As autoridades fecharam fábricas de medicamentos que eram canal de financiamento para o ex-governante Bashar al-Assad, relatório da ONU.
Publicado em 22 de dezembro de 2025
O governo da Síria reprimiu a indústria Captagon, que floresceu sob o antigo líder de longa data Bashar al-Assad, de acordo com um relatório das Nações Unidas.
Desde que al-Assad demitir há um anoas novas autoridades da Síria desmantelaram uma rede de fábricas e locais de armazenamento, afirmou um resumo de pesquisa publicado na segunda-feira pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
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Durante mais de uma década, a Síria produziu a maior parte do Captagon do mundouma pílula altamente viciante, semelhante à anfetamina, trazendo bilhões de dólares para o governo de al-Assad.
Contudo, o Presidente interino Ahmed al-Sharaa levou a cabo uma repressão ao tenta legitimar seu governo e fortalecer os laços diplomáticos em todo o mundo.
No geral, 15 laboratórios de nível industrial e 13 locais de armazenamento foram encerrados, de acordo com o relatório do UNODC. A agência disse que a ação “mudou drasticamente” o mercado Captagon em toda a região.
O papel da Síria no comércio de drogas já havia sido previamente escrutinado por vários estados do Golfo, onde a pílula é popular, incluindo a Arábia Saudita. Também ajudou a provocar sanções ocidentais.
Durante anos, o comércio do Captagon proporcionou milhares de milhões de dólares em lucros a redes e indivíduos alinhados com o antigo governo “seja dentro da liderança do aparelho de segurança do regime, do sector comercial e da elite empresarial da Síria, e/ou familiares de Bashar al-Assad”, de acordo com Caroline Rose, especialista em tráfico de droga sírio no think tank New Lines Institute.
Maher al-Assad, irmão de Bashar e antigo comandante da Quarta Divisão de elite do exército, foi identificado como um actor-chave, lucrando com a protecção dos carregamentos através de Latakia, um antigo reduto de al-Assad.
Apesar de o actual governo sírio ter como alvo a indústria, grandes apreensões da droga em toda a região sugerem que continuam em circulação reservas significativas de pílulas originárias da Síria, observou o relatório.
A produção em menor escala também deverá continuar dentro da Síria e nos países vizinhos, acrescentou o UNODC, sendo que os países do Golfo continuam a ser os principais compradores da droga.
A agência da ONU afirmou que a perturbação da indústria Captagon do Médio Oriente mostra que com “vontade política e cooperação internacional… mesmo os mercados de drogas altamente complexos podem ser desestabilizados num período de tempo relativamente curto”.
No entanto, alertou que a mudança corre o risco de empurrar os consumidores regionais para novas substâncias sintéticas, como a metanfetamina, cuja popularidade cresceu recentemente.
“Sem abordar a procura subjacente de ‘Captagon’, o tráfico e o consumo provavelmente passarão para outras substâncias, como a metanfetamina, com novas rotas e intervenientes a emergirem para preencher a lacuna”, afirmou.
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