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Adiada para janeiro a votação do acordo UE-Mercosul


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Não haverá votação sobre o acordo comercial da UE com o bloco sul-americano Mercosul até o ano que vem, confirmou um responsável da UE, depois de Itália ter apoiado o pedido de França para adiar a votação.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esperava viajar para o Brasil no sábado para selar o acordo com os líderes do Mercosul, incluindo o presidente Lula da Silva. Mas Lula e Giorgia Meloni mantiveram uma conversa telefónica na qual a primeira-ministra italiana disse que não se opõe ao acordo, mas pediu mais tempo para tranquilizar os agricultores italianos.

Lula disse aos jornalistas que Meloni enfrentava “restrições políticas”, mas que prometeu encontrar uma solução em dez dias a um mês. Isso significa que a decisão foi adiada para janeiro, para grande frustração dos maiores defensores do acordo, incluindo a Alemanha e a Espanha, que alertaram que um adiamento poderá acabar com o acordo para sempre.

Lula tem defendido o acordo e, como anfitrião da próxima cimeira, o presidente brasileiro está a apostar a sua credibilidade diplomática no fecho do pacto antes das eleições do próximo ano, em que vai tentar a reeleição.

Na quarta-feira, expressou frustração com a oposição italiana e francesa durante um conselho de ministros.

“Se não o fizermos agora, o Brasil não fará mais acordos enquanto eu for presidente”, disse Lula, acrescentando que o pacto “defenderia o multilateralismo” enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, persegue o unilateralismo.

Milei, um aliado ideológico próximo de Trump, também apoia o acordo. “Temos de deixar de pensar no Mercosul como um escudo que nos protege do mundo e começar a pensar nele como uma lança que nos permite entrar eficazmente nos mercados globais”, afirmou.

Atraso vai prejudicar a UE, diz chanceler alemão

O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou, antes da cimeira de Bruxelas, que o atraso ou o abandono do acordo prejudicaria a posição global da UE. “Se a União Europeia quer continuar a ser credível na política comercial global, então as decisões têm de ser tomadas agora”, afirmou.

O acordo representa também uma competição estratégica entre os países ocidentais e a China em relação à América Latina, afirmou Agathe Demarais, membro sénior do Conselho Europeu de Relações Externas.

“A não assinatura do acordo de comércio livre entre a UE e o Mercosul corre o risco de aproximar as economias latino-americanas da órbita de Pequim”, alertou.

“Temos de nos livrar das nossas dependências excessivas e isso só é possível através de uma rede de acordos de comércio livre”, disse von der Leyen. “É de enorme importância que consigamos luz verde para o Mercosul”, frisara a presidente da Comissão Europeia.

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