FAZER DIFERENTE: Produzir, comercializar, transformar e valorizar moçambique

Por: Emanuel G.

Desde o início do mandato de Daniel Chapo, começou a ganhar força uma ideia que toca profundamente a consciência nacional: “é preciso fazer diferente para alcançar resultados diferentes”. Esta frase representa o reconhecimento de que Moçambique não pode continuar a ser mero receptor de programas importados, nem insistir em modelos económicos que, ao longo do tempo, não produziram melhorias consistentes na vida social e económica do país.

Durante décadas, Moçambique assistiu a ciclos de crescimento económico que raramente se converteram em prosperidade colectiva. O Produto Interno Bruto (PIB) crescia, os megaprojectos multiplicavam-se e os recursos naturais atraíam investidores, mas o cidadão comum continuava a enfrentar o desemprego, o elevado custo de vida e a escassez de oportunidades.

É neste contexto que o apelo de Daniel Chapo para “fazer diferente” ganha significado concreto: transformar a economia para que ela produza riqueza visível no prato, no emprego, no rendimento e na dignidade dos moçambicanos.

As culturas de identidade nacional, como o caju, e várias unidades fabris que sustentavam a produção interna foram, ao longo do tempo, enfraquecidas ou encerradas sob influência de programas económicos desajustados à realidade e às dinâmicas sociais e produtivas do país. Décadas depois, os resultados revelaram-se contraditórios: aumento da dependência económica, desindustrialização e empobrecimento de homens e mulheres.

Muitas comunidades perderam não apenas empregos, mas também referências de produção e autoestima colectiva. O país passou gradualmente de produtor para consumidor, substituindo a transformação local pela lógica da importação permanente.

Surge, então, o discurso recorrente de que Moçambique figura entre os países mais pobres do mundo. Contudo, apesar das dificuldades, o povo moçambicano permaneceu resiliente e unido diante dos desafios económicos e sociais.

É precisamente aqui que a visão defendida por Daniel Chapo ganha profundidade. “Fazer diferente” significa recuperar a capacidade nacional de produzir, comercializar e transformar aquilo que o país possui em abundância.

O caju, o gergelim, o feijão, a alface, a cebola, a mandioca e a batata-doce fazem parte da identidade produtiva e alimentar do país. O tabaco, o algodão, a copra e o sisal pertencem igualmente à história económica moçambicana. As fábricas, as moageiras, os portos, os caminhos-de-ferro e as estradas também integram o desejo colectivo de progresso, orgulho nacional e construção da soberania económica.

Surge, assim, outro conceito central deste novo discurso governativo: a valorização económica nacional. Valorizar economicamente Moçambique significa transformar recursos em capacidade produtiva interna. O gás, a agricultura, os minerais, a pesca e a energia devem deixar de ser apenas activos de exportação bruta para se tornarem motores de industrialização, inovação e inclusão económica.

Não basta consumir; é necessário recriar. Não basta importar; é necessário transformar. Não basta extrair; é necessário industrializar. É por isso que Daniel Chapo insiste no crescimento da produção nacional — do pequeno canteiro agrícola aos milhares de hectares cultivados.

Um dos grandes desafios deste novo ciclo económico consiste em devolver confiança ao campo, à indústria e ao empreendedor nacional. Isso implica fortalecer os mercados internos, melhorar as vias de escoamento, garantir preço justo ao produtor e reduzir a dependência externa.

Tudo isso deve ser concretizado com capacidade, identidade e unidade nacional, para que o desenvolvimento económico não seja apenas um projecto financeiro, mas também um instrumento de coesão social e afirmação colectiva do povo moçambicano.

Expandir a produção significa fortalecer a agricultura familiar, apoiar pequenas e médias empresas, impulsionar a agro-indústria e criar condições para que os jovens passem igualmente a gerar oportunidades de rendimento.

O conhecimento e a consciência nacional que hoje se afirmam pretendem pôr fim à lógica da “mão estendida”, substituindo-a por uma afirmação económica baseada na capacidade de produzir internamente. Este é um desafio económico, mas também moral e patriótico.

Um país que produz mais fortalece a sua soberania. Um país que valoriza o que produz fortalece a autoestima nacional. E um país que distribui oportunidades económicas fortalece a paz social.

O povo moçambicano já demonstrou inúmeras vezes a sua capacidade de responder às crises. O que faltou, muitas vezes, não foi talento nem vontade de trabalhar, mas sim um sistema económico capaz de transformar esforço em rendimento digno, oportunidades reais e melhoria efectiva do poder de compra.

“Fazer diferente” exige enfrentar privilégios instalados, combater o conformismo e a corrupção, simplificar o ambiente de negócios, investir seriamente na educação técnica e aproximar o Estado da economia real: do produtor, do jovem empreendedor, da mulher empreendedora, do pescador, do transportador e do pequeno industrial.

A verdadeira transformação económica de Moçambique acontecerá quando o produtor conseguir escoar a sua mercadoria, quando a juventude encontrar perspectivas reais, quando o produto nacional ganhar valor competitivo e quando a produção local alimentar o mercado interno. Afinal, as cidades dependem do campo, e não apenas o inverso.

No fundo, a visão defendida por Daniel Chapo coloca Moçambique diante de uma escolha histórica: continuar dependente de modelos económicos importados e pouco inclusivos, ou construir uma economia baseada na produção, na valorização nacional e na participação mais ampla dos moçambicanos.

Porque “fazer diferente” não significa apenas mudar palavras. Significa mudar prioridades. Significa transformar crescimento em desenvolvimento humano e fazer com que a riqueza do país deixe de impressionar apenas nos relatórios macroeconómicos para passar a transformar a vida real das pessoas.

Talvez seja exactamente aí que resida o maior teste deste novo ciclo governativo: fazer diferente para alcançar resultados diferentes e promissores, tornando o desenvolvimento um património colectivo e não privilégio de poucos.

“A terra alimenta quem a valoriza, porque o povo cresce quando se apropria da própria capacidade de produzir.”

É tempo de engajamento, compromisso e consciência nacional na preservação e valorização da economia moçambicana — no combate à pobreza, na construção do bem-estar e na afirmação da prosperidade nacional. (MG)

BAFANA-BAFANA PODEM CHOCAR O MUNDO? HISTÓRICO FAVORECE A ÁFRICA DO SUL CONTRA O MÉXICO

A selecção sul-africana entra em campo diante do México como clara “azarã” nas casas de apostas e nas previsões estatísticas, mas os números do histórico entre as duas equipas sugerem que os Bafana-Bafana podem surpreender logo na estreia.

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INAM prevê variação térmica em todo o país para sexta-feira, 19 de junho de 2026: Sul, Centro e Norte com amplitudes distintas

O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique, INAM, divulgou a atualização oficial da previsão do estado do tempo para sexta-feira, 19 de junho de 2026, indicando um cenário de estabilidade atmosférica geral, mas com variações significativas de temperatura entre as regiões Sul, Centro e Norte do país.

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Previsão do Tempo em Moçambique para Terça-feira, 23 de Junho de 2026

MAPUTO, 22 DE JUNHO DE 2026 – O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê para esta terça-feira, 23 de Junho de 2026, condições de céu pouco nublado a parcialmente nublado em grande parte do território nacional, com temperaturas amenas durante a manhã e um gradual aumento dos termómetros ao longo do dia.

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Blindado contra a loucura dos milhões: nem Suárez, Cavani ou Forlán… um leão a fazer história no Uruguai


O arranque do Mundial está longe de ser perfeito para a seleção do Uruguai no plano coletivo. Com dois empates nas duas primeiras jornadas da fase de grupos — diante da Arábia Saudita e de Cabo Verde —, a formação alviceleste tem deixado a desejar no futebol apresentado. Contudo, no meio do deserto exibicional da equipa comandada por Marcelo Bielsa, há uma figura que resgata o orgulho do país: Maxi Araújo.

Maxi Araújo leva dois golos e uma assistência nos primeiros dois jogos do Mundial – Foto: IMAGO

O ala esquerdo do Sporting, de 26 anos, está a assinar um torneio memorável. Para se perceber a dimensão do impacto do camisola 20 dos leões, é preciso recuar mais de sete décadas nos livros de história do futebol sul-americano. Nem Luis Suárez, nem Edinson Cavani, nem Diego Forlán — lendas vivas do futebol uruguaio neste século — conseguiram o que Maxi acabou de alcançar. Há rigorosamente 72 anos que um jogador do Uruguai não somava dois golos e uma assistência nos dois primeiros jogos de um Mundial. O último a atingir tamanha proeza foi Julio Abbadie, no já longínquo Mundial de 1954.

O impacto de Maxi ecoa fortemente em Alvalade. Ao faturar duas vezes neste início de prova, Maxi Araújo também inscreveu seu nome na galeria dourada do Sporting. O ala igualou os recordes históricos do argentino Héctor Yazalde (1974) e do argelino Slimani (2014) como os artilheiros máximos da história do clube em fases finais de Copa do Mundo. Um feito notável para quem rapidamente se assumiu como peça preponderante na dinâmica da equipe de Alvalade.

Maxi Araújo é o ativo mais cobiçado do atual plantel dos leões – Foto: IMAGO


BLINDADO CONTRA A LOUCURA DOS MILHÕES

Como seria de esperar, exibições deste nível na maior montra do futebol servem de combustível para o mercado de transferências. E não restam dúvidas: Maxi Araújo é, por esta altura, o ativo mais cobiçado do plantel do Sporting. Embora a administração liderada por Frederico Varandas tenha a firme intenção de segurar o internacional uruguaio para a nova temporada, o assédio dos colossos europeus promete testar esta… resistência.

À cabeça dos interessados surge o Chelsea. O emblema de Londres está a acompanhar muito de perto a evolução do jogador no Mundial e estuda avançar com uma proposta milionária. Maxi Araújo está blindado por uma cláusula de rescisão de €80 milhões. Por isso, em Alvalade, o aviso está dado: quem quiser levar o novo herói da Celeste terá de abrir os cordões à bolsa e aproximar-se de valores… históricos.

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SC Braga arrancou oficialmente a nova época: confira todas as novidades


Está oficialmente aberta a escritório do SC Braga para a época 2026/2027.

Os arsenalistas arrancaram hoje os trabalhos com vista à temporada que se aproxima, com o dia a ficar reservado aos habituais e indispensáveis exames. Cenário que, de resto, vai repetir-se na manhã de amanhã, sendo que, da parte da tarde, o grupo já trabalhará no relvado.

Ricardo Horta, histórico capitão dos guerreiros, visivelmente bem-disposto no início de mais uma época — Foto: SC Braga

Foram 26 jogadores que se apresentaram a serviço na Cidade Desportiva, com especial destaque para três reforços: Diogo Travassos (lateral/ala, ex-Sporting e que na última campanha tinha estado ao serviço do Moreirense), Denis Huseinbasic (meia, ex-Colônia) e Gabriel Silva (ponta, ex-Santa Clara). Nota bastante relevante para a presença de Bernardo Fontes. O goleiro brasileiro está de volta aos guerreiros, isso depois de duas temporadas de grande nível com a camisa do Tondela, e apesar de ainda não ter sido oficializado pelos minhotos (o que acontecerá num futuro muito próximo) já assinou o livro de presenças na nova realidade do emblema bracarense.

Aqui está a lista dos 26 jogadores presentes no início:


Guarda-redes: Tiago Sá, Bernardo Fontes e João Carvalho

Defesas: Víctor Gómez, Yanis da Rocha, Diogo Travassos, Leonardo Lelo, Jonatas Noro, Adrien Barisic, Bright Arrey-Mbi, Sikou Niakaté e Francisco Chissumba

Mídia: Denis Huseinbasic, Luisinho, Vítor Carvalho, João Moutinho, Gorby, Diego Rodrigues e António Gil

Avanços: Mario Dorgeles, Ricardo Horta, Gabriel Silva, Gabri Martínez, Amine El Ouazzani, Fran Navarro e Pau Víctor

Naturalmente ausentes deste início estavam o goleiro Lukas Hornicek e o zagueiro Gustaf Lagerbielke, já que ambos estão na Copa do Mundo, jogando por Tcheca e Suécia, respectivamente. «A data de suas integrações na pré-temporada será divulgada em tempo oportuno», anunciaram os minhotos, que também afloraram a questão em relação a Demir Tiknaz: «Devidamente autorizado pelo clube, devido à presença da seleção da Turquia, o jogador Demir Tiknaz se apresentará ao trabalho no dia 1º de julho.»

Seis com autorização para chegarem mais tarde

Ainda na mesma nota emitida nesta segunda-feira pelo SC Braga ficou a saber-se que há seis jogadores que receberam autorização para se apresentarem mais tarde na Pedreira.
«Bellaarouch, Wdowik, Soumaré, Gharbi (que está no Mundial a serviço da Tunísia), Helguera e João Marques foram dispensados ​​do início dos trabalhos de pré-temporada e estão devidamente autorizados pelo clube a se apresentarem mais tarde», pode ler-se.

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