Cláudio Braga: Andei a bolachas maria… e foi a melhor decisão da minha vida


Foi numa conversa em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia) que Cláudio Braga explicou a BOLA o porquê de ter saído daquele cantinho confortável para ir para o frio da Noruega até… chegar ao pico da felicidade no Hearts.

— Nesta temporada, ele marcou mais gols no Hearts (17) do que havia feito nas equipes em que passou em Portugal, ao todo (13), entre as distritais da AF Porto e o Campeonato de Portugal: Rio Ave B, Valadares, Fátima, Ideal e Vila Meã. Que explicação você encontra para isso?
— Era muito mais imaturo, jogava a extremo, o que também influencia. Olhando para trás, cresci muito na Noruega, especialmente. Acho que me ajudou muito, porque são muito robóticos e era uma coisa que me faltava: eficácia no futebol. Para mim, o futebol era jogar bonito para as bancadas, mais do que perder ou ganhar… Claro que queria ganhar, mas, se marcasse um golo, fizesse duas cuecas e perdesse por 3-1, para mim era top. Aprendi na Noruega que o futebol não é assim.
— Bebeu um bocado de Haaland?
– [Risos] Sim, foi um pouco isso. Aprendi e melhorei muito na Noruega. Quando eu era mais moleque, não entendia muito bem o porquê de não estar dando, mas, olhando para trás e vendo que era muito imaturo, percebo.

Cláudio Braga destacou-se ao serviço dos noruegueses do Alesund entre 2024 e 2025 – Foto: IMAGO

— Ele me disse, em uma entrevista que fizemos em outubro, em Edimburgo, que não foi promessa em nenhum dos clubes pelos quais passou. Agora, não há dúvidas de que é uma das maiores certezas do Hearts. Como você vê essa evolução no futebol, desde a base até aqui?
— É fora do normal. É verdade que sempre lutei para ser jogador de futebol, mas não esperava isto. Sempre quis e dei o meu máximo para conseguir chegar o mais longe possível, mas a verdade é que quando estás lá é um bocado diferente. E depois uma pessoa começa a sentir que está a ficar velha. Eu tinha 22 ou 23 anos e pensava: ‘Ui, se não der para o ano, morri para o futebol’. Pensava muito nesse tipo de coisas, mas agora, olhando para trás, sei que estava só a ser precipitado e um bocadinho maluco.

— Nem para a Noruega queria ir…

— Não, eu não queria de jeito nenhum. Eu estava no Campeonato Brasileiro e achava que não fazia sentido ir para uma terceira liga da Noruega. No fundo, ainda acho que fazia um pouco de sentido não querer ir, porque não sabia as condições que ia ter. Não sabia o que ia ganhar, se ia ter casa… Nos primeiros tempos, andei de bolacha maria [risos]porque era o mais barato que tinha, e o clube não dava refeições. Não sabendo esse tipo de coisa, fica complicado querer ir logo para a Noruega, quando eu estava confortável aqui. Mas aí resolvi arriscar, sair do conforto, pra ver se dava alguma coisa, e acabou sendo a melhor decisão da minha vida.
— Encontrou a felicidade no Hearts?
— Sim, me sinto em casa desde que cheguei. Acho que me adaptei facilmente à Noruega, mas estamos falando de uma terceira liga, ou seja, era muito mais fácil me adaptar, apesar das condições climáticas e do idioma ser muito diferente. Chegar à Escócia e me adaptar tão facilmente, em um nível tão alto, não foi por acaso, mas porque eles foram incríveis comigo.
— Já teve propostas para sair?
— Neste momento, tenho dois anos de contrato e gosto muito de estar onde estou. Tudo o que sejam interesses é só com os meus empresários, estou fora disso.


Entrevista completa

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Cláudio Braga: Nem tomámos banho… e depois toda a gente começou a chorar


Foi no sossego de Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia) que a BOLA esteve à conversa com o melhor jogador do campeonato escocês.

— Se há um ano lhe dissessem que você seria o melhor jogador da liga escocesa, o que você responderia?
— Que eram malucos [risos]. Fui para o Hearts para tentar jogar e nunca pensei que seria o melhor jogador da liga, nem de perto. Até porque, tirando Celtic e Rangers, são pouquíssimos os jogadores que conseguiram esse feito. Foi uma coisa que eu nunca esperava.
— Como foi o processo de ida para o Hearts?
— Soube do interesse em dezembro [de 2024]quando estava na Noruega. Acabei por ir só em junho [de 2025]mas, no futebol, até haver o contrato, o interesse é só interesse… Eles queriam que fosse logo e eu também queria ter ido. Já tinha tido várias entrevistas, já conhecia o treinador, mas não aconteceu nada e fiquei um bocadinho ansioso…

— Estava com um mau pressentimento?
— Eles estavam mal, a meio da época [de 2024/25]. Eu queria muito ir, mas, ao mesmo tempo, não sabia o que ia acontecer. Eu não sabia se era a hora certa ou não. A verdade é que acabou não sendo. A hora certa foi em junho mesmo, porque, talvez, se fosse no meio da temporada anterior, provavelmente, não ia dar tão certo. Minha interação com os jogadores também acredito que não seria tão boa, porque o clima fica meio chato quando o time não está bem… Então, que bom que aconteceu assim.
— A verdade é que neste ano correu quase tudo na perfeição, menos aquele último jogo do título no Celtic Park… Como foi?
— O sentimento no final foi horrível, mas é isso mesmo: foi quase tudo perfeito. Ganhámos sempre, depois de perder ou empatar, ou seja, nunca tivemos dois empates ou duas derrotas seguidas, mas foi horrível estarmos tão perto de agarrar a taça e nos últimos segundos vermos tudo a mudar e o Celtic a festejar… A época não deixou de ser histórica e incrível, mas aquele último pedaço era o mais importante.
— Nesse último jogo, já depois de ter sido distinguido como o jogador do ano na Escócia, acaba por ficar no banco. Foi dos poucos jogos em que isso aconteceu. Porquê?

— Foi meio a meio, por motivos físicos e táticos. Eu estava com uma dor há algum tempo e o treinador decidiu colocar o outro atacante e depois me substituir quando os centrais já estivessem cansados, pois ele achava que o outro atacante poderia dar mais fisicamente no início e depois eu entraria mais fresco. Foi um pouco dos dois, mas, ao mesmo tempo, eu me sentia bem e queria muito jogar. Era o jogo mais importante da minha vida. Mas foi decisão do treinador e está tudo bem. É óbvio que, sendo o jogo mais importante da minha vida e depois de ter jogado quase todos os jogos, ficou aquele sentimento amargo de não ter conseguido ajudar o time.
— O que vocês sentiram, junto com os torcedores que foram a Glasgow?
— Quase nem estivemos com eles em Glasgow. Saímos logo de campo, porque a torcida do Celtic fez invasão. Fomos direto para o vestiário. Não houve palestra, não nos vestimos, nem tomamos banho, saímos direto para o ônibus, e só depois fomos recebidos por muitos milhares de pessoas, no Tynecastle Park [estádio do Hearts]. Aí que bateu mais, quando descemos do ônibus começamos todos a chorar. Sentimos que decepcionamos as pessoas, apesar de nunca ter sido algo que o clube pensou. Depois de estar tão perto e perdermos, ver tanta gente lá, sorrindo, apoiando, cantando e nos recebendo daquele jeito… Estou até me arrepiando. Foi realmente muito bom. Não era o que queríamos, mas orgulhamos a maior parte dos fãs.
— A verdade é que vão jogar a Champions League 20 anos depois. Quais são as expectativas?
— Vou cumprir um dos meus maiores sonhos. Saber agora que é possível jogar é incrível, mesmo sendo uma pré-eliminatória… Vamos defrontar uma equipa forte, o Sturm Graz, mas sinto que, ao mesmo tempo, em Tynecastle somos muito fortes. Provámos isso no ano passado. Já perdemos alguns jogadores, é verdade, mas estamos a reforçar-nos e acho que em nossa casa pode acontecer tudo. Fora, temos de dar o nosso melhor, mas, acima de tudo, temos de aproveitar a oportunidade para tentar brilhar e levar este clube à fase liga.

Cláudio Braga é muito acarinhado pelos adeptos escoceses – Foto: IMAGO

— Frisou aí o ambiente de Tynecastle. Como são os estádios na Escócia no geral?
— Sempre cheios. O ambiente é fora do normal. Nunca vivi nada parecido. Vibra-se em todos os momentos do jogo, e não é só uma parte da bancada a vibrar, é toda a gente. É mesmo uma coisa fora do normal em todos os estádios, com todas as equipas. É óbvio que há equipas que têm mais adeptos do que outras e eu tive muita sorte porque o Hearts é das que tem mais. É completamente fora do normal a atmosfera em Tynecastle.
— Tem alguma história «fora do normal» que tenha vivido num desses estádios?
— Individualmente, a que eu fiquei mais constrangido, mas de forma positiva, foi quando o treinador me colocou no banco e a torcida começou a cantar minha música logo quando o jogo começou. E eu só pensava: ‘foque só no jogo, por favor’ [risos]. O carinho da torcida foi uma coisa que me marcou muito. Acho que é uma coisa que custa a ganhar em qualquer time, ainda mais em um como o Hearts. Vou levar isso para a vida.

— E na cidade? É abordado com frequência?
— Sim, acontece com bastante frequência, mas eu não sou muito de sair de casa, especialmente com a época que estávamos a ter, sou mais de casa-treino e treino-casa.
— Alguma história caricata que tenha acontecido com adeptos na rua?
— Toda a gente foi super tranquila. Mesmo os adeptos do Hibs [Hibernian]que é o nosso maior rival, pediam fotos e depois, claro, gozavam e brincavam um bocado. Por exemplo, quando perdíamos eu nem saía à rua, nunca na vida, também eram poucas as vezes [risos]mas todo mundo é muito legal comigo. Até mesmo torcedores de times rivais: Celtic, Rangers, torcedores do Hibs, por exemplo, que, a princípio, não, teriam uma interação muito boa. É como um Benfica-Sporting [risos]mas acabei por ser abordado sempre de forma positiva e isso também me enche de alegria.

— Como é o seu dia a dia na Escócia?
— Quando temos treino, levanto por volta das 8 da manhã, faço um pré-aquecimento na academia do clube e vou tomar café da manhã, que é incrível. Depois, vamos para o vestiário, fazemos pré-ativação e vamos para o treino. Normalmente, faço academia depois do treino, almoço e segue algum tratamento que preciso fazer com o fisioterapeuta, além do banho de gelo. Finalmente, vou para casa, moro a dez minutos do centro de Edimburgo. Quando minha família vai para a Escócia, eu saio mais, porque quero aproveitar com eles. A cidade é incrível, é uma das minhas favoritas quando se trata de beleza. Depois também conheci um casal de portugueses em Edimburgo e ficamos muito amigos. Curiosamente, também são de Vila Nova de Gaia. Meu primo também morou comigo por dois meses, foi fazer estágio. Aí, a rotina mudou um pouquinho. Acabamos fazendo mais jantares e socializando.

Entrevista completa

Cláudio Braga: Seleção? Estava na expectativa de ser chamado…


BOLAesteve à conversa com o melhor jogador do campeonato escocês, em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia).

— Numa entrevista que nos concedeu em outubro, disse que o seu grande objetivo era chegar à Seleção. Acha que está mais perto disso agora?
— Acredito que pode ser possível sim, um pouquinho mais nesse momento. Sinto que agora as pessoas me conhecem mais. Essa foi a primeira vez que cheguei a Portugal e senti que já tem bastante gente reconhecendo meu trabalho. Eu já sentia isso nos outros clubes, quando estava na Noruega: nas cidades onde eu estava, as pessoas me conheciam. Na Escócia também, mas nunca senti que as pessoas me reconheceram no meu país. Sinto que as pessoas saberem quem você é faz a diferença, para não torcer o nariz quando virem seu nome em algum lugar. Tenho perfeita noção de que este foi meu primeiro ano em uma primeira liga, então não é que eu estivesse exigindo ou esperando por algo. É óbvio que eu quero muito e acredito que é possível. Não existem mais provas de que nada é impossível, não é mesmo? Por isso, acredito que é possível e continua sendo um sonho.

— Estava na expectativa de ir ao Mundial?

— Estava na expectativa de poder ser chamado para os amigáveis antes do Mundial. Sabendo que não fui, tinha noção de que, à partida, não ia. Quando fazes um estágio antes, levas o grupo que queres levar.
— E Roberto Martínez deixou claro que os jogadores que não tinham entrado até ao último estágio, muito dificilmente iriam…
— Sim e faz parte. Acho que isso é o correto. Ainda assim, pensei que poderia ser possível, não exigindo nada ou algo parecido, mas pensei que poderia dar para estar…
— Pela temporada que estava a fazer…
— Sim, estava indo muito bem, estávamos fazendo algo histórico e isso se destacava. E em Portugal ainda se falava quem seriam os atacantes para a Copa do Mundo.

A comemoração de Cláudio Braga, no estilo Cristiano Ronaldo, leva a torcida do Hearts à loucura. O capitão da Seleção é o ídolo do gaiense — fato que está sendo percebido… pelo número de gols – Foto: IMAGO

— Roberto Martínez disse que queria três avançados com perfil diferente e o Cláudio tem um perfil diferente dos três que foram, não é?
— Sim. Acredito que tenho um perfil parecido ao avançado que fazia parte das escolhas e que infelizmente faleceu, o Diogo Jota: um avançado mais móvel… Por essa razão, pensei que poderia ser possível pelo perfil diferente. Mas faz parte e eu estou super contente na mesma, individualmente. Acho que há de aparecer a oportunidade no futuro, se Deus quiser.
— Onde acha que Portugal poderá chegar?
— Acredito que até ao fim, sou sincero. As pessoas falaram muito do primeiro jogo, mas é um Mundial. Ninguém vai lá para perder, as seleções que vão, mesmo sendo as mais fracas. Toda a gente dá a vida porque é a competição mais importante do mundo. Então, é normal que as pessoas pensem que devíamos ter vencido a RD Congo. Acredito que é um processo.


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Aursnes do Bragança foi adotado por José Neto


Franscisco Estanga em ação, entre João Moutinho e Ricardo Horta, em jogo da Tala de Portugal 2025/26 (que os arsenalistas venceram por 1 a 0) - Foto: DR

Franscisco Estanga em ação, entre João Moutinho e Ricardo Horta, em jogo da Tala de Portugal 2025/26 (que os arsenalistas venceram por 1 a 0) – Foto: DR

Franscisco Estanga em ação, entre João Moutinho e Ricardo Horta, em jogo da Tala de Portugal 2025/26 (que os arsenalistas venceram por 1 a 0) – Foto: DR

Francisco Estanga teve final de época agridoce. Depos da surpresa de uma vida e quase subida à Liga 3, o polivalente argentino teve uma dura lesão

Francisco Estanga saiu de maca e foi levado para o hospital, no último jogo do campeonato – Foto: D.R.

Por falar em regalos… Francisco Estanga teve direito a um de Fran Navarro, no final do jogo da Taça de Portugal (0-1), com o SC Braga – Foto: DR

A mãe de Francisco Estanga voou para Portugal a tempo de ver o filho em ação na reta final do campeonato. Aqui, abraçados no final de um jogo – Foto: DR

Cruzou-se com Maradona, marcou Julián Alvarez e fez-se feliz no… Bragança


O Bragança sonhou até o fim com a Liga 3 e muito na carona do tango de três argentinos, que a cidade tão bem soube adotar.

Os transmontanos só caíram na última rodada da fase de subida do Campeonato Português, ao perder por 0 a 1 em casa para o Leça (que já tinha a promoção garantida), permitindo que o Vianense ocupasse a vaga de ascensão que restava. Nahuel Machado orgulha-se, ainda assim, daquela que foi «uma das melhores épocas da história do Bragança» e… a grelha televisiva que o diga: «Até conseguimos aparecer várias vezes no Canal 11.»
O zagueiro, de 26 anos, chegou a Portugal em 2019, depois de ter feito a formação toda nos argentinos do Estudiantes, mas confessa, ao nosso jornal, ter vindo… ao engano: «Um empresário disse que havia uma oportunidade, na AD Oliveirense, mas acabei no Mirandês. Foi o pior momento da minha carreira, porque as condições não foram as que prometeram. Foi frustrante, porque éramos [incluindo os compatriotas] de fora, estávamos longe das nossas famílias, não conhecíamos ninguém…»

Nahuel Machado começou a jogar no Estudiantes aos 9 anos – Foto: DR

Depois da decepção em Miranda do Douro e passagens por Vilar de Perdizes, Lixa, Jonava (onde atuou na primeira divisão da Lituânia) e Vila Caiz, o jogador voltou a encontrar calor na… Terra Fria, em janeiro de 2024. «Encontrei uma família, num clube que liga muito à parte humana. Eu tive uma experiência muito ruim no primeiro ano e a situação em que estou agora não se compara. Bragança é uma terra de gente muito boa, que não se encontra em qualquer lugar», elogia o zagueiro.

Armada argentina feliz em «terra de gente boa» – Foto: D.R.


Há oito anos jogava contra o River Plate

Trajeto idêntico ao de Nahuel Machado teve Diogo Parini, que voou de La Plata para Portugal no mesmo ano. A diferença está nos livros. Estudiantes? Nem pensar… o médio tem selo de formação do arquirrival Gimnasia. Foi lá que ganhou cabedal para o futebol e se estreou na… primeira divisão da Argentina!
Diego Parini conta, em sua história, com um encontro no campeonato argentino e logo diante do colosso River Plate (1-3), em um 3 de dezembro de 2018 para nunca mais esquecer: «Na verdade, quase não consegui aproveitar. Foi um jogo muito intenso, o River tinha jogadores muito bons e eu tinha que marcar o Julián Alvarez. Mesmo assim, foi uma experiência muito boa, com apenas 20 anos.»

«Apesar de sempre ter sido meia, joguei de lateral-esquerdo naquele jogo, adaptado», lembra. O canhoto estava em alta no clube do coração, mas uma fatídica lesão, logo depois, fez com que ele nunca mais (até ver…) voltasse a vestir a camisa azul e branca. «Depois desse jogo tive uma lesão no joelho, fiquei parado por muito tempo e, nesse meio tempo, meu contrato acabou…», lamenta, ao nosso jornal.

Diego Parini (o primeiro à esquerda da fila de baixo) na estreia pela equipa principal do Gimnasia – Foto: D.R.


De azar em azar… «correu tudo mal»

Em um momento em que buscava se reerguer, Diego Parini teve, então, a mesma proposta do amigo Nahuel Machado e seguiu para Portugal. Confirma-se: 2019/20 foi mesmo a pior temporada para a armada argentina. — Teve um empresário que me falou da possibilidade de vir jogar na AD Oliveirense. Acabei no Mirandês, mas deu tudo errado e tive que começar do zero, sem empresário, sem falar português, sem conhecer ninguém…”, lembra, com angústia.
O centrocampista passou, depois, pelo Vidago e Mirandela, mas foi em Bragança que voltou a saborear felicidade, em 2024. O craque, de 28 anos, encontrou no Nordeste Transmontano uma «segunda casa» que já tinha conhecido no Gimnasia, onde, imagine-se, chegou a cruzar-se com… Diego Armando Maradona, mas, lamentavelmente, por pouco tempo: «Quando o Maradona chegou, eu saí, foi uma questão de um ou dois dias. Ainda o vi e troquei algumas palavras, mas nada demais…»

Mercado Sporting: Altimira fecha miolo num total de €50 milhões


Sergi Altimira, espanhol de 24 anos, leão até 2031 e com cláusula de rescisão de 80 milhões de euros - Foto: IMAGO

Sergi Altimira, espanhol de 24 anos, leão até 2031 e com cláusula de rescisão de 80 milhões de euros – Foto: IMAGO

Sergi Altimira, espanhol de 24 anos, leão até 2031 e com cláusula de rescisão de 80 milhões de euros – Foto: IMAGO

Espanhol do Betis em Lisboa nas próximas horas para assinar contrato de cinco temporadas. Seduzido pelo projeto dos leões, que vencem corrida contra o RB Leipzig. Custa € 18 M mais € 2 M em bônus a somar aos € 31 M já investidos em Silas Andersen, Doumbia e Pedro Lima

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Os jogos do Betis na temporada passada com participação de Sergi Altimira, 24 como titular. O meio-campista de 24 anos esteve em 24 jogos do campeonato, cinco da Copa del Rey e 11 da Liga Europa, marcou dois gols e deu três assistências

Hoje pode ver em direto na TV…


Editor

20h30: Futsal, Campeonato Nacional, ‘play-off’, final (jogo 4) — Sporting-Benfica

CANAL 11

11h: Futsal feminino, sub-17, jogo de preparação — Espanha-Portugal

20h30: Futsal, Campeonato Nacional, ‘play-off’, final (jogo 4) — Sporting-Benfica

EUROSPORT 2

20h00: Golfe, PGA Tour — Campeonato de Viajantes (Dia 1)

ESPORTE TV 1

11h00: Ténis, ATP 250 – Eastbourne

13h00: Ténis, ATP 250 – Eastbourne

15h00: Ténis, ATP 250 – Eastbourne

17h00: Ténis, ATP 250 – Eastbourne

21h00: Futebol, Campeonato do Mundo 2026 — Equador-Alemanha

00h00: Futebol, Campeonato do Mundo 2026 — Tunísia-Países Baixos

03h00: Futebol, Campeonato do Mundo 2026 — Paraguai-Austrália

ESPORTE TV 2

07h00: Automobilismo, WRC — Rali da Grécia (Shakedown)

12h00: Golfe, DP World Tour — Open de Itália (Dia 1)

17h00: Ténis, ATP 250 – Eastbourne

ESPORTE TV 3

16h00: Padel, Premier Padel – Valladolid P2

18h00: Padel, Premier Padel – Valladolid P2

21h00: Padel, Premier Padel – Valladolid P2

ESPORTE TV 4

10h00: Ténis, ATP 250 — Maiorca

12h00: Ténis, ATP 250 — Maiorca

13h30: Ténis, ATP 250 — Maiorca

16h30: Ténis, ATP 250 — Maiorca

ESPORTE TV 5

21h: Futebol, Copa do Mundo 2026 — Curaçao-Costa do Marfim

00h00: Futebol, Campeonato do Mundo 2026 — Japão-Suécia

03h00: Futebol, Campeonato do Mundo 2026 — Turquia-Estados Unidos

ESPORTE TV 6

11h00: Surf, Liga Mundial de Surf — Brasil

SIC

21h00: Futebol, Campeonato do Mundo 2026 — Equador-Alemanha

TV ESPORTIVA

20h30: Futsal, Campeonato Nacional, ‘play-off’, final (jogo 4) — Sporting-Benfica

Sporting: Sporar acredita em Ioannidis


Sporar, ex-jogador do Sporting e hoje no Slovan Bratislava, dividiu vestiário com Ioannidis nos gregos do Panathinaikos e em entrevista ao jornal helênico Jornal deu conta da boa relação que mantém com o camisola 89 dos leões. «Ele evoluiu muito, tornou-se num atacante completo. Acho que ele também aprendeu algumas coisas comigo. É um jogador que tem muita sede de golos. Além disso, é um grande amigo, estou feliz por ele. Ainda falo com ele, ele mora na minha antiga casa, em Lisboa», descreveu.

Sporar jogou no Sporting de janeiro de 2020 a janeiro de 2021

Em um determinado momento do percurso de ambos no emblema do trevo, Sporar perdeu o lugar na escalação para Ioannidis. E a culpa foi de um jogo diante do SC Braga, a contar para o playoff da Champions em 2023/24. «O Fotis estava em melhor forma do que eu depois do jogo com o SC Braga. Meu pior jogo, ou foi contra o Braga, ou contra o Volos. Tive muitas dificuldades para lidar com a situação, as primeiras semanas não foram nada fáceis», lembrou o esloveno, hoje com 32 anos.

Marítimo: Gonçalo Tabuaço será para ficar


Gonçalo Tabuaço é mais um atleta a contar para Mitchell van der Gaag, neste regresso do Marítimo ao principal escalão do futebol português, após o regresso de empréstimo. Apesar dos convites endossados ​​(alguns dos quais vindos do exterior) ao jogador, nas últimas semanas, BOLA sabe que o guardião, de 25 anos, deverá mesmo ficar na ilha da Madeira.

Depois da lesão grave sofrida no decorrer da época que agora termina – fratura do tornozelo esquerdo -, o guarda-redes está praticamente recuperado e, por isso, apto para a pré-temporada dos insulares.
Gonçalo Tabuaço está convencido de que poderá brigar por uma vaga no gol, em um momento em que se especula sobre uma possível saída de Samu Silva, um dos talismãs dos verdes-rubros, neste ano histórico, que terminou com o retorno do clube à Liga.

O internacional sub-21 por Portugal chegou ao Funchal em 2024 e se tornou indiscutível na primeira temporada de leão ao peito (31 jogos). Neste ano, perdeu espaço e acabou emprestado ao Leixões.

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