Activista Social e Jornalista Nádio Taimo desconfia de suposto suborno em processo Eleitoral associativo

O activista social e jornalista Nádio Taimo manifestou, esta terça-feira (16), desconfiança em relação a alegadas tentativas de suborno envolvendo um candidato a um processo eleitoral associativo, questionando a veracidade e a falta de provas das acusações tornadas públicas.

A posição foi expressa numa publicação feita na página oficial de Facebook de Nádio Taimo, onde o jornalista colocou em causa a ausência de elementos mínimos de transparência que sustentem a alegação de que teriam sido oferecidos 10 mil meticais para convencer um candidato a desistir da corrida.

“Aqui recomendo a não acreditar em tudo o que você vê e ouve. Mas quem lhe pagou? E por que não mostra o nome e o número da transferência, como forma de transparência?”, escreveu Nádio Taimo.

Na mesma publicação, o activista questiona a lógica temporal da alegada tentativa de suborno, defendendo que, caso houvesse real interesse em afastar o candidato, isso teria ocorrido num momento anterior do processo, quando este teria, alegadamente, violado o regulamento eleitoral.

“Acredito que mesmo se fosse para lhe comprar, não seria por dinheiro no e-Mola assim, e ainda mais se fosse para lhe tirar da corrida, isso teria acontecido quando ele violou o regulamento eleitoral, não agora”, acrescentou.

Nádio Taimo criticou ainda as declarações do candidato relativas à composição dos delegados votantes, rejeitando a ideia de que as associações envolvidas pertençam à Organização da Juventude Moçambicana (OJM).

“Desde quando as associações juvenis pertencem à OJM? Cada associação tem direito a um voto apenas”, sublinhou.

Segundo o jornalista, o candidato demonstra desconhecimento das regras básicas do processo eleitoral, nomeadamente da lista das associações com direito a voto, o que, na sua leitura, fragiliza a credibilidade das acusações agora levantadas.

“Ele devia pedir a lista das associações que vão votar para saber quem são, em vez de falar coisas sem cabimento. Até aqui ele não está a ser honesto”, escreveu.

O activista considera ainda que a antecipação de justificações públicas pode indicar falta de preparação política e organizativa, alertando que denúncias graves como tentativa de suborno devem seguir os canais institucionais próprios.

“Se ele tem informação de tentativa de suborno, deve fazer denúncia formal às autoridades. Tem também a mesa da Assembleia para denunciar irregularidades”, concluiu.

Até ao momento, não há registo público de qualquer queixa formal apresentada às autoridades competentes ou à mesa responsável pelo processo eleitoral sobre as alegadas tentativas de suborno.

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