O membro do Conselho Nacional da RENAMO, Alfredo Magumisse, reagiu com firmeza às acusações feitas publicamente pelo Presidente Ossufo Momade, que o apontou como alegado financiador de um movimento classificado como subversivo, numa narrativa pronunciada durante o encerramento da reunião dos desmobilizados e posteriormente repetida em conferência de imprensa, criando um ambiente político ainda mais carregado dentro do partido que já enfrenta intensa turbulência.
Magumisse afirmou que a expressão utilizada por Momade carece de rigor semântico, defendendo que o Presidente provavelmente quis apenas insinuar um eventual apoio moral, e não um financiamento material, dado que ambos conhecem mutuamente as respectivas limitações económicas, o que torna simplesmente impossível que alguém na sua posição consiga sustentar financeiramente um movimento de dimensão suficientemente grande para causar a agitação descrita pela liderança máxima do partido.
O político sublinhou que nunca se posicionou contra a figura de Momade por razões pessoais, explicando que as divergências surgem sempre que identifica decisões erradas, e que tais discordâncias encontram-se documentadas nas actas da Comissão Política, demonstrando que a sua postura resulta exclusivamente de preocupações estratégicas e não de qualquer ambição para fomentar rupturas destrutivas dentro da organização partidária.
Magumisse admitiu a existência de um grupo interno que o apoia desde o momento em que foi candidato presidencial em Alto Molócuè e recebeu votos significativos, fenómeno que, segundo ele, é natural num partido democrático, acrescentando que todos aqueles que já foram candidatos constituem o que se pode chamar de oposição interna legítima, baseada em ideias estatutárias, e não participantes ou incentivadores de invasões, queimas de símbolos ou comportamentos violentos que violam totalmente os princípios históricos da organização.
Segundo Magumisse, a única diferença substancial entre si e Momade reside na forma como acreditam que a RENAMO deve ser conduzida para fortalecer a oposição e demonstrar capacidade governativa, esclarecendo que defender um modelo de gestão alternativo não pode, de forma alguma, ser confundido com apoiar grupos considerados desordeiros, porque discordância política baseada nos estatutos é uma coisa, enquanto participar activamente na invasão de sedes ou na destruição de símbolos é outra completamente distinta.
Carta ao chefe da ONU, CSNU, vem depois de Trump dizer que os EUA intervirão…
Organização poupa tempo, dinheiro e sanidade mental. (mais…)
Vários países do Médio Oriente e da Ásia apelaram a Israel para permitir entregas “imediatas,…
As famílias enfrentam uma espera agonizante enquanto os investigadores trabalham para identificar pelo menos 40…
Defensores dos direitos palestinos elogiam o prefeito de Nova York Zohran Mamdani por revogar decretos…
Confiança não se pede. Constrói-se, todos os dias, no balcão. (mais…)