A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, revelou que o Estado perdeu cerca de 40 milhões de meticais devido a fraude nos exames da 9.ª classe, especialmente na província da Zambézia. O principal responsável já foi identificado e responde criminalmente. O Ministério planeia reforçar a segurança dos exames para evitar novos casos.
A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, anunciou hoje que o Estado moçambicano sofreu um prejuízo financeiro estimado em 40 milhões de meticais devido a fraude académica nos exames da 9.ª classe. A revelação foi feita durante a sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República.
Segundo a governante, a fraude concentrou-se na província da Zambézia e afetou quatro exames daquela classe. O principal responsável foi o Director Adjunto da Escola Básica de Nagor, que confessou a participação no crime. A Ministra qualificou a ação como “revelação da informação científica classificada e violação do sigilo profissional”, causando um prejuízo financeiro significativo ao Estado.
Os envolvidos na fraude respondem criminalmente perante os órgãos de justiça. Além disso, o Ministério da Educação move processos disciplinares contra os agentes envolvidos, com base no estatuto geral e na violação dos deveres profissionais.
A Ministra também abordou uma situação ocorrida em 14 escolas no distrito de Manjacaze, província de Gaza. Segundo Tovela, a fraude ali foi resultado da distribuição errada dos envelopes com exames, que continham provas já utilizadas em anos anteriores. O erro foi rapidamente identificado, e a reposição das provas aconteceu sem atrasos significativos.
O Ministério está a investigar se o incidente em Gaza foi resultado de negligência ou ato deliberado, e já iniciou um levantamento dos custos envolvidos. “O que queremos é responsabilização”, afirmou a Ministra.
Em resposta a questões sobre os atrasos nos pagamentos das horas extras dos professores, Samaria Tovela garantiu que as dívidas referentes a 2022 foram saldadas e que os pagamentos de 2023 estão em curso. As horas relativas a 2024 e 2025 serão validadas e pagas oportunamente.
Para garantir que os exames sejam realizados com rigor, a Ministra avisou que o Ministério vai intervir caso os professores resistam a corrigir as provas. “Vamos corrigir, somos professores e vamos organizar-nos para isso”, garantiu.
Além disso, o Ministério da Educação e Cultura pretende reforçar a segurança dos exames no próximo ano, introduzindo variantes nas provas para evitar novas fraudes.
A polícia nigeriana acusou o motorista de Anthony Joshua de condução perigosa após um acidente…
Os protestos contra o aumento do custo de vida no Irão entraram no seu sexto…
Fluxo intenso marca travessias na Fronteira de Machipanda A fronteira de Machipanda, na província de…
O chefe da inteligência militar foi creditado por uma série de operações ousadas contra a…
Katembe abalada por roubo com suspeita de colaboração interna Um estaleiro localizado na Katembe foi…
A entrada de 2026 na província de Nampula foi assinalada com um gesto de solidariedade…