O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, concedeu recentemente uma entrevista exclusiva à jornalista Cristina Lemos, da Record News, onde adoptou um posicionamento firme perante o ex-presidente norte-americano Donald Trump e apresentou um ambicioso pacote de reformas sociais e económicas.
Lula manifestou profunda indignação com a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1 de Agosto, medida anunciada por Trump. O Chefe de Estado brasileiro considerou o documento uma “carta apócrifa”, descrevendo-a como uma afronto à soberania nacional, e sublinhou a ignorância de Trump sobre a realidade económica do Brasil.
“Quem deve respeitar o Brasil são os próprios brasileiros — e devemos exigir que os outros também nos respeitem”, disse Lula.
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, concedeu uma entrevista exclusiva à jornalista Cristina Lemos, da Record News, onde reagiu com firmeza às recentes ameaças comerciais de Donald Trump e detalhou um conjunto ambicioso de programas sociais e económicos que pretende implementar ainda no actual mandato.
Lula expressou profunda indignação com o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, medida que deverá entrar em vigor a 1 de Agosto e que foi tornada pública por Donald Trump. O Presidente brasileiro considerou o conteúdo da carta de Trump uma “afronta” e declarou que o ex-presidente norte-americano demonstra um desconhecimento absoluto das relações bilaterais e da realidade económica do Brasil.
“Quem deve respeitar o Brasil somos nós próprios, mas devemos também exigir que os outros nos respeitem”, afirmou Lula.
Segundo o Chefe de Estado, o Brasil mantém há mais de dois séculos uma relação civilizada e construtiva com os Estados Unidos, e já conviveu de forma pacífica com diferentes líderes norte-americanos — de Bill Clinton a Joe Biden.
O Presidente contestou as alegações de Trump sobre um suposto desequilíbrio comercial, apresentando dados oficiais: o Brasil teve um défice de 7 mil milhões de dólares no comércio com os EUA em 2023, e mais de 410 mil milhões nos últimos 15 anos.
Lula anunciou uma série de medidas para proteger os interesses brasileiros:
O Presidente insinuou que a decisão de Trump pode estar relacionada com o avanço do bloco dos BRICS e com as propostas para criação de uma moeda alternativa ao dólar nas trocas comerciais multilaterais.
Lula reafirmou a intenção de construir um Estado de Bem-Estar Social, centrado em justiça económica e inclusão. Entre as medidas apresentadas, destacam-se:
Lula agradeceu ao Congresso pela aprovação de 99% das propostas enviadas pelo Executivo, incluindo o novo arcabouço fiscal e a aguardada reforma tributária. Mesmo com uma bancada minoritária, o Presidente elogiou a relação de respeito e diálogo com os líderes parlamentares, como Arthur Lira e Rodrigo Pacheco.
“Não são os deputados que precisam de mim. Eu é que preciso deles. Essa relação tem de ser civilizada e harmónica”, sublinhou.
Aos 80 anos (completará em Outubro), Lula declarou-se em excelente forma física. Revelou que acorda diariamente às 5h30 para se exercitar e sente-se mais vigoroso hoje do que aos 60 anos.
“Se for necessário ser candidato para impedir o retrocesso e o regresso dos loucos, estarei preparado”, afirmou, referindo-se indirectamente à ala bolsonarista.
Lula condenou a tentativa de golpe levada a cabo por Jair Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente deverá responder na justiça por atentar contra a democracia brasileira. Referiu ainda que Bolsonaro pede amnistia antes de ser julgado, o que demonstra o reconhecimento tácito de sua culpa.
“Não se brinca com coisa séria”, alertou Lula.
Lula finalizou com tom positivo: a economia brasileira cresce acima dos 3%, com aumento no emprego, nos salários e no crédito. Admitiu que o custo de vida ainda é um desafio, mas expressou confiança de que o país está no rumo certo.
Num momento mais descontraído, comentou sobre o futebol brasileiro, defendendo a importância do jogo colectivo em detrimento da vaidade individual. Disse que o Paris Saint-Germain é exemplo de fracasso onde há muito talento individual, mas pouco espírito de equipa.
Publicado em 3 de janeiro de 20263 de janeiro de 2026Clique aqui para compartilhar nas…
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