Em Moçambique, o uso de métodos contraceptivos modernos continua a ser um desafio significativo de saúde pública. Dados recentes indicam que apenas 34,8% das mulheres em idade reprodutiva (15–49 anos) utilizam contraceptivos modernos. A situação é ainda mais preocupante entre adolescentes sexualmente ativas, onde a taxa cai para 26%, contribuindo para uma das maiores taxas de fertilidade na adolescência a nível mundial, estimada em 153 nascimentos por cada 1.000 raparigas entre 15 e 19 anos.
Especialistas alertam que estes números refletem não apenas limitações no acesso a serviços de saúde, mas também lacunas persistentes na educação sexual e reprodutiva. O cenário é agravado por mudanças e cortes recentes na ajuda internacional, que têm comprometido o fornecimento regular de contraceptivos e reduzido o alcance dos Agentes Comunitários de Saúde, considerados um pilar essencial para o planeamento familiar, sobretudo em zonas rurais e periurbanas.
Segundo dados da UNICEF, o acesso à informação é determinante: adolescentes que recebem educação adequada sobre planeamento familiar têm quase três vezes mais probabilidade de utilizar métodos contraceptivos modernos. Esta evidência reforça a importância de intervenções inovadoras e de largo alcance para responder às necessidades da população jovem.
Face a este contexto, a Plataforma Educativa de Informação sobre a Saúde (PENSA) tem desempenhado um papel estratégico na democratização do acesso à informação de saúde em Moçambique. Através do código USSD *660#, a PENSA disponibiliza conteúdos gratuitos em todas as operadoras de telefonia móvel, acessíveis em qualquer tipo de telemóvel e sem necessidade de ligação à internet.
A plataforma já ultrapassou 78 milhões de acessos, registando cerca de 5 milhões de utilizadores únicos, o que a posiciona como uma das principais ferramentas digitais de saúde do país. Em resposta às evidências actuais e à procura expressa pelos utilizadores, a PENSA, em parceria com o Ministério da Saúde (MISAU), introduziu conteúdos específicos sobre planeamento familiar em dezembro de 2025.
A iniciativa visa garantir que informação precisa, confidencial e baseada em evidências esteja disponível em larga escala, alcançando especialmente os 75% dos moçambicanos que não têm acesso à internet. Em apenas algumas semanas após o lançamento, o novo conteúdo foi acedido mais de 200.000 vezes por mais de 80.000 utilizadores, com a Província de Maputo a concentrar 49% da actividade registada.
A PENSA reafirma-se, assim, como uma parceira estratégica do Ministério da Saúde, comprometida com intervenções de saúde pública sustentadas em evidências e orientadas para o impacto, com o objectivo de assegurar que todos os moçambicanos, independentemente da sua localização ou condição socioeconómica, tenham acesso a informação essencial para tomar decisões informadas sobre a sua saúde.
Niassa, Nampula, Zambézia, Manica e Sofala entre as regiões com maior probabilidade de precipitação O…
Islamabad, Paquistão – UM fogo que destruiu um shopping center no fim de semana na…
O Partido Independente de Moçambique (PIMO) submeteu formalmente uma carta à Comissão para o Diálogo…
Candidatos aprovados no Concurso Público n.º 02/2024 avançam para a fase de entrevistas; BM alerta…
No âmbito do reforço da estabilidade financeira e da resiliência do sistema bancário nacional, o…
Regulador denuncia exigência de pagamentos antecipados e uso de canais informais para extorsão de cidadãos…