Mercado Benfica: Trabzonspor e Sevilha de olho em Lukebakio


Dodi Lukebakio, extremo internacional belga do Benfica, está, segundo a publicação turca Fanatik, na lista de jogadores de interesse do Trabzonspor.

// Nacional //

Marco Silva e Lukebakio falharam encontro por nove dias

O técnico Fatih Tekke aprecia o belga de 28 anos, que está na Copa do Mundo, e há informações que apontam para contatos exploratórios com o Benfica.

// Nacional //

Casaco de Enzo Barrenechea saltou aos olhos no início dos trabalhos do Benfica (foto)

O Sevilla, que vendeu Lukebakio aos Reds no verão passado, por € 20 milhões, está atento à situação, pois tem direito a 15 por cento de ganho de capital de uma transferência. O jogador, cabe ainda ressaltar, tem cláusula de €50 milhões.

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Benfica presta esclarecimentos para assembleias gerais de sábado


José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral (AG) do Benfica, explicou procedimentos para as assembleias gerais deste sábado, no pavilhão n.º 2 da Luz. A AG para debate de Planejamento, Gestão e Resultados Esportivos ocorrerá às 9 horas, a AG para debate e votação de Orçamento e Plano de Investimentos 2026/27 terá a segunda chamada às 14h30.

«Prevendo grande afluência, o acesso será feito pela porta 9. Está planeado para que seja rápido, projetámos para ser tudo muito rápido. Vamos ser pontuais», alertou Pereira da Costa, em entrevista à BTV.
«Haverá transmissão em streaming, já ocorreu na AG do Benfica District, visa apelar para a participação de todos os sócios nas assembleias gerais do Benfica. Há uma estrutura de TI montada e assegurada, do primeiro ao último minuto das duas assembleias gerais», acrescenta.

José Pereira da Costa, Presidente da Mesa de Assembleia Geral – Foto: Breno Barison

Haverá meios digitais no processo deliberativo e Pereira da Costa tranquiliza: «Garantia de processo transparente, cristalino, certificado e auditável.» E deixa mensagem para a discussão e votação: «De forma ordeira, calma, ponderada, como os sócios habituaram o clube e quem olha de fora desde 1904, como exemplo de civismo e democracia.»

Mercado: ex-Sporting provoca disputa intensa no estrangeiro


Iuri Medeiros vai deixar os húngaros do Újpest e, sabe BOLAdeve abraçar uma nova experiência além das fronteiras, desta vez em Chipre.

O ex-jogador do Sporting — fez toda a formação em Alvalade e na época 2017/2018 somou 11 jogos (um golo e uma assistência na equipa principal dos verdes e brancos, fazendo parte da equipa que conquistou, nessa temporada, a Allianz Cup — terminou contrato com o Újpest e é, como tal, livre para decidir o seu futuro, mas, sendo quase certo que irá rumar ao futebol cipriota, ainda não é líquido qual o clube que irá representar. Isto porque o canhoto está motivando uma disputa intensa entre dois clubes do referido campeonato, casos de Apollon e AEL Limassol.
Os dois emblemas rivais estão em uma luta taco a taco pela contratação de Iuri Medeiros, e o ponta português, atualmente com 31 anos de idade, definirá seu futuro nos próximos dias. Vale lembrar que Iuri Medeiros já tem uma carreira bastante preenchida, já que depois do Sporting também defendeu Arouca, Moreirense, Boavista, Genoa (Itália), Legia Varsóvia (Polônia), Nuremberg (Alemanha), SC Braga (onde conquistou uma Taça de Portugal, na temporada 2020/2021), Al-Nasr (Emirados Árabes Unidos), Hapoel Be’er Sheva (Israel) e Újpest (Hungria).

Mercado Santa Clara: médio não entra nas contas de Petit e já tem destino


Isaac Valença será emprestado pelo Santa Clara ao Feirense, apurou BOLA.

O jovem médio brasileiro, de 22 anos, tinha pouco espaço na equipa açoriana e, nesse sentido, segue para o emblema fogaceiro, que voltará a competir na Liga 2, com o objetivo de ganhar mais minutos de competição e poder voltar, depois, aos Açores para se afirmar.
Ainda de acordo com os dados apurados pelo nosso jornal, esse acordo entre os dois clubes foi firmado quando foram fechadas as contratações de Emanuel Fernandes e Tiago Ribeiro, que assim como BOLA noticiou em exclusivo na última terça-feira, vão trocar Santa Maria da Feira por Ponta Delgada em 2026/2027.
Ainda no que concerne a Isaac Valença, o centrocampista participou em dois jogos na época finda —foi suplente utilizado diante de Nacional (2-0) e FC Porto ((0-1), nas 33.ª e 34.ª jornadas do campeonato, respectivamente —, sendo que a maior utilização aconteceu nos sub-23, onde somou 21 jogos e três assistências.

Jogou no Real Madrid e agora está de regresso ao Sporting


Pedro Mendes, atualmente com 35 anos, retorna ao Sporting para assumir novas funções, após uma trajetória com passagens por diversos clubes, incluindo o colosso Real Madrid.

Segundo A BOLA apurou, o ex-zagueiro é um dos assistentes de Tiago Fernandes na equipa B dos leões, isto depois de ter colocado um ponto final na sua caminhada como futebolista ao serviço do Feirense, da Liga 2, na época passada.

Pedro Mendes esteve no Real Madrid na temporada 2011/12, cumprindo um jogo pelo time principal dos merengues

Além dos emblemas já citados, o agora técnico também representou os suíços do Servette, os italianos do Parma e do Sassuolo, os franceses do Rennes e do Montpellier e, em Portugal, o Estrela da Amadora e o Real Massamá. No meio, ele ainda registrou uma passagem pelos georgianos do Dila.

Agora, terá como missão auxiliar o filho do mítico Manuel Fernandes no conjunto secundário de Alvalade, que competirá na Liga 2. Vítor Afonso, proveniente do Portimonense, também integra o novo funcionáriosbem como o preparador físico Tomás Azevedo, o treinador de guarda-redes Dário Ezequiel e o analista Rafael Pinto.
Estes três últimos elementos já faziam parte dos quadros técnicos nos escalões de formação dos verdes e brancos.
Tiago Fernandes, que assinou contrato válido até 2028, foi o escolhido para render João Gião, técnico que rumou ao Nacional da Madeira para sua primeira experiência na Liga Portugal Betclic.

Sporting lança nova aplicação


O Sporting acaba de lançar uma nova aplicação para aquisição de bilhetes que permita a visita ao Estádio José Alvalade e ao renovado museu do clube, que abriu portas há sensivelmente um ano, após uma profunda remodelação que tornou o espaço mais minimalista e com capacidade para um serviço de catering.A aplicação intitula-se ‘Sporting Experience’ e o objetivo dos leões é que os adeptos possam reservar antecipadamente o dia e a hora da sua visita ao recinto leonino e ao Museu Sporting, com maior comodidade e flexibilidade.

Os sócios do símbolo verde e branco continuam a beneficiar de condições exclusivas.Este é mais um passo do projeto macro do clube liderado por Frederico Varandas designado Plano Estratégico ‘Future is Coming’ (com metas até 2034), e está fortemente interligado com o horizonte do Mundial-2030.A grande transformação, apelidada informalmente por muitos como a estratégia para o Estádio Alvalade 2.0, visa revolucionar a infraestrutura e o modelo de negócio do Sporting.

Vale lembrar que na quarta-feira, 1º de julho, data em que se completam 120 anos da fundação, os leões revelarão a nova identidade de marca, que incluirá um emblema renovado, que por enquanto continua guardado no segredo dos deuses mas que pode ser bem semelhante ao exposto através da entrada do ficar do Sporting no festival Rock in Rio.

Alverca já resolveu processo de saída de Custódio


O Alverca já resolveu o dossiê da saída de Custódio Castro, que tinha mais um ano de contrato com os ribatejanos,mas comunicou publicamente a indisponibilidade para continuar no comando do elenco em 2026/27. Após alguns rodadas negociais entre a SAD, detida majoritariamente pelo brasileiro Vinícius Júnior, e o ex-internacional português, chegou-se à conclusão de que a rescisão seria a melhor solução para ambas as partes.

Fica assim o clube ribatejano livre para apresentar o novo timoneiro. Tal como BOLA anunciou oportunamente, o eleito é Sérgio Ferreira. O treinador português liderava os sub-19 do FC Porto — formação com a qual se sagrou campeão nacional —, isso depois de ter feito grande parte de sua trajetória profissional na condição de auxiliar de Carlos Carvalhal.

Já Custódio Castro aos 43 anos tem em carteira alguns convites, mas ainda não decidiu que rumo tomará na carreira. Deixa o clube na sequência de um campeonato tranquilo para os alverquenses em 2025/26, no qual alcançaram a manutenção com certa antecedência, terminando no 11º posto da tabela de classificação da Liga.

Cláudio Braga: Andei a bolachas maria… e foi a melhor decisão da minha vida


Foi numa conversa em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia) que Cláudio Braga explicou a BOLA o porquê de ter saído daquele cantinho confortável para ir para o frio da Noruega até… chegar ao pico da felicidade no Hearts.

— Nesta temporada, ele marcou mais gols no Hearts (17) do que havia feito nas equipes em que passou em Portugal, ao todo (13), entre as distritais da AF Porto e o Campeonato de Portugal: Rio Ave B, Valadares, Fátima, Ideal e Vila Meã. Que explicação você encontra para isso?
— Era muito mais imaturo, jogava a extremo, o que também influencia. Olhando para trás, cresci muito na Noruega, especialmente. Acho que me ajudou muito, porque são muito robóticos e era uma coisa que me faltava: eficácia no futebol. Para mim, o futebol era jogar bonito para as bancadas, mais do que perder ou ganhar… Claro que queria ganhar, mas, se marcasse um golo, fizesse duas cuecas e perdesse por 3-1, para mim era top. Aprendi na Noruega que o futebol não é assim.
— Bebeu um bocado de Haaland?
– [Risos] Sim, foi um pouco isso. Aprendi e melhorei muito na Noruega. Quando eu era mais moleque, não entendia muito bem o porquê de não estar dando, mas, olhando para trás e vendo que era muito imaturo, percebo.

Cláudio Braga destacou-se ao serviço dos noruegueses do Alesund entre 2024 e 2025 – Foto: IMAGO

— Ele me disse, em uma entrevista que fizemos em outubro, em Edimburgo, que não foi promessa em nenhum dos clubes pelos quais passou. Agora, não há dúvidas de que é uma das maiores certezas do Hearts. Como você vê essa evolução no futebol, desde a base até aqui?
— É fora do normal. É verdade que sempre lutei para ser jogador de futebol, mas não esperava isto. Sempre quis e dei o meu máximo para conseguir chegar o mais longe possível, mas a verdade é que quando estás lá é um bocado diferente. E depois uma pessoa começa a sentir que está a ficar velha. Eu tinha 22 ou 23 anos e pensava: ‘Ui, se não der para o ano, morri para o futebol’. Pensava muito nesse tipo de coisas, mas agora, olhando para trás, sei que estava só a ser precipitado e um bocadinho maluco.

— Nem para a Noruega queria ir…

— Não, eu não queria de jeito nenhum. Eu estava no Campeonato Brasileiro e achava que não fazia sentido ir para uma terceira liga da Noruega. No fundo, ainda acho que fazia um pouco de sentido não querer ir, porque não sabia as condições que ia ter. Não sabia o que ia ganhar, se ia ter casa… Nos primeiros tempos, andei de bolacha maria [risos]porque era o mais barato que tinha, e o clube não dava refeições. Não sabendo esse tipo de coisa, fica complicado querer ir logo para a Noruega, quando eu estava confortável aqui. Mas aí resolvi arriscar, sair do conforto, pra ver se dava alguma coisa, e acabou sendo a melhor decisão da minha vida.
— Encontrou a felicidade no Hearts?
— Sim, me sinto em casa desde que cheguei. Acho que me adaptei facilmente à Noruega, mas estamos falando de uma terceira liga, ou seja, era muito mais fácil me adaptar, apesar das condições climáticas e do idioma ser muito diferente. Chegar à Escócia e me adaptar tão facilmente, em um nível tão alto, não foi por acaso, mas porque eles foram incríveis comigo.
— Já teve propostas para sair?
— Neste momento, tenho dois anos de contrato e gosto muito de estar onde estou. Tudo o que sejam interesses é só com os meus empresários, estou fora disso.


Entrevista completa

Cláudio Braga: Nem tomámos banho… e depois toda a gente começou a chorar


Foi no sossego de Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia) que a BOLA esteve à conversa com o melhor jogador do campeonato escocês.

— Se há um ano lhe dissessem que você seria o melhor jogador da liga escocesa, o que você responderia?
— Que eram malucos [risos]. Fui para o Hearts para tentar jogar e nunca pensei que seria o melhor jogador da liga, nem de perto. Até porque, tirando Celtic e Rangers, são pouquíssimos os jogadores que conseguiram esse feito. Foi uma coisa que eu nunca esperava.
— Como foi o processo de ida para o Hearts?
— Soube do interesse em dezembro [de 2024]quando estava na Noruega. Acabei por ir só em junho [de 2025]mas, no futebol, até haver o contrato, o interesse é só interesse… Eles queriam que fosse logo e eu também queria ter ido. Já tinha tido várias entrevistas, já conhecia o treinador, mas não aconteceu nada e fiquei um bocadinho ansioso…

— Estava com um mau pressentimento?
— Eles estavam mal, a meio da época [de 2024/25]. Eu queria muito ir, mas, ao mesmo tempo, não sabia o que ia acontecer. Eu não sabia se era a hora certa ou não. A verdade é que acabou não sendo. A hora certa foi em junho mesmo, porque, talvez, se fosse no meio da temporada anterior, provavelmente, não ia dar tão certo. Minha interação com os jogadores também acredito que não seria tão boa, porque o clima fica meio chato quando o time não está bem… Então, que bom que aconteceu assim.
— A verdade é que neste ano correu quase tudo na perfeição, menos aquele último jogo do título no Celtic Park… Como foi?
— O sentimento no final foi horrível, mas é isso mesmo: foi quase tudo perfeito. Ganhámos sempre, depois de perder ou empatar, ou seja, nunca tivemos dois empates ou duas derrotas seguidas, mas foi horrível estarmos tão perto de agarrar a taça e nos últimos segundos vermos tudo a mudar e o Celtic a festejar… A época não deixou de ser histórica e incrível, mas aquele último pedaço era o mais importante.
— Nesse último jogo, já depois de ter sido distinguido como o jogador do ano na Escócia, acaba por ficar no banco. Foi dos poucos jogos em que isso aconteceu. Porquê?

— Foi meio a meio, por motivos físicos e táticos. Eu estava com uma dor há algum tempo e o treinador decidiu colocar o outro atacante e depois me substituir quando os centrais já estivessem cansados, pois ele achava que o outro atacante poderia dar mais fisicamente no início e depois eu entraria mais fresco. Foi um pouco dos dois, mas, ao mesmo tempo, eu me sentia bem e queria muito jogar. Era o jogo mais importante da minha vida. Mas foi decisão do treinador e está tudo bem. É óbvio que, sendo o jogo mais importante da minha vida e depois de ter jogado quase todos os jogos, ficou aquele sentimento amargo de não ter conseguido ajudar o time.
— O que vocês sentiram, junto com os torcedores que foram a Glasgow?
— Quase nem estivemos com eles em Glasgow. Saímos logo de campo, porque a torcida do Celtic fez invasão. Fomos direto para o vestiário. Não houve palestra, não nos vestimos, nem tomamos banho, saímos direto para o ônibus, e só depois fomos recebidos por muitos milhares de pessoas, no Tynecastle Park [estádio do Hearts]. Aí que bateu mais, quando descemos do ônibus começamos todos a chorar. Sentimos que decepcionamos as pessoas, apesar de nunca ter sido algo que o clube pensou. Depois de estar tão perto e perdermos, ver tanta gente lá, sorrindo, apoiando, cantando e nos recebendo daquele jeito… Estou até me arrepiando. Foi realmente muito bom. Não era o que queríamos, mas orgulhamos a maior parte dos fãs.
— A verdade é que vão jogar a Champions League 20 anos depois. Quais são as expectativas?
— Vou cumprir um dos meus maiores sonhos. Saber agora que é possível jogar é incrível, mesmo sendo uma pré-eliminatória… Vamos defrontar uma equipa forte, o Sturm Graz, mas sinto que, ao mesmo tempo, em Tynecastle somos muito fortes. Provámos isso no ano passado. Já perdemos alguns jogadores, é verdade, mas estamos a reforçar-nos e acho que em nossa casa pode acontecer tudo. Fora, temos de dar o nosso melhor, mas, acima de tudo, temos de aproveitar a oportunidade para tentar brilhar e levar este clube à fase liga.

Cláudio Braga é muito acarinhado pelos adeptos escoceses – Foto: IMAGO

— Frisou aí o ambiente de Tynecastle. Como são os estádios na Escócia no geral?
— Sempre cheios. O ambiente é fora do normal. Nunca vivi nada parecido. Vibra-se em todos os momentos do jogo, e não é só uma parte da bancada a vibrar, é toda a gente. É mesmo uma coisa fora do normal em todos os estádios, com todas as equipas. É óbvio que há equipas que têm mais adeptos do que outras e eu tive muita sorte porque o Hearts é das que tem mais. É completamente fora do normal a atmosfera em Tynecastle.
— Tem alguma história «fora do normal» que tenha vivido num desses estádios?
— Individualmente, a que eu fiquei mais constrangido, mas de forma positiva, foi quando o treinador me colocou no banco e a torcida começou a cantar minha música logo quando o jogo começou. E eu só pensava: ‘foque só no jogo, por favor’ [risos]. O carinho da torcida foi uma coisa que me marcou muito. Acho que é uma coisa que custa a ganhar em qualquer time, ainda mais em um como o Hearts. Vou levar isso para a vida.

— E na cidade? É abordado com frequência?
— Sim, acontece com bastante frequência, mas eu não sou muito de sair de casa, especialmente com a época que estávamos a ter, sou mais de casa-treino e treino-casa.
— Alguma história caricata que tenha acontecido com adeptos na rua?
— Toda a gente foi super tranquila. Mesmo os adeptos do Hibs [Hibernian]que é o nosso maior rival, pediam fotos e depois, claro, gozavam e brincavam um bocado. Por exemplo, quando perdíamos eu nem saía à rua, nunca na vida, também eram poucas as vezes [risos]mas todo mundo é muito legal comigo. Até mesmo torcedores de times rivais: Celtic, Rangers, torcedores do Hibs, por exemplo, que, a princípio, não, teriam uma interação muito boa. É como um Benfica-Sporting [risos]mas acabei por ser abordado sempre de forma positiva e isso também me enche de alegria.

— Como é o seu dia a dia na Escócia?
— Quando temos treino, levanto por volta das 8 da manhã, faço um pré-aquecimento na academia do clube e vou tomar café da manhã, que é incrível. Depois, vamos para o vestiário, fazemos pré-ativação e vamos para o treino. Normalmente, faço academia depois do treino, almoço e segue algum tratamento que preciso fazer com o fisioterapeuta, além do banho de gelo. Finalmente, vou para casa, moro a dez minutos do centro de Edimburgo. Quando minha família vai para a Escócia, eu saio mais, porque quero aproveitar com eles. A cidade é incrível, é uma das minhas favoritas quando se trata de beleza. Depois também conheci um casal de portugueses em Edimburgo e ficamos muito amigos. Curiosamente, também são de Vila Nova de Gaia. Meu primo também morou comigo por dois meses, foi fazer estágio. Aí, a rotina mudou um pouquinho. Acabamos fazendo mais jantares e socializando.

Entrevista completa

Cláudio Braga: Seleção? Estava na expectativa de ser chamado…


BOLAesteve à conversa com o melhor jogador do campeonato escocês, em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia).

— Numa entrevista que nos concedeu em outubro, disse que o seu grande objetivo era chegar à Seleção. Acha que está mais perto disso agora?
— Acredito que pode ser possível sim, um pouquinho mais nesse momento. Sinto que agora as pessoas me conhecem mais. Essa foi a primeira vez que cheguei a Portugal e senti que já tem bastante gente reconhecendo meu trabalho. Eu já sentia isso nos outros clubes, quando estava na Noruega: nas cidades onde eu estava, as pessoas me conheciam. Na Escócia também, mas nunca senti que as pessoas me reconheceram no meu país. Sinto que as pessoas saberem quem você é faz a diferença, para não torcer o nariz quando virem seu nome em algum lugar. Tenho perfeita noção de que este foi meu primeiro ano em uma primeira liga, então não é que eu estivesse exigindo ou esperando por algo. É óbvio que eu quero muito e acredito que é possível. Não existem mais provas de que nada é impossível, não é mesmo? Por isso, acredito que é possível e continua sendo um sonho.

— Estava na expectativa de ir ao Mundial?

— Estava na expectativa de poder ser chamado para os amigáveis antes do Mundial. Sabendo que não fui, tinha noção de que, à partida, não ia. Quando fazes um estágio antes, levas o grupo que queres levar.
— E Roberto Martínez deixou claro que os jogadores que não tinham entrado até ao último estágio, muito dificilmente iriam…
— Sim e faz parte. Acho que isso é o correto. Ainda assim, pensei que poderia ser possível, não exigindo nada ou algo parecido, mas pensei que poderia dar para estar…
— Pela temporada que estava a fazer…
— Sim, estava indo muito bem, estávamos fazendo algo histórico e isso se destacava. E em Portugal ainda se falava quem seriam os atacantes para a Copa do Mundo.

A comemoração de Cláudio Braga, no estilo Cristiano Ronaldo, leva a torcida do Hearts à loucura. O capitão da Seleção é o ídolo do gaiense — fato que está sendo percebido… pelo número de gols – Foto: IMAGO

— Roberto Martínez disse que queria três avançados com perfil diferente e o Cláudio tem um perfil diferente dos três que foram, não é?
— Sim. Acredito que tenho um perfil parecido ao avançado que fazia parte das escolhas e que infelizmente faleceu, o Diogo Jota: um avançado mais móvel… Por essa razão, pensei que poderia ser possível pelo perfil diferente. Mas faz parte e eu estou super contente na mesma, individualmente. Acho que há de aparecer a oportunidade no futuro, se Deus quiser.
— Onde acha que Portugal poderá chegar?
— Acredito que até ao fim, sou sincero. As pessoas falaram muito do primeiro jogo, mas é um Mundial. Ninguém vai lá para perder, as seleções que vão, mesmo sendo as mais fracas. Toda a gente dá a vida porque é a competição mais importante do mundo. Então, é normal que as pessoas pensem que devíamos ter vencido a RD Congo. Acredito que é um processo.


Entrevista completa

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