Desde 2000, Farahanipour vive exilado nos Estados Unidos, tendo fugido de uma sentença de morte no Irão. Ele deixou para trás o Marz-e Por Gohar, o partido de oposição iraniano que fundou.
Mas escapar do Irão não significou que ele escapou às ameaças que enfrentou. Depois de se mudar para a área de Los Angeles, Farahanipour lembra que houve um período de sete meses em que parecia que os pneus de seu carro eram cortados a cada poucas semanas.
Depois, houve outro incidente em 2022, quando ele apelou ao Conselho de Supervisores do Condado de Los Angeles para condenar a violenta repressão do Irão aos manifestantes.
Farahanipour soube mais tarde que, durante o seu depoimento, um tiroteio destruiu a porta de um dos seus restaurantes, o café do Golfo Pérsico. Ele suspeita que ambos os casos tenham a ver com seu ativismo.
“Você pode dormir com um olho aberto, outro fechado e sentir que não está seguro”, disse Farahanipour. Mas, acrescentou, acontece o mesmo no Irão. “São 90 milhões de pessoas no Irã [who are] não é seguro.”
Ainda assim, os dissidentes iranianos nos EUA enfrentam novas incertezas desde que o país se juntou a Israel numa guerra contra o Irão, em 28 de Fevereiro.
Alguns temem que o aumento das tensões com o Irão possa comprometer a sua segurança nos EUA. Outros temem que a guerra possa levar a atitudes hostis em relação aos imigrantes e aos iranianos-americanos, que constituem a maior comunidade da diáspora iraniana do mundo, com uma população de mais de 413 mil habitantes.
Negar Razavi, estudioso do Centro Mossavar-Rahmani para Estudos do Irão e do Golfo Pérsico da Universidade de Princeton, descreveu o sentimento entre os dissidentes como uma atmosfera de “medo duplo”.
“Há uma sensação de que nenhum lugar é realmente seguro para eles”, disse ela à Al Jazeera. “Eles não estão seguros aqui, nem estão seguros em casa.”
Mesmo nos EUA, não há garantias de refúgio, segundo Razavi. Ela destacou que, ainda em Janeiro, a administração do Presidente dos EUA, Donald Trump, deportou um grupo de iranianos de volta para o Irão, apesar das preocupações de que possam enfrentar perseguição.
Foi o terceiro voo deste tipo, após uma deportação em setembro que incluiu aproximadamente 120 pessoas e uma expulsão em dezembro envolvendo mais de 50.
“O facto de a administração Trump ter deportado mais de uma centena de iranianos, a maioria deles refugiados e requerentes de asilo, deixou muita gente assustada”, disse Razavi.
O presidente do Gana, John Dramani Mahama, tem razão ao argumentar que reconhecer o comércio…
O Pentágono está a preparar-se para semanas de operações terrestres limitadas no Irão, incluindo potencialmente…
À medida que a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão entrava…
Quando os Estados Unidos e Israel lançaram a guerra contra o Irão, em 28 de…
Islamabad, Paquistão – A guerra EUA-Israel contra o Irão não parou. Os ataques não pararam…
O Irã tem como alvo a Aluminium Bahrain e a Emirates Global Aluminium em retaliação…