A junta governante da Guiné-Bissau libertou na terça-feira seis membros da oposição política que tinham sido detidos desde um golpe de Estado no mês passado.
Os seis membros da oposição libertados seriam colaboradores próximos de Domingos Simões Pereira, líder do partido PAIGC que levou o país à independência em 1974.
O DAILY POST informa que Pereira está sob custódia desde o golpe.
Numa declaração do Alto Comando Militar, órgão de governo da junta, as libertações são descritas como um sinal de boa fé e um passo no sentido do regresso à normalidade constitucional e ao respeito pelos direitos internacionais.
O exército tomou o poder a 26 de Novembro, depois de depor o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embalo, na sequência de uma votação presidencial.
Depois de assumirem o poder, os militares suspenderam o processo eleitoral e anunciaram que assumiriam o controlo do país da África Ocidental pelo período de um ano.
O DAILY POST recorda que outro candidato da oposição, Fernando Dias, refugiou-se na embaixada da Nigéria, que lhe concedeu asilo, enquanto Embalo fugiu do país depois de ter sido brevemente detido pelos militares na altura do golpe.
Entretanto, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, liderou uma delegação à Guiné-Bissau, onde se reuniu com opositores detidos e solicitou a sua libertação.