‘Não tenho medo’: como o papa Leão suportou o discurso contra Trump | G1


Leão é o primeiro papa nascido nos Estados Unidos. Logo após ser eleito, em maio de 2025, ele se encontrou com o vice-presidente JD Vance e o secretário Marco Rubio no Vaticano. Na ocasião, o papai foi convidado a visitar a Casa Branca.

A viagem para Washington nunca aconteceu, e Leão passou a políticas críticas do governo Trump, principalmente contra imigrantes. A fala mais contundente veio em novembro, sem citar o nome do presidente norte-americano.

“Se alguém está nos Estados Unidos ilegalmente, há maneiras de lidar com isso. Existem tribunais. Há um sistema judicial. Acho que há muitos problemas nesse sistema. Ninguém disse que os Estados Unidos devem ter fronteiras abertas”, afirmou.

“Quando pessoas levaram vidas corretas, muitas delas por 10, 15, 20 anos, tratá-las de uma forma que é, para dizer o mínimo, extremamente desrespeitosa e com episódios de violência é preocupante.”

Desde o fim de 2025, no entanto, o papa passou a atenuar o tom:

  • declarou preocupação com a situação no Caribe e na Venezuela, mas chegou a uma sugestão de maior pressão econômica contra o regime de Nicolás Maduro, em vez do uso da força;
  • evitou comentar ameaças de Trump contra a Groenlândia e não publicou a morte de cidadãos americanos em operações antimigratórias em janeiro;
  • em fevereiro, limitou-se a dizer que via com “grande preocupação” a tensão entre Cuba e Estados Unidos e pediu que a violência fosse evitada.

Ainda em fevereiro, a agência AFP afirmou que o papa Leão adotou uma abordagem discreta diante do governo Trump. Uma das estratégias seria confiar em críticas feitas diretamente por bispos americanos, enquanto o Vaticano recorria aos canais diplomáticos para dialogar com Washington.

“Leão é muito cauteloso. Sabe que a voz do papa é universal. Como americano, é um pouco um opositor natural do trumpismo”, disse à AFP uma fonte do Vaticano, sob condição de anonimato, à época.

O tom mudou de vez com a guerra no Irã.

O papa Leão XIV em 7 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

Um dia após o início da guerra no Irã, o papa Leão disse estar “profundamente preocupado” e afirmou que uma grande tragédia poderia ocorrer caso a violência escalasse.

“Faço às partes envolvidas um apelo sincero para que assumisse a responsabilidade moral de interromper a espiral de violência antes que ela se tornasse um abismo irreparável”, disse.

No fim de março, o pontífice elevou o tom. Ao celebrar a missa de Domingo de Ramos, afirmou que Jesus não pode ser usado para explicar guerras e criticar lideranças mundiais, sem citar nomes.

“[Jesus] não escuta as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeitadas, dizendo: ‘Ainda que fazis muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue’”, disse, citando uma passagem bíblica.

No dia 7 de abril, Leão classificou como “inaceitáveis” as ameaças contra o povo do Irã. As declarações foram feitas no mesmo dia em que Trump afirmou que uma “civilização inteira” poderia morrer em um ataque dos EUA caso um acordo não fosse fechado.

“A ameaça contra o povo do Irã é inaceitável. Há questões de direito internacional, mas, mais do que isso, é uma questão moral”, afirmou.

O papa manteve as críticas após o início da trégua entre o Irã e os Estados Unidos:

O presidente dos EUA, Donald Trump, na porta do Salão Oval da Casa Branca — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Trump publicou uma forte crítica ao papa Leão na noite de domingo (12). Na Truth Social, ele chamou o pontífice de “fraco” e disse que o líder da Igreja Católica tenta gostar de “esquerda radical”.

“Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã tenha uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos”, escreveu.

  • Apesar das falas do presidente dos EUA, não há registros de que o papa Leão XIV tenha defendido que o Irã tenha uma arma nuclear.
  • Em 2025, Leão fez um apelo para um mundo livre da ameaça nuclear. Já no mês passado, ele disse que as nações deveriam renunciar às armas.

Trump disse ainda que Leão só foi eleito para o cargo porque ele é o atual presidente dos EUA. Para ele, o pontífice deveria ser grato por isso.

“O Leão deveria se recompor como papa, usar o bom senso, parar de gostar da esquerda radical e focar em ser um grande papa – não um político. Isso está prejudicando muito ele e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica.”

Trump também postou uma imagem feita por inteligência artificial em que aparecia usando uma túnica e com poderes de cura, em uma estética semelhante à de Jesus. A imagem foi restaurada no dia seguinte após várias críticas, inclusive de apoiadores.

“Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho. Lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje”, disse.

“Não hesitei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível.”

VÍDEOS: mais assistidos do g1

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Dólar abaixo de R$ 5 após mais de 2 anos: qual é a hora de comprar? | G1


Seria, então, o momento ideal para comprar? Especialistas ouvidos pelo g1 Afirmo que a resposta não é tão simples. O cenário é favorável, mas A estratégia recomendada é comprar ao mínimo, de acordo com o objetivo de cada investidor.

“Para uma viagem, o recomendado é sempre fracionar a compra em pelo menos três períodos até o dia do embarque. Assim, você consegue um preço médio e evita aquela sensação de ter comprado mal”, afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

Já na compra para investimento, a recomendação é focar no longo prazo e tratar o dólar como proteçãomantendo parte do patrimônio dolarizado independentemente do cenário, acrescenta o especialista.

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André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, tem a mesma leitura. Ele defende que a compra da moeda seja diluída, com o objetivo de equilibrar o preço médio.

“Se existe uma necessidade de compra de moeda estrangeira, eu diria que a melhor estratégia é comprar um pouco por dia, por semana, buscando fazer um preço médio interessante. Apostar na continuidade da valorização da moeda brasileira é um risco”diz.

Diante das incertezas em torno das ações de Trump, porém, o cenário ainda é volátil. “Por isso, use esse movimento para decidir comprar um volume maior ou tudo o que você precisa para os próximos dias é um risco muito grande”alerta Galhardo.

Apesar da cautela, analistas do mercado veem este como um bom momento para adquirir a moeda — desde que com compras diluídas.

Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, afirma que a queda do dólar à faixa de R$ 5 representa uma “boa oportunidade” para fortalecer a posição na moeda (ou seja, na composição da carteira de investimentos), já que a projeção do mercado é de que encerre 2026 acima de R$ 5,37.

Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, tem a mesma avaliação. Para ele, o nível atual é um “bom patamar para diversificação da carteira ou compra parcial da moeda”. Ele também recomenda a aquisição ao mínimo, para garantir um preço médio.

Na mesma linha, Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, vê a janela como uma boa oportunidade de compra. Ele pondera, porém, que o dólar é sensível a variáveis ​​como guerra, juros, petróleo e cenário fiscal. “O investidor precisa estar ciente dos riscos de volatilidade”, afirma.

Por que o dólar está caindo?

  • 🔎 Como já mostrei o g1parte dos recursos tem migrado dos EUA para outros mercados. Esse fluxo, somado à atratividade das empresas brasileiras, amplia a entrada de capital no país — pressiona o dólar para baixo.

Além do cenário externo, especialistas afirmam que a queda do dólar também reflete o fato de o Brasil ter um dos maiores juros reais do mundo. Na prática, os investidores buscam esses rendimentos, o que atrai capital, aumenta a oferta de dólares e pressiona a moeda para baixo.

“Há ainda abundância na exportação de commodities, o que torna o movimento mais sustentável, especialmente em um momento como o atual, em que o país é menos afetado por conflitos geopolíticos”, afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, lembra que o movimento de desvalorização do dólar é global. Ele avalia que faz parte de uma estratégia do próprio presidente Donald Trump, com o objetivo de enfraquecer a moeda para atrair mais investimentos aos EUA.

“Faz parte do modus operandi econômico de Trump, que combina a desvalorização da moeda com a elevação de barreiras tarifárias para levar a produção de volta aos EUA. Assim, o movimento global ocorre de forma intencional, para tornar mais lucrativo produzido no país do que importa”, conclui.

Lotofácil hoje: resultado do concurso 3660 e números sorteados | G1


1 – 2 – 5 – 6 – 7 – 8 – 10 – 11 – 12 – 14 – 17 – 18 – 22 – 23 – 24

Confira o resultado do sorteio da Lotofácil.

Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 3660:

  • Ninguém conseguiu os 15 acertos, e a premiação acumulada de R$ 13 milhões;
  • 14 acertos: 488 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 2.258,21;
  • 13 acertos: 16.357 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 35;
  • 12 acertos: 195.900 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 14;
  • 11 acertos: 1.049.448 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 7.

O próximo sorteio acontece terça-feira (14).

Na Lotofácil, é preciso marcar entre 15 e 20 números dentre os 25 disponíveis no volante. Também é possível optar pela Surpresinha: nessa modalidade, os números são escolhidos pela Caixa Econômica Federal, que administra a loteria.

São premiadas as apostas que acertarem 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O valor da aposta e a chance de uma certa variação de acordo com a quantidade de números escolhidos:

Chances de acerto e valor da aposta
Quantidade de números jogados Valor da aposta Chance de acerto da Lotofácil (1 em…)
15 R$ 3,50 3.268.760
16 R$ 56 204.298
17 R$ 476 24.035
18 R$ 2.856 4.006
19 R$ 13.566 843
20 R$ 54.264 211

A divisão do prêmio é a seguinte:

  • R$ 7 para as apostas com 11 números;
  • R$ 14 para as apostas com 12 números;
  • R$ 35 para as apostas com 13 números.

O restante é dividido da seguinte forma:

  • 13% entre os acertadores de 14 números;
  • 62% entre os acertadores de 15 números;
  • 10% acumulados para os acertadores dos 15 números nos concursos de final 0;
  • 15% ficaram acumulados para os acertadores dos 15 números nos concursos especiais, realizados em setembro de cada ano.

Nos concursos de final 0, o restante é dividido da seguinte forma:

  • 72% entre os acertadores de 15 números;
  • 13% entre os acertadores de 14 números;
  • 15% ficaram acumulados para os acertadores dos 15 números nos concursos especiais, realizados em setembro de cada ano.

O que é a Teimosinha da Lotofácil

Na Teimosinha da Lotofácil, o apostador concorre com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos.

A Lotofácil tem seis sorteios semanais, que ocorrem de segunda-feira a sábado, às 21h.

Esta reportagem foi produzida de modo automático com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Clique aqui para saber mais. Se houver novas informações relevantes, a reportagem poderá ser atualizada.

Guerra no Oriente Médio afeta diretamente setores da indústria brasileira que usam petróleo como matéria prima | G1


A alta do petróleo provoca uma ocorrência em cadeia: encarece os insumos que são usados ​​para fabricar os produtos que as pessoas compram.


Guerra diretamente entre setores da indústria que usam derivados de petróleo como matéria-prima

A guerra no Oriente Médio afeta diretamente setores da indústria brasileira que usam petróleo como matéria prima.

A viagem que já era longa ficou ainda mais demorada. Do petróleo vem a parafina, que é uma fábrica de velas importada da China. Mas, antes, o óleo bruto tem que chegar lá para ser refinado – e é aí que a guerra no Irã provoca atrasos e desabastecimento.

“Os navios chegaram em uma quantidade muito menor. Então, por exemplo, a gente comprou 15 toneladas. Agora, eu consigo comprar e não sei quando terei a possibilidade de comprar outras cinco toneladas”, conta Claudia Callé, dona de fábrica de velas.

É por isso que o depósito tem espaço de sobra, e a parafina que tem custou caro. Os donos da fábrica contam que o aumento foi de 40% em março.

“Gera um aumento do produto para o consumidor final. E sem a matéria-prima, a gente tem um problema com a demanda de produção. A incerteza do que vai ser e segurar toda uma empresa, todo um quadro de funcionários”, diz Claudia Callé.

A parafina é um derivado direto do petróleo e, por isso, o preço subiu junto com a cotação do barril. Esse aumento também chega a outras derivadas do petróleo que entram na fabricação dos plásticos que embalam alimentos, dos canos usados ​​na construção civil, das autopeças e até dos silos que armazenam os grãos do agronegócio. A alta do petróleo provoca uma ocorrência em cadeia: encarece os insumos que são usados ​​para fabricar os produtos que as pessoas compram.

Guerra no Oriente Médio afeta setores diretamente da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

É assim também com a indústria têxtil, que utiliza muita fibra sintética, como o poliéster e o náilon. O estoque é de uma malharia em São Paulo. A fábrica não quis correr o risco de ficar sem matéria-prima e fez uma reserva bem grande. Comprou fios para quatro meses de produção. O diretor da fábrica diz que escapou da falta de material, mas não do aumento no preço.

“Uma parte a gente absorveu, infelizmente. Outra parte, a gente teve que repassar para os clientes”, afirma Renato Bitter, diretor de fábrica.

E mesmo com uma nova tabela de preços, as encomendas feitas pelas confeções aumentadas nas últimas semanas – empresas que importavam tecidos e estão com problemas para receber.

“Me parece que os fretes aumentados, também eles têm dificuldade de encontrar, estão faltando. Então, eles sabem que aqui eles vão receber. Inclusive por outras situações que já existem, pandemia e tal, sabem que aqui nunca falta”, diz Renato Amargo.

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Trump chama Leão XIV de ‘fraco’ e ‘péssimo’; Papa reage e diz que vai seguir firme contra a guerra no Oriente Médio | G1


Depois do fracasso nas negociações de paz com o Irã, o presidente dos Estados Unidos decidiu atacar, publicamente, o Papa. Donald Trump o chamou de fraco e péssimo em política externa. Leão XIV reagiu. Respondeu que não tem medo do governo Trump; disse que não vai recuar e afirmou que a missão da Igreja é defender a paz.

Eram 3h, no horário de Roma, quando o presidente dos Estados Unidos atacou publicamente. O alvo era o Papa Leão XIV, americano de Chicago. Donald Trump chamou o Papa de fraco e disse que ele é péssimo em política externa. Críticas suas posições sobre guerra, segurança e armas nucleares:

Não quero um Papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela”.

Donald Trump disse que a Venezuela envia drogas e liberta criminosos:

“Eu não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual foi eleito” – uma referência à operação militar que capturou o ditador Nicolás Maduro, em janeiro de 2026.

Afirmou que, sem ele na Casa Branca, Leão XIV não estaria no Vaticano, e que o Papa foi escolhido por ser americano.

Uma segunda postagem trouxe uma imagem gerada por inteligência artificial em que o presidente aparecia como Jesus Cristo, curando um doente. Horas mais tarde, Trump apagou a imagem. Por volta das 14h, disse que era uma referência ao trabalho da Cruz Vermelha:

“Eu estava como um médico, ajudando as pessoas. O Papa é contrário à posição americana no Irã e os Estados Unidos não podem aceitar um Irã com armas nucleares. Não tenho o que me desculpar”, disse Trump.

A resposta do Papa veio durante o voo para a África:

“Não tenho medo do governo Trump nem de falar abertamente sobre a mensagem do Evangelho”.

Trump chama Leão XIV de ‘fraco’ e ‘péssimo’; Papa reage e diz que vai seguir firme contra a guerra no Oriente Médio — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Papa disse que não vai recuar e que a missão da Igreja é defender a paz:

“A mensagem do Evangelho – bem-aventurados os pacificadores – é o que o mundo precisa ouvir hoje. E continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”.

O Papa também foi questionado sobre o fato de Donald Trump ter feito os ataques por meio de uma rede social criada pelo presidente em 2022: a Verdade Social. “Verdade” quer dizer “verdade”:

“É irônico, o próprio nome da plataforma. Não preciso dizer mais nada”, completou o Papa.

A tensão entre Trump e o Papa já vem aumentando nas últimas semanas, em meio à guerra no Oriente Médio. Na terça-feira (7), Donald Trump escreveu que ou o Irã aceitaria um cessar-fogo ou uma civilização inteira morreria naquela noite. O Papa se posicionou:

“Essa ameaça contra o povo do Irã é realmente inaceitável”, disse Leão XIV.

Os ataques de Trump, especialmente os desta segunda-feira (13), repercutiram em várias partes do mundo. Nos Estados Unidos, os bispos católicos defenderam o Papa e classificaram a guerra como injusta. Na Europa, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, chamou as declarações de Trump de “inaceitáveis”. Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez disse que, enquanto algumas guerras espalham, o Papa promove a paz. No Oriente Médio, o presidente do Irã falou que a profanação da imagem de Jesus não é aceitável para nenhuma pessoa livre. No Brasil, a CNBB também manifestou apoio e defendeu uma mensagem de paz e diálogo.

Leão XIV chegou nesta segunda-feira (13) a Argel, primeira parada de uma viagem por quatro países africanos, e manteve o tom:

“Hoje isso é mais urgente do que nunca, diante das visíveis do direito internacional e das tendências neocoloniais”.

O episódio reforça o carisma do Papa Leão XIV em um momento de grande tensão internacional, enquanto busca reduzir o conflito no Oriente Médio e garantir a segurança no Estreito de Ormuz. Nesse cenário, o Vaticano volta a ocupar um papel central na defesa da diplomacia e da paz.

O Globo entra para o Guinness com maior edição de jornal da história | G1


A edição recordista é a dos 100 anos do jornal, publicada em 27 de julho de 2025. Foram 526 páginas e 14 cadernos especiaisou que rendeu à Globo o certificado de maior número de páginas em uma única edição comercial de jornal da história.

“É mais amplo que o jornalismo. A gente ganha muitos prêmios jornalísticos, mas ali, claro, o jornalismo é a nossa razão de existir. Aquilo representa literalmente o trabalho da empresa inteira. Só consegui construir essa edição por uma coesão e uma cumplicidade de muitas áreas, cujo resultado é esse marco que vamos carregar pelos próximos 100 anos”, afirmou Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio.

Certificado do Guinness entregue ao jornal O Globo pela edição histórica de 100 anos — Foto: Reprodução/TV Globo

Mais de 350 jornalistas participou da produção do material especial. Foram dois anos de trabalho e um mês dedicado exclusivamente à edição.

“A redação é muito orgulhosa do prêmio. A gente coroou esse ano com o que faz no dia a dia: conteúdo de alta qualidade”, disse Alan Gripp, diretor de redação de O Globo. “É uma gratificação, a coroação de um trabalho que levou anos. A edição foi o ápice disso, o momento em que reunimos todo o legado de 100 anos em um produto feito com o máximo de cuidado.”

Depois da publicação da edição — considerada incomum até pelo tamanho —, a equipe iniciou uma nova etapa: descobrir aquela era, de fato, o maior jornal já produzido na história.

“No primeiro momento, fizemos uma investigação no Arquivo Nacional para ver se já havia circulado no Brasil algum jornal desse tamanho. Constatamos que não. Era o maior já produzido aqui”, afirmou Kachar. “Mas a ambição falou mais alto e resolvemos verificar se, internacionalmente, aquilo também era uma marca.”

Edição de 100 anos de O Globo, a maior da história dos jornais, segundo o Guinness Book — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo a organização do Guinness World Records, foi necessário criar uma categoria específica para considerar o feito.

“O que fizemos foi criar um novo título com base no material recebido, a partir de uma investigação em nível mundial”, explicou Natalia Ramirez, juíza do Guinness.

Guia Michelin 2026: Evvai e Tuju, em São Paulo, ganham três estrelas | G1


(CORREÇÃO: Ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que Sushi Vaz e Yayá Comidaria Pop Brasileira, no Rio; e Bar da Dona Onça, Grotta Cucina, Kureiji, Makoto San e Simone, em São Paulo, também ganhou estrelas. Na verdade, esses estabelecimentos entraram para a lista de novos recomendados do Guia Michelin. A informação foi atualizada às 20h56).

O anúncio foi feito durante evento de gala no hotel, na Zona Sul do Rio. O prefeito Eduardo Cavaliere foi convidado ao palco e brincou que a cerimônia poderá ser sempre na cidade, além de parabenizar a culinária carioca.

Com os prêmios, o Brasil é o primeiro país da América Latina com dois restaurantes três estrelas. Ambos os estabelecimentos, tanto o Evvai como o Tuju, tinham duas estrelas e agora foram promovidos.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Os vencedores ficaram emocionados com a distinção inédita no continente. “Eu achei que tinha perdido alguma estrela, fiquei desesperado quando fui chamado. Comecei a rezar ali. Eu tô realmente sem palavras. Poucas vezes na vida eu fiquei sem palavras”, disse Luiz Filipe Souza, chef do Evvai.

Mantiveram duas estrelas no Rio: Lasai e Oro. Manteve duas estrelas em São Paulo: DOM

Mantiveram uma estrela no Rio: Casa 201, Mee, Oteque, Oseille e San Omakase.

Em São Paulo, permaneceram uma estrela: Fame Osteria, Jun Sakamoto, Kan Suke, Kanoe, Kazuo, Kinoshita, Kuro, Maní, Murakami, Oizumi Sushi, Pichi, Ryo Gastronomia e Tangará Jean-Georges.

Foram listados como novos restaurantes recomendados:

No Rio: Sushi Vaz e Yayá Comidaria Pop Brasileira. Em São Paulo: Bar da Dona Onça, Grotta Cucina, Kureiji, Makoto San e SIMONE.

Além das estrelas Michelin tradicionais, foram anunciados os estabelecimentos reconhecidos com a categoria Bib Gourmand nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Essa distinção foi criada em 1997 para considerar restaurantes que oferecem culinária de qualidade a preços acessíveis — ou seja, a melhor relação custo-benefício da gastronomia.

Venceram o prêmio pela primeira vez um restaurante no Rio, o Koral, e outros cinco em São Paulo: Jiquitaia, Manioca JK, Ping Yang Thai, Tabōa Cozinha Artesanal e Tanit). Essas inclusões subiram para 44 o número total de estabelecimentos nesta categoria.

O chef Raphael Zanon, da Casa 201, foi ganhador da categoria Michelin de serviço.

No que diz respeito ao compromisso com a gastronomia do futuro, três estabelecimentos mantiveram a distinção estrela verde, todos eles localizados em São Paulo: A Casa do Porco, Corrutela e Tuju.

Vencedores do Guia Michelin 2026 — Foto: Divulgação Guia MICHELIN

Escala 6×1: Lula e Motta vão discutir tema antes de governo enviar PL | G1


Segundo assessoria do presidente da Câmara, o encontro será após a posse do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), no Palácio do Planalto.

Nesta segunda-feira (13), o presidente Lula confirmou que enviará o projeto para análise dos deputados nesta semana.

“A questão da jornada de trabalho, não tem mais sentido com o avanço tecnológico que o mundo teve a gente ainda só tem um dia para descansar no final de semana”, disse Lula durante um evento no Planalto.

Lula confirma envio de projeto sobre fim de escala 6×1 ao Congresso

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), um dos articuladores do tema dentro do governo, afirmou que o texto é pronto e só depende da conversa entre Lula e Motta para ser enviado ao Congresso.

“Tema está pacificado no governo. Tem a decisão do presidente. Os ministros podem ter sua opinião, líder de governo pode ter sua opinião. Há uma definição, quem teve voto para isso é o presidente. O presidente Lula tomou e anunciou a decisão de que vai mandar o projeto de lei com regime de urgência”, disse Boulos.

O projeto de lei do governo deve ser enviado em regime de urgência, o que obriga a Câmara e o Senado Federal a analisar a proposta. Caso contrário, a pauta de votação fica trancada até o texto em urgência ser analisado.

Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, trocaram elogios durante encontro com deputados nesta quarta (4) — Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

🔎 Projetos com urgência de autoria do presidente da República trancam a pauta do Congresso caso não seja confirmado em até 45 dias pela Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado.

Motta defende votar uma PEC que tramita na Câmara. No começo do ano, ele determinou que sejam apresentadas juntas uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) que acaba com a escala 6×1 e outra apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Segundo Motta, a PEC deverá ser votada nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário.

A possibilidade de Lula vetar pontos do projeto de lei que não agradem também é levada em consideração. A PEC não passa pelo crivo do presidente após ser aprovada pelos parlamentares e é promulgada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

Juiz rejeita ação de Trump por reportagem sobre ligação com Epstein | G1


O juiz Darrin P. Gayles, do Tribunal Distrital dos EUA em Miami, afirmou que Trump não conseguiu demonstrar que a reportagem foi publicada com intenção maliciosa, mas autorizou o presidente a apresentar uma versão revisada da ação até 27 de abril.

Segundo ele, Trump não chegou nem perto de cumprir o padrão de “dolo específico” exigido em casos de difusão envolvendo figuras públicas. Esse pedido exige prova não apenas que uma declaração é falsa, mas também que foi feita com conhecimento de sua falsidade.

“Esta permissão não chega nem perto desse padrão”, escreveu Gayles, segundo a Reuters. “Muito pelo contrário.”

Mensagens revelam detalhes da relação entre Trump e Jeffrey Epstein, acusado de exploração sexual — Foto: Reprodução/TV Globo

O juiz também afirmou que o Wall Street Journal entrou em contato com Trump para obter um comentário e publicou sua negação, segundo a Reuters.

Isso permitiu que os leitores decidissem por si mesmos a que as conclusões chegariam contrariando a alegação de Trump de que o jornal agiu com dolo, segundo o juiz.

O juiz, contudo, não comentou sobre a veracidade dos fatos.

“Se o presidente Trump foi o autor da carta ou amigo de Epstein são questões de fato que não podem ser determinadas neste estágio do processo”, afirmou, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Em uma publicação na rede social Truth Social, nesta segunda-feira (13), algumas horas após a decisão, Trump afirmou que a medida “não é um encerramento”mas sim uma “sugestão de reapresentação” do seu “caso poderoso”, o que, segundo ele, será feito “até 27 de abril”.

Um porta-voz da Dow Jones, empresa controladora do Wall Street Journal, afirmou em comunicado, segundo a Reuters:

“Estamos satisfeitos com a decisão do juiz de rejeitar esta queixa. Mantemos nossa posição quanto à confiabilidade, no rigor e na precisão das reportagens do Wall Street Journal.”

A reportagem publicada em setembro de 2025 afirma que Trump invejou a carta para Epstein em 2003.

O jornal diz que as correspondências fizeram parte de um álbum comemorativo produzido por Ghislaine Maxwell, parceira de Epstein, para comemorar os 50 anos dele — anos antes do bilionário ser preso por abuso sexual de menores.

A carta atribuída ao atual presidente inclui uma mensagem datilografada dentro da silhueta de uma mulher nua desenhada à mão. A assinatura “Donald” aparece abaixo da cintura da figura. O texto termina com a frase: “Feliz aniversário — e que cada dia seja mais um segredo maravilhoso”.

Ainda segundo a reportagem, a suposta carta de Trump apresenta um diálogo fictício entre ele e Epstein, escrito em terceira pessoa. Veja a seguir o trecho divulgado pelo WSJ:

  • Narrador: Deve haver mais na vida do que ter tudo.
  • Donald: Sim, existe, mas não vou te dizer o que é.
  • Jeffrey: Nem eu, já que também sei o que é.
  • Donald: Temos certas coisas em comum, Jeffrey.
  • Jeffrey: É verdade, pensando bem.
  • Donald: Enigmas nunca envelhecem, você já notou?
  • Jeffrey: Na verdade, isso ficou claro para mim da última vez que te vi.
  • Donald: Um amigo é uma coisa maravilhosa. Feliz aniversário — e que cada dia seja mais um segredo maravilhoso.

Ao jornal, Trump negou ter escrito uma carta ou desenhado uma mulher nua: “Nunca pintei um quadro na minha vida. Não desenho mulheres”, disse. “Não é a minha linguagem. Não são as minhas palavras.”

O Wall Street Journal afirmou que teve acesso ao suposto conteúdo do álbum, que teria sido investigado pelo pesquisador do Departamento de Justiça anos atrás. O jornal não soube informar se as páginas foram revisadas durante o governo Trump.

‘Não tenho medo do governo Trump’, diz papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA

Dólar abaixo de R$ 5: o que explica a queda da moeda americana? | G1


Isso acontece porque, quando entra mais dinheiro do que sai do país — como ocorre quando investidores internacionais enxergam oportunidades na bolsa ou em outros ativos brasileiros —, há um aumento na venda de dólares em troca de reais. Com isso, cresce a oferta da moeda americana no mercado, o que pressiona o preço do dólar para baixo.

“Houve um rearranjo na realocação do capital global, o que fez com que o dólar perdesse força não apenas frente ao real, mas também diante de diversas outras moedas”, explica o estrategista-chefe da Avenida, William Castro Alves.

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O resultado reflete, principalmente, os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Após o fracasso das negociações para um acordo de paz entre os EUA e o Irã, no fim de semana, Trump determinou o bloqueio do Estreito de Ormuz a navios que circulavam na rota de ou para portos iranianos.

As incertezas em torno das decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm levado investidores a buscar alternativas de investimento em outros mercados. Esse movimento não apenas fortalece o real no Brasil, como também enfraquece o dólar em relação a outras moedas.

A decisão de bloqueio do canal no Oriente Médio também veio a queimar o alerta em relação a uma nova alta nos preços do petróleo, que atualmente oscilam em torno de US$ 100.

Os especialistas destacam, ainda, que a perspectiva de um possível acordo entre os países envolvidos no conflito também tem ajudado o real a se valorizar frente ao dólar.

“O dólar iniciou a sessão em alta, mas o movimento perdeu força, acompanhando uma melhora gradual do humor externo, com sinais pontuais de possível retomada das negociações e recuperação das bolsas em Nova York”, avalia o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini.

Outros fatores, como o diferencial de juros (diferença entre a taxa básica brasileira e a americana), o maior fluxo de recursos para o Brasil e o alto patamar do petróleo, também favorecendo a moeda brasileira.

“Vale lembrar que o Brasil está relativamente bem posicionado entre os países emergentes porque é um exportador relevante de commodities. Isso ajuda a balança comercial brasileira e melhora as contas externas”, afirma o estrategista, ressaltando que esse cenário também favorece o real.

A tendência de queda do dólar vem desde o ano passado. Por aqui, a moeda americana acumulou baixa de 11,8% frente ao real em 2025, o maior recuo em quase 10 anos: em 2016, a queda foi de 17,8%.

Nesse período, a moeda americana vinha perdendo força diante da expectativa de juros mais baixos nos EUA e do aumento das incertezas políticas no país — fatores que reduziram a atratividade do dólar e passaram a estimular investidores a buscar outras oportunidades.

Entenda os principais fatores que ajudam a explicar a queda do dólar em 2025:

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