Mega-Sena, concurso 2.996: prêmio acumula e vai a R$ 52 milhões | G1


O sorteio do concurso 2.996 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (14), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis ofertas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 52 milhões.

Veja os números sorteados: 07 – 09 – 27 – 38 – 49 – 52

  • 5 acertos – 78 apostas ganhadoras: R$ 25.112,52
  • 4 acordes – 4.220 apostas ganhadoras: R$ 765,10

O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (16).

Mega-Sena, concurso 2.996 — Foto: Reprodução/Caixa

Como funciona a Mega-sena

Para apostar na Mega-Sena

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer loteria do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de bolsas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis bolsas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 bolsas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Volante da Mega-Sena — Foto: Ana Marin/g1

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Cetesb multa Sabesp em mais de R$ 2,5 milhões por despejo irregular de esgoto nos rios Tietê e Pinheiros e na Represa Billings | G1


A principal ocorrência ocorreu em abril do ano passado após o rompimento de um interceptor — encaminhamento de grande porte responsável por transportar o esgoto de cerca de 2 milhões de moradores da Zona Norte até uma estação de tratamento em Barueri, na Grande São Paulo.

O rompimento provocou a abertura de uma cratera de grandes proporções na Marginal Tietê, próximo ao acesso à Rodovia dos Bandeirantes. Inicialmente, o problema parecia ser apenas um desgaste no asfalto, mas os técnicos identificaram que as alienígenas estavam rachadas, e a terra ao redor invadiu a estrangeira.

Para que os funcionários possam trabalhar no conserto, a Sabesp precisa esvaziar a veia. Com isso, o esgoto que normalmente passava pelo interceptor passou a ser lançado diretamente no Córrego do Mandaqui, próximo ao ponto onde ele deságua no Rio Tietê.

Registro nesta quinta-feira (17) do local da obra na megacratera aberta na Marginal do Tietê, em abril do ano passado, em razão de vazamento de esgoto da Sabesp na área. — Foto: Reprodução/TV Globo

O despejo durou mais de 20 dias e, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, contribuiu para uma piora das condições do rio no período.

Após denúncias, a companhia propôs uma solução alternativa e instalou tubulações provisórias, conhecidas como by-pass, por cima das pontes da Casa Verde e da Freguesia do Ó, para transportar o esgoto até a estação de tratamento e interromper o despejo no rio.

Por causa desse episódio e também de um vazamento de esgoto no Rio Pinheiros, a Cetesb aplicou avaliações à Sabesp. Entre as negociações, a empresa recebeu uma multa de R$ 1,5 milhão, valor que será destinado ao Finaclima, fundo estadual voltado à redução dos impactos das mudanças climáticas.

Além disso, a companhia foi obrigada a realizar o desassoreamento — limpeza do fundo — dos rios afetados.

A Sabesp também recebeu outras duas multas, que somam pouco mais de R$ 1 milhão, após o extravasamento de esgoto em uma estação elevatória que atingiu a Represa Billings, na Zona Sul da capital. O caso foi registrado em janeiro deste ano, quando o esgoto chegou ao reservatório e provocou forte odor na região.

Depois das denúncias, o desespero foi interrompido e, segundo relatos de moradores, a situação na represa melhorou nos meses seguintes, com redução do odor e aumento do nível da água após as chuvas de verão.

O conserto da contribuição que provocou uma cratera na Marginal Tietê foi concluído recentemente. No entanto, as equipes ainda trabalham na recomposição do asfalto, e a pista central da via permanece parcialmente interditada na altura da Ponte Atílio Fontana.

A prefeitura informou que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) deve monitorar o trânsito durante o feriado de Tiradentes enquanto a Sabesp realiza as obras finais de recapeamento no local.

A diretoria da Sabesp afirmou que o episódio trouxe aprendizados para a companhia e informou que a empresa já investiu cerca de R$ 23 bilhões em obras de coleta e tratamento de esgoto. Segundo a empresa, a meta é que melhorias nos rios e mananciais da capital sejam realizadas até dezembro de 2029.

Obras na cratera aberta na Marginal do Tietê, em abril deste ano, só terminando em março de 2026. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo

“A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informa que a medida compensatória exigida com a Sabesp está em andamento e dentro do prazo. O acordo prevê ações de desassoreamento para retirada de carga orgânica, além da destinação de R$ 1,5 milhão ao Finaclima SP, fundo estadual voltado às ações de restauração ambiental, relacionadas às obras na Marginal Tietê e ao sistema da Estação Elevatória de Esgoto no Rio Pinheiros. Em relação à Represa Billings, a A Cetesb aplicou duas multas, desde dezembro de 2025, no valor total de R$ 1.024.380, cujos processos seguem conforme previsto na legislação.”

CPI do Crime Organizado: Relator diz que manobra para rejeitar parecer teve ‘intervenção direta’ do Palácio do Planalto | G1


O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a manobra para conseguir maioria para rejeitar o relatório teve “intervenção direta do Palácio do Planalto”.

“A decisão dos colegas pela não aprovação, pelo cartaz de 6 a 4, após uma intervenção direta do Palácio do Planalto, com a mudança de membros, reflete apenas o atraso na pauta. Essa é uma pauta permanente”, disse Vieira.

CPI do crime organizada rejeita relatório final

Três dos 11 membros titulares foram trocados. Conforme os registros do Senado, os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE).

Além disso, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que era suplente, foi designada membro titular.

Com as trocas, a CPI teve maioria para derrotar o relatório proposto por Vieira. Além de Beto Faro e Teresa Leitão, votaram contra o relatório dos senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

“A gente teve uma interferência direta para garantir a votação. Se não tivesse a interferência, nós teríamos uma vitória com o mesmo cartaz. A troca de membros foi deliberada para conseguir o quórum de exclusão do relatório”, afirmou Alessandro Vieira.

O texto pede o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes – e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.

➡️ Na prática, o pedido de indiciamento — desde que foi aprovado pela maioria da CPI — poderia levar a um pedido de impeachment das quatro autoridades citadas.

Vieira mencionou crimes de responsabilidade por parte do procurador-geral e dos ministros do STF.

🔎 O processo para julgar um crime de responsabilidade corre no próprio Senado. Crime de responsabilidade é um delito de natureza política, portanto, tem um trâmite diferente do crime comum.

Presidência: Aécio convida Ciro para disputar pelo PSDB, que avalia | G1


Ciro Gomes disse que avaliará o convite, uma vez que estava construindo as opções eleitorais para disputar o governo do Ceará, posto que já ocupou entre 1991 e 1994.


  • O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), convidou o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que voltou a ser filiado ao partido recentemente, para ser candidato à Presidência da República pela sigla.

  • Ciro Gomes disse que recebeu o convite com surpresa e alegria e que avaliará o convite.

  • Aécio afirmou que o partido tem sete candidatos a governador, mas que “isso não é o suficiente para a responsabilidade que o PSDB tem para com o Brasil” e defendeu que o partido tenha candidato à presidência.

  • O cearense já foi candidato à presidência da República em quatro graças: em 1998, 2002, 2018 e 2022.

“Faça um apelo para que ele se disponha a liderança um novo caminho para o Brasil, o caminho do centro democrático, liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública”, disse Aécio em declaração para a imprensa nesta terça-feira (14), após reunião de deputados do partido na Câmara dos Deputados.

Ciro Gomes disse que recebeu o convite com surpresa e alegria e que avaliará o convite.

Afirmou também que avaliará o convite, uma vez que estava construindo uma estratégia eleitoral para disputar o cargo de governador do Ceará em outubro, posto que já ocupou entre 1991 e 1994.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

“Estou construindo, até o momento, uma alternativa ao governo do Estado [do Ceará]. No entanto, um apelo, uma lembrança ou convocação como essa que me foi feita agora não pode ser apenas considerado um agrado ao meu coração sofrido”, disse Ciro.

Aécio afirmou que o partido tem sete candidatos a governador, mas que “isso não é o suficiente para a responsabilidade que o PSDB tem para com o Brasil” e defendeu que o partido tenha candidato à presidência.

“Eu estou estimulando o companheiro Ciro Gomes a se colocar como uma alternativa para o Brasil”, disse Aécio.

“Não encontro hoje no quadro político nacional alguém com tantas qualificações, tão atualizado em relação à realidade brasileira e com tanta contribuição a dar ao Brasil”, complementou.

Ciro Gomes se filia ao PSDB ao lado de lideranças da oposição no Ceará — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Ciro afirmou que avaliará o apelo de Aécio diante de um cenário que ele apontou como preocupante na economia brasileira, ressaltando o alto endividamento das famílias.

O cearense já foi candidato à presidência da República em quatro graças: em 1998, 2002, 2018 e 2022.

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Os navios fazem meia-volta em meio a bloqueio no Estreito de Ormuz; EUA e Irã avaliam retomar negociações


Atualizado há 9 horas por

Trump critica Europa em nova postagem: ‘Estão desesperados’

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar os aliados europeus nesta terça-feira (14). Ele afirmou que a Europa está “desesperada por energia” e disse que o Reino Unido deveria adotar o seu lema de “perfurar, baby, perfurar”, em referência à exploração de petróleo no mar.

Também criticou o incentivo dos países europeus à produção de energia eólica.

“A Europa está desesperada por energia, e ainda assim o Reino Unido se recusa a explorar o petróleo do Mar do Norte, um dos maiores campos do mundo. Trágico!!! Aberdeen deveria estar prosperando (…).

Gilmar Mendes quer ação contra Vieira; ala discute inelegibilidade | G1


O pedido de indiciamento apresentado por Vieira contra ministros da Corte provocou forte evidência pública de ministros e também nos bastidores do Supremo. Integrantes do tribunal relataram e classificaram a iniciativa como uma escalada de tensão institucional.

O texto pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e do procurador-geral da República (PGR) Paulo Gonet. Vieira mencionou que há acusações de crimes de responsabilidade.

Reservadamente, uma ala do STF passou a discutir alternativas jurídicas para tentar tornar o senador inelegível ainda neste ano. A avaliação é que o movimento de Vieira cruzou uma linha ao mirar diretamente aos membros da Corte.

O caso aprofunda o clima de confronto entre setores do Legislativo e do Judiciário em meio ao ambiente pré-eleitoral.

Gilmar Mendes em Sessão da Segunda Turma do STF — Foto: Luiz Silveira/STF

A derrota de Vieira na CPI foi selada após uma manobra que alterou a composição da Comissão horas antes da votação, trocando três membros titulares.

Se Gilmar Mendes confirmar o pedido e a representação para apresentação, quem deve discutir o caso é a Primeira Turma do STF (o ministro decano está na segunda turma). Vale ressaltar que é a própria Corte quem julgou a denúncia.

Gilmar afirmou nas redes sociais que “CPI não tem base legal para pedir indiciamento de ministros” e, durante sessão da 2ª Turma, chamou o relatório de “proposta tacanha”.

Segundo o ministro, eventualmente excessos da comissão podem configurar crime de abuso de autoridade. Reservadamente, uma ala do STF discute alternativas jurídicas para tentar tornar o senador inelegível ainda neste ano, avaliando que Vieira cruzou uma linha ao mirar diretamente membros da Corte.

Governo encaminha projeto de lei que prevê fim da escala 6×1 com urgência constitucional para acelerar votação do tema | G1


A mensagem de envio do projeto foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), sem a íntegra do texto. Segundo a Casa Civil, o projeto será protocolado nesta quarta-feira (15) na Câmara dos Deputados.

O governo federal vem defendendo as seguintes mudanças nas regras trabalhistas:

  • implementação da escala 5×2, com dois dias de descanso semanais;
  • jornada de trabalho de 40 horas semanais;
  • mudanças sem redução de salário dos trabalhadores.

O projeto foi enviado em regime de urgência, o que, na avaliação do governo, garante uma tramitação mais rápida e exige menos votos para ser aprovado.

O envio do projeto de lei do governo foi acertado nesta terça em um almoço no Palácio do Planalto entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também participaram do encontro o ministro José Guimarães e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

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Após o encontro com o presidente Lula, Motta recebeu o envio do projeto pelo governo. No entanto, o deputado não abriu a mão da PEC que já está em tramitação na Câmara.

“O presidente Lula pediu ao Hugo Motta, ao líder, e a mim, que negociassem como tramitar tanto a PEC como o projeto de lei. Vamos sentar e vamos discutir. Então a crise que estava existindo, manda não manda, está superada”, disse Guimarães.

No almoço, Lula fez um apelo a Motta. O acordo entre os dois foi que o projeto e a PEC tramitem paralelamente, de forma simultânea, até que fique claro qual dos textos tem maiores previsões de política de aprovação.

A avaliação de Motta, segundo pessoas com conhecimento do tema, é de que o almoço serviu para “distensionar” a relação entre o Congresso e o Executivo sobre este assunto.

No começo do ano, o presidente da Câmara determinou que fossem examinadas juntas uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e outra apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

O objetivo central das propostas é acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso. Ambos preveem que a jornada não seja superior a 36 horas semanais e que o trabalhador tenha três dias de folga.

Ressalvas do setor produtivo

Os representantes do setor produtivo compartilham que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.

Na avaliação de economistas, o debate precisa ser acompanhado de investigação sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística

Eleições 2026: Nunes Marques é eleito presidente do TSE; ainda não há dados para a posse | G1


Nunes fica no comando do TSE até maio de 2027. Ainda não há dados para a posse.

O ministro vai assumir o comando da Corte Eleitoral no lugar da ministra Cármen Lúcia, que antecipou sua saída do cargo. O ministro André Mendonça foi eleito vice-presidente do TSE.

Nunes Marques vai comandar o tribunal durante as eleições gerais deste ano.

Cármen Lúcia antecipa eleição da nova presidência do TSE para a próxima semana

Após ser eleito, Marques agradeceu a confiança. “É uma das maiores honras da minha vida poder ser eleito para presidir o Tribunal Superior Eleitoral”.

André Mendonça afirmou que, enquanto vice-presidente, vai auxiliar com todas as forças. “Que o TSE e a democracia brasileira tenham esse ano uma festa muito bonita de eleições”.

A eleição vai dar início à transição da gestão. A posse do novo comando do TSE deve ocorrer até o fim de maio.

O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros:

  • três são também ministros do Supremo Tribunal Federal;
  • outros dois também são ministros do Superior Tribunal de Justiça;
  • mais dois são da chamada classe dos juristas, advogados nomeados para a carga.

A atuação é temporária: os magistrados são escolhidos para atuar em períodos de dois anos, renováveis ​​por mais dois.

Ministro Nunes Marques participa da sessão da Segunda Turma do STF. — Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A presidência da Corte Eleitoral é sempre exercida por um dos três ministros do Supremo que estão na composição naquele momento.

O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável pela organização e administração do processo de escolha dos ocupantes de mandatos eletivos.

O ministro Kassio Nunes Marques é natural de Teresina (PI). Chegou ao TSE em 2021, como ministro substituto. Em 2023, tornou-se ministro efetivo. Em 2024, assumiu a vice-presidência da Corte Eleitoral.

Na Justiça Eleitoral, recentemente foi o relator do conjunto de normas que vão regular o processo eleitoral de 2026. Nunes Marques será o presidente do TSE nas eleições de outubro.

O ministro compõe o Supremo Tribunal Federal desde 2020. Antes, atuou como advogado e foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí entre 2008 e 2011.

Também foi desembargador federal e vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem sede em Brasília.

Na área acadêmica, é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, e doutor e pós-doutor pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

André Luiz de Almeida Mendonça nasceu em Santos (SP). É ministro do Supremo Tribunal Federal desde dezembro de 2021.

Antes de chegar ao STF, compôs o governo de Jair Bolsonaro como ministro da Justiça e como ministro da Advocacia-Geral da União.

No Supremo, Mendonça substituiu o ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou.

Foi indicado ao TSE pela primeira vez em 2022, como ministro substituto. Em junho de 2024, passou a ministro efetivo.

O magistrado é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB). Também é mestre e doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

CPI do Crime Organizado rejeita indiciamento de ministros do STF | G1


➡️ Na prática, o pedido de indiciamento — desde que foi aprovado pela maioria da CPI — poderia levar a um pedido de impeachment das quatro autoridades citadas.

Três dos 11 membros titulares foram trocados. Conforme os registros do Senado, os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE).

Além disso, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que era suplente, foi designada membro titular.

Com as trocas, a CPI teve maioria para derrotar o relatório proposto por Vieira. Além de Beto Faro e Teresa Leitão, votaram contra o relatório dos senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke.

Vieira mencionou crimes de responsabilidade por parte do procurador-geral e dos ministros do STF.

🔎 O processo para julgar um crime de responsabilidade corre no próprio Senado. Crime de responsabilidade é um delito de natureza políticaportanto, tem um trâmite diferente do crime comum.

UM TV Globo questionou o Supremo e os ministros sobre os pedidos de indiciamento feitos pelo relator, mas ainda não obteve retorno. A PGR afirmou que não vai se manifestar.

Segundo ele, o indiciamento é um ato que cabe exclusivamente à autoridade policial e não se aplica a crimes de responsabilidade, que seguem um rito próprio, previsto na legislação.

Esses crimes, segundo ele, são analisados ​​por procedimentos específicos, que envolvem o Congresso Nacional, sem previsão de atuação de CPIs nesse tipo de processo.

O ministro também criticou o que classificou como tentativa de criminalizar a interpretação da lei por magistrados, prática conhecida no meio jurídico como “crime de hermenêutica” — expressão usada para definir tentativas de punir juízes por suas decisões.

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE). — Foto: Ascom

O relatório de Alessandro Vieira

No relatório, o senador Alessandro Vieira afirma que a CPI foi alvo de “flagrante limitação de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados às figuras imponentes da República” vieram a ser investigadas.

Por isso, entre os motivos de indiciamento, “é razoável que a decisão se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de perseguição e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”.

🔎 Crimes de responsabilidade são atos cometidos por presidentes, ministros e outros agentes públicos que ameacem a Constituição, a União, o funcionamento dos Poderes, os direitos políticos e a segurança interna, entre outros. A sanção é política, podendo resultar na perda da carga ou na inelegibilidade.

De acordo com o relator da CPI, os ministros citados deveriam ter se declarados suspeitos para julgar o caso do banco Master no STFa devido supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente o dono do banco, Daniel Vorcaro.

🔎 Uma CPI foi instalada em novembro de 2025 para investigar omissões no combate ao crime organizado no Brasil. O Mestre entrou nos assuntos da comissão após suspeitas de irregularidades em operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita.

Banco Mestre. — Foto: Reprodução/TV Globo

Crimes de responsabilidade

Vieira incluiu os indicados nos seguintes critérios de descumprimento da lei:

➡️Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes

  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;
  • Processo de modo incompatível com honra, dignidade e decoro de suas funções.
  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa.

➡️Procurador-geral da República, Paulo Gonet

  • Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Segundo a lei, isso significa “procedimento de modo incompatível com a dignidade e o decoro da carga”.

Relação de Toffoli e Master

O ministro Dias Toffoli foi, inicialmente, sorteado como relator do caso Master no STF. O processo investiga fraudes financeiras ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, que está preso.

🔎 A relação entre a Maridt e o Reag tem como ponto-chave o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A empresa da família Toffoli era uma das donas do empreendimento até fevereiro do ano passado.

Entre os motivos do pedido de indiciamento contra o ministro, o senador Alessandro Vieira cita a viagem dele a Lima, no Peru, para a final da Libertadores, no mesmo jatinho privado em que também é útil o advogado da defesa de Daniel Vorcaro.

A viagem e suspeitas de proximidade com o caso, conforme o senador, seriam motivos que tornariam o ministro impedido de julgar o caso no STF.

“A situação do Ministro Toffoli não se confunde com o de magistrado que, sem saber, mantinha algum vínculo comercial remoto com familiar de investigado. […] A conexão, portanto, não é remota nem indireta: trata-se de relação negocial entre empresa do magistrado relator e fundo de investimento controlado por pessoa investigada e presa no mesmo inquérito que o magistrado relatou”, apontou o senador no relatório.

Vieira ainda classifica a relação entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como de amizade em função do convite feito por Toffoli para que o banqueiro participasse de sua festa de aniversário, informação da PF que consta em relatório enviado ao ministro Fachin, em fevereiro.

“Sob o prisma jurídico, a existência de laços de amizade íntima e a demonstração de um interesse pessoal na causa configuram causas objetivas de suspeita, nos termos anteriormente ressaltados”, diz o relator.

Ele acrescenta: “A gravidade desses registros, que indicam uma relação de confiança e proximidade com o principal alvo da Operação Compliance Zero, reforça a configuração da suspeita sob múltiplos fundamentos legais concorrentes, tornando insustentável a manutenção da imparcialidade jurisdicional necessária para a condução do feito”.

De acordo com a Constituição, as CPIs têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, o que lhes compete permite convocar depositantes, quebrar sigilos (fiscais, bancários e de dados) e solicitar documentos de órgãos públicos.

No entanto, a sua atuação é limitada pela cláusula de reserva de jurisdição, o que significa que elas não possuem poder punitivo ou de julgamento.

Uma CPI não pode, por exemplo, determinar a prisão de alguém (exceto em casos de flagrante delito, como falso testemunho), nem expedir mandatos de busca e apreensão domiciliar ou interceptação telefônica, medidas que dependam exclusivamente de ordem judicial.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que não é denunciado na CPI entre os que Vieira quis indiciar, publicou uma mensagem em uma rede social em que saiu em defesa dos colegas.

Dino afirmou se solidarizar com os colegas aos quais chamaram de “alvo de injustiças”. No texto, o ministro também destacou as ações do Supremo e da PGR contra o crime organizado.

“É irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”, dinâmica Dino.

“Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de ponta o STF como o ‘maior problema nacional’. É um enorme erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências”, prosseguiu.

Dino ponderou ainda que críticas deveriam ser feitas, mas com respeito à dignidade das pessoas e preservação das instituições da democracia.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) publicou uma nota pública na qual afirma que “as orientações do relatório sobre a atuação do Procurador-Geral da República são precipitadas e desprovidas de fundamento”.

“Ao contrário do que afirmado no relatório, não há qualquer cenário de omissão institucional. As investigações indicadas seguem no andamento regular no âmbito da Polícia Federal”, diz o texto,

“O acompanhamento atento dessas diligências em curso pela Procuradoria-Geral da República constitui etapa necessária para a formação de sua opinião delitiva, ou seja, de sua verificação a respeito da existência ou não de condutas ilícitas”, prossegue.

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