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A Estafeta Verde: Como a Reflorestação Está a Transformar a Paisagem e o Futuro da China

Treze anos depois do início de uma iniciativa de plantação de árvores lançada em 2013, a paisagem de uma área do norte da China apresenta uma transformação significativa. Na altura, foram plantadas espécies nativas, entre elas o ginkgo, o pinheiro-branco-chinês e a macieira-silvestre. Hoje, o local apresenta uma floresta em desenvolvimento, resultado de um esforço de longo prazo de recuperação ambiental.

A transformação integra uma estratégia de reflorestação de grande escala. Nas últimas quatro décadas, a China duplicou a sua área de florestas plantadas artificialmente, alcançando uma posição de liderança mundial neste indicador.

Saihanba: um símbolo da recuperação ambiental

A cerca de 400 quilómetros de Pequim, na província de Hebei, encontra-se Saihanba, considerada a maior floresta artificial do mundo.

A área tornou-se um exemplo da possibilidade de recuperar territórios degradados através de décadas de trabalho de reflorestação. O projecto é também apresentado como resultado da continuidade dos esforços de várias gerações.

No noroeste da China, iniciativas de combate à desertificação, como as desenvolvidas em Babusha, na província de Gansu, envolvem comunidades que assumem a recuperação e protecção ambiental como uma responsabilidade transmitida entre gerações.

A chamada “estafeta verde” representa, assim, a continuidade de um trabalho que procura impedir o avanço da desertificação e preservar os territórios recuperados.

Reflorestação como resposta às alterações climáticas

A expansão das áreas florestais é apresentada como uma das estratégias adoptadas para responder aos desafios ambientais e às alterações climáticas.

Mais do que aumentar a cobertura vegetal, estes projectos procuram promover uma relação de maior equilíbrio entre desenvolvimento humano e conservação da natureza.

A experiência chinesa mostra como projectos ambientais de longo prazo podem depender não apenas de investimentos e políticas públicas, mas também da participação contínua das comunidades e da transmissão de responsabilidades entre gerações.

A floresta que hoje cresce é, em grande medida, resultado de decisões tomadas há décadas — e um legado que poderá ser entregue às próximas gerações.