Estagiários exigem pagamento de subsídios – aimnews.org

Maputo, 14 Abr (AIM) – Um grupo de internos de medicina da Universidade UNIZAMBEZE, no centro da cidade da Beira, manifestou-se segunda-feira em frente ao edifício do Ministério da Saúde, em Maputo, exigindo o pagamento dos seus subsídios que dizem não receber nos últimos 10 meses.

Segundo o grupo, afecto ao Hospital Central da Beira, todos os canais formais de diálogo foram esgotados, mas não há resultados visíveis. Os estagiários ameaçam agora entrar em greve por tempo indeterminado.

Os internos, lotados no Hospital Central da Beira, denunciaram a falta de material cirúrgico e médico e por isso decidiram deslocar-se a Maputo para exigir melhores condições.

“Há dez meses que estamos a fazer estágio no Hospital Central da Beira, mas o facto é que nesses dez meses não recebemos nem um mês. Temos dez meses de subsídio”, disse um dos grevistas.

Os estagiários explicaram que procuraram respostas do governo provincial, sem sucesso. No entanto, afirmam ter sido informados sobre a disponibilidade de 68 milhões de meticais (1,1 milhões de dólares, ao câmbio actual) desembolsados ​​pelo Ministério da Saúde.

“No entanto, desde Dezembro, não foi pago um único subsídio médico a um único estudante da Unizambeze. Mas os estudantes da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, receberam os seus subsídios. Queremos perceber o que está a acontecer”, afirmaram as fontes.

Segundo os estudantes, a greve evoluiu para uma vigília permanente, “portanto permaneceremos aqui até que haja uma resposta concreta do governo, pois os canais de diálogo se esgotaram sem resultados práticos”.

No passado mês de julho, a União Nacional dos Estudantes (UNE) manifestou-se insatisfeita com um decreto governamental que visa reduzir os subsídios aos estudantes de medicina, argumentando que esta medida “coloca em risco a saúde pública nacional, porque os subsídios, em vigor há mais de 20 anos, permitiram minimizar os encargos financeiros dos estudantes durante o seu estágio, nomeadamente ao nível da alimentação, dos transportes e da aquisição de equipamentos de proteção individual, numa altura em que muitos hospitais enfrentam escassez de recursos básicos”.

A UNE apelou ao governo para reconsiderar a sua decisão de cortar subsídios para estudantes de medicina.
(MIRAR)
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Relator da CPI do Crime Organizado propõe indiciamento da PGR, Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes | G1


🔎 Este texto não é o final da CPI, já que o documento ainda precisa ser votado pela comissão. Os parlamentares ainda decidirão se aprovar as propostas de indiciamentos e recomendações feitas pelo relator. Esta terça é a data prevista para a conclusão dos trabalhos.

➡️Na prática, o pedido de indiciamento — desde que aprovado pela maioria — representa uma solicitação, que precisa ser levada à mesa do Senado, de abertura de processo de impeachment contra as quatro autoridades citadas. Esse tipo de processo corre no próprio Senado. Crime de responsabilidade é de natureza política.

UM TV Globo questionou o Supremo e os ministros sobre os pedidos de indiciamento, mas ainda não obteve retorno. A PGR afirmou que não vai se manifestar.

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE). — Foto: Ascom

Segundo o senador, o documento já foi protocolado nos registros da comissão no Senado.

No relatório, ele afirma que a CPI foi alvo de “flagrantes limitações de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados às figuras imponentes da República” vieram a ser investigadas.

Por isso, entre os motivos de indiciamento, “é razoável que a decisão se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de perseguição e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”.

🔎 Crimes de responsabilidade são atos cometidos por presidentes, ministros e outros agentes públicos que ameacem a Constituição, a União, o funcionamento dos Poderes, os direitos políticos e a segurança interna, entre outros. A sanção é política, podendo resultar na perda da carga ou na inelegibilidade.

De acordo com o relator da CPI, os ministros citados deveriam ter se declarado suspeitos para julgar o caso do banco Master no Supremoa devido supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente o dono do banco, Daniel Vorcaro.

🔎 Uma CPI foi instalada em novembro de 2025 para investigar omissões no combate ao crime organizado no Brasil. O Mestre entrou nos assuntos da comissão após suspeitas de irregularidades em operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita.

Banco Mestre. — Foto: Reprodução/TV Globo

Crimes de responsabilidade

Vieira enquadra os indicados nos seguintes critérios de descumprimento da lei:

➡️Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes

  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;
  • Processo de modo incompatível com honra, dignidade e decoro de suas funções.
  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa.

➡️Procurador-geral da República, Paulo Gonet

  • Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Segundo a lei, isso significa “procedimento de modo incompatível com a dignidade e o decoro da carga”.

Relação de Toffoli e Master

O ministro Dias Toffoli foi, inicialmente, sorteado como relator do caso Master no STF. O processo investiga fraudes financeiras ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, que está preso.

🔎 A relação entre a Maridt e o Reag tem como ponto-chave o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A empresa da família Toffoli era uma das donas do empreendimento até fevereiro do ano passado.

Entre os motivos do pedido de indiciamento contra o ministro, o senador Alessandro Vieira cita a viagem dele a Lima, no Peru, para a final da Libertadores, no mesmo jatinho privado em que também é útil o advogado da defesa de Daniel Vorcaro.

A viagem e suspeitas de proximidade com o caso, conforme o senador, seriam motivos que tornariam o ministro impedido de julgar o caso no STF.

“A situação do Ministro Toffoli não se confunde com o de magistrado que, sem saber, mantinha algum vínculo comercial remoto com familiar de investigado. […] A conexão, portanto, não é remota nem indireta: trata-se de relação negocial entre empresa do magistrado relator e fundo de investimento controlado por pessoa investigada e presa no mesmo inquérito que o magistrado relatou”, apontou o senador no relatório.

Vieira ainda classifica a relação entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como de amizade em função do convite feito por Toffoli para que o banqueiro participasse de sua festa de aniversário, informação da PF que consta em relatório enviado ao ministro Fachin, em fevereiro.

“Sob o prisma jurídico, a existência de laços de amizade íntima e a demonstração de um interesse pessoal na causa configuram causas objetivas de suspeita, nos termos anteriormente ressaltados”, diz o relator.

Ele acrescenta: “A gravidade desses registros, que indicam uma relação de confiança e proximidade com o principal alvo da Operação Compliance Zero, reforça a configuração da suspeita sob múltiplos fundamentos legais concorrentes, tornando insustentável a manutenção da imparcialidade jurisdicional necessária para a condução do feito”.

De acordo com a Constituição, as CPIs têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, o que lhes compete permite convocar depositantes, quebrar sigilos (fiscais, bancários e de dados) e solicitar documentos de órgãos públicos.

No entanto, a sua atuação é limitada pela cláusula de reserva de jurisdição, o que significa que elas não possuem poder punitivo ou de julgamento.

Uma CPI não pode, por exemplo, determinar a prisão de alguém (exceto em casos de flagrante delito, como falso testemunho), nem expedir mandatos de busca e apreensão domiciliar ou interceptação telefônica, medidas que dependam exclusivamente de ordem judicial.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que não é citado na CPI entre os que Vieira quer indiciar, publicou uma mensagem em uma rede social em que saiu em defesa dos colegas.

Dino afirmou se solidarizar com os colegas aos quais chamaram de “alvo de injustiças”. No texto, o ministro também destacou as ações do Supremo e da PGR contra o crime organizado.

“É irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc..”, dinâmicamente Dino.

“Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de ponta o STF como o ‘maior problema nacional’. É um enorme erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências”, prosseguiu.

Dino ponderou ainda que as críticas deveriam ser feitas, mas com respeito à dignidade das pessoas e com preservação das instituições da democracia

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Testes de cólera intensificados na Zambézia – aimnews.org

Maputo, 14 Abr (AIM) – As autoridades sanitárias moçambicanas intensificaram os testes de cólera em pacientes com diarreia em vários distritos da província central da Zambézia.

Segundo Isaías Marcos, médico chefe na Zambézia, desde Fevereiro até ao presente, o Centro de Tratamento de Cólera de Pinda, na vila de Pinda, distrito de Morrumbala, reportou 137 casos de cólera, sem registo de mortes.

Segundo Marcos, há mais de cinco dias não são registrados novos casos.

“Há mais de cinco dias que não temos novos pacientes registados no Centro de Tratamento de Cólera. Continuamos a desenvolver acções de vigilância, tanto nas comunidades como nas unidades de saúde, bem como actividades de promoção da saúde, não só neste distrito mas também noutras zonas afectadas”, disse.

O chefe médico provincial apelou ainda à população para o cumprimento rigoroso das medidas preventivas, com destaque para a higiene individual e colectiva.

“Apelamos à população para que continue a adoptar medidas básicas de prevenção de doenças diarreicas, como lavar as mãos antes de comer e depois de usar a casa de banho”, disse.

“É fundamental tratar corretamente os dejetos humanos e garantir que a água consumida seja fervida ou tratada com produtos adequados”, acrescentou. “Em caso de doença deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima”.

As estatísticas mais recentes indicam que quase exactamente 50 por cento dos casos (1.867) são homens, enquanto 1.824 são mulheres. 48 por cento dos pacientes têm mais de 15 anos, enquanto as crianças com menos de cinco anos representam apenas 25 por cento dos casos.

As autoridades de saúde continuam a apelar à estrita observância das medidas de higiene individuais e colectivas, tendo especial cuidado para evitar a contaminação dos alimentos e da água potável.
(MIRAR)
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Ataque a homem em situação de rua em Belém era frequente, diz moradora | G1


O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma apuração para investigar o ataque terrorista entre dois estudantes do curso de direito de uma faculdade particular contra o homem em situação de rua.

Segundo a polícia, os agressores foram identificados como Altemar Sarmento Filhoapontou como a pessoa que usa uma arma de choque, e Antônio Coelho, que teria sido responsável por filmar a cena. A instituição de ensino onde os jovens estudam estudaram que ambos estavam distantes.

Ó g1 não conseguiu retornar da defesa deles até a última atualização da reportagem. Os dois prestaram depoimentos nesta terça-feira (14). Na delegacia, o advogado de Altemar disse que vai aguardar a perícia dos vídeos e a conclusão do inquérito policial.

Altemar Sarmento Filho e Antônio Coelho, são suspeitos de ataque a um homem em situação de rua em Belém. — Foto: Redes Sociais

Segundo relato de uma moradora, grupos de jovens chegaram ao local em carros de luxo e praticaram atos de violência contra a vítima, lançando bombinhas, garrafas e utilizando jatos de extinção de incêndio. Não há confirmação se os homens citados anteriormente compartilharam outras ações.

Eles usavam aquelas bombinhas de São João. Joguei umas 3, 4 vezes. Eles davam voltas no quarteirão, jogavam, riam, davam volta de novo, até que na quarta vez eles já vieram com extintor”, relata a moradora sobre as agressões registradas em fevereiro.

“Situação é corriqueira”, diz moradora

A mulher, que prefere não ser identificada, afirma que as agressões ocorreram ainda em janeiro. Grupos de jovens vêm gravando vídeos de “trotes” e usando o homem em situação de rua como alvo para praticar os crimes.

“Esse comportamento da vida do morador em situação de rua é tratado como chacota em vídeo é corriqueiro, vem desde janeiro”, disse. Ela afirma que as agressões já foram registradas em boletim de ocorrência.

Moradora do bairro há cerca de dez anos, ela falou que, na madrugada de 16 de fevereiro, acordou assustada com estrondos que deixaram tiros.

“Vi um carro branco avançando na via e, em seguida, pessoas no veículo jogando uma garrafa com líquido em direção ao homem em situação de rua”, contornou.

No dia seguinte, segundo ela, os ataques se repetiram de forma ainda mais violenta.

“Naquele dia, os carros retornaram e os ocupantes foram a rir, filmar com celulares e cobrir o rosto com roupas. Um rapaz desceu com um bombeiros de incêndio e passou a direcionar o jato em cima do homem, enquanto outras pessoas registravam a cena em vídeo”, descreve.

A moradora disse ainda que o homem em situação de rua tem problemas de saúde mental, mas não costuma causar transtornos com quem não mexe com ele.

“Essa situação por completo me deixou muito mal. Muito mal mesmo”, desabafou.

Em nota, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Executiva de Direitos Humanos, informa que está acompanhando o caso e já acionou a Polícia Civil, além de ter notificado a instituição de ensino envolvida.

“A Prefeitura ressalta que não compactua com qualquer tipo de violação de direitos e reforça que todas as medidas cabíveis estão sendo aplicadas pelas autoridades competentes. A gestão municipal também informa que uma pessoa em situação de rua já foi identificada”, diz o comunicado.

Agredido por estudantes de direito

O homem em situação de rua foi atacado com uma arma de choque em frente a uma universidade particular na avenida Alcindo Cacela. Um dos estudantes foi levado para delegacia e foi liberado.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram duas graças em que um dos estudantes se aproxima da vítima, que caminhava de costas, e aplica descargas elétricas em pelo menos duas graças.

Nas imagens, é possível ver os dois alunos participando da ação e rindo durante uma agressão.

Estudantes de universidade particular atacam homem em situação de rua com arma de choque

Segundo testemunhas, entregadores de aplicativo que passaram pelo local presenciaram uma agressão, e procuraram alcançar os suspeitos. Os estudantes correram para dentro do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), enquanto os trabalhadores foram atrás, mas não conseguiram entrar após serem impedidos por segurança na portaria de forma hostil.

Em nota, a Cesupa lamentou o ocorrido e informou que foram alteradas imediatamente medidas de colaboração com as autoridades policiais para apuração dos fatos.

Segundo a instituição, os estudantes envolvidos foram afastados de suas atividades acadêmicas e a abertura de um procedimento administrativo interno. O coordenador do curso de Direito acompanhou pessoalmente as exceções na delegacia.

De acordo com a instituição, o Regulamento Geral e o Código de Ética e Conduta serão aplicados para a definição das punições cabíveis.

Arma de choque usada pelos alunos do curso de direito para atacar o homem em situação de rua. — Foto: Divulgação

Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde da vítima.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o suspeito identificado como Altemir Sarmento Oliveira Filho foi apresentado pela Polícia Militar para prestar depoimento na Seccional de São Brás. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso será investigado.

MPF abre apuração e pede investigação criminal

Estudantes de direito atacam homem em situação de rua com arma de choque em Belém. — Foto: Reprodução/Redes sociais

O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Sadi Machado, determinou o envio de um pedido de informações à universidade para onde o suspeito teria retornado após o ataque, com prazo de 48 horas para resposta.

Além disso, o MPF informou que fará uma representação criminal ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que deverá apurar o caso na esfera penal.

Na Alepa, a deputada Lívia Duarte (Psol) invejou ofícios ao MPPA cobrando providências da reitoria da Cesupa e também pediu abertura de inquérito criminal. A deputada classificou a agressão praticada como lesão corporal ou tortura, humilhação e aporofobia (preconceito contra pobres).

“Segundo os relatos, o ato de violência gratuita teria sido perpetrado como parte de um jogo denominado ‘verdade ou desafio’, evidenciando um completo desprezo pela dignidade humana e pela integridade física de um cidadão em estado de extrema vulnerabilidade”, argumentou.

Nos pedidos, a deputada também solicitou que o MPPA solicite imagens do sistema de vigilância da Cesupa e colha o depoimento da direção da Cesupa para obter a identificação dos alunos envolvidos.

VÍDEOS com as principais notícias do Pará

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Atirador abre fogo em escola na Turquia e deixa 16 feridos | G1


O suspeito, que era um ex-aluno, tirou a própria vida após o ataque.


Um ex-aluno abriu fogo em uma escola do ensino médio na Turquia, nesta terça-feira (14),deixando 16 feridos. Após o ataque, o suspeito tirou a própria vida.

Os atiradores, de 18 anos, armados com uma espingarda, atiraram aleatoriamente contra uma escola técnica em Siverek, na província de Sanliurfa, antes de se esconderem no prédio.

Unidades especiais da polícia foram mobilizadas após os atiradores se recusarem a se render, enquanto todos os funcionários e alunos foram evacuados, relatou a NTV. Mais tarde, tirei a própria vida com a mesma arma, informou o governador Hasan Sildak.

Uma professora entre os feridos está em estado grave, segundo a emissora local NTV. A motivação do crime ainda é desconhecida.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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A relação pouco conhecida entre a saúde do coração e o risco de sobreviver a um câncer | G1


Um estudo publicado em março de 2026 no Jornal Europeu do Coração mostra que pessoas com melhor saúde cardiovascular têm menor risco de morrer —inclusive após já terem enfrentado o diagnóstico oncológico.

Os dados vêm do estudo Moli-sani, que acompanhou mais de 24 mil participantes por cerca de 15 anos. Entre eles, 779 eram sobreviventes de câncer.

Uma análise revelou que Aqueles com melhor pontuação em saúde cardiovascular tiveram um risco de até 38% menor de morrer por qualquer causa em comparação com os que apresentaram indicadores piores.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Os 7 fatores que fazem diferença

Para medir a saúde cardiovascular, os pesquisadores obtiveram um índice chamado Life’s Simple 7, criado pela Associação Americana do Coração. Ele considera sete pilares:

  1. não fumar,
  2. praticar atividade física,
  3. manter alimentação saudável,
  4. controlar o peso,
  5. ter pressão arterial adequada,
  6. manter o colesterol sob controle,
  7. níveis regulares de glicose no sangue.

Cada fator contribui para uma pontuação total, quanto maior, melhor o estado de saúde.

O estudo mostrou que não é apenas a soma desses hábitos que importa: cada ponto adicional nessa escala já está associado a uma redução no risco de morte por câncer.

Mesmo após o diagnóstico, o impacto continua

Segundo o oncologista Stephen Stefani, do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, o resultado reforça algo que a prática clínica já indicava, mas que agora aparece de forma mais robusta em dados de longo prazo.

Ele explica que esses hábitos funcionam em duas frentes: ajudar a reduzir o risco de desenvolver câncer ao longo da vida e, mesmo quando a doença ocorre, aumenta a chance de sobreviver a ela.

“Ter hábitos saudáveis ​​significa que, mesmo que o paciente desenvolva câncer, ele tem mais chance de estar vivo depois”, afirma.

O elo entre coração e câncer

A relação entre saúde cardiovascular e câncer não é apenas comportamental —ela também tem base biológica. O estudo aponta que duas doenças apresentam fatores de risco e mecanismos comuns, um conceito conhecido como “terreno biológico compartilhado”.

Entre esses mecanismos, a inflamação crônica tem papel central. Trata-se de um processo contínuo que pode danificar os vasos sanguíneos —favorecendo doenças cardiovasculares— e, ao mesmo tempo, criar um ambiente propício para o desenvolvimento e a progressão de tumores.

“Esse processo inflamatório vai danificando os vasos e também diminui a capacidade do organismo de se proteger de lesões”, explica Stefani.

Mas o estudo vai além: a análise de acordo com um conjunto de fatores — incluindo marcadores imunológicos, frequência cardíaca e níveis de vitamina D— responda por mais de 50% da relação entre bons hábitos e menor risco de morte.

Isso indica que o benefício não vem de um único elemento, mas de um equilíbrio mais amplo do organismo, que influencia simultaneamente a saúde cardiovascular e o comportamento do câncer.

Não é só vitamina D, é o contexto

Um dos pontos que chamam atenção na pesquisa é uma associação com vitamina D. Níveis mais raros parecem relacionados aos desfechos finais, mas isso não significa que uma seleção isolada resolva o problema.

Para Stefani, o dado precisa ser interpretado com cautela. Ele explica que a vitamina D tende a funcionar mais como um marcador do estado geral de saúde do que como causa direta.

Ou seja, mais importante do que corrigir um número no exame é atuar sobre os fatores que levam a esse desequilíbrio, como alimentação consumida, sedentarismo e alterações metabólicas.

Essa lógica aparece também na análise da dieta. Quando os pesquisadores substituíram os critérios alimentares originais por um padrão mediterrâneo —rico em frutas, vegetais, peixes e azeite—, os efeitos positivos se ampliaram, com redução do risco de morte por doenças cardiovasculares, câncer e outras causas, como doenças neurológicas e respiratórias.

Uma abordagem integrada para duas doenças

Os resultados reforçam um entendimento de que vem ganhando espaço na medicina: doenças cardiovasculares e câncer estão conectadas —tanto pelos fatores de risco, como sedentarismo, alimentação consumida, tabagismo e excesso de peso, quanto por mecanismos biológicos, como a inflamação crônica.

Isso indica que medidas clássicas de prevenção do coração também podem influenciar o risco e a evolução do câncer.

Esse resumo sustenta a chamada cardio-oncologiaárea que propõe integrar o cuidado dessas duas frentes — a prevenção ao acompanhamento de pacientes já detectados, com foco no controle contínuo dos fatores de risco.

“Ter hábitos saudáveis ​​não só reduz a chance de desenvolver a doença, como também aumenta a probabilidade de sobreviver a ela”, afirma Stefani.

Câncer de coração existe: tumor raro pode ser confundido com falta de ar

Iranianos encheram as ruas na noite em que Trump ameaçou o ‘fim da civilização’, mostra Caco Barcellos | G1


A reportagem do Fantástico mostra que, mesmo sob risco de novos bombardeios, os iranianos saíram de casa para protestar contra os Estados Unidos Sem abrigos estruturais ou estruturas de proteção, eles protegidos. “A ameaça vem do céu”, relatou Barcellos.

O movimento ganhou força horas antes do prazo final imposto por Trump para um possível aumento dos ataques. À meia-noite, momento limite do ultimato, a multidão segue nas ruas, com bandeiras e palavras de ordem.

Irianianos em protesto na noite do ultimato de Donald Trump. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

Entre gritos, bandeiras e homenagens, a reunião reuniu uma multidão. Em meio ao cortejo, um jovem pediu para ser entrevistado e criticou duramente os Estados Unidos:

“Esse governo americano é o pior de todos os tempos. Nosso povo está apoiando o nosso governo e os nossos militares”, diz.

Durante os atos, os moradores distribuíam chá e doces. Um pesquisador ouvido pela equipe disse que não teme as ameaças americanas e que decidiu participar voluntariamente das manifestações.

A reportagem mostra que os protestos fazem parte de uma mobilização incentivada pelo governo iraniano, repetida em diferentes bairros da capital. Em alguns casos, famílias inteiras participam dos atos.

O Multidão se reúne nas ruas de Teerã para protestar contra os governos dos Estados Unidos e de Israel. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

Ao longo de seis dias no Irã, Barcellos e o repórter Thiago Joque registraram a rotina de uma população que tenta manter a normalidade em meio à guerra.

Durante o dia, parques e espaços públicos seguem movimentados, com famílias reunidas e estoques. À noite, as ruas se transformam em palco de manifestações e rituais coletivos.

A cobertura também mostra os efeitos dos ataques no país. Prédios destruídos, hospitais atingidos e áreas residenciais reduzidas a escombros fazem parte do cenário. Segundo autoridades iranianas, mais de 3 mil pessoas morreram desde o início do conflito.

Em um dos episódios mais graves, um bombardeio contra uma escola matou 170 crianças e ficou emocionado comoção internacional. As investigações apontam que o ataque teria sido baseado em informações desatualizadas.

Apesar da tensão, os iranianos permaneceram nas ruas. Para muitos, participar dos protestos é uma forma de resistência em meio à guerra. Horas depois da noite de maior mobilização, já durante o retorno da equipe ao Brasil, foi anunciado um cessar-fogo temporário.

Equipe acompanhou funeral de um general da marinha iraniana — Foto: Fantástico

Uma equipe visitou prédios atingidos por mísseis. Em um dos ataques, o alvo seria um professor universitário ligado ao programa nuclear iraniano. Ele morreu junto com os filhos.

  • Os governos dos EUA e de Israel acusam o Irã de enriquecer urânio para a produção de armas nucleares. As autoridades iranianas negam.

Ao todo, três cientistas ligados ao programa nuclear já foram mortos em ataques semelhantes. Nesta semana passada, houve mais um ataque, desta vez com lançamento de mísseis contra a universidade em que alguns cientistas são professores.

Moradores dizendo que os ataques são repentinos e praticamente invisíveis. Em um conjunto de prédios residenciais, é possível ver o rastro de destruição deixado pelas bombas:

“Os 25 mortos são aqueles que conseguimos encontrar. Ainda há desaparecidos. As bombas foram tão fortes que muita coisa foi completamente destruída”, diz um morador que testemunhou as explosões.

Área atingida por bombas, causando a morte de 25 pessoas no Irã — Foto: g1

Em outra região, uma ponte em construção foi atingida duas vezes. Trabalhadores /e testemunhas afirmam que não havia uso militar no local:

“Não temos nada a ver com militares. Essa ponte ligaria Teerã a outras 14 províncias. Ela ainda estava em construção e não estava sendo usada”, diz Hasat Boyat, engenheiro responsável pela obra.

No segundo ataque, oito trabalhadores morreram e 95 ficaram feridos.

Médicos e profissionais de saúde organizaram protestos após ataques a hospitais e ambulâncias. Segundo relatos locais, centenas de unidades de saúde foram atingidas. Durante uma manifestação, uma médica leu uma declaração pública:

“A proteção da vida humana e das instalações médicas e farmacêuticas é um direito universal que não pode ser violado em nenhuma circunstância”, diz Farzaneh Fazaeli, um dos líderes da manifestação.

Em conversa exclusiva com a equipe, ela reforçou:

“Mesmo em guerra, existem limites. Não se pode atacar estruturas essenciais para o cuidado dos pacientes”.

Segundo médicos iranianos, mais de 300 hospitais e centros de saúde foram atingidos durante os combates. Entre eles, 18 unidades do Crescente Vermelho — equivalente à Cruz Vermelha no país. A Organização Mundial da Saúde confirmou pelo menos 23 ataques a centros de saúde.

Versão oficial e disputa de narrativas

Durante a cobertura no Irã, uma equipe encontrou a presença constante de imagens dos aiatolás em espaços públicos e eventos, reforçando a centralidade da liderança religiosa no país. Desde a Revolução de 1979, o O Irã é uma República Islâmica em que o poder é fortemente concentrado nesse grupo, acima da Guarda Revolucionária e de instituições civis.

O regime é marcado por controle social rígido, com denúncias recorrentes de repressão a protestos, censura à imprensa, prisões de ativistas e restrições a comportamentos sociais, especialmente de mulheres. Além das críticas internacionais e críticas ao programa nuclear, o país também está apontado para apoiar grupos como o Hezbollah e o Hamas.

Durante a estadia da equipe, o acesso e a circulação foram limitados por barreiras de segurança e postos de controle da Guarda Revolucionária, dificultando inclusive a gravação de imagens. Tentativas de contato com opositores não tiveram sucesso.

No início do ano, os protestos contra a crise econômica foram fortemente reprimidos; As autoridades iranianas afirmaram que os atos foram violentos por ação de infiltrados armados, que tiveram fortes forças de segurança e causaram mais de 200 mortes entre policiais, além de vítimas civis.

Já organizações independentes contestam os números oficiais e declaram que o total de mortos pode ter sido maior.

O governo iraniano nega a alegação americana e sustenta que o programa nuclear tem fins energéticos. A porta-voz do ministro das Relações Exteriores Ábbas Araghchi também rebateu críticas sobre direitos humanos:

“Somos alvo de uma campanha de demonização há décadas. Não somos perfeitos, mas nenhum país é perfeito quando se trata de direitos humanos”, diz.

Caco Barcellos entrevistou porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Irã — Foto: Fantástico

À noite, porém, o cenário muda. As ruas são agitadas por manifestações frequentes, com discursos, bandeiras e palavras de ordem contra inimigos externos.

Um pesquisador que participa dos atos diariamente afirmou: “Não temos medo. Estamos aqui para apoiar o nosso país.”

Sem sereias ou abrigos adequados, a população convive com ataques que chegam sem aviso. Segundo relatos, os mísseis são lançados por aeronaves que não chegam a ser vistas — o impacto vem segundos depois.

Ainda assim, multidões seguem ocupando as ruas, mesmo diante de ameaças de novos bombardeios.

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A derrota de Orbán na Hungria: como fica a extrema-direita global? -O Assunto #1700 | G1


Os eleitores húngaros decidiram dar fim aos 16 anos de Viktor Orbán como primeiro-ministro do país. A coalizão de centro-direita Tisza venceu a eleição e vai comandar cerca de dois terços das cadeiras do Parlamento.


No último domingo (12), os parlamentares húngaros decidiram dar fim aos 16 anos de Viktor Orbán como primeiro-ministro do país. A coalizão de centro-direita Tisza venceu a eleição e vai comandar cerca de dois terços das cadeiras do Parlamento. Peter Magyar, ex-aliado de Orbán, assume o governo.

Desde que chegou ao poder, em 2010, Orbán corroeu a independência das instituições húngaras: reescreveu a Constituição, redesenhou o mapa eleitoral e corrompeu o Judiciário e a imprensa. E se tornou um exemplo para lideranças autoritárias ao redor do mundo – o americano Donald Trump e o russo Vladimir Putin, entre outros, apoiaram sua reeleição.

Neste episódio, Natuza Nery conversa com Maurício Moura para explicar o fim da era Orbán na Hungria. Depois, ela fala com Pedro Abramovay para analisar o futuro da coalização internacional da extrema-direita.

Convidados: Maurício Moura, fundador do instituto de pesquisa Ideia, professor da Universidade George Washington (EUA) e colunista do jornal O Globo; e Pedro Abramovay, mestre em Direito Constitucional, doutor em Ciência Política e vice-presidente de programas da Open Society.

O que você precisa saber:

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Natuza Nery.

Por que a Hungria se tornou ‘hub’ da extrema direita

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Peter Magyar, líder do partido de oposição Tisza, segura uma bandeira nacional após os resultados parciais da eleição parlamentar, em Budapeste, Hungria, em 12 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Marton Monus

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Chuva ganha força no Norte e Nordeste; Sul tem virado no tempo | G1


Nas áreas do oeste gaúcho, a chuva aparece mais no fim do dia, quando há chance de pancadas e trovoadas isoladas nesses locais.

🌧️ ENTENDA: uma área de baixa pressão é uma região onde a atmosfera é mais assustadora e atrai ventos ao seu redor. Isso facilita a formação de nuvens e aumenta a chance de chuva e temporais.

O sistema também pode virar um ciclone extratropical até o fim da semana. Por causa disso, ventos fortes devem atingir o litoral sul gaúcho no sábado (18), com rajadas que podem chegar a 80 km/h.

Nas outras regiões do país, como no Norte e no Nordeste, a previsão é de muita chuva nos próximos dias.

Os volumes mais altos devem se concentrar no Amazonas (AM), no Pará (PA), no Maranhão (MA) e no Piauí (PI).

Manaus (AM) tem bastante chuva prevista para esta terça e pancadas mais fortes na quinta. Rio Branco (AC) e Belém (PA) também devem ter os dias mais chuvosos da semana na quinta.

No Centro-Sul, o outono já dá o tom com manhãs mais frias e tardes ainda quentes.

São Paulo (SP) tem muitas nuvens nesta terça, mas não deve ter chuva. Ao longo da semana, as mínimas previstas na capital paulista devem ficar em torno de 17°C. As máximas podem chegar a 27°C.

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No Rio de Janeiro (RJ), o sol predomina durante a semana, com máximas que ficam entre 28°C e 31°C e mínimas ao redor de 18°C ​​a 21°C.

Já Belo Horizonte (MG) tem previsão de manhãs mais frias — mínimas de 15°C — e tardes com sol e bastante nebulosidade, mas sem chuva até o meio da semana.

Vitória (ES) tem sol e calor nos primeiros dias, com máximas de 30°C e 31°C na terça e na quarta, mas deve ter pancadas de chuva a partir da quinta (16).

No Sul do país, Porto Alegre (RS) tem sol e nuvens nesta terça, com tardes escuras perto de 29°C.

A tendência muda de quarta à noite, quando a instabilidade vinda do sul do continente começa a avançar.

Na quinta (16), capital gaúcha deve ter pancadas de chuva e trovoadascom máximas que não devem passar dos 24°C, uma queda específica em relação aos dias anteriores.

A sexta (17) volta a ter condições mais benéficas, e o sábado (18) deve ser de sol predominante.

Em Florianópolis (SC), já nesta terça há chance de chuva passageirae a instabilidade segue para quarta.

Curitiba (PR) tem nuvens ao amanhecer nesta terça e na quarta, com manhãs frias e máximas de 24°C, mas sem chuva durante o dia.

Mapa mostra previsão de chuva para esta terça (14) em todo o Brasil. — Foto: Inmet/Reprodução

No Nordeste, a chuva mais intensa cai no litoral Norte da região, impulsionada pela Zona de Convergência Intertropical — faixa de nuvens que cruza o planeta próximo à linha do Equador e que nesta época do ano fica posicionada sobre o Norte do Nordeste brasileiro.

São Luís (MA) tem chuva prevista todos os dias até sexta, com acumulados diários que variam entre 7 mm e 18 mm.

Recife (PE) também tem ocorrência nesta terça (estimada em 25 mm), e a chuva deve continuar pelos dias seguintes, embora com volumes menores.

Salvador (BA) tem terça como o dia mais chuvoso: previsão de 50 mm, com 95% de chance de ocorrência.

João Pessoa (PB) e Maceió (AL) seguem um padrão parecido, com chuva quase todos os dias e probabilidades elevadas de negociações ao longo da semana.

Mapa mostra previsão de chuva para esta terça (14) em todo o Brasil. — Foto: CPTEC/Inpe

No Centro-Oeste, uma semana também terá chuva, mas de forma irregular.

Em Campo Grande (MS), há chance de pancadas entre quarta e sexta.

Em Cuiabá (MT), o calor não deve dar trégua, mas há previsão de chuva rápida em alguns momentos entre quinta e sexta.

Em Brasília (DF), ainda chove à tarde nesta terça e na quarta, antes do tempo abrir na segunda metade da semana.

E quando chega o frio mais intenso do outono?

Por enquanto, a previsão é de que ele fique para mais tarde.

Não há entradas de massa de ar frio de maior intensidade previstas para o Centro-Sul do país até pelo menos o fim de abril.

O que os meteorologistas esperam são tardes ainda quentes e noites amenas, típicas desta época de transição entre o verão e o inverno.

Em partes do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC), as madrugadas já registram marcas mais baixas, mas não um frio intenso.

A tendência para os últimos dias de abril é de temperaturas ainda acima da média histórica em grande parte do país.

Mapa mostra previsão de temperatura máxima para esta terça (14). — Foto: CPTEC/Inpe

Veja como ficam as temperaturas em TODAS as capitais brasileiras, segundo o Inmet:

O Bloqueio do Estreito de Ormuz pode pressionar petróleo e afetar preços de combustíveis no Brasil; entender | G1


  • 🔎 O estreito é uma das principais vias marítimas para o comércio global de petróleo, e a interrupção do transporte pelo canal pode limitar a oferta e pressionar os preços da commodity no mercado mundial.

De acordo com a CEO da Magno Investimentos, Olívia Flôres de Brás, o aumento da tensão entre os Estados Unidos e o Irã deixou de ser um fator secundário e passou a “influenciar diretamente a formação de preços globais”, principalmente por atingir um ponto crítico da cadeia de energia.

“Como uma parcela relevante do petróleo global passa por essa região que, agora, está sob risco, o mercado passa a lidar com maior incerteza sobre a oferta, o que se traduz em juros mais apertados”, diz.

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Ainda segundo a performance, esse cenário também se reflete nas expectativas para os preços do petróleo.

“Ó Brent [referência internacional] vinha sendo projetada entre US$ 75 e US$ 85 ao longo de 2026. Esse era o cenário de normalidade: crescimento moderado, oferta ajustada e sem grandes rupturas. Mas esse cenário não existe mais”, afirma.

“Com o aumento da tensão envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz, o mercado passa a precificar a possibilidade de interrupção. Quando o risco entra, o preço sobe antes do problema acontecer. Hoje, as revisões já começam a apontar para um intervalo mais próximo de US$ 85 a US$ 95 neste ano”, completa.

Bloqueio ao Estreito de Ormuz — Foto: Editoria de Arte/g1

E os impactos para o Brasil?

Segundo especialistas consultados pelo g1apesar de não haver projeções de desabastecimento de combustíveis no Brasil, o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional já começa a pressão a inflação — cenário que pode piorar caso a guerra se estenda.

“Entendemos que não haja desabastecimento, mas, conforme mostram os preços atuais, cresce a expectativa de um petróleo mais caro por mais tempo”, avalia Felipe Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos.

“O IPCA [inflação oficial do país] já mostramos o impacto da guerra, especialmente com o aumento dos preços dos combustíveis. Esse efeito tende a se intensificar se o conflito perdurar, devido ao impacto indireto da alta do diesel sobre a cadeia de distribuição no Brasil”, completa.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na semana passada, indicaram que a inflação de março subiu 0,88% em relação ao mês anterior, acima do esperado pelos economistas (0,7%).

O principal impacto veio do grupo Transportes (1,64%), pressionado pela alta dos combustíveis, de 4,59%.

“A combinação entre restrições de oferta no mercado internacional e repasses imobiliários acabou se refletindo nos preços ao consumidor e já aparece nos dados da inflação de março”, disse o gerente do IPCA do IBGE, Fernando Gonçalves, durante a divulgação do índice.

Segundo Brás, da Magno Investimentos, o impacto sobre os preços dos combustíveis tende a depender mais da duração do conflito das oscilações diárias do petróleo.

“Se o petróleo sobe em um dia, nada acontece. Se permanece alto, tudo muda”, diz a executiva.

“No curto prazo, pode haver estabilidade, com ajustes contidos e comunicação mais cautelosa. Já no médio prazo, entre um e três meses, o repasse começa a aparecer, primeiro de forma parcial e depois de maneira mais direta. No longo prazo, o repasse é imediato, seja via preço na bomba ou via inflação”, conclui.

Desde que os bombardeios ocorreram, na madrugada de 28 de fevereiro, as incertezas sobre a duração e a intensidade do conflito fizeram com que o preço do barril do petróleo subisse de forma acentuada e já se refletiram no Brasil.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostraram que o preço do diesel ao consumidor subiu R$ 0,05 na primeira semana de março, para R$ 6,08. No dia 14 do mesmo mês, o valor já havia progresso R$ 6,80.

Na última sexta-feira, dados da agência indicaram que os preços médios do diesel na bomba caíram pela primeira vez desde o início do conflito, mas seguiram em níveis elevados. De acordo com a ANP, a retirada foi de 0,2%, para R$ 7,43. Na gasolina, a redução foi de apenas R$ 0,01, para R$ 6,77.

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