De Lucy Davalou & PA
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Milhares de pessoas reuniram-se na praia de Bondi, em Sydney, para homenagear as 15 vítimas do ataque a tiro domingo passado durante o festival judaico do Hanukkah. Um minuto de silêncio foi respeitado às 18h47 (8h47 CET), hora do início do massacre.
O primeiro-ministro australiano, Antony Albanese, escreveu em várias mensagens na rede social X que está ao lado da comunidade judaica.
“A comunidade australiana está ao lado dos australianos judeus neste momento negro”, afirmou numa dessas mensagens.
Entretanto, o domingo, 21 de dezembro, foi transformado em Dia Nacional de Reflexão pelos governos federal e do estado de Nova Gales do Sul.
No domingo passado, dois homens armados abriram fogo numa celebração do Hanukkah. Segundo as autoridades, 13 dos feridos continuam internados em hospitais de Sydney.
Alex Ryvchin, co-chefe do Conselho Executivo dos Judeus Australianos, afirmou que as famílias das vítimas se sentiram “trágica e imperdoavelmente desiludidas” com o facto de o governo não ter conseguido resolver o problema do antissemitismo crescente.
Os líderes indígenas realizaram uma cerimónia tradicional de fumo no domingo de manhã no Pavilhão Bondi, onde foi criado um memorial durante a última semana.
O rabino Levi Wolff esperava que milhares de pessoas se reunissem no domingo para homenagear as vítimas e apoiar a comunidade judaica.
“Os australianos compreendem que este ataque não foi apenas contra o povo judeu – somos um alvo fácil – mas que se trata de um ataque aos valores australianos e virão aqui para se juntar a nós, ombro a ombro, como fizeram na última semana, para dizer às pessoas deste país que não há tolerância para o ódio. A violência não tem lugar no nosso belo país”, afirmou Wolff.
Albanese anunciou uma revisão das agências federais de aplicação da lei e dos serviços de informação para verificar se dispõem dos poderes e processos adequados para manter os australianos em segurança, com um relatório a apresentar até abril de 2026.
Os alegados atiradores são Naveed Akram, 24 anos, que foi baleado pela polícia e permanece no hospital, tendo sido acusado de 15 crimes de homicídio e 40 crimes de danos com intenção de homicídio. O pai de Naveed, Sajid Akram, 50 anos, foi morto a tiro pela polícia no local do crime.
A principal agência de espionagem interna da Austrália investigou os associados de Akram em 2016, mas não concluiu que ele representava uma ameaça.
Ryvchin diz que “há muita raiva” na comunidade judaica.
“Penso que estamos a passar por várias emoções, por várias fases, e há um sentimento real de termos sido desiludidos e traídos. E a comunidade quer respostas e quer mudanças”.
A polícia reforçou a segurança em redor da praia de Bondi no domingo, incluindo a mobiolização de agentes armados com espingardas. Dois agentes ficaram gravemente feridos. Surgiram críticas ao facto de, na semana passada, os primeiros agentes estarem armados apenas com pistolas Glock, que não tinham o alcance das armas dos atacantes.
“A nossa prioridade é garantir que toda a gente se possa reunir para honrar as vítimas e apoiar-se mutuamente sem medo”, disse o Comissário da Polícia de Nova Gales do Sul Mal Lanyon.
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