Sérgio Ferreira, 38 anos, foi apresentado nesta sexta-feira como treinador do Alverca, apontando para uma cultura de ambição e exigência por parte dos ribatejanos na luta pela manutenção na segunda temporada consecutiva na Liga.
O técnico campeão pelos sub-19 do FC Porto na última temporada agradeceu à SAD do Alverca pela oportunidade de orientar, pela primeira vez, um emblema da Liga, admitindo que o objetivo dos ribatejanos passa por assegurar a permanência o mais rápido possível. «A equipe está aderindo. Ele tem um potencial enorme e muita ambição de voltar a fazer o que fez e muito bem, mas exibindo uma nova versão. Tenho uma equipe técnica ousada e ousada. Buscaremos uma grande exigência do grupo em campo», disse o timoneiro na entrevista coletiva de apresentação, ele que substituirá Custódio Castro, que saiu após desinteligências com a estrutura do futebol.
O Alverca abre o campeonato no Estádio do Dragão, diante do campeão nacional FC Porto, no fim de semana de 8 e 9 de agosto, o que, para o treinador, também será um retorno a «casa», e logo na terceira rodada enfrenta em Alvalade o Sporting. «É bom. Temos que nos preparar para o mais alto nível. O torneio é extremamente desafiador, e ao Dragão teríamos que ir lá, fosse na primeira ou na 15ª rodada, então vamos ter que estar em alerta máximo. Queremos ser uma equipe capaz de competir seja contra quem for», ressaltou.
Por sua vez, o presidente da SAD do Alverca, José Miguel Albuquerque, assumiu que a aposta em Sérgio Ferreira foi decidida em função do trajeto do ex-técnico dos sub-19 portistas. «Mostrou ter capacidade de jogar um futebol para ganhar. É um treinador campeão, capaz de trabalhar com jovens e com vestiários multiculturais», destacou, esperando, por outro lado, que esse certame seja ainda mais disputado: «O objetivo é a manutenção e isso é muito claro para todo mundo. O Alverca terá um campeonato talvez ainda mais equilibrado na luta pela permanência. Espero que Marítimo e Académico de Viseu venham com força e capacidade e serão mais dois clubes em uma luta que se vê equilibrada.»
Sem preocupação por Chiquinho
O dirigente dos alverquenses não se alongou muito sobre a possível saída de Chiquinho do Ribatejo, admitindo que o extremo é um «ativo importante» e que, se sair, terá um substituto à altura para responder às exigências. «Temos uma estrutura capaz de dar essa resposta, e já o demonstrámos com o Alex Amorim [transferido para o Génova em janeiro, por €8M ]. Se sair, temos que ser recompensados, mas, por enquanto, ele é jogador do Alverca e estamos muito felizes em ter o Chiquinho conosco», admitiu.
Em relação à composição do elenco e depois de na última temporada ter havido uma autêntica revolução, José Miguel Albuquerque afirmou que este ano serão necessários apenas alguns ajustes. «Desta vez não vai ser de raiz. Já temos o tronco da árvore, mas ainda temos muitos galhos para fazê-la crescer. Conseguimos manter um pouco da espinha dorsal, então faremos alguns ajustes para que essa equipe possa competir da melhor forma possível», deixou como garantia.
Após uma semana de exames médicos e testes físicos, os treinos do plantel do Alverca começam na próxima segunda-feira, 6 de julho, no centro de treinos de Palmela, e o primeiro jogo de preparação terá lugar no dia 11, à porta fechada, frente ao Estrela da Amadora, equipa que também lutará pela permanência.