O primeiro-ministro indiano, Modi, saudou o acordo sobre minerais críticos e terras raras como um “grande passo para a construção de cadeias de abastecimento resilientes”.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, encontrou-se com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em Nova Delhi, no sábado, e discutiu o aumento das oportunidades de comércio e investimento.
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Modi disse num comunicado que o acordo sobre minerais críticos e terras raras foi um “grande passo para a construção de cadeias de abastecimento resilientes”.
A China domina a mineração e o processamento das terras raras e dos minerais críticos do mundo, e aumentou o seu controlo sobre as exportações nos últimos meses, à medida que os Estados Unidos tentam quebrar o seu domínio sobre a indústria em crescimento.
Ainda assim, para o Brasil, que segue a China como o segundo maior detentor mundial de minerais críticos, os seus recursos são utilizados numa série de campos, incluindo veículos eléctricos, painéis solares, smartphones, motores a jacto e mísseis guiados.
Em nota, Lula disse: “aumentar os investimentos e a cooperação em questões de energias renováveis e minerais críticos está no centro do acordo pioneiro que assinamos hoje”.
Embora até agora tenham surgido poucos detalhes sobre o acordo mineral, a procura por minério de ferro, um material do qual o Brasil é o segundo maior produtor e exportador depois da Austrália, na Índia cresceu no meio da rápida expansão da infra-estrutura e do crescimento industrial.
Rishabh Jain, especialista do think tank Conselho de Energia, Meio Ambiente e Água, com sede em Nova Delhi, disse à agência de notícias AFP que a crescente cooperação da Índia com o Brasil em minerais críticos segue os recentes compromissos da cadeia de abastecimento com os EUA, a França e a União Europeia.
“As alianças do Sul Global são fundamentais para garantir o acesso diversificado e local aos recursos e moldar as regras emergentes do comércio global”, disse Jain à AFP.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia anunciou que, juntamente com o acordo sobre minerais críticos e terras raras, foram assinados outros nove acordos, incluindo um memorando de entendimento que ia desde a cooperação digital até à saúde.
Além disso, Modi chamou o Brasil de “maior parceiro comercial da América Latina” da Índia.
“Estamos empenhados em levar o nosso comércio bilateral para além dos 20 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos”, disse ele.
“Nosso comércio não é apenas um número, mas um reflexo de confiança”, disse Modi, acrescentando que “Quando a Índia e o Brasil trabalham juntos, a voz do [the] O Sul Global torna-se mais forte e mais confiante.”
O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, também disse estar confiante de que as negociações de Lula com Modi “darão um novo impulso aos nossos laços”.
De acordo com o Observatório da Complexidade Económica (OEC), em 2024, as exportações indianas para o Brasil atingiram 7,23 mil milhões de dólares, sendo o petróleo refinado a principal exportação. Por outro lado, as exportações brasileiras para a Índia atingiram US$ 5,38 bilhões, sendo o açúcar bruto o principal produto de exportação.
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