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Brasil enviará guarda nacional para perto da fronteira com a Venezuela


As tensões aumentam à medida que o Brasil reforça a sua fronteira norte após os ataques aéreos dos EUA na Venezuela e o sequestro do seu presidente Nicolás Maduro.

São Paulo, Brasil – O Brasil planeja enviar tropas da guarda nacional para o norte do estado de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela e tem uma forte presença de grupos armados ilegais que traficam drogas e mineram ilegalmente em ambos os lados da fronteira internacional, de acordo com um decreto governamental.

Em decreto oficial publicado nesta quinta-feira, o governo autorizou o envio de um número indeterminado de efetivos da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) para Pacaraima, bem como para a capital de Roraima, Boa Vista, a cerca de 213 quilômetros (132 milhas) da fronteira.

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A medida ocorre depois que os EUA bombardearam a Venezuela no sábado e sequestraram seu presidente, Nicolás Maduro. No domingo, Brasil temporariamente fechado sua fronteira com a Venezuela perto de Pacaraima.

O decreto afirma que o FNSP apoiará os órgãos de segurança pública do estado e atuará de forma “essencial à preservação da ordem pública e à segurança de pessoas e bens”.

A mídia brasileira informou na quarta-feira que a Venezuela estava reforçando sua presença militar na fronteira, e vários grupos armados, incluindo colectivos venezuelanos e gangues brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), operam na área.

Gimena Sanchez, diretora dos Andes do Escritório de Washington para a América Latina (WOLA), disse à Al Jazeera que o envio de tropas de guarda do Brasil para a fronteira é uma “medida apropriada”. Ela disse que a violência causada por grupos rebeldes colombianos ativos na Venezuela está empurrando a população mais para o sul, em direção ao Brasil.

Ela acrescentou que “faz sentido [for Brazil] para reforçar a fronteira”, mas observou que ainda não houve um deslocamento em massa de venezuelanos.

O Brasil tem sido um crítico feroz dos ataques dos EUA. Na plataforma de mídia social X, seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que os EUA cruzaram uma “linha inaceitável”.

Questionado se os comentários do presidente Lula poderiam provocar Washington, Sanchez disse que os EUA estão mais preocupados com Cuba, México e Colômbia neste momento. “Dado esse contexto e também que alguns países europeus também o condenaram, não creio que o Brasil corra o risco de ser o foco da ira do governo Trump”, concluiu.

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