A britânica easyJet admite um agravamento dos prejuízos no primeiro semestre e não exclui rever em baixa as previsões para todo o ano. O CEO, Kenton Jarvis, reconhece que os clientes estão a adiar decisões e a alterar destinos, afastando-se do Mediterrâneo oriental em favor do ocidental. Ainda assim, mercados como Chipre, Egito e Turquia mostram sinais lentos de recuperação.
O cenário é de nervosismo. A empresa alerta para uma quebra na curva de reservas e menor visibilidade do futuro próximo, enquanto as suas ações já chegaram a cair até 9%.
A crise já saiu do plano das previsões e passou à ação concreta. A KLM anunciou o cancelamento de 160 voos em maio, afetando rotas europeias a partir do aeroporto de Schiphol, em Amesterdão.
A justificação é direta: há voos que deixaram de ser financeiramente viáveis devido ao aumento dos custos do combustível. Apesar disso, a companhia garante que não existe falta de abastecimento e promete reencaminhar passageiros para voos alternativos.
Outras gigantes seguem o mesmo caminho. A Wizz Air prevê uma queda de 50 milhões de euros nos lucros anuais, enquanto empresas como a Ryanair também já registam perdas em bolsa. Na Nigéria, companhias alertam mesmo para a possibilidade de suspender operações.
O problema não é apenas financeiro — pode tornar-se logístico. A União Europeia prepara medidas urgentes para aumentar a capacidade de refinação, depois de aeroportos alertarem para uma possível crise de abastecimento.
Segundo a Agência Internacional de Energia, a Europa poderá ter apenas seis semanas de combustível de aviação disponível. Um cenário que, a confirmar-se, poderá paralisar parte significativa do tráfego aéreo.
A alemã Lufthansa já tomou medidas drásticas: encerrou imediatamente a sua subsidiária CityLine, retirando 27 aeronaves da operação.
A decisão surge num contexto de custos de combustível mais do que duplicados face ao período anterior ao conflito com o Irão, agravados ainda por tensões laborais internas. O grupo prepara também a retirada de aviões mais antigos, considerados demasiado caros para operar neste novo cenário.
O impacto poderá atingir o auge nos próximos meses. As reservas para o verão ainda estão longe do esperado e as companhias admitem não conseguir prever o comportamento da procura.
A easyJet diz ter parte do combustível assegurado a preços fixos, mas avisa: se os custos continuarem elevados, os bilhetes vão inevitavelmente subir.
A verdade é simples e dura:
👉 menos voos
👉 preços mais caros
👉 maior incerteza para quem quer viajar
Se a crise energética persistir, o verão de 2026 pode ficar marcado como um dos mais instáveis da aviação moderna.
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