A África do Sul decidiu reduzir temporariamente o imposto sobre combustíveis durante o mês de abril, numa tentativa de conter a subida acentuada dos preços provocada pela guerra com o Irão.
A medida surge após forte pressão de sindicatos e do setor empresarial, num contexto de crescente custo de vida e instabilidade nos mercados energéticos.
Segundo avançou a TV Miramar, os ministérios das Finanças e do Petróleo confirmaram que o corte fiscal terá um custo estimado de cerca de 6 mil milhões de rands para o Estado sul-africano. O Governo garante, no entanto, que o impacto será compensado através de outros mecanismos, estando igualmente em preparação um pacote mais abrangente de apoio económico.
Apesar da intervenção fiscal, os preços dos combustíveis continuam a subir de forma significativa.
As projeções apontam para um aumento de cerca de 15% na gasolina e até 40% no gasóleo, refletindo a volatilidade dos mercados internacionais e o impacto direto do conflito no fornecimento global de energia.
A redução da taxa geral sobre combustíveis surge como uma medida de alívio imediato, mas insuficiente para travar totalmente o impacto no bolso dos consumidores.
A incerteza mantém-se elevada, sobretudo entre os profissionais que dependem diretamente do combustível para trabalhar, como transportadores e operadores logísticos.
Num cenário marcado por tensões geopolíticas e pressão inflacionista, a eficácia das medidas agora anunciadas dependerá da evolução do conflito e da capacidade do Governo em sustentar novos apoios.
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