Os navios fazem meia-volta em meio a bloqueio no Estreito de Ormuz; EUA e Irã avaliam retomar negociações


Atualizado há 9 horas por

Trump critica Europa em nova postagem: ‘Estão desesperados’

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar os aliados europeus nesta terça-feira (14). Ele afirmou que a Europa está “desesperada por energia” e disse que o Reino Unido deveria adotar o seu lema de “perfurar, baby, perfurar”, em referência à exploração de petróleo no mar.

Também criticou o incentivo dos países europeus à produção de energia eólica.

“A Europa está desesperada por energia, e ainda assim o Reino Unido se recusa a explorar o petróleo do Mar do Norte, um dos maiores campos do mundo. Trágico!!! Aberdeen deveria estar prosperando (…).

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Gilmar Mendes quer ação contra Vieira; ala discute inelegibilidade | G1


O pedido de indiciamento apresentado por Vieira contra ministros da Corte provocou forte evidência pública de ministros e também nos bastidores do Supremo. Integrantes do tribunal relataram e classificaram a iniciativa como uma escalada de tensão institucional.

O texto pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e do procurador-geral da República (PGR) Paulo Gonet. Vieira mencionou que há acusações de crimes de responsabilidade.

Reservadamente, uma ala do STF passou a discutir alternativas jurídicas para tentar tornar o senador inelegível ainda neste ano. A avaliação é que o movimento de Vieira cruzou uma linha ao mirar diretamente aos membros da Corte.

O caso aprofunda o clima de confronto entre setores do Legislativo e do Judiciário em meio ao ambiente pré-eleitoral.

Gilmar Mendes em Sessão da Segunda Turma do STF — Foto: Luiz Silveira/STF

A derrota de Vieira na CPI foi selada após uma manobra que alterou a composição da Comissão horas antes da votação, trocando três membros titulares.

Se Gilmar Mendes confirmar o pedido e a representação para apresentação, quem deve discutir o caso é a Primeira Turma do STF (o ministro decano está na segunda turma). Vale ressaltar que é a própria Corte quem julgou a denúncia.

Gilmar afirmou nas redes sociais que “CPI não tem base legal para pedir indiciamento de ministros” e, durante sessão da 2ª Turma, chamou o relatório de “proposta tacanha”.

Segundo o ministro, eventualmente excessos da comissão podem configurar crime de abuso de autoridade. Reservadamente, uma ala do STF discute alternativas jurídicas para tentar tornar o senador inelegível ainda neste ano, avaliando que Vieira cruzou uma linha ao mirar diretamente membros da Corte.

Governo encaminha projeto de lei que prevê fim da escala 6×1 com urgência constitucional para acelerar votação do tema | G1


A mensagem de envio do projeto foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), sem a íntegra do texto. Segundo a Casa Civil, o projeto será protocolado nesta quarta-feira (15) na Câmara dos Deputados.

O governo federal vem defendendo as seguintes mudanças nas regras trabalhistas:

  • implementação da escala 5×2, com dois dias de descanso semanais;
  • jornada de trabalho de 40 horas semanais;
  • mudanças sem redução de salário dos trabalhadores.

O projeto foi enviado em regime de urgência, o que, na avaliação do governo, garante uma tramitação mais rápida e exige menos votos para ser aprovado.

O envio do projeto de lei do governo foi acertado nesta terça em um almoço no Palácio do Planalto entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também participaram do encontro o ministro José Guimarães e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Após o encontro com o presidente Lula, Motta recebeu o envio do projeto pelo governo. No entanto, o deputado não abriu a mão da PEC que já está em tramitação na Câmara.

“O presidente Lula pediu ao Hugo Motta, ao líder, e a mim, que negociassem como tramitar tanto a PEC como o projeto de lei. Vamos sentar e vamos discutir. Então a crise que estava existindo, manda não manda, está superada”, disse Guimarães.

No almoço, Lula fez um apelo a Motta. O acordo entre os dois foi que o projeto e a PEC tramitem paralelamente, de forma simultânea, até que fique claro qual dos textos tem maiores previsões de política de aprovação.

A avaliação de Motta, segundo pessoas com conhecimento do tema, é de que o almoço serviu para “distensionar” a relação entre o Congresso e o Executivo sobre este assunto.

No começo do ano, o presidente da Câmara determinou que fossem examinadas juntas uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e outra apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

O objetivo central das propostas é acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso. Ambos preveem que a jornada não seja superior a 36 horas semanais e que o trabalhador tenha três dias de folga.

Ressalvas do setor produtivo

Os representantes do setor produtivo compartilham que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.

Na avaliação de economistas, o debate precisa ser acompanhado de investigação sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística

Eleições 2026: Nunes Marques é eleito presidente do TSE; ainda não há dados para a posse | G1


Nunes fica no comando do TSE até maio de 2027. Ainda não há dados para a posse.

O ministro vai assumir o comando da Corte Eleitoral no lugar da ministra Cármen Lúcia, que antecipou sua saída do cargo. O ministro André Mendonça foi eleito vice-presidente do TSE.

Nunes Marques vai comandar o tribunal durante as eleições gerais deste ano.

Cármen Lúcia antecipa eleição da nova presidência do TSE para a próxima semana

Após ser eleito, Marques agradeceu a confiança. “É uma das maiores honras da minha vida poder ser eleito para presidir o Tribunal Superior Eleitoral”.

André Mendonça afirmou que, enquanto vice-presidente, vai auxiliar com todas as forças. “Que o TSE e a democracia brasileira tenham esse ano uma festa muito bonita de eleições”.

A eleição vai dar início à transição da gestão. A posse do novo comando do TSE deve ocorrer até o fim de maio.

O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros:

  • três são também ministros do Supremo Tribunal Federal;
  • outros dois também são ministros do Superior Tribunal de Justiça;
  • mais dois são da chamada classe dos juristas, advogados nomeados para a carga.

A atuação é temporária: os magistrados são escolhidos para atuar em períodos de dois anos, renováveis ​​por mais dois.

Ministro Nunes Marques participa da sessão da Segunda Turma do STF. — Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A presidência da Corte Eleitoral é sempre exercida por um dos três ministros do Supremo que estão na composição naquele momento.

O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável pela organização e administração do processo de escolha dos ocupantes de mandatos eletivos.

O ministro Kassio Nunes Marques é natural de Teresina (PI). Chegou ao TSE em 2021, como ministro substituto. Em 2023, tornou-se ministro efetivo. Em 2024, assumiu a vice-presidência da Corte Eleitoral.

Na Justiça Eleitoral, recentemente foi o relator do conjunto de normas que vão regular o processo eleitoral de 2026. Nunes Marques será o presidente do TSE nas eleições de outubro.

O ministro compõe o Supremo Tribunal Federal desde 2020. Antes, atuou como advogado e foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí entre 2008 e 2011.

Também foi desembargador federal e vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem sede em Brasília.

Na área acadêmica, é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, e doutor e pós-doutor pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

André Luiz de Almeida Mendonça nasceu em Santos (SP). É ministro do Supremo Tribunal Federal desde dezembro de 2021.

Antes de chegar ao STF, compôs o governo de Jair Bolsonaro como ministro da Justiça e como ministro da Advocacia-Geral da União.

No Supremo, Mendonça substituiu o ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou.

Foi indicado ao TSE pela primeira vez em 2022, como ministro substituto. Em junho de 2024, passou a ministro efetivo.

O magistrado é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB). Também é mestre e doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

CPI do Crime Organizado rejeita indiciamento de ministros do STF | G1


➡️ Na prática, o pedido de indiciamento — desde que foi aprovado pela maioria da CPI — poderia levar a um pedido de impeachment das quatro autoridades citadas.

Três dos 11 membros titulares foram trocados. Conforme os registros do Senado, os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE).

Além disso, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que era suplente, foi designada membro titular.

Com as trocas, a CPI teve maioria para derrotar o relatório proposto por Vieira. Além de Beto Faro e Teresa Leitão, votaram contra o relatório dos senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke.

Vieira mencionou crimes de responsabilidade por parte do procurador-geral e dos ministros do STF.

🔎 O processo para julgar um crime de responsabilidade corre no próprio Senado. Crime de responsabilidade é um delito de natureza políticaportanto, tem um trâmite diferente do crime comum.

UM TV Globo questionou o Supremo e os ministros sobre os pedidos de indiciamento feitos pelo relator, mas ainda não obteve retorno. A PGR afirmou que não vai se manifestar.

Segundo ele, o indiciamento é um ato que cabe exclusivamente à autoridade policial e não se aplica a crimes de responsabilidade, que seguem um rito próprio, previsto na legislação.

Esses crimes, segundo ele, são analisados ​​por procedimentos específicos, que envolvem o Congresso Nacional, sem previsão de atuação de CPIs nesse tipo de processo.

O ministro também criticou o que classificou como tentativa de criminalizar a interpretação da lei por magistrados, prática conhecida no meio jurídico como “crime de hermenêutica” — expressão usada para definir tentativas de punir juízes por suas decisões.

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE). — Foto: Ascom

O relatório de Alessandro Vieira

No relatório, o senador Alessandro Vieira afirma que a CPI foi alvo de “flagrante limitação de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados às figuras imponentes da República” vieram a ser investigadas.

Por isso, entre os motivos de indiciamento, “é razoável que a decisão se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de perseguição e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”.

🔎 Crimes de responsabilidade são atos cometidos por presidentes, ministros e outros agentes públicos que ameacem a Constituição, a União, o funcionamento dos Poderes, os direitos políticos e a segurança interna, entre outros. A sanção é política, podendo resultar na perda da carga ou na inelegibilidade.

De acordo com o relator da CPI, os ministros citados deveriam ter se declarados suspeitos para julgar o caso do banco Master no STFa devido supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente o dono do banco, Daniel Vorcaro.

🔎 Uma CPI foi instalada em novembro de 2025 para investigar omissões no combate ao crime organizado no Brasil. O Mestre entrou nos assuntos da comissão após suspeitas de irregularidades em operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita.

Banco Mestre. — Foto: Reprodução/TV Globo

Crimes de responsabilidade

Vieira incluiu os indicados nos seguintes critérios de descumprimento da lei:

➡️Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes

  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;
  • Processo de modo incompatível com honra, dignidade e decoro de suas funções.
  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa.

➡️Procurador-geral da República, Paulo Gonet

  • Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Segundo a lei, isso significa “procedimento de modo incompatível com a dignidade e o decoro da carga”.

Relação de Toffoli e Master

O ministro Dias Toffoli foi, inicialmente, sorteado como relator do caso Master no STF. O processo investiga fraudes financeiras ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, que está preso.

🔎 A relação entre a Maridt e o Reag tem como ponto-chave o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A empresa da família Toffoli era uma das donas do empreendimento até fevereiro do ano passado.

Entre os motivos do pedido de indiciamento contra o ministro, o senador Alessandro Vieira cita a viagem dele a Lima, no Peru, para a final da Libertadores, no mesmo jatinho privado em que também é útil o advogado da defesa de Daniel Vorcaro.

A viagem e suspeitas de proximidade com o caso, conforme o senador, seriam motivos que tornariam o ministro impedido de julgar o caso no STF.

“A situação do Ministro Toffoli não se confunde com o de magistrado que, sem saber, mantinha algum vínculo comercial remoto com familiar de investigado. […] A conexão, portanto, não é remota nem indireta: trata-se de relação negocial entre empresa do magistrado relator e fundo de investimento controlado por pessoa investigada e presa no mesmo inquérito que o magistrado relatou”, apontou o senador no relatório.

Vieira ainda classifica a relação entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como de amizade em função do convite feito por Toffoli para que o banqueiro participasse de sua festa de aniversário, informação da PF que consta em relatório enviado ao ministro Fachin, em fevereiro.

“Sob o prisma jurídico, a existência de laços de amizade íntima e a demonstração de um interesse pessoal na causa configuram causas objetivas de suspeita, nos termos anteriormente ressaltados”, diz o relator.

Ele acrescenta: “A gravidade desses registros, que indicam uma relação de confiança e proximidade com o principal alvo da Operação Compliance Zero, reforça a configuração da suspeita sob múltiplos fundamentos legais concorrentes, tornando insustentável a manutenção da imparcialidade jurisdicional necessária para a condução do feito”.

De acordo com a Constituição, as CPIs têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, o que lhes compete permite convocar depositantes, quebrar sigilos (fiscais, bancários e de dados) e solicitar documentos de órgãos públicos.

No entanto, a sua atuação é limitada pela cláusula de reserva de jurisdição, o que significa que elas não possuem poder punitivo ou de julgamento.

Uma CPI não pode, por exemplo, determinar a prisão de alguém (exceto em casos de flagrante delito, como falso testemunho), nem expedir mandatos de busca e apreensão domiciliar ou interceptação telefônica, medidas que dependam exclusivamente de ordem judicial.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que não é denunciado na CPI entre os que Vieira quis indiciar, publicou uma mensagem em uma rede social em que saiu em defesa dos colegas.

Dino afirmou se solidarizar com os colegas aos quais chamaram de “alvo de injustiças”. No texto, o ministro também destacou as ações do Supremo e da PGR contra o crime organizado.

“É irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”, dinâmica Dino.

“Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de ponta o STF como o ‘maior problema nacional’. É um enorme erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências”, prosseguiu.

Dino ponderou ainda que críticas deveriam ser feitas, mas com respeito à dignidade das pessoas e preservação das instituições da democracia.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) publicou uma nota pública na qual afirma que “as orientações do relatório sobre a atuação do Procurador-Geral da República são precipitadas e desprovidas de fundamento”.

“Ao contrário do que afirmado no relatório, não há qualquer cenário de omissão institucional. As investigações indicadas seguem no andamento regular no âmbito da Polícia Federal”, diz o texto,

“O acompanhamento atento dessas diligências em curso pela Procuradoria-Geral da República constitui etapa necessária para a formação de sua opinião delitiva, ou seja, de sua verificação a respeito da existência ou não de condutas ilícitas”, prossegue.

Gilmar diz que Vieira ‘esqueceu seus colegas milicianos’ | G1


“Quando vi o meu nome inserido nessa lista de indiciados por parte do senador relator deste caso, eu disse: é curioso. Ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal para ter concessão de um habeas corpus. Mas só esse fato narrado mostra exatamente que nós descemos muito na escala das degradações”, afirmou.

O comentário foi feito durante uma crítica ao relatório da CPI do Crime Organizado, apresentada pelo político que propõe o indiciamento de Gilmar, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Mais cedo, ainda nesta terça-feira (14), Gilmar chamou o relatório de “proposta tachanha” e disse que eventualmente excessos da comissão podem configurar crime de abuso de autoridade.

Gilmar diz que CPI comete excessos que podem configurar crime de abuso de autoridade

Durante a sessão da 2ª Turma, Gilmar repetiu as críticas feitas na rede social e afirmou que o relatório não é apenas um “equívoco técnico”, mas também um “erro histórico”.

“Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser, rigorosamente, apurados pela Procuradoria-Geral da República. Afinal, o próprio Congresso, ao editar a Lei de Abuso de Autoridade, tipificou a conduta daquela que inicia ou procede a perseguição penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem é inocente, com pena de 1 a 4 anos de prisão”, afirmou o decano.

O magistrado disse que a A CPI do Crime Organizado foi instaurada após mortes de pessoas nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Mas que o colegiado não solicita quebras de sigilo de milicianos ou membros de facções que controlam territórios no Rio de Janeiro.

Gilmar Mendes em Sessão da Segunda Turma do STF — Foto: Luiz Silveira/STF

“Por isso, causa complexidade que o relator da CPI, oriundo das fileiras policiais, não tem dirigido suas apurações para aqueles que, abandonando o dever público, cruzaram para o lado das milícias e passaram a oprimir as comunidades que deveriam proteger”, disse.

Gilmar afirmou que o relatório de Vieira é “cortina de fumaça” pois deixa de enfrentar o problema que se propôs a apurar e se dedicar a “engrossar a espuma” contra o STF, na “expectativa de produção de dividendos eleitorais para certos atores políticos”.

“O uso de CPIs exige responsabilidade, sobriedade e compromisso com a verdade dos fatos”, disse.

Ele também criticou o que chamou de “vazamentos” de conversas íntimas obtidas por CPIs por parte de seus integrantes. E disse que isso teria ocorrido na CPMI do INSS, encerrada no mês passado.

“Houve episódios lamentáveis. Em relação aos vídeos apresentados lá [nas CPIs]conta-se que velhos, pessoas idosas, membros da CPMI entraram com óculos especiais para gravar cenas, é constrangedor, vergonhoso, é a infantilização da gente velha. Se considerar o respeito, se preservem. Gente com filhos, netos, se comportando como infantilóides. Eu fico com vergonha”, disse.

Na sequência, Gilmar afirmou que, para ele, a qualidade atual do Congresso caiu na comparação com as legislaturas passadas. “As instituições são maiores do que os componentes atuais. Graças a Deus é assim. Porque a história tem seus ciclos. Talvez a gente não esteja vivendo o melhor”, afirmou.

O magistrado também disse que há uma “quê de lavajatismo” em “iniciativas de tentar comparar o Poder Judiciário e manietar juízes independentes”. Ele se referiu a excessos que, na avaliação do ministro, foram cometidos por juízes e procuradores nos processos sobre desvios na Petrobras.

Ainda comentando o relatório de Vieira, Gilmar Mendes disse que “adora é desafiada”. “Cada qual reage de alguma forma a esse tipo de contingência. Alguns confrontos. Lá no meu Mato Grosso, as pessoas dizem: ‘Não me convidem para dançar que eu posso aceitar’. Mas outros se acoelham, têm medo”, declarou.

Relatório ‘sem base jurídica’, diz Toffoli

Dias Toffoli, ministro do STF — Foto: Reprodução

Dias Toffoli, que também está na lista de propostas de indiciamento apresentadas por Alessandro Vieira, afirmou que o relatório não tem “base jurídica”. Na avaliação de Toffoli, o documento tem caráter eleitoral e “aventureiro”.

“Excrescência de um relatório sem base jurídica, sem base factual. Isso é abuso de poder, pode levar à inelegibilidade. Pode levar a avaliações em outras áreas. A Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusaram do poder, em proselitismo eleitoral, por fim imediato de sanha em atacar instituições”, disse Toffoli.

“Não se pode furtar de cassar quem ataca as instituições para buscar o voto do eleitor. É disso que se trata quando surge um relatório aventureiro desses. Voto corrupto, antiestado democrático de direito”, completou.

Também na sessão, o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o caso Master, disse que ninguém está acima da lei, mas os procedimentos de apuração devem ser feitos de forma correta.

Nunes Marques manifestou solidariedade aos colegas citados no relatório. Já Luiz Fux declarou concordar com a ideia de Gilmar de que o STF deve julgar os limites dos poderes das CPIs.

Relator da CPI diz que ministros deveriam se declarar suspeitos

No relatório, Alessandro Vieira afirma que a CPI do Crime Organizado foi alvo de “flagrantes restrições de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República” vieram a ser investigadas.

De acordo com o relator da CPI, os ministros denunciados deveriam ter se declarado suspeitos para julgar o caso do banco Master no Supremo, devido a supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente, com o dono do banco, Daniel Vorcaro.

🔎 A CPI foi instalada em novembro de 2025 para investiga omissões no combate ao crime organizado no Brasil. O Mestre entrou nos assuntos da comissão após suspeitas de irregularidades em operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita.

CPI do Crime Organizado: senador apresenta relatório final e pede o indiciamento da PGR, Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes


O senador Sérgio Moro questionou Andrei sobre a proposta de criação de uma agência antimáfia. Andrei tem criticado a ideia.

Andrey: Eu tenho dito que essa agência já existe e é da PF. Não podemos equiparar facções à máfia, que tem questão cultural da Itália. Desconheço algum país que tenha agência antimáfia, além da Itália. E essa agência não resolveu o problema, a máfia parece se espalhar. Seria mais um órgão público. Entendendo que mais um órgão público, não sei se seria uma nova polícia, viria na contramão do que se precisa, que é orçamento e atuação conjunta.

Moro: Vimos foco no 8 de janeiro, mas gostaríamos de ver os mesmos esforços em relação ao crime organizado.

O senador ainda agradeceu à PF pela operação que prendeu o grupo que planejava o ataque a ele.

Novo Plano Nacional de Educação é sancionado com 19 objetivos; conheça | G1


📝 O PNE é uma lei com as metas para a educação para a década seguinte que determinar diretrizes, objetivos e estratégias para a política educacional. A versão anterior vigorosa de 2014 a 2025 (após prorrogação) e tinha 20 metas. Atualmente, não há nenhum plano nacional para o setor em vigência.

É o PNE que orienta as principais políticas educacionais do país, ajudando a definir prioridades de investimentos e criação ou expansão de políticas públicas. Foi com base na meta 11 do PNE 2014-2025, por exemplo, que nasceu uma parte da política do novo ensino médio que integra a etapa ao ensino técnico.

O novo plano aprovado prevê que as novas políticas sejam acompanhadas a cada dois anos. Entre as metas, estão:

  • Ampliar o atendimento em creches para 60% das crianças de até 3 anos;
  • Garantir que todas as crianças de 4 e 5 anos esteja na pré-escola;
  • Ter ensino em tempo integral em pelo menos 65% das escolas e atender 50% dos alunos;
  • Reduzir desigualdades na educação básica entre grupos sociais, raciais e regionais;
  • Alfabetizar 80% dos alunos até o fim do 2º ano do ensino fundamental, chegando a 100% ao final da vigência do plano;
  • Incluir a matemática entre as metas de alfabetização.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

O plano também estabelece metas para a educação ambiental e o uso responsável de tecnologias como suporte no ensino.

O texto fixa ainda medidas de monitoramento direto e mecanismos de incentivo, fiscalização e controle interno, externo e social, e estipulações para que estados e municípios cumpram obrigações na oferta educacional.

Além disso, o novo Plano também retoma a meta de investimento na educação pública, que não foi cumprida na versão anterior. O PNE aprovado em 2014 previu que 10% do produto interno bruto (PIB) fosse investido em educação — atualmente, o percentual está em torno de 5,5%. O novo projeto propõe um aumento gradual do investimento, começando em 7% até o sexto ano de vigência e chegando a 10% ao final de dez anos.

O novo PNE tem 19 objetivos para os quais foram metas que permitem seu monitoramento ao longo dos dez anos. São objetivos do novo PNE:

  1. ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola;
  2. garantir a qualidade da oferta de educação infantil;
  3. garantir a alfabetização ao final do 2º segundo ano do ensino fundamental para todas as crianças;
  4. garantir que crianças, adolescentes e jovens concluam o ensino fundamental e médio na idade regular;
  5. garantir a aprendizagem dos estudantes no ensino fundamental e médio;
  6. ampliar a oferta de educação em tempo integral na rede pública;
  7. promover a educação digital para o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação;
  8. promover a educação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas em todos os estabelecimentos de ensino;
  9. garantir o acesso, a qualidade e a permanência em todos os níveis e modalidades da educação indígena, quilombola e do campo;
  10. garantir o acesso, a oferta e a aprendizagem dos alunos da educação especial e bilíngue de surdos;
  11. garantir a alfabetização e ampliar a conclusão da educação básica para todos os jovens, adultos e idosos;
  12. ampliar o acesso e a permanência na educação profissional e tecnológica;
  13. garantir a qualidade e a adequação da formação às exigências da sociedade, do mundo do trabalho e das diversidades de ambiente na educação profissional e tecnológica;
  14. ampliar o acesso, a permanência e a conclusão na graduação, com inclusão e redução de desigualdades;
  15. garantir a qualidade dos cursos de graduação e das instituições de ensino superior;
  16. ampliar a formação de mestres e doutores, de forma equitativa e inclusiva, com foco na solução dos problemas da sociedade;
  17. garantir formação e condições de trabalho adequadas aos profissionais da educação básica;
  18. garantir a participação social no planejamento e gestão educacional;
  19. garantir a qualidade e a equidade nas condições de oferta da educação básica.

O PNE anterior entrou em vigor até 31 de dezembro de 2025, após ser prorrogado em 2024, quando, inicialmente, deixaria de ter valor. A proposta do novo PNE só foi enviada pelo governo ao Congresso um mês antes do fim do prazo, e só foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro. Com as atividades limitadas de fim de ano, o Senado não conseguiu votar uma pauta ainda em 2025.

O texto seguido para sanção do presidente Lula (PT) e foi recebido nesta terça-feira (14) em uma cerimônia que aconteceu em Brasília e contou com a presença do ex-ministro da Educação, Camilo Santana, do atual ministro Leonardo Barchini, da deputada federal Tabata Amaral, que preside a Frente Parlamentar da Educação, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, entre outros.

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