FDEL: Mais de 824 milhões de meticais…

Mais de 824,6 milhões de meticais do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) já foram disponibilizados aos distritos e autarquias do país para financiar iniciativas produtivas. A informação foi divulgada pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento, indicando que os recursos correspondem ao primeiro ciclo de implementação do programa, que tem como objectivo apoiar projectos nas áreas da agricultura, pecuária, comércio, indústria, serviços, turismo e tecnologias.
Segundo o ministério, o fundo constitui um instrumento de financiamento produtivo orientado para dinamizar as economias locais e ampliar oportunidades de geração de rendimento e emprego. Os recursos são concedidos em condições bonificadas e devem ser reembolsados pelos beneficiários, de acordo com os planos de amortização definidos, permitindo que o capital retorne ao fundo e seja utilizado no financiamento de novas iniciativas.
O processo de candidatura registou elevada adesão da população desde a abertura das inscrições, em Outubro de 2025. Em todo o território nacional foram submetidos 354.302 projectos, dos quais 13.139 foram aprovados após análise realizada por comissões que integraram representantes do sector público, sector privado, sociedade civil e academia.
Os primeiros desembolsos aos beneficiários já começaram em várias regiões do país. Na província de Inhambane, 605 mutuários receberam financiamento superior a 36 milhões de meticais, enquanto no município de Monapo, em Nampula, 92 beneficiários obtiveram cerca de três milhões de meticais para implementar os seus projectos económicos. Para 2026, o Governo prevê alocar cerca de 1,5 mil milhões de meticais ao programa.

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Ataque de drone interrompe voos de Dubai enquanto o Irã continua ataques no Golfo


Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram o desvio de alguns voos do aeroporto internacional do Dubai, um dos mais movimentados do mundo, depois de um ataque de drone ter provocado um incêndio perto da instalação, já que Bahrein, Kuwait, Qatar e Arábia Saudita também relataram ter interceptado drones e mísseis.

O Dubai Media Office disse na segunda-feira que as equipas de defesa civil “contiveram com sucesso o incêndio resultante do impacto num dos tanques de combustível nas proximidades” do aeroporto, observando que até agora não foram registados feridos.

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Alguns voos foram desviados para o aeroporto internacional Al Maktoum, disse o escritório no X.

A Autoridade de Aviação Civil de Dubai, por sua vez, disse que estava suspendendo temporariamente os voos no aeroporto “como medida de precaução para garantir a segurança de todos os passageiros e funcionários”. Não foi informado quando eles esperavam que os voos fossem retomados.

As autoridades de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, estão a responder a “um incidente envolvendo a queda de um míssil sobre um veículo civil na área de Al Bahyan”, segundo o gabinete de comunicação social da cidade. O incidente resultou “numa vítima de nacionalidade palestiniana”, afirmou num post no X.

O incidente ocorre dias depois que a assessoria de mídia da cidade informou que dois drones caindo feriram quatro pessoas perto do aeroporto na quarta-feira.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos relatou seis mortes desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, incluindo quatro civis e dois militares, que morreram num acidente de helicóptero atribuído a uma avaria técnica.

O Irão justifica os ataques

O Irão tem procurado justificar os seus ataques aos países do Golfo argumentando que a presença de bases militares dos EUA no seu território torna esses estados alvos legítimos, depois de Israel e os EUA lançaram ataques aéreos conjuntos em Teerã em 28 de fevereiro.

No entanto, as infra-estruturas civis também foram atingidas, incluindo pontos de referência, aeroportos, portos e instalações petrolíferas em todo o Golfo.

Os Emirados Árabes Unidos, que relações normalizadas com Israel em 2020, enfrentou o impacto dos ataques.

O Irão disparou mais de 1.800 mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos, mais do que qualquer outro país alvo de Teerão no conflito, perturbando os planos de viagem no centro financeiro, apesar da sua defesa aérea ter interceptado a grande maioria dos projécteis.

Todos os estados árabes do Golfo foram afectados, reportando mais de 2.000 ataques com mísseis e drones desde o início da guerra, e condenaram o Irão.

Num telefonema na segunda-feira, o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, condenaram os “ataques pecaminosos iranianos” aos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e afirmaram a sua intenção de defender os seus territórios.

O CCG, juntamente com o Reino Unido e a Jordânia, emitiram uma declaração conjunta condenando a agressão iraniana e apelando à desescalada.

O Ministério da Defesa saudita anunciou na segunda-feira que interceptou três ondas de drones no leste do país. Ele disse que 12 drones foram destruídos na última onda, enquanto seis foram abatidos antes disso. Outros cinco foram interceptados anteriormente.

A reportagem surge depois que o ministério informou que havia interceptado 37 drones nas primeiras horas da manhã.

Ataques também foram relatados no Catar na noite de domingo, com o Ministério da Defesa afirmando que todos os drones em seu espaço aéreo foram interceptados.

O aeroporto internacional do Kuwait também foi atingido, com equipamento de radar danificado, embora o Irão tenha negado a responsabilidade por esses ataques.

Entretanto, foram relatados mais ataques na capital do Irão, Teerão, depois de Israel ter anunciado que tinha lançado uma nova onda de ataques.

Mohamed Vall, da Al Jazeera, disse que os ataques foram “alguns dos mais fortes que vimos até agora”.

“Os iranianos estão a observar e estão muito preocupados, com mais de três milhões de pessoas já deslocadas das suas casas devido aos intensos bombardeamentos”, disse ele.

Quase 1.500 civis já foram mortos no Irã.

A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano disse que os últimos ataques aéreos a Teerã danificaram uma de suas clínicas e um posto de ajuda humanitária. Imagens postadas online pelo grupo mostraram vidros quebrados e equipamentos danificados espalhados pelo chão.

Vários hospitais e outras instalações de saúde foram danificados por ataques em todo o Irão desde o início dos ataques EUA-Israel.

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Chefe do Estado ausculta preocupações da…

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se este domingo, em Bruxelas, com a comunidade moçambicana residente na Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo (BENELUX), num encontro marcado pela auscultação das preocupações da diáspora.
Durante a interacção, inserida na sua primeira visita oficial à União Europeia a convite do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, o Chefe do Estado destacou a importância estratégica da parceria com o bloco europeu para o combate ao terrorismo em Cabo Delgado e a atracção de investimentos que visem a criação de emprego para jovens e mulheres.
“Quero agradecer a vossa excelente mensagem e, sobretudo, as preocupações da comunidade moçambicana aqui residente, porque é nossa tarefa, é nossa responsabilidade ouvir, registar e trabalharmos para irmos resolvendo as preocupações, que são todas legítimas”, afirmou o estadista moçambicano, no início da sua alocução.
O estadista sublinhou que a visita à sede da União Europeia visa aprofundar laços em domínios estratégicos, expressando gratidão pelo apoio europeu no combate ao terrorismo e na assistência humanitária às populações deslocadas no norte do país.
No plano económico, enfatizou a necessidade de reformas estruturantes para melhorar o ambiente de negócios e atrair capital estrangeiro. O governante apontou a burocracia e a corrupção como entraves que devem “passar para a história”, revelando a criação do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos na Presidência. “Ainda há corrupção, temos que trabalhar, todos nós como moçambicanos, unidos no combate a este mal, que é a corrupção”, declarou, reforçando que a digitalização do Estado, agora sob a tutela de um ministério específico, é uma prioridade para modernizar a administração pública.
O Chefe do Estado detalhou ainda a relevância dos megaprojectos de gás natural, mencionando os investimentos da ENI, Total e ExxonMobil, que totalizam dezenas de biliões de dólares. Segundo informou, o Governo está a trabalhar para garantir que estes projectos gerem oportunidades para os moçambicanos, instruindo a Direcção Nacional do Trabalho Migratório a priorizar a contratação de quadros nacionais, residentes no país ou na diáspora, sempre que possuam as competências necessárias para as vagas disponíveis.
Sobre a situação de segurança, o Presidente da República enalteceu a bravura das Forças de Defesa e Segurança em Cabo Delgado, que combatem o terrorismo com o apoio de parceiros como o Ruanda e a Tanzania. “Importa enaltecer o empenho e a bravura das nossas Forças de Defesa e Segurança que, 24 sobre 24 horas, de segunda a segunda, faça sol, faça chuva, faça frio, jovens moçambicanos estão nas matas a defender o povo moçambicano”, frisou, mencionando também o combate rigoroso ao crime organizado e aos raptos nos centros urbanos.
A comunidade moçambicana no BENELUX, por sua vez, apresentou uma mensagem de resiliência, destacando a sua integração em sectores como finanças, indústria digital e engenharia. Contudo, expôs dificuldades críticas, como a necessidade de se deslocar a Berlim (Alemanha) para obter documentos de identificação, a impossibilidade de exercer o direito de voto e entraves na conversão de cartas de condução. Como solução, a comunidade moçambicana sugeriu a criação de um “guiché do imigrante” para centralizar e facilitar o tratamento de processos administrativos.
Em resposta, o Presidente Daniel Chapo destacou a nomeação, pela primeira vez, de uma secretária de Estado dedicada às comunidades na diáspora, visando valorizar o capital intelectual e a experiência dos moçambicanos no exterior. O governante reconheceu o bom comportamento da comunidade na região, notando com satisfação a ausência de registos criminais entre os compatriotas, e apelou ao reforço da inscrição consular, dado que apenas cerca de 300 dos mais de mil residentes estão com a situação regularizada.
O estadista moçambicano informou ainda sobre o processo de diálogo nacional inclusivo, que já resultou na assinatura de um Compromisso Político entre as diversas forças da sociedade moçambicana. Explicou que este esforço de coesão interna é fundamental para estabilizar o país e garantir que as reformas económicas produzam efeitos práticos na vida dos cidadãos, eliminando os focos de conflito e promovendo uma cultura de paz duradoura.
No fim da sua intervenção, o Presidente da República apelou à união de todos para a construção de uma nação próspera. “Com milhões de braços, mas animados por uma só vontade, com um só propósito de desenvolver Moçambique, continuemos, minhas irmãs, meus irmãos, a construir um Moçambique cada vez unido, forte, próspero, porque Moçambique é uma só nação, dentro e fora das suas fronteiras”, concluiu o estadista, reafirmando que as portas do país estão abertas ao contributo da sua diáspora.

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Simpósio discute inclusão económica -…

A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, dirige esta manhã, em Maputo, o 1.º Simpósio Nacional de Inclusão Económica, a decorrer sob o lema “Da Protecção à Inclusão: Promovendo a Inclusão Económica no âmbito da segurança social básica em Moçambique”.
O evento vai debater estratégias e soluções destinadas a fortalecer a inclusão económica dos agregados familiares pobres e vulneráveis, bem como o papel da protecção social na promoção da autonomia e resiliência das famílias. O mesmo reunirá representantes do Governo, Banco Mundial e outros organismos internacionais, parceiros de cooperação, sector privado, academia e sociedade civil.

Foto: Arquivo

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REVISÃO DO CÓDIGO DE ESTRADA: Álcool e…

EXCESSO de velocidade e condução sob efeito de álcool poderão passar a ser das infracções mais penalizadas, ao abrigo da revisão do Código de Estrada, em curso no país.

Actualmente especialistas estão a finalizar a sistematização das contribuições colhidas na fase de auscultação pública, na qual ficou patente a necessidade do agravamento das sanções destas contravenções.

Em caso de cometimento destas duas infracções o condutor incorre em multa, retenção da viatura por 24 horas e prisão até seis meses para casos graves, sendo que a condução sob efeito de álcool pode levar à detenção imediata e inibição de conduzir por 365 dias.

Nelson Nunes,Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), apontou como medidas estruturais que acompanham a reforma legal em curso a fiscalização com recurso a Tecnologias de Informação e Comunicação e revisão das sanções previstas para outras contravenções.

Em relação à fiscalização rodoviária, afirmou que a aposta do sector é usar as TIC no registo e tramitação de infracções de trânsito. Mas enquanto decorre a revisão do código está em implementação, em fase piloto, o centro de monitoria de contravenções como ferramenta de modernização do controlo nas cidades de Maputo e Matola.

“Paralelamente, estamos a investir na capacidade do INATRO para maior presença na via pública. A título de exemplo, em finais do ano passado adquirimos 23 novas viaturas de fiscalização, alocadas a todas as delegações provinciais, e agora estamos a adquirir radares de controlo de velocidade, alcoolímetros, entre outro equipamento de promoção de segurança rodoviária”, disse.

Entretanto, referiu que a instituição está a trabalhar para que o registo e emissão de livretes e títulos de propriedade de viaturas aconteça em simultâneo no mesmo balcão.

Realçou que o INATRO está a trabalhar igualmente numa solução da produção de cartas de condução e registo de veículos denominado Sistema Integrado de Gestão dos Transportes Rodoviários, passando a ter o mesmo provedor para a captação, manuseamento de dados e impressão do documento.

Em relação aos pedidos pendentes de cartas, indicou que, como resultado das medidas extraordinárias adoptadas, foi atendida desde 27 de Janeiro cerca de metade dos cerca de 25 mil pedidos pendentes.

Foto: Arquivo

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A grande noite de uma batalha após outra: principais conclusões do Oscar de 2026


Como previsto, acabou sendo a noite de Uma batalha após outra na 98ª edição anual do Oscar, com o thriller político levando seis Oscars de um total de 13 indicações.

Mas enquanto a obra-prima de Paul Thomas Anderson continuava a sua marcha rumo ao domínio da temporada de premiações, houve momentos de genuína surpresa e subversão na cerimônia de domingo.

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Alguns desses momentos tiveram a ver com o atual clima político nos Estados Unidos.

O apresentador Conan O’Brien e os seus colegas apresentadores evitaram habilmente mencionar o nome do presidente Donald Trump, mas as suas farpas visaram directamente as suas políticas desde o regresso ao cargo.

Outras surpresas vieram da própria comunidade cinematográfica. Pela sétima vez na história do Oscar, um empate foi anunciado: dois filmes obtiveram igual número de votos para Melhor Curta de Ação ao Vivo.

Como resultado, tanto o thriller surrealista Duas Pessoas Trocando Saliva quanto o dramático drama de bar The Singers dividiram o Oscar.

Aqui estão seis conclusões principais da noite.

 

Uma corrida de dois cavalos entre Sinners e One Battle

O filme de vampiros Sinners chegou à cerimônia de domingo à noite com um recorde de 16 indicações ao Oscar. Mas a grande questão da noite foi: quantos acenos poderiam realmente ser convertidos em vitórias?

Sua maior competição foi, claro, One Battle After Another, de Anderson, que teve o segundo maior número de indicações.

O diretor de Sinners, Ryan Coogler e Anderson, competiram diretamente em várias categorias importantes, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor.

Em ambos os casos, Anderson saiu na frente, embora reconhecesse o quão inconstantes tais prêmios podem ser.

“Só quero dizer que, em 1975, os indicados ao Oscar de Melhor Filme foram Um Dia de Cachorro, Um Estranho no Ninho, Tubarão, Nashville e Barry Lyndon”, disse o quatro vezes indicado a Melhor Diretor, listando filmes hoje considerados clássicos de Hollywood.

“Não existe o melhor entre eles. Existe apenas o clima que pode estar naquele dia.”

Nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Montagem, Uma Batalha Depois de Outra também triunfou, assim como no prêmio inaugural de Melhor Elenco.

Mas, em um sinal de quão bem combinados eram seus dois filmes, Coogler e Anderson saíram da noite escrevendo o Oscar.

Anderson recebeu o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado por usar o romance Vineland, de Thomas Pynchon, enquanto Coogler ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original por Sinners, uma obra inspirada no amor de seu tio pelo blues.

Jordan afunda em Chalamet na corrida de Melhor Ator

Sinners, que ganhou quatro Oscars no geral, conquistou algumas das vitórias mais emocionantes e emocionantes da noite.

Na categoria Melhor Fotografia, por exemplo, Autumn Durald Arkapaw se tornou a primeira mulher a liderar a categoria.

Foi sua primeira indicação e primeira vitória, com Arkapaw superando cineastas veteranos como Darius Khondji de Marty Supreme e Dan Laustsen de Frankenstein, ambos indicados múltiplas.

Outra grande vitória para Sinners veio na forma de Michael B Jordan, o ator que Coogler escalou para todos os filmes desde sua estreia na direção em Fruitvale Station, em 2013.

Jordan, de 39 anos, estava em uma disputa acirrada pelo prêmio de Melhor Ator com outro jovem ator, Timothee Chalamet, de 30 anos, do drama de pingue-pongue dos anos 1950, Marty Supreme.

Mas a campanha agressiva de Chalamet pode ter sabotado as suas perspectivas. Várias críticas foram feitas durante a noite aos comentários recentes de Chalamet depreciando a ópera e o balé.

“Ninguém se importa mais” com nenhuma das formas de arte, disse Chalamet em entrevista no mês passado.

“Podemos mudar a sociedade através da arte, da criatividade, do teatro e do ballet e também do cinema”, disse o realizador Alexandre Singh durante o seu discurso de aceitação do prémio de Melhor Curta-Metragem em Live Action.

O’Brien, por sua vez, reconheceu a reação com uma piada sobre o aumento da segurança na cerimônia do Oscar naquela noite.

“Disseram-me que há preocupações sobre os ataques das comunidades da ópera e do balé”, disse O’Brien, antes de se voltar para Chalamet. “Eles estão furiosos por você ter deixado o jazz de fora.”

Uma linha de conga de desprezos

Dadas as performances dominantes de Sinners e One Battle After Another, muitos filmes aclamados pela crítica saíram de mãos vazias, ou quase isso.

Frankenstein de Guillermo del Toro, como esperado, conquistou três vitórias em categorias técnicas, incluindo Melhor Design de Produção, Melhores Figurinos e Melhor Penteado e Maquiagem.

O grande sucesso da Netflix, KPop Demon Hunters, por sua vez, também atendeu às expectativas de que dominaria em suas categorias Melhor Animação e Melhor Canção Original.

Mas também houve ex-pioneiros como Hamnet que não conseguiram gerar muita força, inclusive para a diretora Chloe Zhao, ex-vencedora do Oscar. Do total de oito indicações, só conseguiu uma vitória: o troféu de Melhor Atriz para a artista irlandesa Jessie Buckley.

No entanto, Marty Supreme e o filme brasileiro O Agente Secreto tiveram resultados piores. Apesar de ter nove indicações e ser considerado um dos primeiros indicados para Melhor Ator, Marty Supreme não obteve vitórias.

O Agente Secreto, que conquistou as categorias de Melhor Ator e Melhor Diretor no Festival de Cinema de Cannes de 2025, também não ganhou nada no Oscar deste ano.

O mesmo aconteceu com o peculiar drama de sequestro Bugonia, do querido Oscar Yorgos Lanthimos.

Medos sobre inteligência artificial

A cerimónia, no entanto, ocasionalmente desviou-se da competição entre os filmes para discutir questões enfrentadas pela indústria cinematográfica e pelo país como um todo.

Entre eles estava o crescimento crescente da inteligência artificial (IA) no setor criativo.

Nas semanas que antecederam o 98º Oscar, um videoclipe gerado por IA se tornou viral, parecendo mostrar os ícones de Hollywood Brad Pitt e Tom Cruise em uma briga no telhado digna de um filme de James Bond.

O clipe foi gerado através de software de IA desenvolvido pela empresa chinesa ByteDance, e os líderes de Hollywood rapidamente o denunciaram como uma ameaça à sua subsistência, para não mencionar uma violação de direitos autorais.

Essas preocupações repercutiram no palco do Oscar no domingo, com O’Brien e outros abordando o uso crescente da IA.

“Esta noite estamos celebrando as pessoas, não a IA, porque a animação é mais do que um estímulo”, disse o ator Will Arnett enfaticamente ao apresentar os prêmios de animação.

O’Brien, por sua vez, brincou que, no próximo ano, seu trabalho como apresentador seria assumido por “um Waymo de smoking”.

Trump é espetado por ameaçar a liberdade de expressão

Outra preocupação que pairou sobre a cerimónia da noite do Óscar veio do presidente Donald Trump, que gerou controvérsia ao lançar ataques militares mortíferos na Venezuela e no Irão, bem como ao liderar uma violenta repressão à imigração nos EUA.

Em nenhum momento Trump foi mencionado pelo nome. Mas sua liderança foi mencionada durante toda a noite.

O’Brien, o anfitrião, deu o tom logo no início, com seus golpes oblíquos contra o presidente republicano em seu monólogo de abertura.

“Quando fui apresentador no ano passado, Los Angeles estava pegando fogo”, disse o duas vezes apresentador do Oscar em comentários cheios de sarcasmo. “Mas este ano, tudo está indo muito bem.”

O colega comediante Jimmy Kimmel foi ainda mais direto. Em setembro passado, seu programa foi brevemente suspenso depois que Trump criticou o comediante.

O chefe da Comissão Federal de Comunicações, nomeado por Trump, posteriormente ameaçou a licença de transmissão do canal de TV em que Kimmel atua.

“Existem alguns países cujos líderes não apoiam a liberdade de expressão. Não tenho liberdade para dizer quais. Vamos deixar isso para a Coreia do Norte e a CBS”, brincou Kimmel, referindo-se a outro canal que cancelou um outro programa de comédia noturno.

Vários cineastas homenageados no Oscar também se envolveram nas controvérsias em torno de Trump.

O vencedor de Melhor Documentário, David Borenstein, por exemplo, sugeriu um paralelo entre o seu filme – uma exploração do autoritarismo na Rússia – e o que está acontecendo atualmente nos EUA.

“Mr. Ninguém contra Putin é sobre como você perde seu país”, explicou Borenstein.

“O que vimos ao trabalhar com estas imagens é que perdemos o controlo através de inúmeros pequenos pequenos atos de cumplicidade: quando agimos como cúmplices, quando um governo assassina pessoas nas ruas das nossas principais cidades, quando não dizemos nada, quando os oligarcas assumem o controlo dos meios de comunicação.”

Discursos políticos evitam menção à guerra no Irão

A cerimónia dos Óscares acontece cerca de sete meses antes das importantes eleições intercalares nos EUA, que poderão fazer com que o Partido Republicano de Trump perca a maioria no Congresso.

Mas embora vários cineastas tenham insinuado as suas posições anti-Trump, poucos denunciaram explicitamente as suas políticas.

Por exemplo, o norueguês Joaquim Trier, vencedor da categoria Melhor Filme Internacional, ocultou a sua crítica numa citação de James Baldwin sobre o dever de proteger as crianças.

“Não vamos votar em políticos que não levam isto a sério”, disse Trier.

Nenhum artista durante a noite fez referência à guerra dos EUA e de Israel contra o Irão, embora os seus efeitos tenham sido sentidos entre os participantes da colheita do Óscar deste ano.

O roteirista e diretor Jafar Panahi, cujo trabalho concorreu a dois Oscars no domingo, já disse que planeja retornar ao seu país natal, o Irã, após o término da temporada de premiações.

Enquanto isso, a política iraniana Sara Shahverdi – indicada na categoria Melhor Curta Documentário – foi impedida de comparecer ao Oscar devido à proibição de vistos de Trump para 39 países.

O ator palestino Motaz Malhees, estrela do indicado ao Oscar The Voice of Hind Rajab, também disse à mídia que não poderia estar presente na cerimônia devido à proibição de viagens.

O reconhecimento mais contundente dos conflitos liderados e apoiados pelos EUA no mundo foi breve. Quando o ator espanhol Javier Barden subiu ao palco do Oscar para entregar um prêmio, ele disse seis palavras: “Não à guerra e liberte a Palestina!”

Mas, em geral, os vencedores e apresentadores do Oscar mantiveram os seus comentários vagos, enfatizando a unidade global em detrimento da crítica política.

“Se posso falar sério por um momento, todos que estão assistindo agora ao redor do mundo estão cientes de que estes são tempos muito caóticos e assustadores”, disse O’Brien ao público no início da noite.

“É em momentos como estes que acredito que os Óscares são particularmente ressonantes. Confira. Trinta e um países em seis continentes estão representados esta noite, e cada filme que saudamos é o produto de milhares de pessoas que falam línguas diferentes.”

O cinema, argumentaram ele e outros, transcendeu fronteiras. O talento no palco não era só dos EUA.

Os preços do petróleo continuam subindo enquanto Trump busca coalizão para reabrir o Estreito de Ormuz


O petróleo Brent chega a US$ 106 o barril, já que os mercados não veem fim à vista para a interrupção do tráfego em vias navegáveis ​​críticas.

Os preços do petróleo continuam a subir, uma vez que os mercados não vêem o fim à vista do encerramento efectivo do Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, a referência mais importante para os preços globais, subiu até 3 por cento no domingo, para ultrapassar os 106 dólares por barril, antes de diminuir um pouco na manhã de segunda-feira.

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O Brent estava cotado a US$ 104,15 por barril às 2h GMT, alta de 1%.

O último aumento veio depois O presidente dos EUA, Donald Trump, apelou a outros países para ajudarem Washington a reabrir o Estreitoque normalmente transporta cerca de um quinto do abastecimento global de petróleo.

A proposta de Trump recebeu uma resposta silenciosa até agora, com nenhum dos países aos quais apelou nominalmente – incluindo a China, o Japão, a França e o Reino Unido – se comprometendo publicamente a enviar as suas marinhas para esta via navegável crítica.

Numa entrevista ao Financial Times no domingo, Trump disse que a NATO enfrentaria um futuro “muito mau” se a sua proposta “não obtivesse resposta ou se fosse uma resposta negativa”.

O Irão paralisou o transporte marítimo no Estreito em retaliação aos ataques EUA-Israelenses ao país, resultando no que a Agência Internacional de Energia chamou de a maior perturbação no fornecimento global de energia da história.

Os preços globais do petróleo aumentaram mais de 40% desde o início da guerra, fazendo subir os preços dos combustíveis e aumentando os receios de um abrandamento da economia global.

De acordo com o centro de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO), não mais de cinco navios passaram pelo Estreito por dia desde o início da guerra, em comparação com uma média histórica de 138 trânsitos diários.

Pelo menos 16 navios comerciais foram atacados na região desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, segundo o UKMTO.

Trump disse repetidamente que está disposto a enviar a Marinha dos EUA para escoltar a navegação comercial através do Estreito, que faz fronteira com o Irão, Omã e os Emirados Árabes Unidos, se necessário.

Funcionários da administração disseram que actualmente não é seguro enviar navios de guerra para o Estreito devido à ameaça de ataques iranianos, mas que esperam que tais operações comecem em breve.

Geórgia: a estratégia discreta de Pequim no espaço da informação

Propaganda cruzada, chinesa e russa

Se a Rússia de Vladimir Putin continua a ser, de longe, o actor de influência mais poderoso na Geórgia, a China reforçou claramente a presença da sua narrativa no espaço de informação do país desde 2022, num contexto marcado pela invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia e pela ascensão de discursos soberanistas e antiocidentais no debate público georgiano. A assinatura, em julho de 2023, de umparceria estratégica entre Tbilisi e Pequim – abrangendo a cooperação política, económica, tecnológica e cultural – marca uma nova etapa nesta maior visibilidade.

Neste período, o reproduções de artigos do Global Times estão se multiplicando em vários meios de comunicação georgianos. Este diário em inglês, afiliado ao Partido Comunista Chinês, está se tornando uma fonte regular de conteúdo traduzido e retransmitido localmente. As manchetes dão o tom: “A Ucrânia tornou-se um campo de testes para armas ocidentais” (Geórgia e o Mundo), “Motim de Wagner: o Ocidente confunde ilusões com realidade” (Tbilisi Post), “A Europa percebeu o custo do conflito na Ucrânia”(Publicist.ge), ou “O ataque de drones ao Kremlin é uma provocação que visa intensificar o conflito na Ucrânia” (Geórgia e o Mundo). Tantos artigos vindos, na realidade, do porta-voz da propaganda chinesa.

Estas aquisições ilustram a emergência de um ecossistema de informação onde as narrativas chinesa e russa se sobrepõem e se reforçam mutuamente.“Georgia First News é um bom exemplo”diz Salome Giunashvili, coordenadora de projetos de pesquisa da Media Development Foundation (MDF), uma ONG fundada por jornalistas. Este meio de comunicação online está ligado a Vakhtang (Vato) Shakarishvili, um antigo membro do partido governante Georgian Dream, que mais tarde fundou o movimento cívico “Georgia First”, bem como o movimento público “United Neutral Georgia”, que se opõe à integração da Geórgia na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).“De forma mais ampla, os conteúdos do Global Times são usados ​​num contexto antiocidental por vários meios de comunicação georgianos, pró-Kremlin ou próximos do governo.explica o pesquisador. As posições defendidas acompanham de perto as narrativas do Kremlin, embora circulem sem passar por fontes russas.

O eco georgiano das histórias de Pequim

Ao mesmo tempo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês publica regularmente textos nas suas plataformascriticando a ajuda internacional americana ouacusando organizações como a National Endowment for Democracy (NED ou “Foundation for Democracy”) para tentar desestabilizar estados estrangeiros. Estas posições ressoam em certos discursos políticos locais, que apresentam a China como um parceiro alternativo aos actores ocidentais. O primeiro-ministro georgiano, Irakli Kobakhidze, assimdeclarado que a China constituiu“a única superpotência pacífica na política mundial”enquanto o Presidente do Parlamentoestimado que a abstenção de Pequim numa resolução da ONU relativa às pessoas deslocadas das regiões independentes da Abcásia e da Ossétia do Sul representava, para a Geórgia, um apoio.

Mais geralmente,uma análise do Digital Forensic Research Lab (DFRLab) do think tank americano, o Atlantic Council identifica três narrativas recorrentes promovidas na Geórgia. A China é apresentada pela primeira vez, em contraste com os Estados Unidos e o Ocidente, como uma grande potência que respeita a soberania da Geórgia. O seu estatuto de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU é então apresentado como uma vantagem potencial para a mediação em questões territoriais da Geórgia, com alguns intervenientes a apresentá-lo como uma alternativa à influência ocidental em fóruns internacionais. Finalmente, esta aproximação é por vezes incluída numa leitura mais simbólica do lugar da Geórgia, descrita como uma “ponte” histórica entre o Oriente e o Ocidente.

Esta influência é exercida num cenário mediático georgiano cada vez mais frágil. Entre pressões políticas, legislação restritiva e dificuldades de financiamento, muitos meios de comunicação independentes lutam para sobreviver.Mais de 600 violações Os ataques contra jornalistas e meios de comunicação social foram registados entre Outubro de 2024 e Novembro de 2025. Neste contexto, as estratégias de influência estrangeira encontram terreno ainda mais favorável para se ancorarem no espaço de informação georgiano.

O “Monitor de Propaganda” da RSF investiga a estratégia da China para remodelar a ordem global da mídia

Para marcar o lançamento desta nova edição do Propaganda Monitor, a RSF está publicando diversas novas investigações: uma sobre como a mídia em Granada, Jamaica e Guiana navega em um ambiente saturado de propaganda chinesa; outro sobre a expansão da rede estatal de mídia CGTN; e um terceiro sobre a exploração por parte de Pequim das dificuldades económicas da imprensa nas Ilhas Salomão, no Pacífico, para ali impor as suas narrativas.

Em 2019, a RSF publicou o relatórioA nova ordem mundial da mídia segundo a Chinaque revelou as táticas utilizadas por Pequim para exportar a sua visão repressiva do jornalismo. Dois anos depois, o relatórioO grande salto para trás no jornalismo detalhou a extensão dos esforços do regime para controlar a informação e a mídia, tanto na China como no exterior.

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