CPI do Crime Organizado rejeita indiciamento de ministros do STF | G1


➡️ Na prática, o pedido de indiciamento — desde que foi aprovado pela maioria da CPI — poderia levar a um pedido de impeachment das quatro autoridades citadas.

Três dos 11 membros titulares foram trocados. Conforme os registros do Senado, os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE).

Além disso, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que era suplente, foi designada membro titular.

Com as trocas, a CPI teve maioria para derrotar o relatório proposto por Vieira. Além de Beto Faro e Teresa Leitão, votaram contra o relatório dos senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke.

Vieira mencionou crimes de responsabilidade por parte do procurador-geral e dos ministros do STF.

🔎 O processo para julgar um crime de responsabilidade corre no próprio Senado. Crime de responsabilidade é um delito de natureza políticaportanto, tem um trâmite diferente do crime comum.

UM TV Globo questionou o Supremo e os ministros sobre os pedidos de indiciamento feitos pelo relator, mas ainda não obteve retorno. A PGR afirmou que não vai se manifestar.

Segundo ele, o indiciamento é um ato que cabe exclusivamente à autoridade policial e não se aplica a crimes de responsabilidade, que seguem um rito próprio, previsto na legislação.

Esses crimes, segundo ele, são analisados ​​por procedimentos específicos, que envolvem o Congresso Nacional, sem previsão de atuação de CPIs nesse tipo de processo.

O ministro também criticou o que classificou como tentativa de criminalizar a interpretação da lei por magistrados, prática conhecida no meio jurídico como “crime de hermenêutica” — expressão usada para definir tentativas de punir juízes por suas decisões.

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE). — Foto: Ascom

O relatório de Alessandro Vieira

No relatório, o senador Alessandro Vieira afirma que a CPI foi alvo de “flagrante limitação de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados às figuras imponentes da República” vieram a ser investigadas.

Por isso, entre os motivos de indiciamento, “é razoável que a decisão se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de perseguição e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”.

🔎 Crimes de responsabilidade são atos cometidos por presidentes, ministros e outros agentes públicos que ameacem a Constituição, a União, o funcionamento dos Poderes, os direitos políticos e a segurança interna, entre outros. A sanção é política, podendo resultar na perda da carga ou na inelegibilidade.

De acordo com o relator da CPI, os ministros citados deveriam ter se declarados suspeitos para julgar o caso do banco Master no STFa devido supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente o dono do banco, Daniel Vorcaro.

🔎 Uma CPI foi instalada em novembro de 2025 para investigar omissões no combate ao crime organizado no Brasil. O Mestre entrou nos assuntos da comissão após suspeitas de irregularidades em operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita.

Banco Mestre. — Foto: Reprodução/TV Globo

Crimes de responsabilidade

Vieira incluiu os indicados nos seguintes critérios de descumprimento da lei:

➡️Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes

  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;
  • Processo de modo incompatível com honra, dignidade e decoro de suas funções.
  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa.

➡️Procurador-geral da República, Paulo Gonet

  • Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Segundo a lei, isso significa “procedimento de modo incompatível com a dignidade e o decoro da carga”.

Relação de Toffoli e Master

O ministro Dias Toffoli foi, inicialmente, sorteado como relator do caso Master no STF. O processo investiga fraudes financeiras ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, que está preso.

🔎 A relação entre a Maridt e o Reag tem como ponto-chave o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A empresa da família Toffoli era uma das donas do empreendimento até fevereiro do ano passado.

Entre os motivos do pedido de indiciamento contra o ministro, o senador Alessandro Vieira cita a viagem dele a Lima, no Peru, para a final da Libertadores, no mesmo jatinho privado em que também é útil o advogado da defesa de Daniel Vorcaro.

A viagem e suspeitas de proximidade com o caso, conforme o senador, seriam motivos que tornariam o ministro impedido de julgar o caso no STF.

“A situação do Ministro Toffoli não se confunde com o de magistrado que, sem saber, mantinha algum vínculo comercial remoto com familiar de investigado. […] A conexão, portanto, não é remota nem indireta: trata-se de relação negocial entre empresa do magistrado relator e fundo de investimento controlado por pessoa investigada e presa no mesmo inquérito que o magistrado relatou”, apontou o senador no relatório.

Vieira ainda classifica a relação entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como de amizade em função do convite feito por Toffoli para que o banqueiro participasse de sua festa de aniversário, informação da PF que consta em relatório enviado ao ministro Fachin, em fevereiro.

“Sob o prisma jurídico, a existência de laços de amizade íntima e a demonstração de um interesse pessoal na causa configuram causas objetivas de suspeita, nos termos anteriormente ressaltados”, diz o relator.

Ele acrescenta: “A gravidade desses registros, que indicam uma relação de confiança e proximidade com o principal alvo da Operação Compliance Zero, reforça a configuração da suspeita sob múltiplos fundamentos legais concorrentes, tornando insustentável a manutenção da imparcialidade jurisdicional necessária para a condução do feito”.

De acordo com a Constituição, as CPIs têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, o que lhes compete permite convocar depositantes, quebrar sigilos (fiscais, bancários e de dados) e solicitar documentos de órgãos públicos.

No entanto, a sua atuação é limitada pela cláusula de reserva de jurisdição, o que significa que elas não possuem poder punitivo ou de julgamento.

Uma CPI não pode, por exemplo, determinar a prisão de alguém (exceto em casos de flagrante delito, como falso testemunho), nem expedir mandatos de busca e apreensão domiciliar ou interceptação telefônica, medidas que dependam exclusivamente de ordem judicial.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que não é denunciado na CPI entre os que Vieira quis indiciar, publicou uma mensagem em uma rede social em que saiu em defesa dos colegas.

Dino afirmou se solidarizar com os colegas aos quais chamaram de “alvo de injustiças”. No texto, o ministro também destacou as ações do Supremo e da PGR contra o crime organizado.

“É irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”, dinâmica Dino.

“Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de ponta o STF como o ‘maior problema nacional’. É um enorme erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências”, prosseguiu.

Dino ponderou ainda que críticas deveriam ser feitas, mas com respeito à dignidade das pessoas e preservação das instituições da democracia.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) publicou uma nota pública na qual afirma que “as orientações do relatório sobre a atuação do Procurador-Geral da República são precipitadas e desprovidas de fundamento”.

“Ao contrário do que afirmado no relatório, não há qualquer cenário de omissão institucional. As investigações indicadas seguem no andamento regular no âmbito da Polícia Federal”, diz o texto,

“O acompanhamento atento dessas diligências em curso pela Procuradoria-Geral da República constitui etapa necessária para a formação de sua opinião delitiva, ou seja, de sua verificação a respeito da existência ou não de condutas ilícitas”, prossegue.

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Gilmar diz que Vieira ‘esqueceu seus colegas milicianos’ | G1


“Quando vi o meu nome inserido nessa lista de indiciados por parte do senador relator deste caso, eu disse: é curioso. Ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal para ter concessão de um habeas corpus. Mas só esse fato narrado mostra exatamente que nós descemos muito na escala das degradações”, afirmou.

O comentário foi feito durante uma crítica ao relatório da CPI do Crime Organizado, apresentada pelo político que propõe o indiciamento de Gilmar, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Mais cedo, ainda nesta terça-feira (14), Gilmar chamou o relatório de “proposta tachanha” e disse que eventualmente excessos da comissão podem configurar crime de abuso de autoridade.

Gilmar diz que CPI comete excessos que podem configurar crime de abuso de autoridade

Durante a sessão da 2ª Turma, Gilmar repetiu as críticas feitas na rede social e afirmou que o relatório não é apenas um “equívoco técnico”, mas também um “erro histórico”.

“Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser, rigorosamente, apurados pela Procuradoria-Geral da República. Afinal, o próprio Congresso, ao editar a Lei de Abuso de Autoridade, tipificou a conduta daquela que inicia ou procede a perseguição penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem é inocente, com pena de 1 a 4 anos de prisão”, afirmou o decano.

O magistrado disse que a A CPI do Crime Organizado foi instaurada após mortes de pessoas nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Mas que o colegiado não solicita quebras de sigilo de milicianos ou membros de facções que controlam territórios no Rio de Janeiro.

Gilmar Mendes em Sessão da Segunda Turma do STF — Foto: Luiz Silveira/STF

“Por isso, causa complexidade que o relator da CPI, oriundo das fileiras policiais, não tem dirigido suas apurações para aqueles que, abandonando o dever público, cruzaram para o lado das milícias e passaram a oprimir as comunidades que deveriam proteger”, disse.

Gilmar afirmou que o relatório de Vieira é “cortina de fumaça” pois deixa de enfrentar o problema que se propôs a apurar e se dedicar a “engrossar a espuma” contra o STF, na “expectativa de produção de dividendos eleitorais para certos atores políticos”.

“O uso de CPIs exige responsabilidade, sobriedade e compromisso com a verdade dos fatos”, disse.

Ele também criticou o que chamou de “vazamentos” de conversas íntimas obtidas por CPIs por parte de seus integrantes. E disse que isso teria ocorrido na CPMI do INSS, encerrada no mês passado.

“Houve episódios lamentáveis. Em relação aos vídeos apresentados lá [nas CPIs]conta-se que velhos, pessoas idosas, membros da CPMI entraram com óculos especiais para gravar cenas, é constrangedor, vergonhoso, é a infantilização da gente velha. Se considerar o respeito, se preservem. Gente com filhos, netos, se comportando como infantilóides. Eu fico com vergonha”, disse.

Na sequência, Gilmar afirmou que, para ele, a qualidade atual do Congresso caiu na comparação com as legislaturas passadas. “As instituições são maiores do que os componentes atuais. Graças a Deus é assim. Porque a história tem seus ciclos. Talvez a gente não esteja vivendo o melhor”, afirmou.

O magistrado também disse que há uma “quê de lavajatismo” em “iniciativas de tentar comparar o Poder Judiciário e manietar juízes independentes”. Ele se referiu a excessos que, na avaliação do ministro, foram cometidos por juízes e procuradores nos processos sobre desvios na Petrobras.

Ainda comentando o relatório de Vieira, Gilmar Mendes disse que “adora é desafiada”. “Cada qual reage de alguma forma a esse tipo de contingência. Alguns confrontos. Lá no meu Mato Grosso, as pessoas dizem: ‘Não me convidem para dançar que eu posso aceitar’. Mas outros se acoelham, têm medo”, declarou.

Relatório ‘sem base jurídica’, diz Toffoli

Dias Toffoli, ministro do STF — Foto: Reprodução

Dias Toffoli, que também está na lista de propostas de indiciamento apresentadas por Alessandro Vieira, afirmou que o relatório não tem “base jurídica”. Na avaliação de Toffoli, o documento tem caráter eleitoral e “aventureiro”.

“Excrescência de um relatório sem base jurídica, sem base factual. Isso é abuso de poder, pode levar à inelegibilidade. Pode levar a avaliações em outras áreas. A Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusaram do poder, em proselitismo eleitoral, por fim imediato de sanha em atacar instituições”, disse Toffoli.

“Não se pode furtar de cassar quem ataca as instituições para buscar o voto do eleitor. É disso que se trata quando surge um relatório aventureiro desses. Voto corrupto, antiestado democrático de direito”, completou.

Também na sessão, o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o caso Master, disse que ninguém está acima da lei, mas os procedimentos de apuração devem ser feitos de forma correta.

Nunes Marques manifestou solidariedade aos colegas citados no relatório. Já Luiz Fux declarou concordar com a ideia de Gilmar de que o STF deve julgar os limites dos poderes das CPIs.

Relator da CPI diz que ministros deveriam se declarar suspeitos

No relatório, Alessandro Vieira afirma que a CPI do Crime Organizado foi alvo de “flagrantes restrições de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República” vieram a ser investigadas.

De acordo com o relator da CPI, os ministros denunciados deveriam ter se declarado suspeitos para julgar o caso do banco Master no Supremo, devido a supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente, com o dono do banco, Daniel Vorcaro.

🔎 A CPI foi instalada em novembro de 2025 para investiga omissões no combate ao crime organizado no Brasil. O Mestre entrou nos assuntos da comissão após suspeitas de irregularidades em operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita.

CPI do Crime Organizado: senador apresenta relatório final e pede o indiciamento da PGR, Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes


O senador Sérgio Moro questionou Andrei sobre a proposta de criação de uma agência antimáfia. Andrei tem criticado a ideia.

Andrey: Eu tenho dito que essa agência já existe e é da PF. Não podemos equiparar facções à máfia, que tem questão cultural da Itália. Desconheço algum país que tenha agência antimáfia, além da Itália. E essa agência não resolveu o problema, a máfia parece se espalhar. Seria mais um órgão público. Entendendo que mais um órgão público, não sei se seria uma nova polícia, viria na contramão do que se precisa, que é orçamento e atuação conjunta.

Moro: Vimos foco no 8 de janeiro, mas gostaríamos de ver os mesmos esforços em relação ao crime organizado.

O senador ainda agradeceu à PF pela operação que prendeu o grupo que planejava o ataque a ele.

Novo Plano Nacional de Educação é sancionado com 19 objetivos; conheça | G1


📝 O PNE é uma lei com as metas para a educação para a década seguinte que determinar diretrizes, objetivos e estratégias para a política educacional. A versão anterior vigorosa de 2014 a 2025 (após prorrogação) e tinha 20 metas. Atualmente, não há nenhum plano nacional para o setor em vigência.

É o PNE que orienta as principais políticas educacionais do país, ajudando a definir prioridades de investimentos e criação ou expansão de políticas públicas. Foi com base na meta 11 do PNE 2014-2025, por exemplo, que nasceu uma parte da política do novo ensino médio que integra a etapa ao ensino técnico.

O novo plano aprovado prevê que as novas políticas sejam acompanhadas a cada dois anos. Entre as metas, estão:

  • Ampliar o atendimento em creches para 60% das crianças de até 3 anos;
  • Garantir que todas as crianças de 4 e 5 anos esteja na pré-escola;
  • Ter ensino em tempo integral em pelo menos 65% das escolas e atender 50% dos alunos;
  • Reduzir desigualdades na educação básica entre grupos sociais, raciais e regionais;
  • Alfabetizar 80% dos alunos até o fim do 2º ano do ensino fundamental, chegando a 100% ao final da vigência do plano;
  • Incluir a matemática entre as metas de alfabetização.

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O plano também estabelece metas para a educação ambiental e o uso responsável de tecnologias como suporte no ensino.

O texto fixa ainda medidas de monitoramento direto e mecanismos de incentivo, fiscalização e controle interno, externo e social, e estipulações para que estados e municípios cumpram obrigações na oferta educacional.

Além disso, o novo Plano também retoma a meta de investimento na educação pública, que não foi cumprida na versão anterior. O PNE aprovado em 2014 previu que 10% do produto interno bruto (PIB) fosse investido em educação — atualmente, o percentual está em torno de 5,5%. O novo projeto propõe um aumento gradual do investimento, começando em 7% até o sexto ano de vigência e chegando a 10% ao final de dez anos.

O novo PNE tem 19 objetivos para os quais foram metas que permitem seu monitoramento ao longo dos dez anos. São objetivos do novo PNE:

  1. ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola;
  2. garantir a qualidade da oferta de educação infantil;
  3. garantir a alfabetização ao final do 2º segundo ano do ensino fundamental para todas as crianças;
  4. garantir que crianças, adolescentes e jovens concluam o ensino fundamental e médio na idade regular;
  5. garantir a aprendizagem dos estudantes no ensino fundamental e médio;
  6. ampliar a oferta de educação em tempo integral na rede pública;
  7. promover a educação digital para o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação;
  8. promover a educação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas em todos os estabelecimentos de ensino;
  9. garantir o acesso, a qualidade e a permanência em todos os níveis e modalidades da educação indígena, quilombola e do campo;
  10. garantir o acesso, a oferta e a aprendizagem dos alunos da educação especial e bilíngue de surdos;
  11. garantir a alfabetização e ampliar a conclusão da educação básica para todos os jovens, adultos e idosos;
  12. ampliar o acesso e a permanência na educação profissional e tecnológica;
  13. garantir a qualidade e a adequação da formação às exigências da sociedade, do mundo do trabalho e das diversidades de ambiente na educação profissional e tecnológica;
  14. ampliar o acesso, a permanência e a conclusão na graduação, com inclusão e redução de desigualdades;
  15. garantir a qualidade dos cursos de graduação e das instituições de ensino superior;
  16. ampliar a formação de mestres e doutores, de forma equitativa e inclusiva, com foco na solução dos problemas da sociedade;
  17. garantir formação e condições de trabalho adequadas aos profissionais da educação básica;
  18. garantir a participação social no planejamento e gestão educacional;
  19. garantir a qualidade e a equidade nas condições de oferta da educação básica.

O PNE anterior entrou em vigor até 31 de dezembro de 2025, após ser prorrogado em 2024, quando, inicialmente, deixaria de ter valor. A proposta do novo PNE só foi enviada pelo governo ao Congresso um mês antes do fim do prazo, e só foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro. Com as atividades limitadas de fim de ano, o Senado não conseguiu votar uma pauta ainda em 2025.

O texto seguido para sanção do presidente Lula (PT) e foi recebido nesta terça-feira (14) em uma cerimônia que aconteceu em Brasília e contou com a presença do ex-ministro da Educação, Camilo Santana, do atual ministro Leonardo Barchini, da deputada federal Tabata Amaral, que preside a Frente Parlamentar da Educação, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, entre outros.

Espanha aprova regularização de imigrantes; veja as regras | G1


Muitos são latino-americanos, incluindo brasileiros. Eles atuam em setores como agricultura, turismo e serviços — áreas consideradas pilares da economia espanhola.

  • Ter chegado a Espanha antes de 1º de janeiro de 2026.
  • Comprovar ao menos cinco meses de residência contínua no país.
  • Atender requisitos de emprego, laços familiares ou vulnerabilidade.
  • Não ter antecedentes criminais.
  • Fazer agendamento online a partir de 16 de abril.
  • Comparecer a entrevista presencial, disponível a partir de 20 de abril.

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O governo prevê analisar os pedidos em até dois meses e meio, independentemente da nacionalidade. Os aprovados autorizam autorização de residência e trabalho, além de um número de Segurança Social e acesso ao sistema público de saúde.

Ainda segundo o governo, a autorização de residência terá validade de um ano, podendo ser prorrogada.

A ministra da Inclusão, Segurança Social e Migração, Elma Saiz, afirmou que até 30 de junho serão instalados postos de atendimento da Segurança Social e dos Correios em todo o país para receber as transportadoras.

Regularização por necessidade

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez — Foto: Juan Medina/REUTERS

Sánchez defendeu uma medida como um ato de justiça e também de necessidade, em contraste com políticas mais restritivas adotadas em outros países europeus. Segundo ele, a iniciativa ajuda a enfrentar a falta de mão de obra.

A proposta foi defendida por organizações humanitárias e recebida com apoio da Igreja Católica e de empresários.

Em carta à população, o primeiro-ministro afirmou que a medida confirma a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte do cotidiano do país — cuidando de idosos, trabalhando e abrindo negócios.

Sánchez também citou o passado migratório dos espanhóis, que deixou o país rumo à América e a outros países europeus em busca de melhores condições de vida.

Para ele, a regularização também é necessária diante do envelhecimento da população. De acordo com o primeiro, por causa da falta de trabalhadores, a economia perde dinamismo e os serviços públicos, como saúde e previdência, são pressionados.

O primeiro reforçou que os imigrantes devem ter direitos, mas também cumprem obrigações, como o pagamento de impostos.

Apoiadores do Partido Popular da Espanha agitam bandeiras do lado de fora da sede do partido no dia da eleição geral, em Madri, Espanha, em 23 de julho de 2023. — Foto: Juan Medina/REUTERS

O Partido Popular (PP), principal força de oposição, criticou a medida e a classificou como “desumana” e “injusta”. O líder da legenda, Alberto Núñez Feijóo, afirmou que a regularização pode favorecer o crime organizado e apontou falhas nos mecanismos de controle.

Ele também disse que a decisão contrária ao Pacto Europeu para Migração e Asilo, apoiada pela maioria no Parlamento Europeu.

O partido Vox, de extrema direita, lançou uma campanha sobre as consequências da imigração “em massa” e informou que vai recorrer ao Supremo Tribunal para tentar suspender a medida.

Os Sindicatos Policiais também criticaram o processo. Segundo as entidades, a aprovação ocorreu sem participação das forças de segurança e pode aumentar riscos de fraude e falhas na verificação de identidade e antecedentes.

*Com informações da Deutsche Welle.

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Gilmar e Toffoli criticam CPI e apontam abuso de autoridade | G1


Durante a sessão da 2ª Turma do STF, Gilmar convocou o relatório de “proposta tachanha” e disse que eventuais excessos da comissão podem configurar crime de abuso de autoridade.

Durante a sessão da 2ª Turma, Gilmar repetiu as críticas feitas na rede social e afirmou que o relatório não é apenas um “equívoco técnico”, mas também um “erro histórico”.

“Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser, rigorosamente, apurados pela Procuradoria-Geral da República. Afinal, o próprio Congresso, ao editar a Lei de Abuso de Autoridade, tipificou a conduta daquela que inicia ou procede a perseguição penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem é inocente, com pena de 1 a 4 anos de prisão”, afirmou o decano.

O magistrado disse que a A CPI do Crime Organizado foi instaurada após mortes de pessoas nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Mas que o colegiado não solicita quebras de sigilo de milicianos ou membros de facções que controlam territórios no Rio de Janeiro.

O ministro Gilmar Mendes, em imagem de arquivo — Foto: Carlos Moura/SCO/STF

“Por isso, causa complexidade que o relator da CPI, oriundo das fileiras policiais, não tem dirigido suas apurações para aqueles que, abandonando o dever público, cruzaram para o lado das milícias e passaram a oprimir as comunidades que deveriam proteger”, disse.

Gilmar afirmou que o relatório de Vieira é “cortina de fumaça” pois deixa de enfrentar o problema que se propôs a apurar e se dedicar a “engrossar a espuma” contra o STF, na “expectativa de produção de dividendos eleitorais para certos atores políticos”.

“O uso de CPIs exige responsabilidade, sobriedade e compromisso com a verdade dos fatos”, disse.

Ele também criticou o que chamou de “vazamentos” de conversas íntimas obtidas por CPIs por parte de seus integrantes. E disse que isso teria ocorrido na CPMI do INSS, encerrada no mês passado.

“Houve episódios lamentáveis. Em relação aos vídeos apresentados lá [nas CPIs]conta-se que velhos, pessoas idosas, membros da CPMI entraram com óculos especiais para gravar cenas, é constrangedor, vergonhoso, é a infantilização da gente velha. Se considerar o respeito, se preservem. Gente com filhos, netos, se comportando como infantilóides. Eu fico com vergonha”, disse.

Na sequência, Gilmar afirmou que, para ele, a qualidade atual do Congresso caiu na comparação com as legislaturas passadas. “As instituições são maiores do que os componentes atuais. Graças a Deus é assim. Porque a história tem seus ciclos. Talvez a gente não esteja vivendo o melhor”, afirmou.

O magistrado também disse que há uma “quê de lavajatismo” em “iniciativas de tentar comparar o Poder Judiciário e manietar juízes independentes”. Ele se referiu a excessos que, na avaliação do ministro, foram cometidos por juízes e procuradores nos processos sobre desvios na Petrobras.

Ainda comentando o relatório de Vieira, Gilmar Mendes disse que “adora é desafiada”. “Cada qual reage de alguma forma a esse tipo de contingência. Alguns confrontos. Lá no meu Mato Grosso, as pessoas dizem: ‘Não me convidem para dançar que eu posso aceitar’. Mas outros se acoelham, têm medo”, declarou.

Relatório ‘sem base jurídica’, diz Toffoli

Dias Toffoli, ministro do STF — Foto: Reprodução

Dias Toffoli, que também está na lista de propostas de indiciamento apresentadas por Alessandro Vieira, afirmou que o relatório não tem “base jurídica”. Na avaliação de Toffoli, o documento tem caráter eleitoral e “aventureiro”.

“Excrescência de um relatório sem base jurídica, sem base factual. Isso é abuso de poder, pode levar à inelegibilidade. Pode levar a avaliações em outras áreas. A Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusaram do poder, em proselitismo eleitoral, por fim imediato de sanha em atacar instituições”, disse Toffoli.

“Não se pode furtar de cassar quem ataca as instituições para buscar o voto do eleitor. É disso que se trata quando surge um relatório aventureiro desses. Voto corrupto, antiestado democrático de direito”, completou.

Também na sessão, o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o caso Master, disse que ninguém está acima da lei, mas os procedimentos de apuração devem ser feitos de forma correta.

Nunes Marques manifestou solidariedade aos colegas citados no relatório. Já Luiz Fux declarou concordar com a ideia de Gilmar de que o STF deve julgar os limites dos poderes das CPIs.

Relator da CPI diz que ministros deveriam se declarar suspeitos

No relatório, Alessandro Vieira afirma que a CPI do Crime Organizado foi alvo de “flagrantes restrições de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República” vieram a ser investigadas.

De acordo com o relator da CPI, os ministros denunciados deveriam ter se declarado suspeitos para julgar o caso do banco Master no Supremo, devido a supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente, com o dono do banco, Daniel Vorcaro.

🔎 A CPI foi instalada em novembro de 2025 para investiga omissões no combate ao crime organizado no Brasil. O Mestre entrou nos assuntos da comissão após suspeitas de irregularidades em operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita.

Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório marcado pelo STF | G1


Eduardo não indicou advogado e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU).

Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar avaliações e tarifas ao Brasil e as autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.

Eduardo Bolsonaro dá entrevista à Reuters em Washington, DC, EUA, em 14 de agosto de 2025. — Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, declarou que, diante da ausênca do réu, o interrogatório ficou prejudicado.

O magistrado abriu prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR informem se são necessárias novas diligências.

Caso não sejam solicitadas novas medidas, Moraes poderá abrir prazo para que sejam apresentadas as considerações finais – as últimas manifestações no processo. Primeiro, a PGR e, depois, a DPU.

Segundo a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo, aliado da família Bolsonaro e também acusado na mesma ação, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de avaliações estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil.

Para isso, eles exploraram suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com membros do alto escalonamento do governo norte-americano.

Governo extingue institutos de formação e cria Escola de Governação

Nova entidade sucede a estruturas históricas da administração pública

O Governo anunciou a criação da Escola de Governação, uma nova instituição destinada à formação e capacitação de quadros do Estado, que passa a substituir um conjunto de estruturas até então responsáveis pela preparação técnica dos funcionários públicos no país.

Continue lendo Governo extingue institutos de formação e cria Escola de Governação

Ramagem está em cela separada e pode ser transferida para outra prisão | G1


O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, detido na segunda-feira (13) nos Estados Unidos, está em uma cela separada no Departamento de Correções da Polícia de Orange County, em Orlando, na Flórida. O departamento afirmou ainda que ele foi preso por questões relacionadas ao status migratório.

À TV Globo, o Departamento de Correções confirmou que Ramagem chegou ao centro na segunda-feira.

Site oficial do ICE confirma detenção de Alexandre Ramagem

A TV Globo também apurou que o status de Ramagem na carceragem indica “em trânsito”, o que pode significar uma futura transferência para outra unidade, já que a detenção onde ele etá não.

Um oficial de imigração deve ir ao centro para entrevistar Ramagem, a fim de determinar seu status e decidir se ocorrerá o procedimento de deportação, segundo apuração da TV Globo.

Nesta terça (14), já foi possível localizar o nome do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no sistema online de detenções da agência, que também disponibiliza informações de contato para familiares (veja acima).

Centro de Detenção do Condado de Orange, nos EUA — Foto: Reprodução

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre como será o processo de retorno ao Brasil, segundo a PF.

“A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

Quem é Alexandre Ramagem?

Alexandre Ramagem é delegado da Polícia Federal e político brasileiro. Ele ingressou na Polícia Federal em 2005. Ganhou destaque ao chefiar a segurança de Jair Bolsonaro após o atentado em Juiz de Fora, na campanha de 2018.

Na gestão de Bolsonaro, foi nomeado para chefiar a Agência Brasileira de Inteligência. Sua gestão é alvo de investigações sobre o uso da estrutura do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, no caso conhecido como “Abin Paralela”.

Em 2020, Bolsonaro tentou nomeá-lo Diretor-Geral da Polícia Federal, mas a nomeação foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) devido à proximidade pessoal de Ramagem com a família do presidente.

Em 2022, foi eleito pelo PL-RJ com cerca de 59 mil votos. Teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara em dezembro de 2025, após seu relatório criminal na trama golpista.

Em 2024, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024, terminando a eleição em segundo lugar.

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