Marwari. Há também carruagem‑bar.

Os viajantes podem explorar o grande forte de Chittorgarh e conhecer mais histórias locais, enquanto em Jaisalmer aguardam passeios de camelo por dunas sem fim e animação popular.

Há também a possibilidade de percorrer as ruas azuis de Jodhpur e visitar o Forte Mehrangarh, antes de seguir para Bharatpur e Agra, para o Santuário de Aves de Keoladeo e o intemporal Taj Mahal.

Tarifas do Palace on Wheels a partir de $6,048 (€5,213.4) por pessoa para cabinas de ocupação dupla em épocas intermédias.

Índia: Maharashtra Trilha Selvagem — tigres, florestas e regiões vinícolas

Outra viagem memorável operada pela Deccan Odyssey, a Maharashtra Wild Trail é uma saga curada de oito dias e sete noites que leva os viajantes ao coração dos santuários protegidos de tigres e florestas de Maharashtra. Percurso indicado para amantes de vida selvagem e natureza, com uma generosa dose de património.

Com início e fim em Bombaim, as paragens incluem Aurangabad pela sua rica herança islâmica e arquitetura da era mogol, seguida de Ramtek para o Parque Nacional de Pench. Trata‑se de uma conceituada reserva de tigres, onde os visitantes podem desfrutar de safaris.

A viagem segue para a Reserva de Tigres de Tadoba, em Tadoba, conhecida como a “Joia de Vidarbha”, antes de levar os passageiros a Jalgaon pelas pinturas budistas das Grutas de Ajanta.

No fim da viagem, visita à antiga cidade de Nashik, capital do vinho na Índia, onde se podem realizar provas especializadas e explorar vários locais culturais e espirituais.

Tal como na Odisseia Cultural e na Odisseia Indiana, os preços da Maharashtra Wild Trail começam em $9,330 (€8,044.8) por pessoa para Cabine Deluxe de ocupação individual, com as mesmas comodidades.

Primeiro-ministro francês: “Precisamos de um orçamento em janeiro”


Após dois meses e meio de negociações sobre o orçamento de Estado para 2026, que terminaram num fracasso, os deputados chegaram finalmente a um acordo. Na terça-feira, 23 de dezembro, votaram por unanimidade (496 votos a favor e nenhum contra) a Expulsar horribilidadedestinada a assegurar a continuidade do Estado na ausência de um orçamento adotado para 2026.

O texto foi assim adotado apesar das profundas divisões entre os três grandes blocos da Assembleia: o Rassemblement National de Marine Le Pen, de extrema-direita, as várias forças de esquerda e o governo minoritário centrista apoiado por Emmanuel Macron.

A lei especial deve agora ser votada pelo Senado, que deverá, salvo grandes surpresas, seguir a decisão da Assembleia Nacional.

Lecornu: a procura de um compromisso “não é uma fraqueza”

Poucas horas depois da votação, o primeiro-ministro falou nas escadas de Matignon e sublinhou que, embora a lei especial permita aumentar os impostos a 1 de janeiro e fazer funcionar os serviços públicos,”não é um orçamento para tudo isso”.

“São de esperar muitos efeitos negativos, se a situação se mantiver”, alertou Sébastien Lecornu.

“Precisamos, portanto, de um orçamento em janeiro e o nosso défice deve ser reduzido para menos de 5% do PIB até 2026”, insistiu.

O chefe do governo francês também se congratulou com a adoção final do orçamento da segurança social, sem recurso ao artigo 49.3,”uma novidade desde 2022″. Na sua opinião, “levar tempo para elaborar um bom orçamento numa democracia como a França não é uma fraqueza”.

Sébastien Lecornu disse estar”convencido” de que o Orçamento de Estado tambémpode ser adotado”se os cálculos políticos forem postos de lado”, e anunciou debates com todos os grupos parlamentares”durante o período de festas”. Lecornu indicou cinco prioridades”sobre as quais temos de chegar a acordo”: agricultura, financiamento das autarquias locais, habitação, territórios ultramarinos, educação e investigação.

O que é a lei especial?

Apresentada como um mecanismo de salvaguarda para evitar um cenário do tipo “shutdown”, como nos Estados Unidos, esta lei autoriza temporariamente o Estado a continuar a funcionar quando a Lei das Finanças não tiver sido aprovada a tempo.

Em pormenor, isto permitirá financiar as despesas essenciais, contrair empréstimos nos mercados e cobrar os impostos existentes. Mas entre as limitações apontadas pelo governo estão a impossibilidade de indexar a tabela do IRS à inflação (cerca de 200 mil famílias adicionais serão assim afetadas) e o congelamento da criação de emprego na função pública.

Sem orçamento para 2026, a plataforma disponibilizada pela FranceAgriMer para receber os pedidos de ajuda destinados a financiar o arranque definitivo das parcelas de vinha consideradas excedentárias foi suspensa. A ajuda prometida aos viticultores foi, portanto, travada por agora.

Advertências do governo

“Dizer que podemos contentar-nos [com a lei especial] durante alguns dias ou algumas semanas seria negar a realidade”, afirmou Roland Lescure, ministro francês da Economia. “É uma roda sobresselente que nos permite fazer alguns quilómetros antes de arrancarmos com força”. A lei especial é uma medida obrigatória que ocupa cerca de dez páginas e contém três artigos.

Amélie de Montchalin fez o mesmo quando interveio no hemiciclo. Disse que a lei especial é “um serviço mínimo que não responde nem às necessidades urgentes nem às exigências do povo francês”. A ministra das Contas Públicas afirmou ainda que a única razão pela qual esta lei foi aprovada foi “para evitar a crise”. “Mas esta lei não resolve nada. Estamos a correr o risco de deixar o país parado. Cada dia de legislação especial será, em 2026, um dia a mais”.

“Precisamos de um orçamento o mais rapidamente possível para podermos avançar”, alertou o ministro das Finanças, Roland Lescure, à BFM TV, na terça-feira. ” Quanto mais tempo durar a lei temporária do orçamento, mais caro será”.

O que se segue ao orçamento?

Depois de um Conselho de Ministros excecional presidido por Emmanuel Macron na segunda-feira, 22 de dezembro, a porta-voz do governo, Maud Bregeon, reiterou que “a lei especial não é um orçamento”. “Por conseguinte, não é satisfatória. Devemos, o mais rapidamente possível em janeiro, apresentar à nação um orçamento que deverá cumprir o objetivo do défice de 5% e financiar as nossas prioridades. Esta lei especial demonstra, portanto, a vontade do governo de dar uma oportunidade às negociações finais”, insistiu.

Embora os deputados tenham chegado a acordo sobre esta lei, a próxima etapa, em janeiro, será muito difícil: elaborar um verdadeiro orçamento para 2026 e evitar uma nova crise política. Sébastien Lecornu sempre prometeu não invocar o artigo 49.3, uma promessa que tem mantido até à data.

Emmanuel Macron quer reduzir o défice para 5% e restaurar a confiança dos investidores na economia francesa após o prolongado impasse político causado pela sua controversa decisão de convocar eleições antecipadas no ano passado.

A França tem um elevado nível de despesa pública, alimentado por generosos programas sociais, de saúde e de educação, bem como uma pesada carga fiscal que não é suficiente para cobrir os custos.

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