Moçambique volta a estar representado, hoje, na 13.ª edição da Taça COSAFA em femininos,na área da arbitragem, com duas juízas nomeadas para jogos importantes da fase de grupos, que decorre em Polokwane, África do Sul.
De acordo com as nomeações oficiais da Confederação Africana de Futebol (CAF), Roda Artimisa Mondlane foi indicada como segunda assistente no jogo entre Zimbabwe e Botswana, marcado paraas12h00, no Seshego Stadium. Trata-se de um encontro decisivo para as contas do Grupo B, numa altura em que as equipas lutam pelo apuramento às meias-finais.
Àmesma hora, mas no Old Peter Mokaba Stadium, a árbitra moçambicana Cacilda Francisco Fernando foi nomeada para dirigir o jogo entre a Zâmbia(campeã em título)e Eswatini, assumindo a função de árbitra principal. A partida poderá ser determinantepara a definição do primeiro classificado do grupo.
As nomeações surgem numa fase crucial da competição, em que apenas os vencedores de cada grupo e o melhor segundo classificado seguem para as meias-finais.
Importa recordar que o trio moçambicano — Roda Mondlane, Cacilda Fernando e Margarete Gimo — estreou-se nesta edição da prova no dia 21 de Fevereiro de 2026, no jogo entre Malawi e Lesotho, disputado no Seshego Stadium. Nesse encontro, Margarete Gimo fez a sua estreia absoluta na Taça COSAFA em femininos, assinalando a primeira vez que integrou oficialmente a equipa de arbitragem do torneio regional.
Duzentos e três oficiais inspectores na escala superior, licenciados em Ciências Policiais, acabam de ser patenteados, uma acção que visa o reforço da resposta aos vários crimes que assolam o país. No acto de patenteamento, o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Adriano Sive, instou os graduados a actuar respeitando o equilíbrio entre os direitos humanos e a garantia da ordem, segurança e tranquilidade públicas, bem como a abastecerem-se da corrupção. Os patenteados são finalistas do 21.º curso de Licenciatura em Ciências Policiais, na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), nos perfis de Segurança Pública, Investigação Criminal, Migração e Fronteira, Administração e Logística Policial.
As autoridades mobilizam 10 mil soldados em todo o país para reprimir a violência que se seguiu ao assassinato do traficante numa operação militar.
Publicado em 24 de fevereiro de 202624 de fevereiro de 2026
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México permanece em alerta máximo após onda de ataques de represália desencadeada pela matança do líder do cartel de drogas mais procurado, mesmo quando a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o país está em paz e a vida está voltando ao normal.
Cerca de 10 mil soldados foram destacados para 20 dos 32 estados do México para manter a ordem após o assassinato de Nemésio “El Mencho” Oseguera numa operação militar a cerca de 130 quilómetros da cidade de Guadalajara no domingo.
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Guadalajara é a capital do estado de Jalisco, no oeste do México – o reduto do Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG) de Oseguera – para onde foram enviados pelo menos 2.000 soldados.
Escolas em Guadalajara e em várias outras cidades mexicanas foram fechadas na segunda-feira. No entanto, os transportes públicos foram parcialmente retomados, embora os autocarros transportassem poucos passageiros, à medida que as pessoas testemunhavam um lento regresso à normalidade.
O ministro da Segurança, Omar Garcia Harfuch, disse na segunda-feira que pelo menos 74 pessoas foram mortas, incluindo 25 oficiais da Guarda Nacional, na operação que matou o chefe do cartel e na violência subsequente pelo assassinato do chefão do tráfico de 59 anos, um dos homens mais procurados no México e nos Estados Unidos.
Veículos queimados são vistos no calçadão de Puerto Vallarta, México [Arturo Montero/EPA]
“El Mencho” foi considerado o último dos traficantes que atuaram nos moldes brutais dos agora presos Joaquín “El Chapo” Guzman e Ismael “El Mayo” Zambada, do rival Cartel de Sinaloa. Ele foi membro fundador da CJNG, que foi formada em 2009 e se tornou uma das organizações criminosas mais violentas do México.
Após o seu assassinato, supostos membros do CJNG incendiaram carros em vários estados e bloquearam inúmeras estradas. Eles também atacaram bancos, postos de gasolina e lojas.
John Holman, da Al Jazeera, reportando da Cidade do México, disse que houve um silêncio assustador no país após o assassinato de El Mencho.
“Muitas empresas estão fechadas e os caminhões que o cartel CJNG arrastou pelas estradas para deter as forças de segurança mexicanas e criar o caos foram retirados do caminho”, disse Holman.
Entretanto, o Presidente Sheinbaum disse na segunda-feira que a paz tinha regressado ao país. “O México está calmo. Acordamos sem bloqueios de estradas e todas as atividades foram restauradas”, disse ela.
A Casa Branca confirmou que os EUA forneceram apoio de inteligência à operação para capturar o líder do cartel e aplaudiu o exército mexicano por derrubar um homem que era um dos criminosos mais procurados em ambos os países.
Sheinbaum enfatizou que apenas as forças mexicanas estiveram envolvidas na operação.
“Não houve participação na operação por parte das forças norte-americanas. O que temos é muita troca de informações fornecidas pelo governo norte-americano, mas toda a operação, desde a sua fase de planejamento, é de responsabilidade de [Mexico’s] forças federais”, disse o presidente.
Os especialistas alertam agora que a “ausência de sucessão direta” dentro do CJNG pode levar a uma vácuo de energia e lutas violentas para preenchê-lo.
O Hospital Central de Maputo (HCM) recebeu, há dias, diverso material médico doado pela empresa Med Solutions, no quadro do apoio às unidades sanitárias do país. A entrega decorreu nas instalações da maior unidade hospitalar nacional. O lote integra luvas de procedimento, termómetros digitais, máscaras de protecção individual, toucas, algodão, adesivos e batas cirúrgicas, entre outros consumíveis indispensáveis ao funcionamento regular dos serviços. Em representação da empresa, Lina Machute referiu que a iniciativa surge como contributo para mitigar a carência de recursos que afecta as instituições de saúde, com impacto directo na assistência aos utentes. Os bens, avaliados em cerca de 300 mil meticais, foram recebidos pelo director-geral do HCM, Mouzinho Saíde, que manifestou reconhecimento pelo apoio e assegurou a sua canalização para os sectores prioritários.
O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, entregou um computador portátil e um tablet ao jovem inovador Ivan Selemane, criador do jogo electrónico “Full Games de Futebol”, durante a sua recente visita à cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado. Residente no bairro Natite, Ivan Selemane destacou-se ao desenvolver um videojogo de futebol, inspirado no modelo tradicional jogado em campo oficial. O diferencial do projecto está na valorização das equipas nacionais e locais, contrariando a tendência de muitos jogos digitais que privilegiam clubes e atletas do continente europeu. Durante a visita do ministro à província, Ivan apresentou ao governante o seu projecto e apontou a falta de um computador como principal obstáculo para expandir e aperfeiçoar o trabalho. Sensibilizado, Caifadine Manasse assumiu o compromisso de encontrar uma solução antes de deixar Cabo Delgado, promessa que viria a ser concretizada dias depois. “Como Governo, sob orientação do Presidente da República, Daniel Chapo, temos a responsabilidade de identificar, acompanhar e apoiar jovens criadores. Precisamos estar próximos dos talentos e dar condições para que cresçam”, afirmou o ministro. A entrega dos equipamentos foi viabilizada em coordenação com parceiros institucionais. Ivan Selemane frequenta o curso de Tecnologias de Informação na Universidade Católica de Moçambique e beneficia de uma bolsa de estudos atribuída pelos Caminhos de Ferro de Moçambique. Segundo o ministro, o jovem tem ainda garantida uma oportunidade de integração profissional na mesma instituição após a conclusão da sua formação. O caso de Ivan simboliza o potencial criativo existente na juventude moçambicana e demonstra que, com apoio adequado, ideias nascidas nos bairros podem ganhar dimensão nacional e contribuir para a afirmação tecnológica do país.
A província de Cabo Delgado abriu oficialmente a época desportiva 2026 com metas e espírito de conquista. O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, destacou a inédita qualificação de duas equipas ao Moçambola e apresentou cinco eixos estratégicos para consolidar o crescimento do desporto provincial. Entre os feitos recentes, sobressaem a subida do Baía de Pemba Futebol Clube e da Associação Desportiva de Pemba ao Moçambola, um marco histórico para a província. O governante sublinhou ainda o crescimento de modalidades como xadrez e taekwondo, com atletas a competir ao mais alto nível nacional e internacionalmente. Para 2026, o ministério definiu como prioridades o reforço institucional dos clubes, a massificação do desporto juvenil e feminino, a aposta no alto rendimento, a melhoria das infra-estruturas e a sustentabilidade financeira. “O desporto é ferramenta de inclusão e afirmação da nossa identidade”, afirmou Manasse, apelando ao compromisso colectivo para transformar potencial em resultados concretos.
AUTOMOBILISTAS denunciam a dupla cobrança no uso das vagas públicas de estacionamento na zona baixa da cidade de Maputo.
Segundo relatos colhidos pelo “Notícias”, os condutores, além do pagamento efectuado à Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMME), são igualmente abordados por polidores de viaturas, que exigem valores adicionais.
A fiscalização do estacionamento rotativo é assegurada por agentes da EMME, no âmbito das medidas da autarquia visando a melhoria da mobilidade urbana. No entanto, paralelamente à cobrança oficial, indivíduos posicionam-se nas mesmas zonas oferecendo-se para indicar os espaços disponíveis, guarnecer, lavar as viaturas e, posteriormente, cobrar pelo suposto serviço.
Tássia Maxaieie, estudante do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, conta que quando não consegue estacionar no parque da faculdade recorre às vagas de parqueamento público.
Mas, mesmo após o pagamento da taxa municipal tem sido interpelada por polidores que exigem um valor adicional.
“Chego cedo e, nessa altura, eles ainda não estão no local. Pago ao município, mas quando chegam, voltam a efectuar mais cobranças. Alguns chegam a ameaçar vandalizar a viatura, caso não os pague,” disse.
A estudante acrescenta que, para evitar conflitos ou possíveis actos de vandalismo, cede às exigências.
A fonte considera a situação insustentável, tendo em conta que permanece na faculdade o dia inteiro e as taxas municipais variam consoante o tempo de parqueamento.
“Já é difícil pagar ao município, principalmente para nós que ficamos o dia todo aqui. Ter que pagar outra taxa informal é demais, sobretudo, com a limitação de recursos” , relatou.
Maxaieie denunciou ainda que alguns polidores têm uma postura intimidadora, o que aumenta o receio entre os condutores, quanto à segurança das viaturas.
Um outro condutor, que preferiu manter anonimato, afirma que os fiscalizadores presenciam a actuação dos polidores, mas não intervêm.
“Pagamos ao município e aos guardas informais de viaturas. No fim do dia, somos obrigados a suportar vários encargos pelo mesmo espaço,” apontou
Os automobilistas relatam, igualmente, que muitos jovens não prestam qualquer actividade efectiva de vigilância ou lavagem de viaturas. Ainda assim, quando o proprietário retoma à viatura, exigem o pagamento.
Alguns sequer aceitam moedas, e quando o valor oferecido é considerado insuficiente, recorrem a insultos e/ou ameaças.
Perante este cenário, os condutores apelam às autoridades para que reforcem a fiscalização, reduzam o valor da cobrança diária, pois consideram insustentável e intervir na actuação dos polidores, de modo a evitar cobranças indevidas, bem como garantir segurança.
O presidente dos EUA critica os relatos de que o general Dan Caine o alertou sobre os riscos de guerra com o Irão como “100 por cento incorrectos”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou as reportagens da mídia afirmando que o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, o alertou sobre riscos potenciais de atacar o Irãincluindo o envolvimento num conflito prolongado e a possibilidade de baixas dos EUA.
Trump respondeu aos relatos numa publicação nas redes sociais na segunda-feira, afirmando que Caine acredita que uma guerra com o Irão, que o presidente ameaçou com um ataque militar se não aceitar uma série de exigências, poderia ser “facilmente vencida”.
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O jornal Washington Post noticiou no início do dia que Caine disse a Trump durante uma reunião na semana passada que a falta de munições críticas e o apoio de aliados regionais poderia dificultar os esforços dos EUA para conter uma possível retaliação iraniana no caso de um ataque dos EUA.
Os arsenais de munições dos EUA, incluindo os utilizados em sistemas de defesa antimísseis, foram reduzidos pela sua utilização em apoio a aliados como Israel e a Ucrânia, segundo o relatório.
“Caine também levantou preocupações sobre a escala de qualquer campanha do Irão, a sua complexidade inerente e a possibilidade de baixas dos EUA”, noticiou o jornal, citando uma pessoa familiarizada com “discussões internas” sobre o assunto.
O gabinete de Caine respondeu ao artigo do The Washington Post afirmando que ele tem a tarefa de fornecer “uma gama de opções militares, bem como considerações secundárias e impactos e riscos associados, aos líderes civis que tomam as decisões de segurança da América”.
O canal de notícias online Axios, que também informou sobre as preocupações de Caine nas discussões com Trump, disse em um artigo na noite de segunda-feira que Caine foi a única figura militar informando Trump sobre o Irã durante várias semanas.
O meio de comunicação informou que o chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), almirante Brad Cooper, encarregado de supervisionar as operações militares dos EUA no Oriente Médio, não foi convidado para reuniões nem conversou com Trump desde janeiro.
Um “guerreiro relutante” no Irão
A Axios, citando duas fontes, informou que embora Caine “estivesse totalmente envolvido na operação da Venezuela” para raptar o presidente Nicolás Maduro em Janeiro, “ele tem sido mais cauteloso nas discussões em torno do Irão”.
“Citando esse contraste, uma fonte descreveu Caine como um ‘guerreiro relutante’ no Irão. Caine vê os riscos de uma grande operação no Irão como mais elevados, com um risco maior de envolvimento e de baixas americanas”, relatou Axios, citando duas fontes a par de reuniões de alto nível na administração dos EUA.
Trump reagiu na sua plataforma de redes sociais contra o que chamou de “mídia de notícias falsas” e relata que “o General Daniel Caine… é contra que entremos em guerra com o Irão”.
“Ele não falou em não fazer o Irão, nem mesmo nos falsos ataques limitados sobre os quais tenho lido. Ele só sabe uma coisa: como VENCER e, se lhe for dito para o fazer, estará a liderar o grupo”, disse Trump.
“Tudo o que foi escrito sobre uma potencial guerra com o Irão foi escrito de forma incorreta e propositalmente”, disse o presidente.
Trump tem estado a ponderar um ataque ao Irão há semanas, concentrando um enorme conjunto de forças dos EUA no Médio Oriente, em preparação para uma possível guerra que poderá espalhar o caos e o conflito por toda a região.
O Irão oferece pouca ameaça perceptível aos EUA e um ataque não provocado provavelmente violaria o direito internacional.
O Irão manifestou esperança de que as negociações possam dar frutos, mas rejeitou o que diz ser uma série de exigências maximalistas dos EUA sobre questões como o enriquecimento nuclear, mísseis balísticos e apoio a representantes regionais.
Os analistas notaram que muitas das exigências de Washington a Teerão estão alinhadas com as prioridades israelitas.
O matando de Nemesio Ruben Oseguera Cervantes, líder do Cartel da Nova Geração de Jalisco, no México, também conhecido como “El Mencho”, que há muito fugia das autoridades, levou a uma onda de violência em todo o país, mergulhando algumas partes num estado de caos.
Como líder de uma das redes criminosas em rápida expansão do México, o homem de 59 anos era famoso por traficar fentanil, metanfetamina e cocaína para os Estados Unidos, enquanto orquestrava ataques descarados contra funcionários do governo.
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Esse desafio atingiu o limite no domingo, durante uma operação militar de alto risco na cidade de Tapalpa.
El Mencho foi morto em um tiroteio em seu estado natal, Jalisco, enquanto os militares mexicanos avançavam para prendê-lo. A retaliação foi instantânea. À medida que a notícia da operação se espalhava, uma onda coordenada de violência explodiu por todo o país, atingindo pelo menos 20 dos 32 estados do México.
Em toda a república, supostos membros de grupos organizados ônibus incendiados e empresas, e ergueu barreiras de fogo. Para aqueles que foram apanhados no fogo cruzado, a velocidade do caos foi um lembrete do alcance dos cartéis.
“O medo que permanece na sociedade é avassalador”, disse à Al Jazeera um residente de Zitacuaro, Michoacan, um dos estados atingidos pelos distúrbios, solicitando anonimato.
“É aí que você percebe o imenso poder que essas organizações têm, porque podem derrubar uma cidade em questão de minutos.”
“Eles cooptaram os líderes que administram os transportes e a qualquer momento podem bloquear as entradas e saídas de uma cidade… podem paralisar completamente o movimento de uma cidade”, acrescentou o morador de Michoacán. “Todos os serviços básicos são interrompidos: ir aos hospitais, fazer compras, pedir comida. Torna-se um caos total.”
A Embaixada dos EUA no México emitiu um alerta de segurança aos seus cidadãos em Jalisco, Tamaulipas, Michoacan, Guerrero e Nuevo Leon, instando-os a permanecer em casa.
Segundo alguns analistas, estas ações não foram apenas um caos reativo; eles eram uma forma de comunicação estratégica.
“[These] são a forma como uma ordem criminal responde quando se sente desafiada”, compartilhou o analista de segurança Edgar Guerra em X. “Para entendê-los, é preciso olhar para o significado por trás deles, não apenas para os incêndios ou o território.”
‘Coordenação absoluta’
A operação contra El Mencho foi realizada por forças especiais mexicanas com apoio de inteligência dos EUA.
“Há uma coordenação absoluta com os governos de todos os estados; devemos permanecer informados e tranquilos”, presidente Claudia Sheinbaum disse nas redes sociais.
“Meu reconhecimento ao Exército Mexicano, à Guarda Nacional, às Forças Armadas e ao Gabinete de Segurança. Trabalhamos todos os dias pela paz, segurança, justiça e pelo bem-estar do México”, acrescentou.
Nos EUA, a Drug Enforcement Administration (DEA) recebeu uma recompensa de 15 milhões de dólares pela captura de El Mencho, tornando-o um dos alvos mais procurados entre os traficantes.
Autoridades em Jalisco, Michoacan e Guanajuato disseram que pelo menos outras 14 pessoas foram mortas na violência de domingo, entre elas sete membros da Guarda Nacional.
Um centro da cidade quase vazio em Guadalajara após uma série de bloqueios [Michelle Freyria/Reuters]
A crise sucessória
Guadalajara, capital do estado de Jalisco e cidade-sede da próxima Copa do Mundo de 2026, foi quase totalmente fechada no domingo, pois moradores temerosos ficaram em casa.
A incerteza sobre quem poderia liderar o cartel de El Mencho pairava sobre a cidade. Chris Dalby, analista sênior da Dyami Security Intelligence, descreveu dois cenários possíveis.
“Um é que [El Mencho] nomeou um sucessor”, disse ele à Al Jazeera. “Muitos analistas estão apontando para seu enteado, Juan Carlos Gonzalez Valencia, filho de um casamento anterior de sua esposa, que ele adotou como seu.”
Dalby disse que o herdeiro aparente, responsável pela ala paramilitar do cartel, é visto como tendo a melhor chance de manter unido o Cartel da Nova Geração de Jalisco. Mas ele teria que assumir “um papel enorme” para substituir o culto à personalidade em torno de El Mencho.
“Se o enteado dele não conseguir fazer isso, você terá quatro, cinco, seis comandantes, todos com dinheiro, poder e homens para criar seus próprios ladrões criminosos”, continuou o analista.
“Se isso acontecer, e esse for o pior cenário, poderemos ver níveis recordes de homicídios no México nos próximos meses.”
John Holman, da Al Jazeera, reportando da Cidade do México, disse que “diferentes chefes dentro do cartel, talvez regionais, poderiam começar a disputar o poder”.
“Vimos isso acontecer repetidas vezes, de Guerrero a Sinaloa”, acrescentou, referindo-se a outros grandes cartéis. “Eventualmente, isso leva a uma guerra civil entre diferentes facções.”
O momento é particularmente sensível após a próxima Copa do Mundo da FIFA.
“Isso significa problemas adicionais para o México”, disse Holman. “Portanto, isto, neste momento, é um triunfo para o governo mexicano, mas pode transformar-se num problema ainda maior nas próximas semanas e meses”, acrescentou.
Para os mexicanos comuns, a queda de um chefão também poderia sinalizar o aumento das extorsões e do recrutamento forçado, à medida que células fragmentadas dentro do cartel de El Mencho lutam por recursos.
“Muitas pessoas neste momento em Jalisco… estão abrigadas no local. Não haverá escola amanhã”, disse Holman.
Enquanto isso, alguns moradores saíram às ruas para avaliar o perigo imediato, monitorando de perto os pontos de ônibus e táxis em busca de sinais de movimento.
“Se a cidade acordar sem transporte público, significa que alguma coisa vai acontecer”, alertou um morador, que pediu anonimato.
“Dias difíceis estão à nossa frente. Mesmo que as coisas pareçam relativamente calmas por um lado, você não sabe o que vai acontecer agora.”
Kyiv, Ucrânia – Hennady Kolesnik nunca esperou que a invasão russa em grande escala durasse tanto tempo.
“Estes são os piores e mais longos anos da minha vida”, disse o soldador reformado de 71 anos à Al Jazeera quatro anos após a agressão que começou em 24 de fevereiro de 2022.
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Nos primeiros dias da guerra, ele e muitos ucranianos temiam que Kiev se perdesse, bem como o terço da sua nação do tamanho da França, que fica na margem esquerda, a leste do rio Dnipro.
Dezenas de milhares de soldados russos, incluindo unidades aerotransportadas de elite e brigadas de rifles motorizados, ocuparam o norte da região de Kiev, enquanto os apoiadores do Kremlin proclamavam triunfantemente que a capital seria tomada “dentro de três dias”.
Meses depois, “ficamos extasiados com o que havíamos recuperado” depois que as forças russas se retiraram dos arredores de Kiev e foram expulsas do norte da Ucrânia, disse Kolesnik, um aposentado de cabelos grisalhos, rosto pálido e emaciado, segurando uma bengala.
Ele está se recuperando de um caso de pneumonia que temia ter não sobreviveria em meio a cortes de energia que duraram vários dias e interrupções no aquecimento central causadas por drones e mísseis russos durante uma onda de frio, quando as temperaturas caíram para até -23 graus Celsius (-9,4 graus Fahrenheit).
“Mas ainda estamos de pé, e isso é a coisa mais importante em uma luta”, disse Kolesnik, que costumava praticar boxe, com um sorriso.
Sua esposa, Marina, 70 anos, concordou: “Ninguém esperava que durássemos tanto tempo e ainda estamos aqui”.
Iryna, gerente de um salão de beleza, participa da gravação de um vídeo para as redes sociais do salão, enquanto ele continua operando apesar dos frequentes cortes de energia após recentes ataques russos danificarem infraestruturas críticas em Irpin, na região de Kiev, na Ucrânia, em 6 de fevereiro de 2026 [Alina Smutko/Reuters]
No entanto, a contra-ofensiva da Ucrânia em 2023 não conseguiu cortar a “ponte terrestre” de Moscovo, do oeste da Rússia à Crimeia anexada, e as tropas russas continuam a avançar.
Mas o seu avanço é glacial no meio de perdas surpreendentes. No ano passado, ocuparam menos de 5.000 quilómetros quadrados (1.930 milhas quadradas), ou cerca de 0,8% da área total da Ucrânia, segundo autoridades ucranianas e analistas ocidentais.
No geral, a Rússia controla cerca de 19% do território da Ucrânia.
“A linha de frente congelou como durante a Primeira Guerra Mundial”, disse Nikolay Mitrokhin, da Universidade Alemã de Bremen, à Al Jazeera. “Até agora, a Rússia não tem forças ou novas tecnologias suficientes para um avanço decisivo e bem sucedido, mas ainda pode desperdiçar milhares de [its soldiers’] vidas.”
Este mês, as forças russas encontraram um problema de dupla comunicação que reverteu o seu progresso.
Empresa SpaceX de Elon Musk fechou contrabando Terminais de internet via satélite Starlink usado por soldados russos, enquanto os esforços de Moscou para bloquear o aplicativo de mensagens Telegram atrapalharam ainda mais a coordenação.
As forças ucranianas contra-atacaram, recuperando cerca de 200 km2 (77 milhas quadradas) nas regiões orientais de Zaporizhia e Dnipropetrovsk.
Mas noutras áreas da linha da frente a pressão está a aumentar.
Drones russos com fibra ótica imune a interferências começaram a chegar a uma cidade fortemente fortificada na região sudeste de Donetsk.
“Ficou muito mais barulhento. Há mais interrupções; alguns moradores estão em pânico”, disse Sviatoslav, um militar estacionado em Kramatorsk, à Al Jazeera. Ele omitiu seu sobrenome de acordo com o protocolo do tempo de guerra.
Moscovo insiste que Kiev entregue Kramatorsk e o resto de Donetsk – cerca de 1.000 quilómetros quadrados (386 milhas quadradas).
O que poderá afectar a posição da Ucrânia são novos ataques russos às infra-estruturas energéticas.
“A Ucrânia mantém bem a linha de frente, mas a funcionalidade de seu sistema de energia está por um fio, o que pode afetar muito”, disse Mitrokhin.
Oitenta e oito por cento dos ucranianos pensam que os ataques da Rússia são concebidos para “forçá-los a capitular”, de acordo com um inquérito do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (KMIS) realizado no final de Janeiro.
No entanto, dois terços dos entrevistados disseram que as forças armadas da Ucrânia deveriam lutar “enquanto for necessário”.
“As pessoas em massa estão mais preparadas para continuar resistindo [the invasion] do que capitular”, disse Svetlana Chunikhina, vice-presidente da Associação de Psicólogos Políticos, um grupo com sede em Kiev, à Al Jazeera.
E embora haja um aumento na depressão, ansiedade e stress crónico entre os ucranianos, não há “saltos abruptos” nestas condições, disse ela.
“As pessoas adaptam-se – inclusive através da depressão – às circunstâncias horríveis da guerra; as pessoas continuam a funcionar”, disse ela.
Os ucranianos ainda esperam por um futuro melhor, disse ela.
Apenas um em cada cinco ucranianos inquiridos espera que a guerra acabe este ano, mas dois em cada três têm a certeza de que dentro de 10 anos a Ucrânia será um membro “próspero” da União Europeia.
“Esta é a realização literal do princípio filosófico: ‘prepare-se para o pior, espere pelo melhor’”, disse Chunikhina.
No entanto, a confusão mental e o cinismo estão aumentando, disse ela.
“Para o público ucraniano, cuja luta contra a agressão russa é em grande parte alimentada por virtudes morais – incluindo virtudes elevadas, como o altruísmo, o patriotismo e a responsabilidade para com as gerações futuras – o cinismo pode ser realmente destrutivo”, disse ela.
As notícias trazem pouco alívio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguiu até agora cumprir a sua promessa pré-eleitoral de acabar com a guerra “em 24 horas”.
Entretanto, figuras públicas russas que apoiam o Kremlin ainda tentam apresentar a invasão como um passo para “proteger” os ucranianos de língua russa.
O analista Sergey Markov, baseado em Moscovo, afirma que a guerra começou em 23 de fevereiro de 2014, quando manifestantes pró-Rússia começaram a reunir-se na Crimeia, instando o Kremlin a anexar a península ucraniana.
“Foi uma revolta pacífica do povo russo pela liberdade, paz e verdadeira democracia”, escreveu ele no Telegram na segunda-feira.
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