A denúncia de cartéis no Estado moçambicano ganhou profundidade com a análise de Salomão Moyana, que apontou a cumplicidade de sectores governamentais na captura de mercados estratégicos.
Segundo Moyana, sectores como energia, mineração, agricultura e exportação de produtos básicos estão sob controle de grupos privados ligados a altos dirigentes: “A origem desses cartéis é o próprio governo.” Ele exemplificou com a EDM, onde empresas de dirigentes alugam viaturas e cobram tarifas elevadas.
Outro exemplo citado foi o scanner da Cumba, que exige empresas privadas para operação e cobrança de taxas. Moyana afirmou que os lucros vão para cofres de privados, enquanto o Estado arrecada apenas uma pequena porcentagem: “O resto fica para os privados, deixando o cidadão comum a pagar mais.”
No sector agrícola, destacou a manipulação do feijão bóer em Chalaua, Nampula: “Quem não vende à cota não exporta.” Ele também denunciou irregularidades na emissão de passaportes por empresas privadas, transferindo dados do Estado para interesses privados, aumentando custos e riscos para os cidadãos.
Moyana advertiu que o desmantelamento dos cartéis é essencial para reduzir o custo de vida: “Antes de desmantelar os cartéis, não haverá progresso. O produto é barato lá fora, mas fica caro aqui devido à logística e taxas.”
Ele comparou o problema ao combate às máfias sicilianas: “O Presidente deve instruir a PGR a escangalhar os cartéis. Se não houver coragem de pisar calos de alguns camaradas, não haverá nada.” Moyana também alertou para a influência política que protege os interesses dos cartéis, comprometendo políticas públicas e justiça social.
Concluindo, Moyana enfatizou que sem transparência, fiscalização rigorosa e coragem política, a captura de sectores estratégicos por cartéis continuará a comprometer o desenvolvimento económico do país e aumentar o sofrimento da população.
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