O sexto ciclo de negociações para um tratado internacional vinculativo sobre resíduos plásticos chegou ao fim sem consenso, num revés que projecta incertezas sobre o futuro da governança ambiental global.
Delegados de cerca de 184 países, reunidos ao longo de 11 dias, não chegaram a um acordo devido a divergências fundamentais, sobretudo sobre a introdução de limites vinculativos à produção de plástico virgem.
Com a produção global de plástico projectada para triplicar até 2060, a ausência de um acordo robusto compromete os esforços de mitigação de longuíssimo prazo. Sem limites claros, as políticas nacionais e o movimento da sociedade civil terão que compensar a fragmentação global
“O fracasso das negociações do tratado sobre plásticos em Genebra é um sério revés para a governança ambiental global e para a própria indústria de plásticos. Essas negociações representaram uma oportunidade de estabelecer regras globais vinculativas sobre padrões de design, conteúdo reciclado e metas de gestão de resíduos que poderiam ter criado a escala e a certeza necessárias para acelerar o investimento em soluções circulares. Sem esse alinhamento, a mudança para o uso de plásticos virgens permanecerá desigual, com alguns países e regiões introduzindo regulamentações rigorosas, enquanto outros mantêm as actividades normais. Essa fragmentação corre o risco de distorcer os fluxos comerciais, criar complexidade de conformidade e desestimular o investimento transfronteiriço em reciclagem e infraestrutura de materiais alternativos.
Para Kennedy, os efeitos a jusante serão sentidos em toda a cadeia de valor do plástico. Os proprietários de marcas enfrentarão uma série de requisitos em termos de design de embalagens, rotulagem e reciclabilidade, complicando as cadeias de suprimentos e aumentando os custos.
O especialista alerta que produtores e transformadores de polímeros terão menos visibilidade sobre a demanda futura por matérias-primas recicladas e de origem biológica, retardando a aplicação de capital nesses sectores emergentes.
“A falta de uma estrutura comum também dificulta o enfrentamento dos resíduos plásticos transfronteiriços e do vazamento de materiais no meio-ambiente, o que significa que o progresso continuará a depender de uma combinação de políticas nacionais, liderança corporativa e pressão do consumidor”.
Apesar deste revés, o impulso para a mudança permanece forte. As expectativas dos investidores, a legislação regional e a crescente competitividade de materiais reciclados e de base biológica continuarão a impulsionar a indústria rumo à circularidade.
No entanto, sem a igualdade de condições prevista no tratado global, a transição será mais fragmentada, mais custosa e mais lenta do que poderia ter sido.”
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