Segundo Chapo, que falava terça-feira aos jornalistas, resumindo a sua visita de trabalho de três dias à Etiópia, um dos sectores em que o governo se tem concentrado para a diversificação da economia é o turismo.
“Para o desenvolvimento do turismo, a conectividade aérea é extremamente importante”, afirmou, respondendo a uma questão colocada pela AIM, na sequência das preocupações levantadas pelo presidente do Grupo Ethiopian Airlines, Mesfin Tasew, relativamente à falta de incentivos para a empresa expandir o número de voos e destinos em Moçambique.
Tasew apontou três constrangimentos principais: a transferência de moeda estrangeira (particularmente dólares americanos) para a Etiópia, impostos elevados e dupla tributação.
Sobre a exportação de moeda estrangeira, Chapo afirmou que este é um assunto já conhecido das autoridades moçambicanas e garantiu que, após interacções com o sector financeiro, ficou claro que a questão seria resolvida. “Acreditamos que esse problema será superado a qualquer momento”, disse Chapo.
Quanto às taxas aeroportuárias alegadamente elevadas, o Presidente garantiu que o Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) está numa fase avançada de um estudo aprofundado para compreender os fundamentos da denúncia, tendo em conta as realidades regionais e internacionais.
“O objectivo não é só resolver a preocupação da Etiópia, mas também de todas as companhias aéreas que voam para Moçambique. Relativamente à alegada dupla tributação, precisamos de detalhes”, disse.
Para o efeito, explicou, as instituições ligadas aos sectores da aviação civil e fiscal estão a formar uma equipa conjunta que trabalhará com os seus homólogos etíopes para discutir o assunto.
Apesar dos constrangimentos identificados, Chapo manifestou confiança no reforço da atuação da empresa etíope no país.
“Quero assegurar-vos que apesar destas três preocupações, a Etiópia tomou decisões imediatas, como aumentar os voos para a Beira de cinco para sete voos semanais, pois verificaram que a Beira é um mercado promissor”, disse.
Acrescentou que as autoridades também apresentaram uma proposta para a empresa passar a operar voos para a cidade portuária de Nacala, no norte do país.
“Ficou acordado que se tudo correr bem, a companhia começará a voar para Nacala no dia 1 de Julho”, disse Chapo.
Actualmente, a Ethiopian Airlines opera sete voos semanais entre Maputo e Adis Abeba.
No passado, a empresa também fornecia ligações domésticas dentro de Moçambique.
(MIRAR)
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