A capital de Madagascar viveu uma das maiores manifestações populares dos últimos anos. Milhares de cidadãos malgaxes ocuparam as ruas para exigir direitos básicos como acesso à água potável, eletricidade e liberdade de expressão. O protesto começou de forma pacífica, mas terminou sob violência, repressão policial e acusações de manipulação.
Na manhã do dia 25, as forças de segurança atacaram os manifestantes com violência. Testemunhas relatam que os agentes lançaram gás lacrimogéneo indiscriminadamente, atingindo crianças em idade escolar e até famílias dentro de casa. Pelo menos uma pessoa adulta e um bebé morreram, enquanto vários cidadãos sofreram ferimentos durante os confrontos.
À noite, o cenário agravou-se. Grupos invadiram grandes estabelecimentos comerciais em Antananarivo, provocando saques e vandalismo. Várias testemunhas asseguram que esses actos não partiram dos manifestantes pacíficos, mas de agentes infiltrados das forças de segurança, disfarçados de civis. Relatos indicam ainda que alguns destes elementos receberam cerca de 10.000 ariary (aproximadamente 2 dólares norte-americanos) para incitar a desordem.
Tiros ecoaram até à 1h da manhã e novas mortes ampliaram o clima de medo na capital.
Enquanto o país mergulhava no caos, o Presidente de Madagascar discursava em Nova Iorque, defendendo paz e unidade numa conferência internacional. A ausência de resposta imediata às necessidades primárias da população aumentou a revolta dos cidadãos, que acusam o governo de negligência e desconexão com a realidade nacional.
O bloqueio do Aeroporto Internacional de Antananarivo cancelou todos os voos de entrada e saída, deixando Madagascar praticamente isolado do mundo.
Paralelamente, as autoridades mandaram bloquear ou remover várias contas de redes sociais, incluindo páginas administradas fora do país. Organizações da sociedade civil denunciam censura e manipulação de informação, que impedem a divulgação da verdade à comunidade internacional.
Organizações locais e activistas de direitos humanos pedem às ONGs, à imprensa internacional e a organismos de defesa de direitos humanos que verifiquem os factos de forma independente e não se deixem manipular pela desinformação.
“O povo malgaxe exige democracia pacificamente e não deve ser silenciado”, declarou um grupo de manifestantes em Antananarivo.
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