O Governo de Moçambique intensifica a luta contra a desnutrição com avanços significativos no Programa Nacional de Fortificação de Alimentos. A Secretária de Estado da Indústria, Custódia Paunde, anunciou que, até 2025, o programa já abrangeu 214 indústrias, incluindo a integração de 23 novas moageiras e 20 salineiras.
A fortificação de alimentos básicos como farinha, açúcar, óleo e sal iodado permanece no centro das estratégias para reduzir deficiências nutricionais, especialmente entre crianças menores de cinco anos — grupo mais vulnerável às consequências da má alimentação.
Mais de 3.500 profissionais do sector foram capacitados em boas práticas de fortificação, reforçando a qualidade e segurança dos produtos distribuídos à população.
“O Governo está comprometido em levar alimentos fortificados a mais moçambicanos, alinhando-se à Estratégia Nacional de Fortificação 2023–2027, que visa garantir a segurança alimentar e nutricional no país”, destacou Paunde.
Este esforço ocorre num contexto em que a desnutrição continua a ser um dos principais desafios de saúde pública em Moçambique, com impacto directo no desenvolvimento infantil, no rendimento escolar e na produtividade futura das crianças.
O Programa Nacional de Fortificação de Alimentos é uma medida estruturante para mitigar estas consequências, buscando garantir que nutrientes essenciais, como ferro, zinco, vitaminas A e D, cheguem efectivamente à mesa das famílias.
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