O novo treinador das águias irá, afinal, poder trabalhar desde o princípio com a maioria dos jogadores teoricamente mais importantes, pois mais de metade da equipa titular do Benfica da temporada passada estará disponível sem condicionalismos.
O problema número um da equipa benfiquista parecia — e ainda parece — o centro da defesa, mas até nesse campo as coisas começaram a compor-se. Saiu Otamendi, mas há António Silva, com ou sem renovação de contrato, Joshua Wynder, já com experiência de plantel principal, e Gabriel Índio, que vai ser reforço e joga pelo lado canhoto. Conferem segurança ao novo técnico. O menino brasileiro de 17 anos fará os 18 a 26 de julho, mas a autorização dos pais permitirá que trabalhe com Marco Silva na pré-temporada.
Seria possível, portanto, idealizar desde já uma equipe perfeitamente competitiva para enfrentar o St. Gallen, mesmo sem contar os mundiais ou aqueles que deixaram o clube. As águias, vale lembrar, perderam o lateral/ala Sidny Lopes Cabral, que se transferiu para o Trabzonspor, e o zagueiro Gonçalo Oliveira, que foi para o Rennes, além, é claro, de Otamendi, que vestirá a camisa do River Plate.
O tal reforço para o eixo defensivo, capaz de substituir Otamendi, parece ser, pois, aquele que justificará mais urgência e maior atenção da SAD e de Marco Silva. Mas Tomás Araújo, se necessário for, até pode ser convidado a encurtar as férias, em modo de emergência para a primeira mão com o St. Gallen.
Dito isso, Marco Silva, goste mais ou goste menos das opções disponíveis atualmente, tem pelo menos uma base que lhe permite atacar com segurança a tal fase eliminatória da Liga Europa, evitando algo que acabou traindo outros treinadores: pressa em contratar e erros de avaliação em jogadores caros.
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