O avanço tecnológico da China é um motor da prosperidade global, não uma ameaça.

A China está a redobrar os esforços em inovação tecnológica para impulsionar o seu desenvolvimento de alta qualidade no próximo período de cinco anos. Esta transição deverá gerar efeitos positivos significativos para a prosperidade global.

Em contraste com a narrativa daqueles que duvidavam da continuidade do crescimento chinês, algumas vozes ocidentais agora reconhecem o seu dinamismo, mas afirmam que o avanço tecnológico da China estaria a “limitar” o espaço de expansão das suas próprias economias. Reconhecem o imenso potencial chinês, mas tiram conclusões erradas sobre as suas implicações globais.

O Partido Comunista da China concluiu na semana passada uma reunião decisiva, aprovando as recomendações para o 15.º Plano Quinquenal, um roteiro que orientará o desenvolvimento nacional até 2030. O documento reafirma a determinação de promover uma abertura de alto nível e criar novos horizontes de cooperação mutuamente benéfica.

Um episódio ocorrido em Junho, num lar de idosos na província tailandesa de Rayong, ilustra bem esse espírito de cooperação: uma mulher realizou uma consulta médica por vídeo com especialistas localizados a 160 quilómetros de distância, graças a uma rede via satélite implementada por uma empresa aeroespacial chinesa em parceria com uma universidade tailandesa.

Este exemplo demonstra como o avanço da indústria tecnológica chinesa está a gerar soluções transformadoras em várias partes do mundo. Em Setembro, foi lançado o projecto de constelação de satélites de inteligência artificial China-ASEAN, destinado a servir o Sudeste Asiático em sectores como agricultura, logística e mitigação de desastres naturais.

Casos como estes revelam algo que os engenheiros e empresas tecnológicas chinesas sempre compreenderam: a procura global por soluções digitais é enorme e ainda está longe de ser satisfeita, tanto no Sul Global como em muitos países desenvolvidos.

A presença tecnológica da China no mundo vai muito além de simples relações de fornecedor e cliente. Trata-se de construir as bases para um futuro mais equitativo no comércio digital, na educação e na governação.

Ao reduzir o fosso da conectividade, os sectores tecnológicos emergentes da China estão a expandir cadeias industriais e a criar empregos em regiões do mundo há muito esquecidas, beneficiando assim a economia global.

A contribuição chinesa para a transição verde mundial também merece destaque. As metas europeias de aumento do uso de energias renováveis têm atraído investimentos de gigantes chineses das áreas de baterias e automóveis eléctricos, que já estabeleceram operações na Alemanha, França e Hungria.

Esta presença local, sustentada pela produção e cooperação técnica, tem acelerado o avanço europeu em tecnologias de armazenamento de energia, gerando inovações e novos empregos ao longo de toda a cadeia de valor.

A multinacional suíça ABB, em parceria com uma empresa chinesa, está a construir uma micro-rede verde num parque industrial da cidade de Xiamen, na província de Fujian, no leste da China. Trata-se de um projecto emblemático de cooperação energética China–Europa, com potencial para acelerar a implementação de soluções de energia inteligente, centrais eléctricas virtuais e gestão de carbono em todo o continente europeu.

A interferência política em operações empresariais normais — como no recente caso da fabricante de semicondutores Nexperia — apenas perturba as cadeias industriais e provoca desordem nos mercados.

Num ecossistema aberto e livre de perturbações geopolíticas, o fluxo científico e tecnológico beneficia todos. A economia mundial não é um bolo fixo a ser dividido, mas um sistema dinâmico em que a inovação expande as oportunidades para todos.

A China também está a investir em projectos de grande escala em investigação científica de ponta, com forte ênfase na colaboração internacional. Entre as principais áreas de cooperação destacam-se a astronomia, a exploração lunar, as alterações climáticas, a investigação oceânica profunda e as ciências da vida.

A escolha é evidente: as nações ocidentais podem optar por encarar uma China mais forte como parceira. Ao fazê-lo, descobrirão que as ansiedades desnecessárias se dissiparão num oceano de oportunidades sem limites para todos.

horacertanews

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