Empresas sul-africanas interessadas em…

Maputo, 31 Mai (AIM) – Um grupo de empresas sul-africanas manifestou interesse em impulsionar o investimento nos sectores estratégicos de Moçambique e promover oportunidades económicas entre os dois países.

O interesse foi manifestado por Lyndon Barends, Director Geral de Parcerias Estratégicas e Eventos da Arena Holdings, e Paulo dos Santos, CEO da Quintessentially South Africa, após audiência concedida pelo Presidente moçambicano Daniel Chapo.

A reunião insere-se nos preparativos da Cimeira de Investimentos em Moçambique, marcada para Outubro ou Novembro, em Maputo, com o objectivo de impulsionar o investimento estrangeiro e “posicionar o país como um dos principais destinos africanos para negócios”.

A África do Sul continua a ser o principal parceiro comercial de Moçambique e uma das maiores fontes de investimento directo estrangeiro, com forte presença nos sectores financeiro, mineiro, energético, turístico, comercial e de infra-estruturas.

Em declarações aos jornalistas após a reunião, Lyndon Barends disse que o Presidente destacou a transformação económica do país, criando um ambiente favorável ao investimento internacional e fortalecendo as relações económicas com parceiros estrangeiros.

“Tivemos uma reunião muito produtiva com o Presidente, que demonstrou uma visão clara e ambiciosa para o desenvolvimento económico do país, priorizando projectos estratégicos para impulsionar a transformação económica”, disse.

Acrescentou que a reunião reforçou o compromisso da Arena Holdings – uma das maiores editoras de notícias impressas em língua inglesa de África, cujos títulos incluem o Sunday Times e o Business Day – em apoiar a realização da cimeira e promover internacionalmente o potencial económico de Moçambique.

“Foi uma reunião extremamente positiva e sentimos grande entusiasmo em apoiar esta iniciativa e ajudar a garantir que a cimeira seja um sucesso”, afirmou.

A Cimeira de Investimento em Moçambique deverá reunir líderes empresariais, investidores, instituições financeiras e executivos de diferentes partes do mundo, proporcionando acesso directo às oportunidades do país e do ambiente económico nacional.

“A cimeira será realizada em Maputo para que os investidores possam sentir a energia do país, compreender o ambiente de negócios e explorar oportunidades concretas de investimento”, disse Barends.

“O Presidente deixou muito claro que atrair investimento é uma prioridade estratégica para impulsionar a reconstrução económica, fortalecer as infra-estruturas, impulsionar o turismo, desenvolver a energia e acelerar o crescimento em sectores-chave da economia”, acrescentou.

Sou/

Aeronave da LAM aterrada na África do Sul para…

Maputo, 29 Mai (AIM) – Agostinho Langa, presidente da empresa portuária e ferroviária moçambicana CFM, uma das três empresas públicas gestoras das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), anunciou que as duas aeronaves aterradas na África do Sul “não estão a operar porque estão a ser repintadas”.

Duas aeronaves foram adquiridas, ao longo do ano passado, no âmbito do processo de reestruturação da LAM, mas estão imobilizadas na África do Sul há vários meses por motivos de manutenção. Os aviões são ambos Embraer-190 e podem transportar até 100 passageiros cada. Eles custaram à companhia aérea 12,5 milhões de dólares cada.

Segundo Langa, que falava sexta-feira aos jornalistas, as exigências de manutenção alteraram uma série de procedimentos dentro da LAM.

“Não estão a operar porque dissemos que a aeronave seria repintada, e a pintura que estamos a fazer é para uma nova imagem da LAM. Uma nova imagem não significa apenas pintar a aeronave, significa também alterar uma série de procedimentos dentro da empresa”, disse.

Langa explicou que estão em curso os preparativos para a entrada em serviço da aeronave, embora “ainda existam custos adicionais para a LAM decorrentes da necessidade de continuar a operar aeronaves arrendadas”.

O presidente disse que a LAM opera actualmente com seis aeronaves, quatro das quais são alugadas e permanecerão na frota, e duas delas são propriedade da empresa.

Sou/

Atração de investimento privado exige novas…

Maputo, 29 Mai (AIM) – O ministro dos Transportes e Logística de Moçambique, João Matlombe, acredita que o país deve adoptar novas regulamentações no sector ferroviário para atrair investimento privado e aumentar a competitividade.

Falando quinta-feira, em Maputo, na cerimónia de abertura da consulta pública sobre o Regulamento de Acesso às Operações Ferroviárias, o país deve introduzir reformas num momento em que a região da África Austral está a reforçar os corredores de desenvolvimento e a expandir o comércio intra-regional, tornando imperativa a modernização dos instrumentos de governação ferroviária.

“A regulamentação que hoje submetemos a consulta pública baseia-se numa visão progressista e reformista. O governo pretende construir um sistema ferroviário mais dinâmico, transparente, competitivo e orientado para o crescimento económico sustentável. O novo quadro regulamentar deverá estimular uma concorrência saudável, promover uma maior utilização da infra-estrutura ferroviária e incentivar a entrada de novos operadores no mercado”, afirmou.

O ministro disse ainda que a proposta prevê maior interoperabilidade entre os sistemas ferroviário e portuário, bem como o fortalecimento dos corredores logísticos nacionais e regionais.

A competitividade económica futura, disse, dependerá não só da existência de infra-estruturas, mas também da qualidade da regulação e da eficiência dos serviços prestados.

“Um setor ferroviário moderno exige regras transparentes de acesso às infraestruturas, critérios claros de atribuição de capacidade e mecanismos eficazes de resolução de litígios. O sucesso da reforma dependerá da participação ativa dos vários intervenientes ligados ao setor ferroviário e logístico”, afirmou.

“Queremos ouvir as experiências dos operadores ferroviários, as perspetivas dos gestores portuários, as preocupações dos investidores e os contributos dos técnicos especializados”, acrescentou.

Matlombe revelou ainda que o governo pretende também preparar o sector para responder aos desafios associados à digitalização da logística, à transição energética e ao crescimento do comércio regional.

“A ferrovia desempenha um papel estratégico na redução dos custos logísticos, no aumento da competitividade das exportações e na promoção do desenvolvimento económico sustentável”, afirmou.

(MIRAR)

SNN/Am/

Restauração da Barragem de Massingir orçada em seis…

Maputo, 29 Mai (AIM) – O sistema eléctrico da Barragem de Massingir, na província de Gaza, sul de Moçambique, necessita de cerca de seis milhões de meticais (93 mil dólares ao câmbio actual) para ser restaurado depois de ter sido vandalizado por desconhecidos.

A barragem de Massingir, localizada no rio Elefantes, na província de Gaza, tem uma capacidade instalada de 25 megawatts.

Segundo Ivan Cuna, director da Divisão de Gestão da Bacia do Limpopo da Direcção Regional de Águas do Sul (ARA-Sul), em declarações aos jornalistas, os actos de vandalismo visaram cabos eléctricos de cobre, transformadores e equipamentos ligados ao vertedouro principal da barragem.

Explicou que os danos obrigaram ao uso temporário de geradores para manter o funcionamento mínimo “porque os cabos foram vandalizados. Também vandalizaram o nosso transformador secundário, que aumenta o fluxo para o vertedouro principal”.

Segundo o diretor, os danos afetaram componentes do quadro elétrico da infraestrutura.

Por seu lado, Sérgio Costa, distrito de Massingir, apelou a uma atualização urgente das medidas de proteção e segurança para evitar novos casos de vandalismo.

“A barragem de Massingir não pode ser um local onde qualquer indivíduo vai passear ou pescar na albufeira, este dos maiores activos de infra-estruturas hidroeléctricas de Moçambique, desempenhando um papel estratégico no abastecimento de água, na irrigação agrícola e no controlo de cheias em toda a região sul do país”, disse.

“A instalação necessita de dispositivos de segurança que correspondam à escala e importância da barragem. É fundamental encontrar novas formas de salvaguardar a integridade da barragem, que continua estratégica para o país”, acrescentou.

Sou/

APME pede medidas que visem proteger…

Maputo, 29 Mai (AIM) – A Associação Moçambicana das Pequenas e Médias Empresas (APME) apela a medidas que visem a protecção dos interesses das empresas nacionais, a fim de salvaguardar os interesses do país rumo ao desenvolvimento económico.

Segundo o presidente da APME, Pedro Silva, que falava quinta-feira, em Maputo, após ser recebido em audiência concedida pelo Presidente moçambicano, Daniel Chapo, o país deve criar condições para um ambiente de negócios mais propício ao crescimento empresarial.

Silva explicou ainda que o encontro com o Presidente foi crucial para discutir os desafios enfrentados pelas empresas nacionais e o papel do sector privado na dinamização da economia do país.

“Viemos pedir o conselho do Presidente para melhor defendermos os interesses das nossas empresas. Não há dúvida de que as Pequenas e Médias Empresas (PME) são um motor do desenvolvimento económico”, afirmou.

Segundo Silva, o Presidente apelou às PME para que sejam mais activas e envolvidas no tecido empresarial nacional, para que possam melhorar o seu ambiente de negócios.

“Isto é algo que nos dá grande satisfação, colocando-nos vários desafios que abraçamos. A APME continuará empenhada na defesa dos interesses das PME, apesar dos obstáculos que ainda condicionam o setor, nomeadamente o acesso ao financiamento, aos mercados e às oportunidades de expansão”, disse.

“As PME continuam determinadas a contribuir para o crescimento económico, a criação de emprego e a promoção do desenvolvimento sustentável e inclusivo.

(MIRAR)
NL/Am/

Aneel nega habilitação de 9 termelétricas do leilão de capacidade


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) negou a habilitação de nove projetos de usinas termelétricas detidos pela EPP, empresa que a holding J&F negocia a compra de 30% do capital, que venceram o leilão de capacidade realizado pelo governo federal em março, segundo documentos publicados nesta sexta-feira (29).

Os dois leilões destinados a aumentar a segurança energética do Brasil, que negociaram perto de 19 GW (gigawatts) e R$ 64,5 bilhões em investimentos, resultaram na maior contratação do setor elétrico nacional, tendo 100 usinas novas e existentes como vencedoras, de grandes empresas como Petrobras, Eneva, Axia e Copel.

Usina de Belo Monte, no Pará

Joédson Alves/Agência Brasil

A J&F, grande geradora termelétrica que também se sagrou vencedora, contestou posteriormente o certame e buscava anular parcialmente os resultados, após questões no cadastramento de suas usinas ter deixado a empresa fora de algumas disputas contratuais.

De acordo com portaria no DOU (Diário Oficial da União) nesta sexta-feira, foram inabilitados os projetos de usinas a gás natural Altos I, Teresina EPP, Amarração EPP, Portinho BEP, Sergipe V, Aracati, Porto Norte Fluminense II C, Porto Norte Fluminense I B e Santa Clara.

Os empreendimentos somam 1,7 GW de capacidade e haviam ganhado contratos para disponibilizar potência para o sistema elétrico brasileiro a partir de 2028 e 2029, com investimentos totais estimados em R$ 7,6 bilhões.

De acordo com a nota técnica da Aneel, as empresas que compõem os consórcios donos das usinaslideradas pela EPP, “não preenchem os requisitos de habilitação econômico-financeira, ao não apresentarem elementos…que possibilitariam a aferição de algumas subcontas dos respectivos balanços patrimoniais, além de se verificar que… está ocorrendo dupla contagem do mesmo patrimônio”.

Ainda segundo o documento, após o leilão, a EPP comunicou à Aneel a possível entrada da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, no quadro societário da empresa, com a compra de 30% do capital. Mas a Aneel vedou a apresentação pela EPP de novos balanços patrimoniais após a reestruturação societária ligada à J&F, com base no entendimento de que isso não poderia ocorrer após o certame.

Procurada, a J&F não comentou imediatamente.

O grupo EPP foi um dos vencedores do primeiro leilão de capacidade realizado pelo governo brasileiro, em 2021, e também vendeu projetos na época para a J&F.

As inabilitações dos empreendimentos da EPP também ocorre após alerta feito pelo TCU (Tribunal de Contas da União) de uma investigação sobre as chamadas “geradoras de papel”, empresas que ganham leilões de energia sem ter ativos em operação e capital próprio compatível com investimentos assumidos para, depois, vender projetos no mercado secundário.

Folha Mercado

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NOVAS HABILITAÇÕES

Ainda nesta sexta-feira, foram publicadas no DOU mais habilitações de vencedoras do leilão de capacidade, representando 2,3 GW de um total de 19 GW contratado.

Estão na lista de novas habilitações usinas da Eneva, da Delta Geração de Energia, da Faixa Preta Investimentos, do fundo de investimentos Natural Capital Infra II e a UTE Tacaimbó I.

Na semana passada, a Aneel confirmou os primeiros contratos de usinas termelétricas negociados no leilão, após a Justiça ter rejeitado pedidos de suspensão do resultado do certame.

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500 milhões de dólares garantidos para financiar…

Matola, 29 Mai (AIM) – Acubar Baptista, Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, anunciou que o governo garantiu 500 milhões de dólares americanos para financiar actividades agrícolas e fortalecer a pecuária.

Segundo Baptista, falando à margem da Consulta Pública sobre o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrícola (PEDSA 2036) e o Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Agronegócio (MozAgriBiz), os fundos serão desembolsados ​​pelo Banco Mundial em duas fases.

“A prioridade é apostar na produção de alimentos básicos, essencialmente arroz e milho, feijão e também batata. O objectivo é consolidar a diversificação alimentar da população e garantir a segurança alimentar”, afirmou.

O Secretário Permanente explicou que do lado das proteínas, o plano inclui o aumento da produção pecuária. “Queremos também abordar a pecuária, que é a componente proteica. Estamos a falar de galinhas e ovos, bem como da produção de soja, e da criação de bovinos e caprinos”, afirmou.

O evento – que teve como objectivo recolher contributos e recomendações para fortalecer o PEDSA 2036 e o ​​MozAgriBiz – teve também como foco a criação de estratégias para promover um sector agrícola mais produtivo, moderno, resiliente e competitivo, capaz de contribuir para a segurança alimentar, criação de emprego, geração de rendimento e desenvolvimento sustentável no país.

(MIRAR)

ZT/Am/

Acordo para salvar BRB prevê plano de reestruturação do banco estatal


Após o fechamento do acordo de socorro ao BRB (Banco de Brasília)o governo do Distrito Federal terá que apresentar um plano robusto de reestruturação do banco estatal para afastar o risco de o empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) ter fôlego curto.

De acordo com técnicos do governo federal que participaram do desenho do resgate financeiro, a governadora do DF, Celina Leão (PP), precisará colocar “pele no jogo” para tirar o BRB da crise financeira.

Isso significa, na prática, vender mais ativos, fora os que já estão programados e anunciados pelo governo do DF, para injetar mais capital no BRB além do previsto. Em assembleia extraordinária, realizada em abril, o banco público já aprovou um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhõeso que pode não ser suficiente por muito tempo.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Jorge Silva – 24.abr.2026/REUTERS

O ministro da Fazenda, Dario Duriganjá indicou o tamanho do buraco do BRB ao falar, em entrevista ao jornal Valor Econômico, que uma eventual quebra do banco levaria a um rombo de R$ 17 bilhões ao FGC.

O BRB não publicou até agora o seu balanço de 2025, descumprindo prazos legais do Banco Central, e essa foi a primeira sinalização de uma autoridade econômica sobre o real tamanho das perdas após o banco estatal se envolver na compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Mestrede Daniel Vorcaro. O que se sabe até agora é que o BRB comprou cerca de R$ 21,9 bilhões em ativos do Master.

O acordo foi fechado nesta quinta-feira (28) entre o governo federal e o DF durante audiência de conciliação intermediada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux. A auxiliares, Fux disse que apenas homologou a proposta levada pelo Ministério da Fazenda.

O acordo também prevê a adoção de medidas de ajuste fiscal pelo governo de Celina Leão. O governo não poderá dar aumento salarial aos servidores, criar cargos ou realizar concursos. O objetivo é viabilizar um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões do FGC para o BRB.

A articulação da saída para o BRB começou cerca de 10 dias antes de o governo do DF entrar com a ação no STF para suspender a regra que impedia o governo Lula de dar garantia ao empréstimo do FGC, de acordo com relatos obtidos pela reportagem com as partes envolvidas nas negociações.

A petição do governo do DF foi protocolada no STF no dia 20 de maio e mantida sob sigilo. Àquela altura, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já tinha dado um sinal de abertura de diálogo em público, o que animou o time do presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa. Antes, o desânimo havia se instalado porque o presidente Lula tinha se negado a abrir uma agenda para receber Celina Leão, apesar do pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

No governo federal e até mesmo entre integrantes do BRB, havia o diagnóstico de inação da gestão Celina Leão. A articulação envolveu conversas de Durigan com o presidente Lula, que deu aval para que o ministro seguisse nos estudos em busca de uma saída para o banco de Brasília.

Folha Mercado

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Um técnico contou que o Ministério da Fazenda já imaginava que poderia haver um recurso do DF no STF, como já ocorreu no passado com outros Estados para flexibilizar regras. O temor era de que o Supremo, por exemplo, mandasse o Tesouro pagar empréstimo ou até mesmo federalizar o BRB.

A missão dada aos técnicos do Tesouro foi encontrar uma opção que não envolvesse resgate do banco com dinheiro público. Pesou na decisão o papel do BRB como operador de política pública no DF, com a gestão da folha de servidores, do sistema de bilhetagem de passagens de transporte urbano e pagamento de benefícios sociais. São funções que se assemelham às desempenhadas pela Dataprev e pelo Serpro, duas estatais do governo federal, de acordo com um auxiliar de Lula.

A visão que prevaleceu no governo foi a de que a intensificação da crise poderia respingar também no governo federal neste ano eleitoral.

Anthropic capta US$ 65 bi em nova rodada de financiamento e ultrapassa avaliação da OpenAI


UM Antrópico levantou US$ 65 bilhões (R$ 327 bi) em uma nova rodada de financiamento que quase triplicará a avaliação da startup e a fará ultrapassar a arquirrival OpenAI como o laboratório de IA (inteligência artificial) mais valioso.

A criadora do chatbot Claude foi avaliada em US$ 900 bilhões (R$ 4,5 tri), sem incluir o novo investimento, como parte da captação liderada por Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital.

A rodada ocorre apenas três meses depois de a Anthropic ter levantado US$ 30 bilhões (R$ 150,9 bi) em um acordo que a avaliou em US$ 350 bilhões, à medida que a popularidade de suas ferramentas para desenvolvedores de software e clientes corporativos impulsionou um crescimento extraordinário e lhe deu vantagem sobre a OpenAI, avaliada mais recentemente em US$ 852 bilhões (R$ 4,2 tri).

Logo da Antrópico –
Sébastien Bozon – 21.abr.26/AFP

“Os últimos avanços do Claude impulsionaram a adoção em larga escala entre as organizações mais exigentes do mundo. Esse impulso posiciona a Anthropic para liderar a próxima fase da inovação em IA”, disse Brad Gerstner, fundador e CEO da Altimeter Capital.

A receita anualizada da Anthropic, uma métrica preferida por startups que estima receitas anuais com base no desempenho de curto prazo, ultrapassou US$ 47 bilhões (R$ 236,5 bi) neste mês, informou a empresa. O aumento de mais de cinco vezes desde o início do ano é sem precedentes para uma startup de seu porte.

Os investidores buscam ampliar suas participações na Anthropic antes de um IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial) que pode ocorrer ainda este ano, enquanto OpenAI e SpaceX também correm em direção a aberturas de capital.

O financiamento coroa um período extraordinário para a Anthropic, liderada pelo CEO Dario Amodei, no qual o anúncio de suas novas ferramentas de IA abalou setores inteiros do mercado de ações, de gestores de patrimônio a grupos de segurança cibernética.

O poder de seu modelo Mythos, que foi disponibilizado a um grupo limitado de parceiros devido às suas capacidades avançadas, gerou preocupação de governos e reguladores financeiros ao redor do mundo.

Nesta quinta-feira (28), a empresa também lançou a versão mais recente de seu modelo Claude, o Opus 4.8, que segundo a companhia é mais “honesto” e “mais propenso a sinalizar incertezas sobre seu trabalho e menos propenso a fazer afirmações sem fundamento”.

O progresso financeiro da Anthropic foi pouco afetado por sua disputa com o Pentágono sobre os termos que regem o uso militar da IA.

O novo financiamento inclui investimentos dos três principais fabricantes de chips de memória: Micron, Samsung e SK Hynix. A Anthropic é cliente final desse tipo de hardware, que tem estado cada vez mais em falta devido à enorme demanda de data centers de IA.

A participação dessas empresas ocorre na esteira de outros acordos circulares tanto da OpenAI quanto da Anthropic com provedores de nuvem e outros fabricantes de chips, como a Nvidia.

Esses arranjos complexos entre clientes, fornecedores e investidores na indústria de IA aumentaram as preocupações sobre uma bolha no setor.

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O novo capital será destinado aos esforços da Anthropic para obter poder computacional suficiente para atender à crescente demanda por suas ferramentas. A empresa tem enfrentado problemas de capacidade nos últimos meses.

Recentemente, ela fechou um acordo multibilionário com a SpaceX de Elon Musk para usar um de seus data centersalém de acordos de longo prazo com Google, Broadcom e Amazon que podem totalizar centenas de bilhões de dólares.

“Este financiamento nos ajudará a atender à demanda histórica que estamos experimentando, permanecer na fronteira da pesquisa e levar o Claude a mais lugares onde o trabalho acontece”, disse Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic.

Outros fundos de capital de risco e gestores que investiram na empresa incluem Baillie Gifford, Blackstone e Brookfield, além de investidores estatais como a MGX de Abu Dhabi e a Temasek de Singapura.

Brasil abre 85 mil vagas de trabalho formal em abril, pior resultado desde 2020, diz Caged


A economia brasileira abriu 85,8 mil vagas de trabalho formal em abril, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (28) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). É o pior resultado para o mês desde 2020, ano do início da pandemia.

Em abril, o país tinha 2,2 milhões contratos e 2,1 milhões de demissões. O resultado está abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de 227 mil. Em relação a abril de 2025, houve uma queda de 2,4% no total de admissões e um aumento de 4,6% no número de desligamentos.

No acumulado de janeiro até agora, 699 mil empregos formais foram criados, menos do que no mesmo período do ano passado, quando o saldo foi de 913 mil. Já no acumulado dos últimos doze meses, o saldo foi de mais 1 milhões de empregos, um aumento de 2,3% no período.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho

Evaristo Sá/AFP

Segundo Luiz Marinho, ministro do Trabalho, a queda no número de empregos neste mês é resultado do impacto da alta do juros e os efeitos da guerra no Irã. Hoje, a Selic está em 14,5% ao ano.

‘Nesse exato momento, o calendário está impactado também pelos efeitos da guerra. A conjunção desses fatores soma efeito negativo para economia. Não vejo motivo de desespero, é um crescimento contido. Me preocuparia muito se houvesse impacto negativo na indústria”, disse nesta quinta-feira.

O setor com maior número absoluto de novas vagas foi o de serviços, com 69 mil postos formais, seguido pelo setor de construçãocom mais 23 mil, e indústria, com 9.256.

No setor de serviços, com melhor resultado, houve alta no segmento de saúde humana, com mais 18 mil postos, seguido pelo de transporte, que teve aumento de 12 mil.

Já comércio e agropecuária registraram saldo negativo, com menos 8.114 e menos 8.378 postos formais de trabalho em abril, respectivamente. A queda no comércio ocorreu devido a uma redução de admissões nos ramos varejista e atacado. Já no agro, a baixa foi impulsionada pela diminuição dos cultivos de soja, maçã e laranja.

De acordo com Paula Montagner, subsecretária de estatísticas e estudos do Trabalho do MTE, o saldo negativo do comércio também tem relação com a alta de endividamento dos brasileiros. A alta de inadimplência levou o governo a lançar o Novo Desenrola, para renegociar dívidas.

“Temos conjunto grande de pessoas que está com endividamento. Não é a toa que o Desenrola foi absorvido tão rapidamente no processo”, afirmou.

Por estado, as maiores altas foram no Acre, onde houve aumento de 0,9% no total de empregos formais, seguido por Amapá e Distrito Federal, com 0,8% e 0,4%, respectivamente.

No acumulado de janeiro a abril, o setor de comércio foi o único que registrou saldo negativo, com menos 26 mil postos formais no período –puxado pela queda no ramo de vestuário e de calçados.

Neste período, as maiores variações foram para Goiás, com aumento de 2,8% no total de postos formais, seguido pelo Amapá, com alta de 2,6%, e de Santa Catarina, com 2,5%. Alagoas teve a maior queda também no acumulado, com menos 2,69% postos formais.

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