Em entrevista ao CIPCAST, o Presidente do Município da Matola, Júlio Parruque, refletiu sobre os desafios estruturais da cidade mais populosa de Moçambique.
Questionado sobre o que falhou em meio século de governação do seu partido para que a Matola enfrente problemas crónicos de ordenamento, Parruque apontou a gestão da terra como o nó górdio.
“O grande desafio persiste aí na gestão da terra da melhor forma possível para que as pessoas tenham direito à cidade sem serem cerceadas”, afirmou o edil, reconhecendo que, no passado, a prioridade foi o acolhimento de moçambicanos que fugiam da guerra, muitas vezes em detrimento do planeamento rigoroso.
O autarca, que é arquiteto de formação, sublinhou que a cidade cresceu sem a devida fiscalização, resultando em construções em bacias de retenção e caminhos de água. Para o futuro, Parruque defende a implementação rigorosa de planos de pormenor e zoneamento.
“Se é área industrial não é para pôr igreja, não é para pôr escola”, reiterou, enfatizando que a sua governação está focada em corrigir erros históricos através da demolição de obstáculos e novos projetos de drenagem.
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