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Mais oficiais superiores subalternos para o combate ao terrorismo – O País – A verdade como notícia


O Presidente da República orientou hoje a cerimónia de graduação na Academia Militar Samora Machel em Nampula e desafiou o novo efectivo de militares a contribuir na luta contra o terrorismo.

É a décima oitava cerimónia de graduação na Academia Militar Marechar Samora Moisés Machel, em Nampula. O evento contou com a presença do Presidente da República que no seu discurso falou do contributo que o país espera destes na luta contra o terrorismo.

“A partir de hoje, passam a integrar os quadros permanentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Este feito impõe-vos uma responsabilidade acrescida: defender a soberania, a integridade territorial, a independência nacional, a liberdade do povo moçambicano e o povo. Isto tudo deve ser feito com profissionalismo, responsabilidade, competência, coragem, bravura e éticaâ€, disse Daniel Chapo, Presidente da República.

Trata-se de oficiais superiores subalternos dos três ramos das Forças Armadas, nomeadamente, o Exército, a Marinha de Guerra e a Força Aérea.

“É imperioso garantir a permanente prontidão das Forças Armadas para responderem, tanto a cenários militares convencionais, como a ameaças não militares, sempre com uma gestão criteriosa e responsável dos nossos recursos públicos. Queremos um sector da Defesa forte, profissional e eficaz, capaz de assegurar a estabilidade securitária do Estado moçambicano, criando as condições políticas necessárias para a implementação das bases da nossa Independência Económica, um projecto nacional, cujos resultados já começamos a lançar os seus alicerces e são encorajadoresâ€.

Daniel Chapo, aproveitou a ocasião para deixar uma mensagem de encorajamento aos militares que estão no Teatro Operacionao Norte a lutar contra o terrorismo.

“Não nos esquecemos dos membros das Forças de Defesa e Segurança, aos integrantes da Força Local, assim como os nossos aliados do Ruanda, a quem enaltecemos e agradecemos, por combaterem o terrorismo de forma destemida e sem tréguas, quer faça sol, faça frio, faça chuva ou faça vento, 24/24 horas, de Segunda a Segunda, nas matas de Cabo Delgado, nas matas de Eráti, de Memba e da zona de Mecula na Província de Niassaâ€.

 A cerimónia desta segunda-feira terminou com uma exibição aérea de pilotos aviadores formados que fazem parte dos graduados.

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Moçambique com 3 mil pulseiras eletrónicas para aliviar sistema prisional

Esta medida “aliviará a pressão sobre o sistema penitenciário e permitirá a redução imediata das despesas do Estado para este setor”, disse Mateus Saize, ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos moçambicano, durante o lançamento do projeto-piloto de pulseiras eletrónicas, em Maputo.

O governante moçambicano explicou que isto representará a redução para 30 mil meticais (404,3 euros) dos cerca de 150 mil meticais (dois mil euros) gastos atualmente por ano, por cada recluso, uma diferença que, para Mateus Saize, “evidencia a urgência de adotar soluções inteligentes, sustentáveis e alinhadas com as melhores práticas internacionais”.

O lançamento das pulseiras demonstra também uma evolução da justiça moçambicana para “um modelo que combina firmeza, eficiência, racionalidade económica e respeito pelos direitos humanos”, afirmou o ministro da Justiça, recordando que a privação de liberdade não deve ser vista como castigo, mas sim como uma etapa de responsabilização, reeducação e oportunidade de reintegração.

“Sublinho que este projeto representa uma decisão política clara, a de modernizar com coragem, investir com responsabilidade e servir o cidadão com dignidade e respeito pela lei, o que constitui um passo firme na construção de uma justiça mais eficiente, mais humana e mais próxima ao povo”, frisou o Saize.

O ministro explicou ainda, sem avançar detalhes sobre o valor investido, que o equipamento de monitoria está devidamente instalado e em funcionamento, estando uma equipa técnica composta por outras Forças de Defesa e Segurança que poderão intervir em resposta “a quaisquer situações de alerta de violação das regras de uso das pulseiras”.

A colocação das pulseiras aguarda ainda pela “seleção criteriosa” dos reclusos, num processo que envolve o tribunal, o Ministério Público e o Serviço Nacional Penitenciário (Sernap), disse o governante, referindo que Moçambique gasta, em média, três mil milhões de meticais (40 milhões de euros) por ano para manter o sistema penitenciário em funcionamento.

O ministro referiu ainda que as poupanças acumuladas permitirão que, num horizonte de cinco anos, o país possa canalizar mais de 1,8 mil milhões de meticais(24 milhões de euros) para “prioridades essenciais, como a melhoria das infraestruturas penitenciárias, o reforço dos programas de reabilitação e reinserção social e o investimento em tecnologias que modernizam e tornam mais eficiente a administração da justiça”.

Moçambique tem um problema de superlotação nas cadeias, albergando cerca de 21.000 presos, para uma capacidade instalada de 4.498, segundo dados do Ministério da Justiça.

O ministro da Justiça anunciou, em novembro, a construção de 13 novos estabelecimentos penitenciários, nos próximos cinco anos, para resolver o problema da superlotação nas cadeias nacionais, que chegam a exceder o dobro da sua capacidade.

Moçambique conta atualmente com quase 160 estabelecimentos prisionais, entre regionais, provinciais e distritais.

Leia Também: Daniel Chapo quer novos militares a influenciar combate ao terrorismo

Escassez de pintos precipita subida de preço de frango em Inhambane – O País – A verdade como notícia


O preço do frango começou a subir de forma visível na província de Inhambane, acendendo um sinal de alerta numa altura em que o consumo tradicionalmente aumenta devido à quadra festiva. O frango, uma das proteínas mais acessíveis para grande parte das famílias, passou dos anteriores 300 para cerca de 350 meticais por unidade, um aumento que pesa directamente no orçamento doméstico e expõe fragilidades estruturais na cadeia de produção avícola local. Avicultores explicam que o encarecimento resulta sobretudo da subida acentuada do preço dos pintos e de outros insumos essenciais, como rações, medicamentos veterinários e custos de transporte.

Na cidade da Maxixe, um dos principais pontos de comercialização de frango na província, o movimento é intenso, mas o cenário está longe de ser homogéneo. Em alguns aviários há frango disponível, enquanto noutros as capoeiras estão praticamente vazias, denunciando que a produção local ficou aquém das previsões iniciais para esta época. Criadores locais, com diferentes escalas de produção, garantem que existe frango no mercado, mas admitem que a oferta é insuficiente para responder plenamente à procura típica da quadra festiva.

Entre vendedores e compradores, o discurso é marcado por cautela. Há quem assegure que o frango existe, mas ainda não atingiu o peso ideal para o abate. Outros reconhecem que a escassez de pintos nos últimos meses comprometeu seriamente o planeamento da produção. Luísa Manuel, vendedeira de frango na cidade da Maxixe, explica que muitos criadores até têm aves, mas estas ainda estão em fase de crescimento. “Aqui na cidade da Maxixe existe frango, são muitos nas capoeiras, só que ainda não cresceramâ€, afirma, deixando claro que o problema não é apenas a ausência total de produção, mas a incapacidade de colocar frango pronto para venda no momento certo.

Apesar destas garantias pontuais, a realidade revela-se mais dura quando se observa o interior de vários aviários. Capoeiras vazias tornaram-se um retrato silencioso de uma crise que começou meses antes da quadra festiva. Em Inhambane, a escassez de pintos afectou directamente a capacidade produtiva dos avicultores e muitos deles ficaram impossibilitados de garantir frango para comercialização neste período de maior procura. Vilma Samuel, criadora de frangos, reconhece que, apesar do esforço dos produtores, os custos de produção dispararam, tornando inevitável a subida do preço final ao consumidor.

A situação é confirmada pela Associação dos Avicultores, que acompanha de perto o impacto da falta de pintos no sector. Eduardo Lichucha, representante da associação, explica que desde o mês de Outubro o pinto começou a escassear no mercado. “O pinto não só subiu de preço, mas também deixou de estar disponível. Isso comprometeu toda a programação que tínhamos para garantir frango nesta quadra festivaâ€, afirma. Segundo Lichucha, o problema não foi apenas a escassez, mas também a forma irregular como os poucos pintos disponíveis eram distribuídos aos criadores.

De acordo com o responsável associativo, em condições normais o pinto era comercializado a cerca de 55 meticais por unidade, mas o preço chegou a subir para 85 meticais. A este aumento juntaram-se outros custos, como a subida do preço das rações e dos medicamentos, criando um efeito dominó que encareceu toda a cadeia produtiva. “Não foi só o pinto que subiu. Todo o insumo da criação subiu. No fim, isso reflete-se inevitavelmente no preço do frangoâ€, explica.

A crise afectou mais de metade dos cerca de 40 criadores de frango registados ao nível da cidade, deixando muitos sem capacidade de responder à procura do mercado. Lichucha detalha que mais de 50% dos membros da associação enfrentam a mesma situação, com aviários subutilizados ou completamente vazios. “Eu, por exemplo, tenho dois pavilhões com capacidade para 500 frangos cada, totalizando mil. Chegámos a uma fase em que nos prometeram apenas 150 pintos, e ainda assim em fases, o que não é sustentávelâ€, relata.

Outros criadores, segundo a associação, receberam quantidades ainda menores, como 30 pintos, apesar de terem infraestruturas com capacidade para mais de 200 aves. Esta realidade tornou inviável qualquer tentativa de produção em escala suficiente para responder à procura da quadra festiva. O resultado é um mercado pressionado, com menos frango disponível e preços em alta.

Perante este cenário, Inhambane vê-se obrigada a recorrer ao abastecimento externo. Uma parte significativa do frango que será consumido na província terá de ser adquirida fora do território provincial, aumentando a dependência de fornecedores externos e pressionando ainda mais os preços finais. Esta dependência expõe uma vulnerabilidade estrutural do sector avícola local, que continua altamente dependente da disponibilidade de pintos e de insumos vindos de fora da província.

Para os consumidores, a consequência é imediata: frango mais caro numa altura em que as despesas familiares aumentam. Para os criadores, o momento é de frustração, por verem oportunidades de negócio perdidas numa época que tradicionalmente garante maior rendimento. Para a economia local, o impacto traduz-se na saída de recursos financeiros para fora da província, num contexto em que se esperava precisamente o contrário.

A situação levanta também questões mais profundas sobre a necessidade de reforçar a produção local de pintos, melhorar o acesso a insumos a preços mais estáveis e criar mecanismos de planeamento que permitam aos avicultores responder de forma mais eficaz aos picos de procura. Enquanto essas soluções não chegam, o frango continuará a chegar à mesa dos consumidores, mas a um preço mais elevado, refletindo uma crise silenciosa que começou muito antes da quadra festiva e que agora se torna impossível de ignorar.

UE lança voos de ajuda para Darfur, no Sudão, à medida que a crise humanitária aumenta

A aquisição de el-Fasher em Darfur pela RSF torna a “situação catastrófica” ainda pior. Agora o Cordofão corre o risco das mesmas atrocidades.

A União Europeia lançou uma “ponte aérea” para transportar oito aviões cheios de ajuda humanitária para o Sudão devastado pela guerra. Darfur região.

O departamento da Comissão Europeia que supervisiona a ajuda externa revelou a medida na segunda-feira e disse que os voos transportarão 3,5 milhões de euros (4,1 milhões de dólares) em “suprimentos vitais” para a região ocidental, onde “atrocidades em massa, fome e deslocamento” deixaram milhões de pessoas em necessidade urgente.

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O primeiro voo partiu na sexta-feira, entregando cerca de 100 toneladas de ajuda proveniente de “arsenais humanitários da UE e organizações parceiras”, disse a Direção-Geral da Proteção Civil Europeia e Operações de Ajuda Humanitária da Comissão num comunicado.

Outros voos continuarão ao longo deste mês e janeiro, disse, listando água, materiais de abrigo e itens de saneamento, higiene e saúde entre os suprimentos transportados para “um dos lugares do mundo mais difíceis de serem alcançados pelas organizações humanitárias”.

Observou que a queda da capital do Norte de Darfur, el-Fasherque foi capturada pelas Forças Paramilitares de Apoio Rápido (RSF) no final de Outubro, marcou uma “grande escalada de uma situação humanitária já catastrófica” e tornou o acesso à ajuda ainda mais difícil.

A RSF assumiu o controle de el-Fasher após um cerco de 18 meses que impediu os moradores de terem acesso a alimentos, remédios e outros suprimentos essenciais, o que levou mais de 100.000 muitas pessoas fugiram, muitas delas para a cidade de Tawila, que se tornou o epicentro da crescente crise humanitária da região.

Aqueles que fugiram de el-Fasher relataram assassinatos em massa, sequestros e atos generalizados de violência. violência sexual enquanto a RSF invadia a cidade. Chefe de direitos humanos das Nações Unidas Volker turco acusou o grupo de cometer “o mais grave dos crimes”.

Crescente medo de mais atrocidades

O Sudão mergulhou no caos em Abril de 2023, quando uma luta pelo poder entre os militares e a RSF explodiu em combates abertos na capital, Cartum, e noutras partes do país.

Desde que a RSF assumiu o controlo de el-Fasher, que era o último reduto militar em Darfur, os combates deslocaram-se para leste, para a região do Cordofão, à medida que a RSF e os seus aliados procuram assumir o controlo do corredor central do Sudão.

Os paramilitares estão agora de olho em Kadugli, a capital do Estado do Kordofan do Sul; Dilling, também no Kordofan do Sul; e a capital do estado do Cordofão do Norte, el-Obeid. Situam-se num eixo norte-sul entre a fronteira com o Sudão do Sul e a capital nacional, Cartum.

El-Obeid também fica numa estrada importante que liga Darfur a Cartum, que o exército recapturou em março.

A ONU alertou repetidamente que a região do Cordofão corre o risco de testemunhar uma repetição das atrocidades que ocorreram em el-Fasher.

Com a RSF a controlar todas as principais cidades de Darfur, o Sudão está efectivamente dividido em dois. O exército controla o centro, o leste e o norte, enquanto a RSF e os seus aliados controlam o oeste e partes do sul.

Você é tendencioso, afaste-se da minha investigação – Malami critica o presidente da EFCC

Um ex-Procurador-Geral da Federação e Ministro da Justiça, Abubakar Malami, SAN, pediu ao Presidente da Comissão de Crimes Económicos e Financeiros, EFCC, Ola Olukayode, que se retirasse da sua investigação em curso.

Foi assim que Malami acusou Olukayode de parcialidade, vingança pessoal e perseguição política ligada à sua recente deserção para o Congresso Democrático Africano.

Malami, que afirmou isto através do seu assessor de comunicação social, Muhammad Doka, na segunda-feira, alegou que a EFCC está a conduzir o que descreveu como uma detenção ilegal, assédio mediático e abuso processual.

O antigo AGF insistiu que a investigação contra ele não foi motivada por considerações de aplicação da lei, mas por uma profunda animosidade histórica por parte da liderança da EFCC.

“Fui claramente pré-julgado e não posso receber uma investigação justa, objectiva ou legal sob a actual liderança da EFCC”, insistiu Malami.

EUA: 90% das diferenças entre Ucrânia e Rússia foram resolvidas

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenskyafirmou que houve muito progresso nas conversas, apesar delas não terem sido fáceis. Ao mesmo tempo, Zelensky disse ter “opiniões diferentes sobre a questão territorial”, a “mais dolorosa”, e continuará falando com os EUA sobre isso. Ele também alertou que o presidente russo, Vladímir Putinestá utilizando ataques recentes para conseguir vantagem nas tratativas.

Acompanhando a crise humanitária no Sudão: pelos números

À medida que os combates continuam e o acesso à ajuda permanece restrito, os civis no Sudão suportam o custo mais pesado de uma guerra sem fim à vista.

A guerra entre os militares do Sudão e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF) eclodiu em 15 de abril de 2023, desencadeando uma onda de violência que levou a uma das crises humanitárias provocadas pelo homem de crescimento mais rápido no mundo.

Ambos os lados foram acusados ​​de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, enquanto a RSF foi implicada em atrocidades em Darfur que, segundo as Nações Unidas, podem constituir genocídio.

De acordo com os últimos números da ONU, pelo menos 21,2 milhões de pessoas enfrentam níveis elevados de insegurança alimentar aguda, 9,5 milhões de pessoas estão deslocadas internamente, 4,35 milhões de pessoas fugiram do país e 10 milhões de crianças estão fora da escola, com salas de aula destruídas, ocupadas ou inseguras.

As mulheres e as raparigas enfrentam riscos acrescidos, com os sobreviventes a relatarem execuções em massa, tortura, violação, abuso sexual e pedidos de resgate por parte dos combatentes da RSF.

(Al Jazeera)

Mais de 9,5 milhões de pessoas deslocadas internamente

De acordo com o Organização Internacional para as Migrações (OIM)o Sudão enfrenta a maior crise humanitária e de deslocação do mundo, com mais de 9,5 milhões de pessoas deslocadas internamente em 10.929 locais em 185 localidades, abrangendo todos os 18 estados do Sudão.

A maioria dos deslocados procurou refúgio no Sul de Darfur (1,84 milhões), Norte de Darfur (1,75 milhões) e Centro de Darfur (978 mil). Mais de metade, ou 51 por cento, dos deslocados são crianças.

Mesmo antes do início da actual guerra, a OIM estimou que mais de 2,32 milhões de pessoas já tinham sido deslocadas no Sudão, principalmente em Darfur, devido a anos de conflito e crises provocadas pelo clima.

Desde Abril de 2023, mais 7,25 milhões de pessoas foram deslocadas no Sudão, incluindo cerca de 2,7 milhões do estado de Cartum, 2 milhões do Sul de Darfur e um número semelhante do Norte de Darfur.

(Al Jazeera)

Mais de 4,3 milhões de refugiados

Além dos 9,5 milhões de pessoas deslocadas internamente, estima-se que 4,34 milhões sejam refugiados em países vizinhos, elevando o número total de deslocados em todo o Sudão para cerca de 14 milhões – mais de um quarto da população do país de 51 milhões.

A maioria procurou refúgio no Egipto (1,5 milhões), no Sudão do Sul (1,25 milhões) e no Chade (1,2 milhões). Dos que fugiram, cerca de 70 por cento são cidadãos sudaneses, enquanto 30 por cento são não-sudaneses.

Milhões enfrentam níveis emergenciais de fome

Em Setembro de 2025, a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) estimou que 21,2 milhões de pessoas, 45 por cento da população do Sudão, enfrentavam elevados níveis de insegurança alimentar aguda. Isto inclui 6,3 milhões de pessoas na Fase 4 ou em condições de emergência e 375.000 que enfrentam níveis de fome na Fase 5 ou fome.

A fome é o pior nível de fome e ocorre quando as pessoas enfrentam grave escassez de alimentos, desnutrição generalizada e elevados níveis de morte devido à fome.

El-Fasher, no norte de Darfur, e a cidade sitiada de Kadugli, no Kordofan do Sul, foram classificadas como estando em situação de fome. Acredita-se que as condições na cidade vizinha sitiada de Dilling sejam igualmente graves, com rotas de abastecimento cortadas e a escassez piorando a cada dia.

A RSF tomou a cidade de el-Fasher, capital do estado de Darfur do Norte, em Outubro, após uma campanha de cerco e fome de 18 meses. A cidade foi o último reduto do exército sudanês na região.

Aqueles que fugiram de el-Fasher, especialmente crianças, estão a chegar a cidades próximas como Tawila em condições de desnutrição aguda.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU alertou que o massacre no final do cerco forçou as pessoas a sobreviver com cascas de amendoim e ração animal, enquanto imagens de satélite mostravam manchas de sangue de assassinatos em massa e execuções de civis com base na sua etnia.

(Al Jazeera)

Infraestrutura de saúde devastada

A guerra destruiu as infra-estruturas públicas do Sudão, incluindo o seu sistema de saúde. Menos de 25% dos hospitais estão operacionais, deixando milhões de pessoas sem acesso a cuidados médicos devido ao aumento dos surtos de doenças.

A Organização Mundial da Saúde documentou 200 ataques a instalações e pessoal de saúde, com 20 ambulâncias gravemente danificadas ou destruídas.

Com o acesso aos cuidados de saúde tão limitado, a cólera espalhou-se por todo o Sudão, causando mais de 123.000 casos confirmados e mais de 3.500 mortes.

(Al Jazeera)

João Cancelo irritou-se com passageiro num…


Vocêm vídeo que está a circular nas redes sociais mostra João Cancelo numa troca tensa de palavras com um passageiro em pleno voo, que alegadamente o estaria a gravar sem o seu consentimento. A situação levou o português a perder a calma.

“O que é que foi, c******? O que é que foi?”, ouve-se o futebolista dizer, antes de intensificar o tom. “Se precisaste de vir aqui só para dizeres m****, vou-te aleijar, c******. O que é que foi?”, atirou o ex-Benfica.

Ainda assim, e de acordo com informações que foram recolhidas pelo Desporto ao Minutotudo não passou de uma brincadeira com o colega de equipa no Al Hilal Ali Al-Bulayhi.

Até o próprio João Cancelo brincou com a situação nas redes sociais. O português repartilhou o vídeo de parte da situação nas stories do Instagram escrevendo “Arrogância no seu estado puro” acompanhado de um emoji a rir e identificando o número 5 do Al-Hilal, Ali Al-Bulayhi.

Confira o vídeo:

João Félix e João Cancelo surpreenderam adeptos do Corinthians ao marcarem presença no Neo Química Arena para assistirem ao duelo contra o Botafogo. Renan Lodi também acompanhou dupla lusa.

Notícias Minutas | 18:56 – 12/01/2025

Grevistas de fome da Ação Palestina podem morrer na prisão: Famílias, advogados

Londres, Reino Unido – Advogados e familiares de grevistas de fome ligados ao grupo de protesto Ação Palestina estão alertando que os ativistas podem morrer na prisão ao acusarem os funcionários penitenciários britânicos de falta de cuidado e comunicação e o secretário da Justiça de ignorar as suas exigências de uma reunião.

Dos 29 prisioneiros em prisão preventiva afiliados à Ação Palestina detidos por suposto envolvimento em arrombamentos no Subsidiária do Reino Unido da empresa de defesa israelense Elbit Systems em Bristol e da Royal Air Force (RAF) base em Oxfordshire, oito estão em greve de fome em cinco prisões, incluindo duas que recusaram comida durante 44 dias. Cinco foram hospitalizados.

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“A qualquer momento, você pode receber um telefonema para receber as notícias mais infelizes”, disse Shahmina Alam, cujo irmão de 28 anos, Kamran Ahmed, se juntou ao protesto há 36 dias, à Al Jazeera.

Ahmed regressou à prisão de Pentonville, em Londres, na quinta-feira, depois de ter sido hospitalizado pela segunda vez.

“Quando ele está na prisão, é um pouco mais fácil porque ele faz ligações diárias”, disse ela. “Mas quando ele vai para o hospital, a conexão é cortada porque a prisão nos impede de nos comunicar.”

Mas o alívio de Alam quando Ahmed telefonou na quinta-feira durou pouco.

O médico que tratou Ahmed disse-lhe que “agora ele começará a declinar” e esperava que ele fosse hospitalizado pela terceira vez, disse Alam.

Tendo entrado na prisão com um peso saudável para a sua altura, 74 kg (163 lb) e 180 cm (5 pés e 11 polegadas), Ahmed perdeu mais de 10 kg (22 lb) e tem níveis perigosamente elevados de cetonas.

“Ele parecia cansado”, disse Alam. “Ele tem ulcerações na boca, então quando ele está falando, você pode dizer que é muito doloroso para ele falar.

Ela acrescentou: “Estamos em um ponto em que é um território muito perigoso”.

Ahmed, que trabalhava como mecânico de automóveis, foi preso pela polícia antiterrorista em uma operação na madrugada de novembro de 2024, oito meses antes da Ação Palestina ser proscrita como “organização terrorista“. Ele é acusado de roubo qualificado, danos criminais e desordem violenta por causa de seu suposto envolvimento na invasão no local de Elbit meses antes. Ele terá passado mais de 20 meses na prisão até seu julgamento, que está marcado para junho de 2026.

A Ação Palestina acusou o governo do Reino Unido de cumplicidade nos crimes de guerra israelenses em Gaza e disse que está “comprometido em acabar com a participação global no regime genocida e de apartheid de Israel”.

No dia 9 de dezembro, os advogados dos prisioneiros em prisão preventiva escreveram a David Lammy, o secretário da Justiça, solicitando uma reunião urgente.

“Existe o potencial real e cada vez mais provável de que jovens cidadãos britânicos morram na prisão, sem nunca terem sido condenados por um crime”, escreveu o escritório de advocacia Imran Khan & Partners na carta vista pela Al Jazeera. “Como Secretário de Estado da Justiça, você está na posição única de poder responder às suas preocupações… antes que seja tarde demais para evitar a morte de um ou mais dos nossos clientes.”

Sobre Ahmed, a empresa escreveu: “Ele se sente incrivelmente tonto, especialmente quando está de pé. Ele sofre de aperto no peito e respiração superficial.”

Alam acusou o Serviço Prisional de não ter atualizado a família sobre o estado de saúde de Ahmed e está preocupado por ele não estar sendo observado de perto.

No momento da publicação, o Ministério da Justiça não havia respondido ao pedido de comentários da Al Jazeera.

O protesto é considerado a maior greve de fome coordenada nas prisões do Reino Unido desde 1981, quando presidiários republicanos irlandeses liderados por Bobby Sands recusaram comida.

As exigências dos grevistas de fome pró-Palestina incluem fiança imediata, o direito a um julgamento justo e a revogação da Acção Palestina. Eles também estão pedindo o fechamento de todos os sites da Elbit.

‘Ponto de crise para ativistas’

Qesser Zuhrah, 20 anos, e Amu Gib foram os primeiros a fazer greve de fome há 44 dias. Eles são acusados ​​de envolvimento nas ações da Elbit e da RAF, respectivamente.

Zuhrah, que perdeu 13% do peso corporal, perdeu recentemente a consciência e foi hospitalizada, segundo relatos. Os seus amigos e médicos disseram ao Middle East Eye que as autoridades prisionais se recusaram a fornecer informações sobre a sua condição.

Gib perdeu mais de 10kg e precisa ficar deitada a maior parte do dia porque sofre de exaustão. Foi-lhe oferecida uma cadeira de rodas, disseram os seus advogados, “devido à sua incapacidade de andar”.

“Relatos de que activistas da Acção Palestina em greve de fome foram hospitalizados devido à grave deterioração da saúde provocam arrepios na espinha”, disse a Amnistia Internacional do Reino Unido. “Este é um ponto de crise para estes activistas – os procuradores devem abandonar as alegações de uma ‘ligação terrorista’ nestes casos e pôr fim a qualquer detenção preventiva excessivamente longa.”

Lammy ainda não respondeu aos pedidos de reunião dos advogados.

No parlamento, na semana passada, a Presidente Lindsay Hoyle disse ao deputado trabalhista John McDonnell, que escreveu a Lammy sobre as greves de fome, que era “totalmente inaceitável” que os ministros não respondessem à correspondência.

A pressão aumentou ainda mais sobre Lammy quando, há vários dias, Alam confrontou o secretário da Justiça enquanto este participava num evento de Natal em Londres. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra ela apresentando uma carta a ele e explicando as preocupações de sua família. Ele pode ser visto respondendo: “Não sei nada sobre isso” e depois pergunta: “No Reino Unido?”

A troca deles foi “profundamente preocupante”, disse Alam.

“Fiquei ainda mais doente, saber que as pessoas que estão em posição de ajudar a acabar com esta greve de fome não estão engajadas.”

Australia debates gun laws after 15 killed by father and son in Sydney

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Live updates,

Australia’s prime minister said gun laws would be discussed by the national cabinet today in the wake of the deadly shooting in Sydney.

Published on December 15, 2025

  • ONE mass shooting at Bondi Beach in Sydney, it killed at least 15 people and injured 40.
  • A bystander, filmed attacking and disarming an attacker during filmingwas praised as a hero.

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