A família de uma mulher que morreu e foi enterrada há cerca de dez meses, na Matola, acusa o marido de envolvimento na morte e exige esclarecimentos urgentes. Os irmãos da vítima, acompanhados por um tio, decidiram exumar o corpo no Cemitério Municipal de Texlon para apurar as circunstâncias do óbito. O marido, apontado como principal suspeito, não compareceu ao local.
As dúvidas começaram no próprio dia em que o marido anunciou a morte. Segundo os familiares, ele pressionou para que o funeral acontecesse rapidamente, ignorando pedidos para adiar o enterro, uma vez que alguns parentes estavam fora da cidade.
“A minha mãe e o meu pai pediram que o enterro fosse no sábado, porque as irmãs estavam longe. Mesmo assim, ele insistiu que fosse no dia 24”, relatou um dos familiares.
A situação agravou-se quando, no dia do adeus, o marido recusou a abertura do caixão. A família queria verificar o estado do corpo e confirmar a existência de um ferimento na mão da falecida. “Queríamos ver a mão dela. Tinha uma ferida que deixou cicatriz. Eles disseram que o hospital não permitiu abrir para não ser visto pela população”, explicou a irmã.
Um dos episódios que mais reforçou a suspeita foi a retirada do corpo da casa conjugal, alegadamente feita pelo marido durante a noite, sem polícia, sem familiares e sem qualquer autorização. “Ele levou o corpo da minha irmã à noite, só com o compadre dele. Sem polícia, sem família, sem nada. Queremos justiça”, denunciam.
A família afirma ainda que a falecida já tinha comentado situações de ameaça dentro do lar. “Ela disse que o marido chegou a gritar com ela para falar o que tinha a dizer, senão, se morresse, iam acusá-lo nos media. Aquilo deixou-nos preocupados”, contou uma irmã.
A exumação, realizada dez meses após o enterro, ocorreu sem a presença do marido nem de familiares dele, apesar de terem sido notificados. Para a família, esta ausência reforça a necessidade de uma investigação profunda.
“Queremos saber o que realmente aconteceu. Ele escondeu tudo, tratou do corpo sozinho, tirou a minha irmã de casa sem dizer nada a ninguém. Não faz sentido”, disse um dos irmãos.
Mesmo reconhecendo que a verdade não devolverá a vida da mulher, os familiares afirmam que só a justiça poderá encerrar a dor e a dúvida. “Ele não está aqui. Mas temos de ir até ao fim. Queremos as razões da morte”, acrescentou um parente.
Os familiares esperam que, com a exumação, seja possível realizar exames médicos que determinem as causas reais da morte. A intenção é formalizar queixa e exigir uma investigação criminal que esclareça se houve homicídio, negligência ou encobrimento.
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